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domingo, 23 de outubro de 2016

IDE - Escrito Dividido em Tomos, Autenticados Com Sete Sinetes!

CAPÍTULO V



ESCRITO DIVIDIDO EM TOMOS, AUTENTICADOS COM SETE SINETES! 

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.





                           Nesse novo capítulo está descrita a continuação do enunciado anterior, onde João, o vidente de Patmos encontra-se, desvendando as coisas encobertas para nós humanos, relatadas no Santo dos Santos, do santuário celestial.
             Naquele instante ímpar, o profeta e discípulo amado, contempla um livro, repleto de mistérios, no qual cada cena vem fechada por um selo que dá autenticidade do que está impresso no interior daquela obra que relata acontecimentos históricos e proféticos relativos à vida da humanidade.
         Todavia, para se conhecer as revelações contidas naquele escrito, seria necessário, ao menos uma pessoa, em todo o universo, 'digna' para desatar os selos contidos no livro.
             Foi exigida, não simplesmente uma pessoa capacitada, mas, além de ser capaz, deveria, sobretudo, ser digna!
             Ante essa exigência, em todo o universo, houve uma mórbida sensação de incapacidade... Esperava-se que o Pai ou mesmo o Espírito Santo se apresentasse para desatar os selos daquele livro. 
         No entanto, nem o Pai nem o outro Consolador possuíam o atributo requerido, pois, não eram dignos!

              É sabido que, tanto o Soberano Rei do Universo, quanto a Terceira pessoa da Divindade são habilitados de todo Poder, no entanto, para cumprir a exigência de desselar o livro, eles não estavam aptos, apesar de ter disposição inapta e idoneidade, mas, não satisfazem as condições legais exigidas.
            Sabe-se que o Supremo Soberano dos Reis do Universo e o Espírito Santo, mesmo sendo Criadores, somente o Filho de Deus, foi quem, efetivamente, pronunciou as palavras que deu origem a toda grande Expansão, por isso, só Cristo, o nosso Criador, estava habilitado para dar a Sua vida em sacrifício pleno, para assim, devolver ao humano a possibilidade de reaver a Vida Eterna.
              Só Jesus foi achado digno de abrir o livro e desatar os selos, pois, foi, de fato, o executor da Criação, além de que doou três dias de Sua eternidade.
        Ao Se esvaziar da vida plena, perde a completa eternidade, mas, em consequência, se habilita como digo de desatar os selos daquele importante livro, por isso, foi o único digno em todo Universo de abrir o livro e dessela-lo, pois, Ele é, verdadeiramente, o Leão da tribo de Judá!
             O estudo deste capítulo induz a mente de todo pecador a divisar a pessoa de Cristo Jesus como sendo um, com Deus o Pai, irmanado no mesmo propósito de redimir toda criatura que cedeu ao pecado.
                 Devolver a eternidade ao pecador é a grande obra que foi posta nas mãos de Jesus! 
               De posse deste preambulo podemos conhecer os versos que serão analisados. "Vi na mão direita dAquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Vi também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo olhar para ele. Todavia, um dos anciões me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." Apocalipse 5: 1 - 5.


NA DESTRA DO ONIPOTENTE UM ENIGMÁTICO LIVRO




              No verso primeiro, o vidente afirma ter visto na destra dAquele que ocupava o trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos.
             O primeiro enigma a ser desvendado é, justamente, definir quem está ocupando o Trono. Alguns estudiosos do assunto entendem que é Jesus, pois, o Oráculo Revelado dá margem para esse entendimento, uma vez que, o Pai a ninguém julga cabendo ao Filho, Cristo Jesus, todo o julgamento. "E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento." João 5: 22.
                Outros, no entanto, acreditam que o trono é ocupado pelo Pai.
             Cronologicamente, este livro estaria nas mãos do ocupante do Trono. Ora, para se desvencilhar dessa dúvida, basta lembrar que estamos vivenciando o juízo investigativo, que está ocorrendo agora, e, desde o retorno de Cristo aos Céus, que Jesus não tem um trono próprio, está assentado à 'direita do poder'. "Portanto, se fostes ressuscitados juntamente cm Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus." Colossenses 3: 1. Para se comprovar, basta fazer uma leitura do capítulo 4 e 5 do livro da Revelação que se percebe esse acontecimento.
                Outro ponto discordante entre os entendidos é o fato do livro estar escrito por dentro e por fora, mas, mesmo assim, selado, para evitar que fosse divulgado o teor de seu conteúdo.
                Existe um entendimento que defende haver um erro de acentuação, onde, a colocação de uma vírgula, pode fazer total diferença. Nesse entendimento, na frase; 'um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos', a vírgula, deveria ser colocada após o verbete dentro, e não após a palavra fora. 
             Essa vírgula faz total diferença na interpretação, pois, a frase ficaria assim: 'um livro escrito por dentro, e por fora de todo selado com sete selos.' Nesse caso haveria uma lógica surpreendente, uma vez que, o rolo do livro estaria escrito apenas por dentro, quando enrolado, ninguém veria, ao menos uma parte do teor do que estava escrito por dentro, divisando somente os sete selos que estavam selando aquele misterioso livro! 
             Sendo assim, o livro estaria na mão direita de Deus Pai, que deveria entregar esse livro a Alguém que fosse digno de abri-lo e externar para todo o Universo o teor das mensagens nele contidas!
           Por isso mesmo, conclui-se com justa suposição, que durante o juízo investigativo, Jesus Cristo exerce a função de Advogado, e como tal, tem uma relação de proximidade com o Pai.
             O que não há sombra de dúvida é o envolvimento, tanto do Pai, quanto do Filho, com todos os seres criados do universo terrestre, procurando devolver a cada pecador, a eternidade perdida!
              Neste contexto, entende-se, conclusivamente, que a obra posta nas mãos de Jesus, para Ele desempenhar, é, prioritariamente, de Advogado ou intercessor entre o Juiz do juízo investigativo e a humanidade carente de justificação, rumo à eternidade! "Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2: 1.
            Não restam dúvidas que o livro estava na mão direita do Magistrado Divino, no entanto não está esclarecido quem o escreveu e o selou!
            Todavia sabe-se que aquela escritura revelam fatos da história observados por outro ângulo que está intimamente relacionado com as sete igrejas e também às sete trombetas, sendo que cada figura tem sua particularidade!
         Sendo assim, quando da escritura deste livro, os registros eram apenas visões proféticas.
          Conclui-se que à medida que Cristo dessela cada período para leitura do livro, não é o selo que contém as mensagens, mas, o selo apenas protege a mensagem contida no livro, que revelam acontecimentos pertinentes a um determinado período profético.
               É interessante observar que quando Deus anuncia uma ocorrência profética, Ele não está predeterminando, nem predestinando, nem muito menos prescrevendo a história, pois, ela segue o curso que a humanidade escolher. 
         Se os humanos plantarem obediência, colherão progresso espiritual se, todavia, cultivarem dissensão, ceifarão contendas e resultados maléficos para a sociedade humana!
                 No entanto esse livro está em consonância com a Palavra de Deus, é, portanto, um guia seguro para tomar decisões!
               Apesar de que o Oráculo Revelado de Deus, a cada dia que se passa, a mensagem nele contida, torna-se mais importante, a despeito dessa informação, ele não determina se a pessoa herdará ou não a eternidade, essa escolha é individual, cada pessoa estabelece, através de suas escolhas, seu futuro eterno!
             Alguns comentaristas entendem que nesse livro consta a decisão de Deus sobre o destino final de todos os que pecaram, no entanto, na abertura de cada selo, percebe-se que este livro é apenas um indicativo do caminho a seguir, e não a decisão do Divino Magistrado, sobre o futuro eterno de cada um! 
               Assim, o veredicto final de cada pecador é uma escolha individual e, o Justo Juiz acata a legítima decisão de cada pessoa, uma vez que Deus respeita o livre arbítrio doado a todo indivíduo para que cada um decida a quem servir! 
                  A Bíblia não confirma o nosso último momento no mundo dos viventes, por isso, é de suma importância compreender a solenidade dos dias porvir, dessa maneira, precisamos nos preparar de forma equilibrada para que no final dos nossos dias possamos ter direito à vida eterna.

          No verso seguinte, é-nos cientificado que um anjo forte bradava altissonantemente, perguntando se havia um ser digno de abrir o livro e desatar os selos!
             Este verso é bastante elucidativo. Esse anjo forte, a mim, me chama bastante atenção. Não é uma figuração da pessoa de Cristo, nem muito menos do anjo Gabriel, pois, quando as Escrituras se referem ao anjo Gabriel, ele é identificado como o anjo que assiste ao Senhor, um anjo especial, e nunca como um anjo, sem identificação específica.
             Não é também uma referencia a Jesus, pois, quando, nas profecias, um anjo simboliza a pessoa de Cristo, Ele é identificado, somente, como o Anjo do Concerto, ou o Arcanjo Miguel, nunca como um anjo, sem descrição rigorosa e minuciosa, desprovido da identificação e característica de Jesus!
               Outro fato interessante deste verso é o indicativo que o livro deveria ser aberto, para, só então, ser retirado os selos. 
         Fato que, indubitavelmente, sugere que não é necessário, primeiramente, retirar os sete selos, mas cada selo era retirado, à medida que as profecias iam se cumprindo, onde os interessados de cada período encontravam estímulos e orientações a seguir, para assim, obter o direcionamento e readquirir a eternidade!
                  Fica, desta maneira, patenteada que o escrito deveria ser aberto para leitura e entendimento, mas, era necessário existir Alguém digno, conforme foi predito pelo anjo forte!
             Amigo leitor, muitas vezes nossos atos são como um livro selado, às vezes são procedimentos bondosos, mas, mesmo assim, o estar selado, é como uma coberta que disfarça e encobre nossas motivações e propósitos, que quando revelados perceber-se-á que não passaram de condutas equivocadas! 
                 Por isso, é preciso que o livro seja desselado para que a humanidade perceba as reais motivações e, assim, as ações sejam vistas às claras para evitar a decadência que o pecado nos projeta, e não haja dúvida alguma do amor e da bondade Divina.
          Agindo dessa forma, a semente do pecado não florescerá nem dará seu fruto de miséria e mortandade!

              Nos versos três e quatro, ante a aparente inexistência, quer seja no céu ou na terra, nem debaixo dela, entre vivos e mortos Alguém que fosse digno de abrir e desselar o livro, pois, ninguém detinha a dignidade de executar aquela ação.
          O profeta João, fica num misto de desespero e frustração chegando ao ponto de não mais suportar tanto desespero, em consequência, deságua em prantos!
                O que se filtra desse desespero é que se o livro não fosse aberto não haveria o desfecho do julgamento no juízo investigativo e, por conseguinte, o caso de cada pecador, estaria irremediavelmente perdido, a humanidade perderia por completo a chance de reaver a eternidade! Daí o grande desespero de João, o vidente de Patmos!                
              Querendo explicar o tamanho pavor retratado no choro do discípulo amado, alguns comentadores justificam o desespero do profeta afirmando que, com a queda da raça humana, houve, similarmente, uma aflição extrema no paço celestial, a ponto dos anjos louvadores, contritos, cessaram seus cânticos de louvor ao Deus Onipotente e ao Cordeiro, além de que, houve um pranto generalizado na corte divina!
             Ao bem da verdade, eu não creio nessa hipótese, pois, acredito que jamais os anjos cessariam seus cânticos de louvor à Divindade, ante o impacto do pecado.
                É certo que o pecado gerou tristeza ao Paço Celestial, no entanto, jamais abalou a população do Céu, pelo contrário, a queda do homem, cedendo aos desígnios do inimigo, foi fator preponderante que fez realçar o Amor, a Misericórdia e o Perdão de Deus, pois, definitivamente, revelou que, onde abunda o pecado, superabunda a graça redentora! "Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça." Romanos 5: 20.
          
               No quinto versículo, aparece em cena a figura de um dos vinte e quatro anciões que tranquiliza o incansável e idoso profeta, indicando Alguém que venceu o pecado, sendo Ele o Leão da Tribo de Judá, e a Raiz de Davi, sendo, portanto, digno de abrir o livro e tirar os seus selos.
       Que verso extraordinário e elucidativo, ele torna compreensível, ao tempo que esclarece e explica as funções dos vinte e quatro anciões.
                Os 24 anciões foram remidos da terra, um deles teve o prazer de consolar e enxugar as lágrimas de João. Em seu consolo ele externava profunda ternura, pois, enquanto aqui na terra, também passou por profundas aflições!
           Pela atuação desse ancião piedoso, que ante o desespero do profeta foi designado para exercer a função de tranquilizador, uma vez que o Discípulo amado se encontrava em desespero.
                 Daí conclui-se que entre as responsabilidades dos 24 anciões consta a função de divulgar não só ao ser humano, mas, a todo universo, as medidas adotadas por Deus para remir o pecador.
             Assim, João toma conhecimento que o Leão da tribo de Judá, que é denominado como o Rei de Davi, houvera vencido, por isso mesmo, era digno de abrir o livro e desatar os seus selos. 
                    Quem é essa pessoa descrita como Leão e Rei?
                Essas duas figurações apontam para Cristo, numa simbologia messiânica. Sabe-se que Jesus era da tribo de Judá e da família de Davi.
           O leão é considerado o rei dos animais, o mais poderoso deles e, dentre todos, o único invencível, por isso, é uma brilhante figuração da pessoa de Cristo.
              Jesus tem uma natureza humana, mas, dentre os humanos, ninguém igualou em força e poder, pois, triunfou espetacularmente sobre as forças das trevas. Ele, verdadeiramente, é o Leão invencível. Juntos a Jesus, jamais seremos derrotados!
             Jesus foi denominado como a 'Raiz de Davi'. A finalidade da raiz é dar sustentáculo e nutrientes às plantas. Pois bem, Cristo é quem sustenta o pecador na batalha contra o mal, Ele é a Árvore da Vida, quando nos alimentamos dEle não seremos subjugados, pois, estaremos fortalecidos pela provisão Divina!
                   Davi foi rei em Israel. Jesus foi o rei dos Judeus, e será Rei dos reis e Senhor dos senhores! Ele saiu vencendo e para vencer, por isso é o único digno de abrir o livro e desatar os selos!        
            Amigo leitor, estamos nos preparando devidamente para ser aferido pelo selo de Deus e se habilitar para readquirir a eternidade?

domingo, 2 de outubro de 2016

IDE - Tributação à Honra da Majestade Divina

TRIBUTAÇÃO À HONRA DA MAJESTADE DIVINA 

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



              As quatro criaturas viventes são emblemas dos quatro humanos que foram resgatados por Deus dentre os patriarcas.
           Enoque, filho de Caim, foi o primeiro que Deus escolheu para Si, ele não passou pela desventura da morte, pois, caminhou com Deus e, o Pai das Luzes o tomou para que Enoque caminhasse com o Pai por toda eternidade.
          O Segundo ser humano que foi morar com Deus, foi Moisés, após sua morte, Deus devolveu-lhe a vida, para que Moisés pudesse dar continuidade na obra de conduzir humanos para alcançar a vida eterna!
         Já a terceira criatura humana comprada por Deus, dentre os pecadores, foi Elias. Tanto ele, quanto Moisés se apresentou com Cristo, a alguns discípulos, no monte da transfiguração.
            O quarto indivíduo, teve um relacionamento tão íntimo com Deus, que o Onipotente segredou ao profeta Isaías que, na morte de Cristo, o corpo morto de Isaías seria lançado para fora da sepultura e, na ressurreição de Jesus, o Filho de Deus, orvalharia os ossos secos do humano Isaías, devolvendo-lhe a animação de vida e, na ascensão do Mestre, Isaías seria uma das pessoas que O escoltaria aos Céus e, lá seria escolhido como um dos quatro animais viventes que auxiliaria Deus no juízo investigativo!
       Por isso, esses quatro seres humanos estão continuamente dando glória, honra e ação de graças a Deus Pai, uma vez que, Ele, o Todo Poderoso, é o juiz no juízo investigativo.
                    Naquele instante solene, os vinte e quatro anciões, que também são seres humanos, em reverencia, se prostram em adoração, ante o Ancião de Dias e, simbolicamente, depositarão suas coroas diante do trono do Eterno Rei, reconhecendo-O como digno de receber toda honra, glória e todo poder, pois, pela vontade de Deus Pai, Cristo pode criar todas as coisas! 
           De posse deste prévio conhecimento, podemos conhecer os versos que serão decifrados nesse singelo estudo.
"Quando esses seres viventes derem glória, honra e ação de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciões prostrar-se-ão diante dAquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas." Apocalipse 4: 9 - 11.  

AFETIVIDADE NO PROCEDIMENTO DOS VINTE E QUATRO ANCIÕES

          A Onipotência de Deus Pai e Seu insondável amor, aliado a Seu absoluto poder, são características que indicam que nEle há meios que remove, de cada pecador arrependido, em processo de justificação e, por conseguinte, no caminho da purificação, receba dEle inestimável auxílio!
    Esse benefício, no juízo investigativo, está, inequivocamente, amparado no Advogado que a humanidade tem, ao lado do Pai, que é Jesus Cristo!
               O amor que do Pai emana, é incomensurável e eterno, tem a assistência do Filho de Deus, que induz os quatro seres viventes, que foram comprados da terra a glorificarem, honrarem em ação de graças, justamente, a pessoa do Divino Pai, pois, só Ele vive pelos séculos dos séculos, uma vez que Jesus doou três dias de Sua eternidade, para que o pecador pudesse ser remido e tivesse direito a readquirir a vida eterna.
             O fato que a mim tocou com especial atenção foi o acontecimento ocorrido com os quatro seres viventes quando adoravam ao Deus Universal, faziam-no em perfeita reverência, pois, agindo assim, batia em conformidade com a majestade Divina!
                 É, portanto, inadmissível, uma adoração desprovida de respeito, sem o adorno da reverência, costume que tem se tornado corriqueiro em nossos cultos eclesiásticos! 
             Essa postura descabida, por parte do adorador incauto, tem provocado males tais, que afastam da sociedade cristã, as bênçãos direcionadas aos que rendem cultos à Divindade!
              Diferente da postura dos professos cristãos que julgam reverenciar o Superior Divino, os quatro seres humanos que auxiliam Cristo no juízo investigativo, juntamente com os vinte e quatro anciões, sabem e reconhecem os motivos para reverenciar nosso único Deus.
              Eles sabem que a casa de Deus aqui na Terra, não são as quatro paredes de um templo qualquer, nem muito menos uma instituição eclesiástica, mas, na verdade, é a mente de cada ser humano, pois, ela é o Tabernáculo de Deus, sendo assim, a humanidade é o Santuário de Deus, que não foi feito por mãos humanas, mas, pelo poder do próprio Deus. 
           Infelizmente, como tem sido adulterado esse Santuário Sagrado, por aqueles que se dizem participantes do Reino eterno, quando colocam cultos profanos que agradam a mente humana, mas, não reflete a solenidade e a reverência exigida pela assembleia do Alto. 
            Que extraordinária demonstração de humildade os vinte e quatro anciões manifestam para todo o Universo. Eles provam por meio de raciocínio concludente o dever de adorar a Deus o Pai, pois, como tal, todos os seres, excluindo-se o Filho e o Espírito Santo, devem a existência a Ele. Indubitavelmente Ele é o Senhor e não há outro!
                Por isso mesmo, devemos seguir o exemplo dos vinte e quatro anciões adorando o nosso grande Deus! "Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos diante do Senhor que nos criou". Salmos 95: 6.
              Os vinte e quatro anciões entenderam que Deus o Pai, por não ter princípio nem fim, nem perdeu um dia sequer de Sua existência, é o único que tem direito a reverência e culto supremo.
              Para demonstrar de forma visível esse entendimento, todos os vinte e quatro anciões se despojaram de suas coroas, colocando-as aos pés do Divino Pai, num vívido testemunho de humildade!
              Assim como os vinte e quatro anciões se humilham diante do Senhor, deve também a humanidade compreender que para se revestir da imortalidade deve se despojar da autossuficiência se sujeitando a Deus, adorando-O em reconhecimento, rendendo-se à discrição humana, para ser apresentado irrepreensível, com alegria, perante a glória de Deus! "Ora, Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória". Judas 24.
          Percebe-se claramente que não deve fazer parte do ser humano a ideia de exaltar-se a si mesmo na presença de Deus. Contudo, é do feitio de cada criatura ser submisso, reconhecendo sua inferioridade ante o Divino, confessando que sua vida eterna é dependente da soberania ao Deus Pai!
          A Palavra de Deus é o testemunho vivo disponível para nos ajudar a ser santos no serviço ao Deus Sacrossanto!
           A Corte Celestial está em franco desenvolvimento, estamos vivenciando o juízo investigativo, o cenário é propício para definição do nosso destino; perdição ou vida eterna! 
               O desfecho depende de nossa decisão! 
            Qual é a minha e a tua postura, diante desse embaraço, amigo leitor?