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sexta-feira, 19 de julho de 2013

IDE - A Revelação

 A REVELAÇÃO
Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
Uma vez que uma determinada opinião é postada e, outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.

 
Na solitária e vulcânica ilha de Patmos, Deus se fez revelar por intermédio de Jesus Cristo, que por Sua vez, move o Espírito Santo, este comunica ao anjo Gabriel Suas pronunciações, desfraldando Sua vontade em relação ao Seu povo, toda humanidade, de todas as épocas passadas e futuras, impressionando a instrumentalidade humana através de sonhos e visões, então, confia ao Discípulo Amado Suas resoluções e desígnios, para que este, com espontaneidade e desvelo, viesse a escrever num livro e repassasse às igrejas a completa totalidade e propósito do Todo Poderoso.
Só assim, após se cumprir todo este ritual, aqueles que se fizerem amigos de Cristo poderão ter disposição de espírito para entender e colocar em prática todos os conselhos do Pai, contidos naquele livro.
Desta maneira, o livro do Apocalipse é para todo aliado de Jesus um incentivo para compreensão de Sua vontade, um reforço para enfrentar as vicissitudes da vida e o entendimento de que Jesus não é apenas nossa esperança, mas, sobretudo, nossa certeza de salvação.  Por isso, somos amicíssimos dEle.
A despeito de que o Apocalipse seja, talvez, o livro mais comentado entre os que se intitulam de cristãos, não obstante é um dos menos compreendido.
Mesmo aqueles que o têm estudado através dos séculos, não concordam entre si sobre seu conteúdo. Por isso mesmo, existe uma gama infinita de interpretações.
Alguns querem crer que o Apocalipse seja um livro impenetrável e de difícil compreensão, por isso mesmo, não se atrevem a adentrar no segredo de suas páginas.
Todavia, se assim fosse, certamente seu nome, jamais seria Revelação, pois, não passaria de um contrassenso!
Deus é o Deus do impossível, nunca do absurdo, por isso Ele não teria feito o disparate de dar o nome de Revelação a um livro que não se pudesse penetrar nem entender.
Observe que no Novo Testamento encontra-se grafada, várias vezes, a palavra Apocalipse. Perceba também que este vocábulo sempre foi traduzido por: aparecimento, vinda, manifestação, iluminar, revelado e revelação. Em nenhum caso ele foi traduzido por: ocultar, mistério, insondável ou coisa que o valha.
Deus e Seu Filho jamais enviariam a Seus servos uma mensagem incompreensível e, se porventura, o fizesse de nada adiantaria.
Naquele último livro dos Escritos Canônicos, encontram-se algumas divulgações de verdades bíblicas que, até então, eram ignoradas pelos homens, porém, o Apocalipse nunca teve por objetivo ser secreto ou restrito a um povo especial ou à própria Divindade!
Nele está franqueada Sua doutrina, vontade e planos para Seus filhos no presente, futuro imediato e futuro eterno.
Amigo leitor faça parte deste promissor e eterno futuro, antegozando as delícias porvir!

COMO COMPREENDER O APOCALIPSE

O grande problema dos leitores sedentos de conhecimento é como entender sua mensagem. O próprio livro do Apocalipse dá a maneira de entender: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escritas, pois o tempo está próximo” Apocalipse 1: 3.
Para entender sua mensagem, basta tão somente ler, e quem não souber ler, basta apenas ouvir. Mas, que método deverá seguir? Jesus dá a resposta no livro de Lucas. “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras”. Lucas 24: 27.
Nesse verso, Jesus está informando que a Bíblia deve explicar-se a si mesma.
Outra inquietação muito pertinente que deve ser explicada é a seguinte: Por que então o Apocalipse foi escrito em símbolos? Mais uma vez o livro de Lucas nos esclarece: “Respondeu-lhes Jesus; A nós outros são dados conhecer os mistérios do reino de Deus; aos mais se fala por parábolas, para que vendo não vejam, e ouvindo não entendam”. Lucas 8: 10.
No tempo em que o Apocalipse foi revelado à igreja cristã, o cristianismo não era bem visto pelo império. Domiciano, o imperador romano, tencionava exterminar o cristianismo e as Escrituras Sagradas, por isso deportou João para a solitária Patmos, assim, os imperadores romanos subsequentes, procuraram destruir o livro que João recebera diretamente da Divindade, naquela ilha do Mar Egeu!
      O Apocalipse fala contra o Anticristo, e este, deseja eliminá-lo, contudo, o poder protetor de Deus, se torna num resistente invólucro que o preserva da destruição. Assim, os inimigos de Deus e da Verdade se veem impossibilitados de desfazer as mensagens de reconciliação com Deus, contidas no Apocalipse; deixam, então, o livro em paz e dizem que ele é um mistério impenetrável. 
Esta foi à razão pela qual Cristo falou em parábolas quando dirigia a palavra diretamente a seus adversários.
O objetivo do livro do Apocalipse é levar você, meu caro leitor, a ter um encontro pessoal com Jesus.
Deus ama você, e está interessado em falar-lhes por meio do Espírito Santo e das Santas Escrituras!
A todo filho de Deus que reconheça a paternidade divina e esteja com o coração inteiramente voltado para fazer a vontade do Criador, o Apocalipse deixa esta mensagem. “Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra”. Apocalipse 3: 10.
Creiamos, pois, na gloriosa mensagem deste livro, vivamo-la e seremos então dos bem-aventurados celestiais.

SALVAÇÃO E VIDA ETERNA DUAS COISAS DISTINTAS

Não poucos cristãos há que pretendam ver logo a Jesus vindo em poder e glória. Mas, infelizmente, estão vivendo em plena desarmonia com a vontade do Eterno, pisando abertamente Sua divina e Santa Lei.
Surpresas cruéis trarão o segundo advento de Cristo a estes descuidados crentes que, fundamentados no fato de que Ele é amor, julgam que, por terem sido salvos por Jesus na cruz do Calvário, automaticamente, tomarão posse da eternidade e, assim, negligenciam o devido preparo para herdar a vida eterna.
Uma coisa é estar salvo, que é uma oferta de Jesus a todo humano e, uma vez doada, Ele não pede de volta. Esta é a nossa garantia.
Outra coisa é herdar a vida eterna. Pois, somente quem exercitar o sagrado livre arbítrio, fazendo a escolha por Jesus, aceitando Seu sacrifício, tomando posse da salvação, é quem, herdará a Vida Eterna.
Esta é uma decisão pessoal. Deus respeita a escolha de cada criatura humana! 
De posse desse conhecimento, chega-se facilmente a esta conclusão: Jesus ofertou a Salvação a todos, contudo, nem todos herdarão a Vida Eterna.
Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras, mantendo um relacionamento salvífico e vivificante com Jesus e, que estejam cultivando o amor pela Verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo.
Que você, meu caro leitor, pelo testemunho da Bíblia, surpreenda o enganador em seus disfarces e, receba as bênçãos que emanam das mãos do Todo-Poderoso. Que essa atitude seja comum a todos os filhos de Deus, quer reconheçam ou não, a paternidade divina.
“Que a benignidade imerecida do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a participação do Espírito Santo sejam com todos vós”. II Coríntios 13: 13.
Certamente que essa graça divina está estendida a todos aqueles quem amam o Criador e, diligentemente, divulgam as Boas Novas ao mundo penitente!

domingo, 14 de julho de 2013

IDE - Um Pequeno Clarão

UM PEQUENO CLARÃO

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.





           
Nada é mais radiante e proporciona mais prazer ao ser humano do que após o repouso noturno ter a certeza dum amanhecer tranquilo. Assim como, nada encanta mais os ouvidos do que o canto vitorioso daqueles que sabem agradecer pelas minúsculas conquistas do cotidiano. 

A Janela Profética  descerra os horizontes e descortina a certeza de um novo amanhã; ela enche os lares de alegria e os lábios das criaturas de júbilo; revela Deus em glória e majestade e entroniza o Seu amor nos corações ávidos de entendimento eterno, transportando-os até os céus, deixando a suave brisa, da atmosfera celestial, tomar conta de cada ser.
Desejamos que Jesus Cristo continue fazendo morada constante em cada coração e que o Espírito Santo possa aclarar a mente de cada criatura levando-a a entender que o real propósito de Deus é transformar todo humano no melhor amigo do Mestre.
É nosso objetivo ajudá-lo a utilizar tempo e esforço, em aplicar a mente no diligente estudo da Palavra de Deus, em especial no livro da Revelação, o Apocalipse, onde serão desselados os princípios verdadeiros da Divindade, porventura adormecidos em cada versículo desse maravilhoso desígnio de Deus aos homens.
O livro da Revelação não pode ser plenamente compreendido sem se ter um prévio conhecimento do livro de Daniel. Sabe-se que, jamais, se pode descartar o livro de Daniel, uma vez que existe uma interação racional e profética entre seus escritos, pois, o verdadeiro autor de um, é o mesmo do outro, no caso, a  Divindade.
Entretanto, a Daniel foi ordenado que “fechasse (selasse) o seu livro até o tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” Daniel 12: 4.
Contudo, o Apocalipse é um livro aberto, o seu nome é formado da junção dos vocábulos APO (que quer dizer ‘ocultar’) e CALIPSE (que quer dizer ‘descobrir’). Portanto descobrir aquilo que estava oculto aos olhos humanos. 
No Apocalipse todos os livros da Bíblia se encontram numa confluência animosa chegando até a desembocadura do juízo final, aflorando a certeza no amanhã feliz da eternidade.
O livro de Daniel, em seu bojo, é profético, já o Apocalipse tem a característica duma revelação.
A grande maioria das profecias apocalípticas encontrou seu cumprimento no passado; algumas estão se cumprindo no presente; outras serão cumpridas num breve futuro e, poucas restantes, cumprir-se-ão quando do estabelecimento do reino de Deus na Terra.
Daniel escreveu o seu livro durante o cativeiro, na Caldéia, cuja capital era a cidade doirada Babilônia, ao passo que João escreveu o Apocalipse na ilha de Patmos, ao fim do reinado de Domiciano, no ano 94 da nossa era, segundo o testemunho de Irineu, escrito entre os anos 175 – 200 a.D.
Que o leitor possa se achegar a essa Janela providenciada por Deus, e divise um amanhã feliz!
De hoje em diante, estarei postando uma série de textos sobre o livro do Apocalipse, esperançoso que o leitor possa ser agraciado das bênçãos que Cristo, com certeza, está desejoso de conceder!
Nesse primeiro instante, os temas serão fragmentos do primeiro capítulo do livro da Revelação!
Procure, portanto, absorver total proveito desta interpretação!
  

JOÃO E O APOCALIPSE 

 

Em rápidas pinceladas, tomemos conhecimento sobre algumas características daquele que se prestou como instrumento nas mãos do Espírito Santo, tornando-se conhecido mais popularmente como o vidente de Patmos.
A princípio, João, antes de travar seu encontro com o Príncipe da Paz, era uma pessoa diferente daquela que conhecemos hoje. Não refletia em nada as características de um discípulo de Cristo.
Jamais restaurava o sabor do viver, na vida de quem quer que fosse. Pelo contrário, ele era uma porção exagerada de sal que tornava a vida das pessoas insuportáveis.
João, filho de Zebedeu, tinha graves defeitos; era orgulhoso, impostor, tinha pretensões ou vaidade, ambicioso de honra, impetuoso, agitado, violento e facilmente se ressentia pela injustiça.
Juntamente com seu irmão Tiago, era conhecido pelo cognome de Boanerges, que quer dizer ‘Filhos do Trovão’, pois, ambos nutriam mau gênio, desejo de vingança, espírito de crítica e outras coisas mais.
Se João fosse nosso contemporâneo, com certeza, a sociedade e a igreja institucionalizada os teriam rejeitado, e não passaria de um marginalizado. Desta forma o mundo estaria privado da mais extraordinária revelação de Deus para Seu povo, Sua igreja e a sociedade de uma maneira em geral, para quem, na verdade, o Apocalipse foi doado.
No entanto, a suprema sabedoria com que Deus conduz todas as coisas, providenciou a Medida Ideal para regularizar certos acertos em João. Jesus, o Filho de Deus, que é a Medida Ideal, pôde divisar além dos defeitos de João, suas poucas virtudes; um coração ardente, sincero e amante.
Esse seu companheirismo com Cristo resultou numa grande inundação provocada pela Água da Vida, que transformou sua existência pregressa, tornando-se numa catástrofe para suas anteriores ambições, irrigando seus caminhos a ponto de brotar um novo homem, à semelhança de Deus.
Desta forma, Jesus, a Água da Vida, entrou no recipiente João, dessalinizou-o a tal ponto de torná-lo no sabor desejável, agradável a Deus e à humanidade. Tal qual o conhecemos hoje.
Foi assim, pela ação do companheirismo amoroso que Cristo Jesus repreendeu seu egoísmo, frustrou suas ambições, provou sua fé e imprimiu nele a formosura de santidade, através do poder transformador do amor.
Uma vez transformado, João nunca mais pensou em posição de honras mundanas, jamais pensou em fazer descer fogo do céu sobre quem quer que fosse. Por isso foi perseguido.
Desta maneira, João foi chamado a Roma para ser julgada sua fé. O imperador Domiciano estava cheio de ira, e se propôs a fazer calar a voz do discípulo amado.
João foi lançado numa caldeira de azeite fervente; porém o Senhor preservou a sua vida.
Por decreto do imperador foi desterrado a uma ilha isolada do resto do mundo, à solitária Patmos.
O imperador Domiciano tencionava expor a vida do discípulo amado, naquela oportunidade com noventa e cinco anos de idade, às rudes asperezas e amarguras do exílio, para que este não suportasse o incomodo e viesse a falecer.
Foi, exatamente, na solitária ilha de Patmos, uma ilha árida, montanhosa e vulcânica do mar Egeu, no ano 94 de nossa era, que João se prestou ao Espírito Santo, como Sua instrumentalidade, após ter recebido as mais fantásticas e gloriosas revelações, para ali escrever o livro do Apocalipse.
No entanto, a 18 de setembro de 96 a.D., passados dois anos, o imperador Domiciano foi assassinado por Stephanus, tendo Nerva subido ao trono romano e, como sucedia usualmente, os presos políticos e por razões religiosas, gozaram de anistia, foi desta forma que João pode voltar ao continente.
Nestas circunstâncias, João, agora liberto, retornou a Éfeso onde escreveu o seu evangelho no ano 97 a.D.
Em Éfeso, com cerca de 100 anos de idade, sua luz veio a extinguir, devolvendo a Deus o fôlego de vida, retornando ao pó, de onde viera. Estando agora, aguardando que sua luz retome o brilho, no dia glorioso da ressurreição dos justificados, onde verá à concretização dos fatos revelados por Cristo e por ele relatado.
Assim, dentre os doze discípulos, João, foi à última e única destas testemunhas pessoais de Jesus que teve morte natural.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Janela Filosófica - ESCRAVOS DO TEMPO E DAS INQUIETAÇÕES

ESCRAVOS DO TEMPO E DAS INQUIETAÇÕES!

Educador Glauco César


A História seria mesmo universal?
Ou seria apenas um retalho de uma grande colcha que aprisiona fatos, personagens e o próprio tempo, em diferentes épocas, na página dos relatos daquilo que chamamos de hábito e gosto das pessoas dos diversos tempos?
Será que existe outro tempo capaz de modificar pensamentos, atitudes e até mesmo comportamentos, a não ser o agora?
Já que ferimos a tecla do comportamento, será que ele tem poder de modificar relacionamentos?
Será mesmo? Ou será que o nosso relacionamento é quem modifica nosso comportamento, em relação ao passado, ou ao presente, sei lá, até mesmo ao futuro?!!!
Como assim?!!!
É certo que só vivemos o presente, um único e mísero segundo, que ainda é divisível por dois, ou seja, o fim do passado e o início do futuro.             Que banalidade!...
Eureca!... Ou será Eureka? Não importa!... O que importa é que eu posso tudo, tudo mesmo. Nessa fração de segundo sou capaz de reviver o passado, montar o quebra-cabeça do presente e... Até mesmo desenhar meu futuro!
Bom ou ruim... Só depende de mim, de mim mesmo, do meu envolvimento com tempos que não posso viver, nem viverei!... O passado e o futuro.
Por isso, sou responsável só por um segundo, que comumente nós identificamos como presente! Instante este, que pode e deve viabilizar o futuro!
Portanto, vivamo-lo intensamente!...


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Janela Poética - O SONHO




O SONHO
                                    Educador Glauco César


Existe uma percepção tão forte
capaz de ocupar toda a mente,
será isso possível, realmente,
suportar tudo, até mesmo a morte?

Consente a fantasia embalar
desde os dias mais tenros da vida,
para ser amada e protegida,
sem nunca ter medo de se magoar!

Mesmo nas horas fúteis e vazias,
a jovem construiu com tal primor,
em noites solitárias e frias...

Emergiu do vinho, sua plenitude,
trouxe consigo antigo amor,
o sonho vivido na juventude!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

IDE - A Conduta na Terra Restaurada

A CONDUTA NA TERRA RESTAURADA

Educador: Glauco César
NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



  Nos anos finais do século passado, mais precisamente no ano de 1987, ao dia se cobrir de trevas e fazer-se noite, numa sexta-feira que precedia a festa momesca, com a atmosfera respirando músicas próprias     de foliões, ocupamos o carro e, juntamente com alguns amigos, formamos um comboio e nos dirigimos com destino à cidade de Areia, no belíssimo e árido estado da Paraíba.
Era uma viagem um pouco cansativa, contudo, procuramos transformar os 192 km, que separava-nos de nosso objetivo, em momentos agradáveis. Nossa principal meta era participar de uma “Campal dos Jovens Adventistas”.
Lembro-me que, num determinado momento, nós fizemos uma parada para degustar algum alimento, dessedentar nossa sede e, por precaução, afastar o cansaço, para evitar que o sono nos pegasse de surpresa, provocando uma possível fatalidade!
À medida que os outros carros iam estacionando, fazíamos algumas brincadeiras para desopilar nossa mente! Uma vez que todos estavam reunidos, percebi que havia uma preocupação geral!
É que haveríamos de chegar ao nosso destino um pouco além da meia-noite, ficava então a seguinte incógnita: Ao chegar à campal, onde iremos acomodar as crianças, as mulheres e cada um dos homens?
Não tínhamos resposta para essa inquietação, chegamos até a fazer algumas conjecturas, contudo partimos com aquela pendência...
Finalmente, após a cansativa, mas descontraída viagem, chegamos ao nosso destino!
Qual não foi a nossa surpresa! E quão gratificante foi o prazer inesperado! É que o Pastor Cícero houvera reservado acomodações especiais para cada um de nós!
O que nos deixou mais agradecido e não menos reconhecido ao bondoso homem, é que sua oferta, além de superar as nossas expectativas, era por demais agradável, doce e, sobretudo confortadora, uma vez que todas as nossas necessidades imediatas foram supridas.
Esse fato faz-me lembrar de outro acontecimento, ocorrido a mais de dois mil anos.
Naquela oportunidade, Jesus houvera dito aos Seus amigos que Ele iria preparar as mansões que havia na casa de Seu Pai. (João 14:2) Pois, sabemos que é desejo de Cristo, permanecer eternamente com todas as pessoas remidas!
Nessa outra viagem, rumo à eternidade, ninguém fará o percurso com receio ou suspeita de falta de acomodação! É sempre muito bom saber que a chegada dos resgatados à Nova Jerusalém, não apanhará ninguém de surpresa e que nossas necessidades serão plenamente satisfeitas!       
Contudo, temo que essa informação dê, para alguns, a falsa ideia de que na Eternidade, Deus fará por nós, tudo o que precisa ser feito! Nesse entendimento, cada pessoa salva estaria gozando alguma espécie de bem merecidas férias das responsabilidades!
Assim, alguns bons explanadores da Palavra têm a enganosa sensação de que Deus construirá tudo, e que nós simplesmente habitaremos!
Deste modo, poderíamos até concluir: Deus comporá a música e a executará para que nós pudéssemos aprendê-la. Ou quem sabe, Ele escreverá a poesia, para que, no máximo, nós responsivamente pudéssemos recitá-la. Ou seja, Deus criará tudo e nós respeitosamente apenas observamos.
Garbosamente, então, chegaremos a essa conclusão: afinal de contas, Deus é capaz de fazer muito melhor trabalho, do que nós, em todas estas coisas!
No entanto, amigos, a grande reflexão é: poderia Deus, encontrar satisfação, durante toda a eternidade, numa terra cheia de espectadores apreciativos?
Para você entender melhor o que estou querendo lhe repassar, farei uso de uma suposição alegórica.
Imagine que você tivesse uma cadela e, de repente você quisesse treiná-la a fazer algo excepcional, como atravessar por entre uma roda fumegante, ou quem sabe, conduzir um determinado objeto para outro local estabelecido, ou qualquer outra coisa criativa, mas de difícil execução para os caninos.
Todo esse esforço para ser exibido em uma determinada área específica, num dia qualquer.
Acontece que você treinou exemplarmente sua cadela, que passou a executar suas tarefas com perfeição.
Chega então o grande dia da apresentação e, subitamente, ao invés de você permitir que sua cadela desempenhe as tarefas propostas, você mesmo é que desempenhou tal atividade, por achar que faria com o máximo de excelência e perfeita virtude, com maior competência que seu animal de estimação!
Esta postura estaria conforme a lógica, ao bom senso, seria uma decisão coerente ou racional?
Que satisfação esse seu desempenho traria a você? E o mais importante, como se sentiria a sua cadela, após tão exaustivo treinamento?
Lembre-se, sua cadela é um ser dotado de sensibilidade e movimento, por ter sido adestrada a responder prontamente aos estímulos, creio que se sentiria como que frustrada!
Sinceramente, acredito que de forma alguma Deus estaria deleitoso ao ver, milhares de milhares, miríades de miríades de seres justificados, durante toda a eternidade, aqui na Terra, como uma simples audiência aclamadora que aprova entusiasticamente por meio de brados e aplausos, ovacionando-O, enquanto Ele faz tudo sozinho!
Você reputa mesmo, como verdade, que Deus dar-nos-ia a capacidade de ser criativo somente para permitir que essa abrangência se tornasse inoperante nos instantes intérminos da eternidade?
Será mesmo que nossa capacidade intelectiva não passa de algo transitório e trivial?
Parece que as informações contidas no Relato Bíblico diferem dos conceitos populistas!
O profeta Isaías cientifica que o povo resgatado não é desobrigado de nenhum de seus compromissos pregresso! Antes, pelo contrário, no capítulo 65 nos versos 21 e 22 o vidente esclarece-nos: “Eles edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão o seu fruto... e os Meus eleitos desfrutarão de todas as obras de suas próprias mãos”
Tenho por certo e, acredito ser verdadeiro, o conceito de que Deus se aproximará de cada pessoa galardoada com a eternidade e, pedirá com ansiosa expectativa, a um determinado remido: “Você pode Me mostrar a moradia que acabou de construir? Seu desempenho Me proporciona agradável contentamento, e muito Me alegra ver como você projetou a paisagem construindo um espaço vital!”
Imagino Cristo dizendo a outra pessoa: “Por favor, cante-Me a canção que você acaba de compor, ela faz bem aos Meus sentidos! Você sempre Me glorificou com suas músicas harmoniosas no passado, suas habilidades estão cada vez mais se afeiçoando em nossos domínios!”
Noutro instante, junto ao Rio da Vida, posso até divisá-LO, conversando com alguém sobre os novos compostos que essa pessoa vem manipulando em seus laboratórios experimentais.
Posso até perceber um determinado pesquisador das Escrituras aproximar-se de Jesus e apresentar suas descobertas, bem como, expressar suas idéias sobre o Plano da Redenção, confirmando seus acertos em relação à eternidade!
O certo é que Deus criou a humanidade para que pudesse participar, de maneira recíproca, com Ele das alegrias!
É evidente que a obra de arte, de produzir a felicidade, resulta dos fatores objetivos, veiculados através da ação mútua entre duas partículas; a Divina e a humana!
 Isto significa, inicialmente, que nós seres humanos fomos criados por Deus, com a capacidade inerente, de satisfazer o próprio coração de Deus!
Essa aptidão, própria do ser humano, é verdadeira desde sua criação, antes de haver cometido o pecado, permanecendo como um cunho real, durante toda época em que o pecado predomina (Lucas 15: 7 “Digo-vos, que assim haverá alegria no céu, por um pecador que se arrepende”), e não poderá ser diferente nos tempos eternos!
Está desta forma, delineado o fragmento motivacional, pelo qual a Divindade, através de Cristo Jesus, criou o gênero humano!
Não conheço outra causa principal, que o Filho do Homem, conhecido como o Verbo de Deus, por ter sido Aquele que falou e tudo passou a existir, tenha tido para criar-nos!
É por isso que afirmo, sem medo de errar, que a Divindade exulta em prazer, ao ver cada pessoa desenvolvendo suas faculdades criativas para fazer reflexões e atuar de forma decidida a ter um relacionamento pessoal, salvífico e vivificante com Ela!
Não existe em mim outra relação lógica para gastar tempo e esforço em aplicar a mente no diligente estudo da Palavra de Deus!
Por isso, percebo, como que uma luz brilhante, a se espalhar sobre as Páginas Sagradas, iluminando-as, como que estivesse manifestando, ser esse, o tempo em que o significado das páginas da Bíblia, devesse ser desselados para todos aqueles que correm as Sagradas Letras, de uma parte para outra!
Por isso externo, minha confiança e meu reconhecimento ao Arquiteto do Universo, ao tempo em que Lhe presto um culto racional, santo e agradável, a Quem somente é merecedor!

Que Deus continue abençoando a cada um de nós!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Janela Filosófica - O DESCOBRIMENTO

O DESCOBRIMENTO
                                                                     Educador Glauco César



  Observando os detalhes na viagem oceânica dos vasos cerebrais, registre-se nas leves agitações das ondas e no marulhar, vôos das aves do saber, no sentido contrário das idéias preconcebidas, onde a vegetação do entendimento é diferente do marasmo daqueles que hibernam na mesmice do cotidiano, onde a calmaria estabiliza a nau da vida sem impulsionar para lugar nenhum.
Seja um nauta e navegue até a outra margem do oceano, onde há indício de terras férteis de conhecimento e singre por mares nunca dantes navegados em busca do desconhecido.
Enfrente o Mar Tenebroso e transforme a calmaria para sentir o ventanejar e seja a força motriz que impulsiona sua Caravela ao descobrimento.
Hasteie as vela em sentido do nada e surpreso verá tudo a ser descoberto, por fim, lance as âncoras no Porto Seguro de tantas descobertas: O respeito a si mesmo, aos semelhantes e ao Criador dos mares e do espanto!
Descubra que o seu limite termina aonde o mar se espraia, no continente da responsabilidade!

Mostre sua intencionalidade de descobrir você mesmo, o seu próprio eu, e verá sem nenhum sobressalto que no continente germina a Mata Atlântica que é a riqueza do saber viver.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Janela Poética - DEUS, CONFLITO E CERTEZA


DEUS, CONFLITO E CERTEZA

Melodia e Letra: Educador Glauco César












DEUS, CONFLITO E CERTEZA 

Melodia e Letra: Educador Glauco César


Creio em Deus, mesmo em meio à turva inundação,
que a tudo põe em risco e faz desvanecer
a fé. Basta o pranto pra fazer-me crer,
Deus está na bonança e na destruição!

Acredito em Deus mesmo em dor quando amortalha,
em meio à guerra, no abalo que me atormenta...
Sem ter abrigo, amparo ou vestimenta...
Sei, Deus é o mesmo que sempre me agasalha!

Se tua vida em riste, faz abduzir
de Deus, acreditando ser Ele um canalha
disposto tão somente a te oprimir...

Não creias. A dúvida volve-se em surpresa,
na batalha, na luta, quando tudo falha,
Deus será sempre, tua única certeza!