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domingo, 17 de dezembro de 2017

IDE - Capítulo X - O Mundo Freme de Expectação!

CAPÍTULO X

O MUNDO FREME DE EXPECTAÇÃO!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
       Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




                 Apesar de que alguns especialistas acreditam que o capítulo dez seja um desvio na sequência das sete trombetas, todavia, creio eu, que seja um introito da sétima corneta, sendo, portanto, um adendo providenciado por Deus, para que toda a humanidade, e não somente a terça parte do planeta, tomasse conhecimento do presto retorno de Cristo e vinda de Deus na grande procissão celestial.
É importante ressaltar a atuação do Messias relatado desde o primeiro capítulo da Revelação, com o intuito de auxiliar o pecador que esteja disposto a receber a ajuda Divina, em meio aos atropelos espirituais a que estão sujeitos.
Portanto, o Apocalipse demonstra a disponibilidade do Homem de Nazaré em auxiliar todo pecador, se este assim o desejar.
Neste capítulo, Jesus Cristo conta com a inteira doação do pecador arrependido, a cooperar com Deus.
Sendo assim, existe uma troca de favores, o Messias cuida e orienta toda criatura, enquanto, espera que cada pessoa corresponda, anunciando a todo mundo a mensagem do breve retorno de Jesus, junto à comitiva celestial.
O que se percebe é que, verdadeiramente, Cristo é, de fato, o líder a ser seguido, é dEle que o pecador recebe a orientação para trilhar o caminho do bem.
Essas orientações foram visualizadas através do testemunho  deixado pelo Filho de Deus. Em Sua Palavra encontra-se o roteiro para herdar a vida eterna.
Hoje, tendo a companhia benfazeja do Espírito Santo, cada pessoa se convence do pecado, da justiça e do juízo, por isso, ter-se a certeza do cuidado de Jesus Cristo.
Quando o pecador se coloca sob a direção do Refrigerante Eflúvio do Poder Divino, no caso, o Espírito Santo, ele aumenta consideravelmente a possibilidade de chegar, irrepreensível, até a imaculada presença do amorável Pai!
Para conhecer a mensagem, que a partir da sexta trombeta ganhou relevância de urgência, precisam-se conhecer os versos que serão, cuidadosamente, analisados!
"Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; tendo na mão um livrinho aberto.
Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes.
Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram e não as escrevas.
Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando Ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo Ele anunciou aos Seus servos, os profetas”. Apocalipse 10: 1 – 7.

A MENSAGEM QUE PROCLAMA O BREVE ADVENTO DE CRISTO


O profeta João, como mensageiro de Deus, tem-se emprestado como anunciante das Boas Novas, desfraldando o Evangelho do Amor. Ele vinha presenciando, através de sonhos, visões e figuras, acontecimentos que antecipavam para o ser humano, cenas do futuro iminente e eterno.
No entanto, ele jamais imaginou que a sua própria pessoa se tornasse em figuração de fatos prestes a ocorrer. Todavia, foi exatamente isso que aconteceu.
Tudo começou com uma cena espantosa, quando em êxtase, o vidente visualiza um forte anjo, envolto em nuvem, ataviado com o arco colorido com as cores do espectro solar, sua face era semelhante ao astro-rei, e as pernas como se fora fachos afogueados.
Precisa-se saber quem era essa forte criatura angelical que transitava do céu à terra e, quais os significados das figurações apresentadas naquela cena.
A primeira conclusão que se chega é que esse anjo não pode ser figuração de mensageiro humano, pois, o mesmo procedia do céu.
Contudo, ele também não pode ser interpretado como um ser celestial alado, pois, os emblemas apresentados nele, denotam que é uma criatura, infinitamente, superior aos anjos literais!
Resta-se, então, a alternativa que esse ser extraordinário, é a pessoa sacrossanta de Jesus Cristo, a segunda pessoa da Divindade!
Está bem nítida em minha mente a imagem da ascensão de Cristo, quando Ele foi elevado às alturas e, foi envolvido por uma nuvem. "Jesus foi elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos." Atos 1: 9.
A nuvem que João relata nessa nova visão, é emblema de que a criatura que está envolta nela é, indubitavelmente, o Redentor, Jesus Cristo.
Anteriormente, o próprio Cristo, no monte da transfiguração, quando estava falando, "uma nuvem luminosa os envolveu... uma voz, vindo da nuvem... dizia: Este é o Meu Filho amado... A Ele ouvi." Mateus 17: 5. 
Por fatos como esse é que se conclui que o Anjo Forte é mesmo o nosso Salvador.
Por isso mesmo, os outros emblemas confirmam essa conclusão!
A primeira vez que o arco-íris apareceu, representava um concerto ou aliança de paz. Portanto, esse arco-íris sobre a cabeça de Jesus, o Anjo do Concerto, identifica-O como o Príncipe da Paz, conforme predissera o profeta Isaías.
Anteriormente, Jesus foi apresentado para João, como tendo a face brilhante como o Sol. Confira a afirmativa do Vidente de Patmos. "O Seu rosto brilhava como o sol na sua força." Apocalipse 1: 16.
Nessa nova visão, João apresenta as pernas de Jesus como colunas de fogo, contudo, na primeira visão, o vidente identificava os pés de Jesus, da seguinte forma: "Os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha." Apocalipse 1: 15.
Portanto, não resta a menor dúvida, esse anjo forte é mesmo figuração de Jesus Cristo, com toda Sua força e poder!
O interessante no bojo dessa mensagem é que ela é tão importante, que o próprio Redentor, fez questão de vir pessoalmente, comunicar ao vidente, os acontecimentos por vir, pois, era Seu desejo que não restasse nenhuma dúvida sobre os fatos históricos que deveriam suceder!
Jesus estava portando um livrinho com uma revelação que devia ser compreendida  pelos homens sábios do tempo do fim! "Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim... os sábios entenderão." Daniel 12: 9 e 10 (grifo nosso).
Notadamente, aquele livrinho, não era um exemplar das Sagradas Escrituras, mas, indubitavelmente, era uma porção do livro de Daniel que, no passado, houvera sido selado, conforme, ordenança Divina!
Perceba que a profecia que Daniel tencionava entender,  apontava para dias num futuro distante, mas, a mente aguçada do vidente ansiava descobrir o dia do retorno de Cristo, quando seria estabelecido o reino da glória.
No entanto, foi vedado ao profeta tal conhecimento, pois, não competia a ele vasculhar sobre acontecimentos que estavam protegidos pelo poder do Onipotente, mas, no tempo do fim, certamente, os homens sábios, teriam mais esclarecimentos sobre tal assunto!
Momento antes da ascensão de Cristo, os cristãos  que estavam reunidos fez uma pergunta para Jesus, perceba, então, qual foi a resposta do Mestre! "Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade." Atos 1: 6 e 7 (grifo nosso).
Esta resposta do Messias só foi possível, pelo fato de ainda não ser o tempo do fim, por isso, foi necessário tal evasiva!
Contudo, o Apocalipse concede mais informações, mas, o dia não poderia ser revelado, por isso, foi ordenado ao profeta João, que não revelasse o teor das vozes dos trovões, para que ficasse oculto o dia da Volta de Cristo e Vinda de Deus, dia que daria inicio ao Reino da Glória, por isso, mais uma vez ecoa, de forma altissonante, a alternativa; não vos compete!
Todavia, naquela visão, Cristo, colocou o pé direito sobre o mar, e o esquerdo, sobre a terra. O que esta postura indicaria, profeticamente?
Preliminarmente, indicaria que a mensagem do Glorioso Anjo seria de âmbito mundial, abrangeria a totalidade habitada do Planeta, assim, haveria um despertamento em todas as regiões da terra, anunciando a breve volta de Cristo Jesus!
Indubitavelmente, o pé direito, representa a destra Divina, como símbolo de poder. "A Tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder...  arrebenta o inimigo." Êxodo 15: 6.
Contudo, esse poder é repleto de justiça, ele ampara o pecador e corresponde aos anseios da alma do penitente, nele está resguardado o poder da Salvação.
É por isso que Jesus está assentado à direita de Deus. "De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus." Marcos 16: 19.
Para o profeta João, o mar era uma barreira que o impedia de estar com a sociedade, a qual ele tinha uma mensagem especial, que deveria ser divulgada às nações!
O mar pode ser também insígnia da ação furiosa do inimigo contra a Palavra de Deus, é também emblema das angústias comuns aos pecadores.
Todavia na visão, o Grande Anjo, Jesus Cristo, estava com o Seu pé direito sobre o mar, demonstrando que as dificuldades, as separações, as ações impetuosas do inimigo, bem como todas as angústias, estão, por assim dizer, controladas pelo poder regenerador de Cristo Jesus! “Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?” Mateus 8: 27.
No entanto, o pé esquerdo de Jesus estava postado sobre a terra. Que lição pode ser extraída dessa postura?
O pé de Cristo sobre a terra exemplifica que, a humanidade deve estar submissa a Jesus, notadamente, o humano deve exaltar a gloriosa divindade de Cristo Jesus, só Ele pode galardoar o pecador!
Algumas vezes o termo terra surge nas Escrituras como figuração de angústia, problema, pranto, dor e desolação, isto, pelo fato que a humanidade entregou ao Inimigo o domínio da Terra!
Portanto o pé esquerdo de Cristo sobre a terra é figuração de que a despeito de toda maldade e destruição que o Inimigo possa promover sobre a Terra, Jesus Cristo, será, de fato, Rei sobre ela! “O Senhor será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o Senhor, e um só será o Seu nome.” Zacarias 14: 9.
É interessante se perceber que esse Grande Anjo, bradou como um leão. Ora, Jesus é descrito nas Escrituras, como o Leão da Tribo de Judá, e o leão é o rei dos animais, denotando que Jesus é, de fato, o Rei. "Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." Apocalipse 5: 5.
Portanto, o rugido do Leão da tribo de Judá, Jesus Cristo, fez ecoar a mensagem do Seu presto retorno, de forma tal, descrita como o ribombar dos trovões, que faz silenciar toda voz, levando o humano a considerar sobre o indescritível poder de Deus em Cristo Jesus e, Seu iminente retorno para galardoar toda pessoa que anseia a Sua vinda!
 As vozes dos sete trovões são figuras de que a mensagem por eles divulgada tem um teor integral em sua totalidade, o que equivale dizer que tem um cunho universal, sendo, portanto, perfeita no seu conteúdo, cumprimento e aplicação!
  Ora, Jesus sempre se referiu em Suas preleções sobre o grande dia, em que Ele retornaria para buscar os Seus servos escolhidos! Todavia numa certa ocasião Ele segredou aos Seus discípulos que o dia e a hora de Sua volta e vinda de Deus, momento em que seria estabelecido o Reino da Glória, ninguém tinha esse conhecimento, pois, ainda não era tempo de perscrutar sobre tal assunto!
Sabendo-se que o termo trovão é enigma da mensagem Divina anunciada de forma audível para a humanidade, no entanto, apesar da voz clara de Deus, poucos a compreenderam, pois, não soou de forma perceptível à consciência da maioria dos habitantes da terra! 
No entanto, no tempo do fim, a voz dos sete trovões esmiuçou detalhes da volta de Cristo junto à grande procissão celestial e, João, naquele instante, tomou conhecimento, inclusive, quando esse fato ocorreria, todavia, foi dito ao profeta que ele não revelasse esse dia! "Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram e não as escrevas." Apocalipse 10: 4.
Esse segredo Divino, que para os humanos é um grande mistério, só será revelado quando o sétimo anjo tocar a sua trombeta! "Mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo Ele anunciou aos Seus servos, os profetas." Apocalipse 10: 7.
No entanto, solenemente, Jesus Cristo invocou o nome de Deus, declarando, categoricamente, que não haveria mais demora, pois, Ele brevemente retornaria à Terra para levar consigo o ser humano para, assim, viver eternamente com o Filho de Deus, isto, pelo fato do mundo já estar vivendo e sentindo em profundidade o tempo do fim!
É interessante notar que Cristo faz o juramento em nome do próprio Criador, sabendo-se que Ele próprio é o Criador, por isso, Ele jurou em Seu próprio nome, momento em que Ele demonstrou a real unidade entre Ele e o Pai. "Eu e o Pai somos um." João 10: 30. 
Portanto, amigo leitor, tendo a certeza que estamos vivenciando os instantes finais da malsinada história da humanidade, é nosso dever, alertar sobre a breve volta de Cristo, mas, para participar desse evento faustoso, se faz necessário estreitar o relacionamento vital com Cristo Jesus, nosso Senhor.
Que essa seja a minha e a tua postura, amado leitor! 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

IDE - O Toque da Sexta Trombeta ou, o Segundo Ai!

O TOQUE DA SEXTA TROMBETA OU, O SEGUNDO AI!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
       Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.





O primeiro ai, como vimos, surgiu com o maometismo e desempenhou sua obra maléfica durante cento e cinquenta anos.
Passado esse tempo de instabilidade, principia, então, o segundo ai. É imprescindível fazer um adendo em relação às primeiras palavras pronunciadas por João, assim que ele ouviu o toque altissonante da sexta trombeta.
O Discípulo Amado assume o papel de representante diplomático da Corte celestial e afirma ter ouvido uma voz, como que saindo das quatro saliências, semelhantes a chifres, localizadas nas extremidades dum altar de ouro, que estava colocado na presença de Deus.
A mim, veio uma inquietação, na verdade, duas dúvidas me assolaram, ao fazer a leitura daquele verso. A primeira suspeita, que a mim, me parece importante, era saber que mobiliário representava aquele altar de ouro?
Incerteza esta, baseada em informações bíblicas, acreditando que aquele móvel, deveria fazer parte da mobília do Santuário.
O altar de ouro citado pelo profeta, pela sua descrição e localização, só pode ser o Altar de Incenso que, inclusive, era a mais importante peça do mobiliário do Lugar Santo.
O interessante dessa mobília, é que mesmo fazendo parte do primeiro compartimento do Santuário, era peça importante e, portanto, insubstituível, pois, servia para complementação do ritual no segundo compartimento, o Santo dos Santos.
Sabe-se que o Altar de Incenso, que era forrado de puro ouro, nele havia, em suas extremidades, quatros chifres também banhados a ouro, conforme descrito por Moisés. “Farás também um altar para queimares nele o incenso;... os chifres formarão uma só peça com ele. De ouro puro o cobrirás, a parte superior, as paredes ao redor e os chifres.” Êxodo 30: 1 – 3.
No ritual do Santuário, cada mobília é figura representativa da relação do Divino com o humano ou, reciprocamente inverso.
Portanto, nesse entendimento, conforme explicação de João, o altar de incenso, mobília que faz parte do primeiro compartimento, retém as orações da humanidade recheadas de inquietações, pedidos e agradecimentos, então, o Anjo do Concerto, Jesus Cristo (Malaquias 3: 1), faz evolar como fumaça as orações dos humanos até à presença de Deus Pai, que se acha no Lugar Santíssimo ou, segundo compartimento. “Veio outro anjo... E foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus” Apocalipse 8: 3 e 4.
A segunda dúvida que me ocorreu, foi saber de quem era a voz que saia das saliências, seria dos humanos em forma de orações, ou seria de Jesus?
Não resta mais nenhuma dúvida, a voz é de Jesus Cristo, pois, se fosse da humanidade, João teria escutado o som da voz vinda do interior do altar, onde estão depositadas as petições dos humanos, no entanto, João ouviu a voz vinda dos quatro chifres.
Esses quatro chifres, são figuras de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundono altar de incenso, eles representam os quatro pontos cardeais, simbolizando a abrangência da ação curativa de Cristo Jesus, contra os males do pecado!
Esse primeiro verso da sexta trombeta é uma indicação de que a humanidade, naquela época de provação, não estava desamparada, o amor salvífico de Cristo estava compartilhando do sofrimento de cada pecador penitente.
Para compreender melhor a atuação e cuidado Divino para com a população da época, que corresponde a sexta trombeta, precisa-se conhecer os versos que descrevem o toque daquela corneta, para assim, descodificá-los. “O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro cantos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus, dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta; Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates.
Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matasse a terça parte dos homens.
O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu número.
Assim, nesta visão, contemplei que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeças de leões, e de sua boca saíam fogo, fumaça e enxofre.
Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens; pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano.
Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, da prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.” Apocalipse 9: 13 – 21.

INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA, POLÍTICA, MILITA R E RELIGIOSA



A sexta trombeta descreve a ação dos turcos, que eram aliados dos árabes. Após o desencadeamento da sexta trombeta e, decorridos quatro anos, os turcos conquistaram a supremacia no leste, levando Roma Ocidental ao colapso, sob o comando do Sultão Maomé II que, naquele momento, através de acordo político/militar, conquistou a cidade de Constantinopla, sede do governo de Roma Ocidental!
                É interessante perceber que o período que os turcos tiveram para conquistar a supremacia do leste de Roma Ocidental, está visivelmente delineado em linguagem profética, como sendo uma hora, um dia, um mês e um ano que, literalizando, somariam trezentos e noventa e um anos e quinze dias.
                 No entanto, o período profético desta sexta trombeta deveria continuar como ainda continua em franco desenvolvimento, findando, somente, ao toque da sétima corneta.
O leitor exigente e atencioso poderá até estar se interrogando, onde o articulista encontrou essa quantidade de tempo?
A resposta a esta inquietação é simplória, basta, tão somente, seguir o indicativo do relato e emparelhar com o conselho de interpretar dias como anos, conforme orientação Divina onde, Moisés se emprestando como interlocutor da Divindade fornece essa diretriz! "Segundo o número dos dias,... Cada dia representando um ano."  Números 14: 34.
Então, confirmemos esse período de tempo. Sendo assim, de posse desse conhecimento, uma hora profética equivale, exatamente, 15 dias literais. Um dia profético, como esclareceu Moisés, equivale a 1 ano literal. Por conseguinte, um mês profético, totaliza, obviamente, 30 anos literais. Como um ano profético é composto de trezentos e sessenta dias, incontestavelmente, totalizam, literalmente, 360 anos.
Basta, então, fazer a adição desses números, onde totalizam 391 anos e 15 dias!
Adicionando-se esse resultado ao término dos 150 anos da quinta trombeta,  que foi em 27 de Julho de 1449, encontra-se, exatamente, o final do domínio dos quatro sultões maometanos, que aconteceu em 11 de agosto de 1840. Todavia, o período da sexta trombeta, ainda prossegue, pois, só findará ao toque da sétima corneta!
De 27 de Julho de 1449 até 11 de agosto de 1840, houve a supremacia maometana sobre os gregos. Os Otomanos foram aceitos pelo Imperador grego que reinava com a permissão do Sultão Turco.
A partir de 11 de agosto de 1840, a Turquia, por intermédio de sua embaixada, aceitou a proteção dos aliados europeus, pondo fim ao domínio dos sultanatos maometanos, abandonando o Islamismo, retornando ao Cristianismo.
É salutar se observar que o começo da supremacia otomana veio através do reconhecimento voluntário do Imperador grego, o cristão, Constantino XIII, que permitiu que o turco Deacozes viesse a administrar o Trono Grego.
Não se admira que com a perda da independência otomana, o sultão turco, submeteu, voluntariamente, sua autonomia às mãos das nações cristãs europeias.
A quinta trombeta prescreveu a devastação causada por forças maometanas, opositoras do cristianismo, que atuaram durante a Idade Média. Já a sexta trombeta, descreveu a mesma força islâmica, com a mesma finalidade, no momento seguinte, ou seja, durante o Período Moderno.
O toque dessa trombeta indica que a cavalaria destruiria a terça parte dos habitantes da Terra. Ora, como bem sabemos, no tempo em que João recebeu a Revelação, só se conhecia três continentes, a África, a Ásia e a Europa. A terça parte dos habitantes que seriam destruídos, era, portanto, uma alusão ao continente europeu.
Informa também que os quatro anjos que, até então, estavam contidos, junto ao Rio Eufrates, deveria ser liberados para agir.
Como bem sabemos, historicamente, o Rio Eufrates sempre foi, originariamente, a linha que delimitava as posses do povo de Israel das possessões dos seus adversários. Durante a sexta trombeta o Eufrates dava limite à parte Oriental do Império Romano!
A profecia informa que os cavaleiros invasores, estavam juntos ao Eufrates, portanto, não em terras do Império Romano. Contudo, os maometanos, povo do Império Otomano que, inclusive, a presença dessa cultura religiosa, prenunciava a destruição, não somente do Império Bizantino, mas, abalaria, sobremodo, o cristianismo, que naquela época, dependia do amparo e proteção do Estado.
Os quatro anjos do verso quatorze é uma nítida alusão aos quatro sultanatos; Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá, espinha dorsal do Império Otomano, localizados na região próxima ao Rio Eufrates, que era limitrofe do Império Bizantino, o tão decantado Império Romano Oriental.
É importante lembrar que transpondo o Eufrates, na outra margem, iniciava o domínio do paganismo, portanto, adversário do cristianismo.
Esses quatro anjos, símbolos dos quatro principais sultanatos do Império Otomano, localizados nas terras  banhadas pelo Eufrates, onde o Império Otomano era fronteiriço com o Romano Oriental. Estes quatro sultanatos estavam imbuídos de aniquilar a terça parte dos humanos, numa nítida referência à Europa.
Afirma o relato do profeta João que o número de cavaleiros era de vinte mil vezes dez milhares, o que equivale a dizer que o exército otomano, era de 200 milhões de soldados, número quase inconcebível. Na verdade uma quantidade incalculável.
Como o período da dominação turca, através do maometismo durou 391 anos e 15 dias, fica racionalmente aceitável que o exército turco, nesse período, tenha utilizado, na verdade, duzentos milhões de combatentes.
O vidente de Patmos identificou até mesmo a indumentária bélica, ele pode divisar a cor do fogo, vermelho, do jacinto, com a tonalidade azul e, do enxofre, ou seja, amarela. Essa era a cor das vestimentas usadas por aqueles combatentes cabeludos.
A descrição das cabeças dos cavalos foi assemelhada à  dos leões, mas, conforme o Profeta, da boca dos cavalos saiam fogo, fumaça e enxofre.
Sabe-se que o leão é o rei dos animais. Esse animal é símbolo de força, coragem e ferocidade. Por onde passavam os conquistadores otomanos apresentavam essas características assustadoras e maléficas, vomitando fogo, fumo e enxofre!
Os turcos otomanos estavam entre os primeiros combatentes que utilizaram pólvora e arma de fogo, em quantidade, os mosquetes.
Ao Profeta parecia que o fogo e a fumaça era arremessada pelas bocas dos cavalos, quando, na verdade, procediam das  pesadas armas de fogo  que, para ser conduzida era apoiada à cintura através de uma forquilha.
Conforme o pensamento maometano, eles apareceram na história da humanidade para corrigir os erros e abusos cometidos pelos cristãos romanos, principalmente, os adoradores dos demônios, que no entendimento deles, era o culto a homens mortos, reverenciados como semideuses.
O Islamismo abominava também a idolatria, que é o culto aos santos e às imagens, como se fora divindades!
Todavia, na ânsia de corrigir os erros e atropelos doutrinários, eles cometiam ações contrárias à razão e ao bom senso, atos até irrefletidos e irreparáveis, com absurda violência e mortandade, que em nada ajudou a população a ter postura equilibrada e constante ao lado do bem, da verdade e de Deus!
Esses dois primeiros ais derribou o Império Romano Cristão. Ao toque da quinta trombeta caiu, num intervalo de cento e cinquenta anos, a parte Ocidental do Império Romano, tendo por algozes os bandos malfazejos dos visigodos, vândalos, hunos e hérulos.
Foi preciso apenas trezentos e noventa e um ano e quinze dias, para que a parte Oriental da Roma Cristã também tombasse, dessa feita, tendo por verdugo, apenas os árabes e turcos do Islamismo.

Depois desses acontecimentos o segundo ai passou, resta agora o terceiro ai. No entanto, antes do toque da sétima trombeta, a mensagem do retorno de Cristo e vinda de Deus deveria ser anunciada por todo mundo, para então, ser deflagrada o toque da sétima trombeta.

PARALELISMO ESPIRITUAL



O que mais me deixa atônito quando se arvora interpretar as profecias apocalípticas é o fato da ausência de comentário explicativo sobre a postura Divina, em relação ao humano indefeso, nos períodos em que o mal aflora e superabunda o suplício e a mortandade!
Por isso, é necessário, em cada período profético, ajuizar a intensão Divina, no sentido de auxiliar o pecador que esteja disposto a encontrar o Caminho norteador que o desvencilhe de todo mal!
Acredita-se que a voz do Cordeiro que preveniu e anunciou a invasão otomana, tenha, naquela mesma mensagem, providenciado o caminho da libertação!
Assim, nesse paralelismo, os quatro anjos, são, na verdade, mensageiros humanos, que naquele período anunciavam em todos os quadrantes da região afetada, que Cristo, a Água da Vida, estaria convidando todos os povos daquelas nações, em todas as línguas, a se dessedentarem da Água Viva. 
Com esse estímulo, os humanos encontrariam alívio para as suas dores!
Esse entendimento se propagou entre eles como um exército inumerável, aqueles incansáveis combatentes mataram nos cristãos, a sua espiritualidade morta, ressuscitando neles  o desejo da vida eterna!
O teor da mensagem daqueles combatentes, naquela hora de tamanha perplexidade, era para que os povos abandonassem os erros do cristianismo e, não se rendessem ao Islamismo, mas, desse total devoção a Deus e lealdade a Jesus Cristo, o Libertador!
Os bravos e valentes soldados de Cristo usavam como armas para o combate, apenas suas bocas, confiantes na promessa de Jesus; "Porque Eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem."  Lucas 21: 15.
Na verdade, ninguém pode resistir nem contradisseram, no entanto, por fazer uso do livre arbítrio, doado por Cristo Jesus, muitos não se arrependeram, não por falta de oportunidade ou de conhecimento, mas, por preferirem as benesses imediatas, por isso, rejeitaram os benefícios eternos!
Essa atitude prova que toda criatura que, no tempo da oportunidade, ou seja, em vida, perseverar no caminho do mal, estará alijado da vida eterna!
Amigo leitor, a maior parte do cristianismo, não acredita na predestinação como sendo a ordem superior estabelecida por Deus de conduzir, os Seus escolhidos e justificados à vida eterna.
Todavia, quando se trata de assuntos políticos, quase que existe unanimidade na crença de que o Divino está no comando absoluto do desenrolar da história da humanidade.
Os que assim creem, afirmam, categoricamente, que a história e desenvolvimento das nações, nascimento e queda dos impérios, é resultado da ação coercitiva  dum Deus Soberano, pois, tem direito e possibilidade de impor obediência, uma vez que, impera, exclusivamente, à vontade e proeza dEle!
Se assim fora, o Onipotente teria descartado por completo, a porção mais sagrada do ser humano, que o diferencia do animal bruto, que é a capacidade, inerente do próprio homem, de escolher e decidir sobre seu futuro, tanto o material, quanto o social, político, temporal e, como não podia deixar de ser, o eterno!
Portanto, se os intérpretes da história e do tempo defendem, a possibilidade, de que Deus está no comando de todas as coisas, modificando decisões humanas e, impondo à vontade do Onipotente, esses mesmos comentaristas teriam que, forçosamente, abdicar, e não mais defender que a humanidade é detentora do livre arbítrio.
Neste caso, o livre arbítrio não seria uma doação do próprio Deus, nem muito menos, uma prova soberana dos atributos divinos na humanidade!
Sendo assim, o ser humano não seria racional, todavia, não passaria de um autômato, seria uma figura marcada no tabuleiro previamente viciado, para satisfazer o ego doentio do Dominador Universal!
No entanto, quão bom é ter a certeza que o Criador dotou a natureza humana com a capacidade de fazer suas escolhas com total acerto ou, se assim preferir, rejeitar as benesses da eternidade!
Num Deus com essa capacidade, pode-se sim, nEle confiar!

sábado, 21 de outubro de 2017

IDE - O Toque da Quinta Trombeta ou, o Primeiro Ai!

O TOQUE DA QUINTA TROMBETA OU, O PRIMEIRO AI!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
       Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




 O nono capítulo do livro da Revelação começa apresentando o toque da quinta trombeta que é oferecido ou exposto à vista, ao final do capítulo oito, como sendo o primeiro ai.
No impressionante toque desta trombeta é submetido à apreciação mais um capítulo da história que faz incidir luz, sobre a palavra profética.
No entanto, o que mais chama a atenção é que este toque da trombeta, também é denominado como sendo o primeiro ai.
Sabe-se que o ai, pode ser a primeira ou a última qualificação das classes de palavras, ou seja, tanto pode ser um substantivo, quanto pode ser uma interjeição!
Se no texto foi aplicado como um estado emotivo ou, um sentimento súbito, então é uma interjeição, que pode exprimir uma sensibilidade de dor ou alegria.
Todavia, tem-se ciência que o substantivo é aquela classe de palavra que designa os seres e suas qualidades, sentimentos, sensações, ações e estados. Neste caso, é, portanto, um substantivo abstrato, pois, designa um sentimento ou sensação de dor como também de alegria.
Apesar de que, no capítulo oito o ai seja uma interjeição, pois, está exprimindo um estado emotivo, no entanto, no capítulo nove, ele está aplicado como um substantivo, por isso mesmo, será analisado como tal.
João, o vidente, ao ouvir o toque da quinta trombeta, ele pode perceber, visualmente, que uma estrela celeste estava na terra.
Ele, então, enxerga que aquela estrela recebeu a chave do poço do abismo, apesar de que, o texto não identifica de quem, realmente, ela recebeu aquela chave.
Aquela estrela que estava na terra, abriu o poço que, imediatamente, começou a fumegar, a fumaça que saia daquela cavidade abismal era tão densa que escureceu o sol e a mistura gasosa que envolve a terra, conhecida como atmosfera.
Por conseguinte, aparece uma praga de gafanhotos que atormenta a humanidade!
Essa exuberante descrição, pode e deve ser interpretada por dois ângulos de raciocínio, aliás, como foi feito ao se estudar as quatro primeiras trombetas.
Para se entender com racionalidade a mensagem embutida nessa descrição, precisam-se conhecer os versos que serão analisados!
"O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar.
Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer cousa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.
Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém.
Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles.
O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.
O primeiro ai passou. Eis que, depois destas cousas, vêm ainda dois ais." Apocalipse 9: 1 - 12.


INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA, POLÍTICA, MILITAR E RELIGIOSA



A função de cada fiel pesquisador é, na medida do possível, procurar, exaustivamente, através da orientação divina, encontrar iluminação para compreender a profecia com mais pormenores e, isto usando uma grande dosagem de racionalidade!
É sempre bom ter em mente que, determinados acontecimentos históricos podem, na verdade, funcionar como figura ou analogia de eventos semelhantes que ocorrerão ao final do tempo da graça.
Portanto, essas ocorrências do passado, têm por objetivo informar e  preparar cada ser humano para enfrentar a grande crise espiritual, na qual, hoje, estamos vivenciando o seu início.
Como se vê, é bem possível que os acontecimentos históricos descritos na profecia desta quinta trombeta, serão uma importante ferramenta esclarecedora da natureza de eventos futuros, por conseguinte, precisa-se colher as devidas lições das experiências passadas para, assim, habilitar-se a ter uma desenvoltura a contento, num futuro próximo!
Deve-se fugir da ideia preconcebida de que Deus seja o causador de tudo que acontece na história.
É bem verdade que a história segue o curso que as decisões humanas traçam.
Deus não interfere nas decisões do homem, contudo, cada escolha, trará como resultado uma consequência, vida ou morte! A decisão, portanto, é do ser humano!
Outro pensamento errôneo é se crer que Deus esteja neutralizando ou controlando a obra do Inimigo através do ser humano e, por conseguinte, o desdobramento nefasto que ela produz!
Se assim fosse, Cristo não solicitaria ao pecador que ele abrisse a porta do entendimento de cada pessoa, Ele simplesmente abriria a porta e entraria, fazendo os devidos reparos. "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo."  Apocalipse 3: 20.
Deus só intervém nas decisões da humanidade quando ela franqueia a intervenção Divina nela!
Amigo, qualquer coisa que Deus tenha doado à humanidade, Ele não toma de volta. Esta verdade se aplica perfeitamente à capacidade de escolha que cada indivíduo tem, denominado de livre arbítrio.
Portanto, o livre arbítrio, não é superior à vontade de Deus, pois, ele foi uma opção espontânea do próprio Criador, por isso, é uma iniciativa própria do grande Eu Sou! Deus respeita cada escolha que a humanidade faz!
É do conhecimento da maioria dos interpretes das profecias, referentes às trombetas, que o toque das quatro primeiras, descreve a queda da parte ocidental do império romano, contudo, a parte oriental ficou bastante abalada, mas, permanecia resistente até às investidas dos bárbaros hérulos, chefiados por Odoacro.
Ao toque da quinta trombeta começa o desmoronamento do Império Romano Oriental, quando  em Constantinopla, Maomé tenciona implantar o império dele, onde pretendia estabelecer a religião islâmica, em oferenda  aos árabes.
Conforme essa visão interpretativa, Maomé seria a estrela do céu que estava na terra. No livro sagrado do islamismo, o Corão afirma que Maomé teria a chave do reino do céu, no entanto, a Bíblia discorda, ao afirmar que ele tem a chave do poço do abismo. "E foi-lhe dada a chave do poço do abismo." Apocalipse 9: 1 up. 
A conotação bíblica define poço do abismo, circunstancialmente, um local despovoado ou, em estado de confusão e desordem. "A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo." Gênesis 1: 2 pp.
Em relação aos árabes, o poço do abismo seria uma vívida descrição dos desertos arábicos donde partiram dos acampamentos, os bandos malfazejos de maometanos que, semelhantes a gafanhotos pulverizaram as doutrinas de Maomé, provocando o escurecimento do sol do cristianismo.
A manifestação súbita e violenta daquelas doutrinas tinha o poder como dos escorpiões, pois, debilitou, enfraqueceu, mas, jamais destruiu o cristianismo.
Os ataques dos 'gafanhotos' sarracenos eram direcionados contra qualquer pessoa que resistisse ao islamismo, respeitando, porém, unicamente, a pessoa que tivesse o selo de Deus sobre a fronte!
Esse selo do Onipotente, conforme o profeta Ezequiel é o Sábado requerido por Deus. "Também lhes dei os Meus Sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu Sou o Senhor que os santifica." Ezequiel 20: 12.
Naquela época havia pessoas que observavam o verdadeiro dia de descanso, o Sábado do quarto mandamento da Lei de Deus, por isso, naquele instante o Criador honrou essas pessoas, não permitindo que fossem molestadas.
Se você amigo, não quiser ser molestado espiritualmente, deve, semelhante àquelas pessoas, continuar santificando o Sábado do Senhor. "Santificai os Meus Sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saiba que Eu Sou o Senhor, vosso Deus." Ezequiel 20: 20.
No entanto, aos não observadores do Sábado, foi dada a ordem de ser atormentado por cinco meses proféticos, o que corresponde a cento e cinquenta anos literais, conforme o entendimento que Moisés transmitiu, onde cada dia profético representa um ano literal. "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e tereis experiência do Meu desagrado." Números 14: 34. 
Pois bem, durante os cinco meses proféticos que correspondem a cento e cinquenta anos literais, os habitantes do Império Romano do Ocidente seriam atormentados como a angústia de alguém que é ferido por um escorpião.
Sabe-se que a ferroada dum escorpião é capaz de ocasionar graves sofrimentos, desencadeando alarmantes sintomas, no entanto, a inoculação da peçonha desse animal artrópode não é fatal!
Portanto a ferroada do escorpião, nessa profecia, é emblema de flagelo.
Historicamente a profecia se cumpre exata e, minunciosamente, através dos bandos disciplinados pela religião muçulmana, o islamismo de Maomé!
Esse povo, tão numeroso como gafanhotos saqueavam e destruía o que encontrava pela frente e, como se tivesse cauda de escorpião, injetava pela força a peçonha do engano duma política civil-religiosa causando uma intensa aflição aos suplantados por ela.
Assim, os vencidos, de um instante para outro, se sentiam, economicamente na miséria e, política e espiritualmente diminuídos, humilhados e prostrados, pois, foram picados pelo ferrão de uma política e duma religião venenosa, daí o sofrimento pungente!
É importante determinar quando começou e, terminou o tormento de cinco meses ou, cento e cinquenta anos literais.
Sabe-se que nesse período, diferente dos anos que antecederam os cinco meses proféticos, os muçulmanos tinham um rei que em hebraico era denominado de Abadom e, em grego, Apoliom.
Ora, desde a morte do profeta muçulmano e fundador do Islamismo, Maomé (Mohammed) em 632, até o fim do século treze, os muçulmanos deixaram de ter um governo geral. Sendo, portanto, administrados, pelo chefe de cada uma de suas tribos!
Então, Otman unificou os muçulmanos, fundando o império otomano, passando a ter um rei, ou reino destruidor, conforme o significado da palavra hebraica Abadom e da grega Apoliom.
Sua primeira investida foi contra a Nicomédia em 27 de julho de 1299, delimitando o início dos cinco meses proféticos ou 150 anos literais que se estendem, obviamente, até 27 de julho de 1449.
Os turcos lutaram contra os gregos durante cento e cinquenta anos, mas, não conseguiram conquistá-los. Essa data determina a passagem do primeiro ai.
Que mensagem de conforto ou instrutiva, os habitantes que viveram no período da quinta trombeta, receberam da parte de Deus, para se portar de maneira tal que não se distanciasse das promessas Divinas, para que eles pudessem ter certeza da recompensa Eterna?

INTERPRETAÇÃO PURAMENTE ESPIRITUAL



Normalmente, quem procura interpretar a profecia de forma a compreender a história, dificilmente  se preocupa com a postura da população do período em foco, se recebeu ou não, instruções Divinas, dentro daquele mesmo contexto profético.
Por isso, se faz necessário descodificar o relato profético tendo por prisma uma interpretação puramente espiritual ou, divisando a ótica divina demonstrando o cuidado do Onipotente para com a população da época de vigência da profecia!
Na quinta trombeta, o primeiro ponto a ser descodificado, espiritualmente, é sobre a figura da estrela que, estando na terra, recebeu a chave do poço do abismo. Por isso, surge em mente o relato encontrado no livro de Isaías. "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva!"  Isaías 14: 12.
Baseado nesse verso deduz-se ser ele uma referência ao Inimigo, contudo, o Falsário, de forma alguma, pode ser um lenitivo capaz de abrandar o sofrimento de quem quer que seja!
Os que defendem esse entendimento, afirmam que foi o Usurpador quem, de fato, recebeu a chave do abismo e, abriu a porta do Inferno fazendo precipitar milhões, por intermédio dela!
No entanto, a Bíblia surpreende-nos sobremaneira!
Jesus, o Filho de Deus, é o pão que desceu do céu à terra, Ele assume ser, inequivocamente, a Estrela da manhã. "Eu Sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que Eu darei pela vida do mundo é a Minha carne." João 6: 51. "Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas cousas às igrejas. Eu Sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã."  Apocalipse 22: 16 (grifo nosso).
Pode ser que, por um momento, o Usurpador estivesse de posse da chave do abismo, mas, o verso profético afirma que Jesus recebeu esta chave, ou seja, o Inimigo teve que repassa-la para Cristo.
De posse dessa chave, através da intervenção do Pai, o sepulcro é aberto e, Jesus ressuscita dos mortos, vencendo a sepultura, abrindo o caminho para que a humanidade tivesse a chance de livrar-se do suplício infernal! "Estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno." Apocalipse 1: 18. Não resta dúvida, Jesus é a brilhante Estrela da manhã, só Ele tem a chave da morte e do inferno!
A ressurreição de Cristo imprimiu em cada pecador arrependido a certeza da vida eterna. Contudo, o relato bíblico nos informa que quando o poço do abismo foi aberto saiu uma fumaceira tão densa que escureceu o sol e poluiu o ar.
Transportando até os primeiros momentos da Idade Média, período referente à quinta trombeta, nota-se que o Inimigo projetou uma reação e esta veio em forma de fumaça sufocante que quase apaga da mente do pecador, a presença de Cristo que é o Sol da Justiça.
Diante desta postura do Inimigo, a população passa a respirar um ar contaminado pela ação dos sarracenos que preparou o caminho para a conquista maometana.
É interessante notar que o poder da chave não era próprio de Cristo, pois, enquanto Jesus esteve na sepultura, Ele estava morto e, sendo Deus o Pai o poder mais elevado, ressuscita Jesus, entregando a Ele o poder. Por isso, o poder sobre a morte e o inferno Lhe foi dado.
Não, necessariamente, na chave, mas, em Cristo Jesus está o poder de abrir e fechar a porta da eternidade. Só Cristo tem a chave de Davi que fecha e ninguém abre e abre e ninguém fecha. "Estas cousas diz o Santo, o Verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá."  Apocalipse 3: 7.
Amigo, Jesus está franqueando essa chave para todo pecador que queira ter a Cristo como mestre e Senhor! "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus." Mateus 16: 19.
Essa chave foi entregue pelo Filho de Deus a todo pecador penitente. Este fato confirma a doutrina do livre arbítrio, como uma doação Divina. O Onipotente reconhece o direito de escolha de cada ser humano!
A divulgação da doutrina maometana, o islamismo, foi tão impactante, naquela época, que o efeito da religião islâmica quase fez escurecer por completo o sol do cristianismo!
O relato profético faz um paralelo da ação maometana, identificando-a como gafanhotos com poder de escorpiões. Nessa figuração, os gafanhotos descrevem a abrangência geográfica alcançada pelos maometanos.
Sendo assim, os divulgadores do islamismo avançavam com desenvoltura e poder, por isso mesmo, se assemelhavam aos escorpiões.
Sabe-se que os escorpiões são aqueles invertebrados com cauda terminada num aguilhão, repleta de veneno que, naquela figuração, hostilizava qualquer pessoa que, porventura, estivesse ao lado do cristianismo!
Contudo, naquela época, Deus providenciou o antídoto que evitava o dano espiritual a quem perseverava ao lado da Verdade e da Vida, Jesus Cristo! "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano. Não obstante, alegrai-vos não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus." Lucas 10: 19 e 20.
Essa foi a contrapartida oferecida por Deus, às pessoas que resistiram aos atropelos do Inimigo!
A grande lição espiritual transmitida pelo toque da quinta trombeta é que os gafanhotos com aguilhão na cauda, não causou dano no pecador arrependido, pois, este tem o antídoto contra o mal, Jesus Cristo.
No entanto, o veneno destruidor alcançou, tão somente, ao pecador que continuou na prática da impiedade, por isso, não tinha em sua fronte o selo do Deus Vivo que é o Sábado, como sendo o dia que identifica o Onipotente Criador de todas as coisas!
Amigo leitor, se você quiser passar sobranceiro na grande crise espiritual, que já está instalada, precisa ser selado com o selo do Deus Vivo. Esse assinalamento só pode ser demonstrado quando se reverencia o Sábado do quarto Mandamento da Lei de Deus!
Essa decisão é individual, só você pode fazer!

Que a graça do Senhor Jesus seja com todos!