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domingo, 16 de novembro de 2014

IDE - O Anjo da Igreja de Sardo

AO ANJO DA IGREJA DE SARDO
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 





E AO ANJO DA IGREJA QUE ESTÁ EM SARDO ESCREVE - É interessante notar que esta missiva, como as demais, também é direcionada especialmente ao anjo da Igreja.
             Como já é do nosso entendimento, o verbete anjo, conforme aplicado no Apocalipse, nem sempre é alusão a um ser celestial que auxilia o gênero humano, por parte da Divindade, também, pode fazer referência às pessoas envolvidas em disseminar as boas novas do Evangelho, logicamente, da forma que foi concebido por esses 'mensageiros' ou 'emissários humanos'.
            Sendo assim, nas cartas simbólicas às sete igrejas, anjo, não é uma referência vaga e indireta, tão somente, ao dirigente ou a uma junta administrativa ou diretiva, não, nem mesmo ao sacerdote ou dirigente supremo da igreja.
                Essas pessoas supracitadas da mesma forma fazem parte do anjo, igualmente a toda e qualquer pessoa que esteja envolvida ao IDE.
               A Comissão de Cristo para pregar o Evangelho, não é direcionada para algumas poucas pessoas escolhidas, mas é, sobretudo, abrangente, alcança todas as criaturas, de forma universal!
          No entanto, só os que se envolvem na comissão de pregar o Evangelho, são taxados de anjos! Por isso mesmo, apesar das cartas terem uma aplicação universal, ou seja, para todas pessoas dum determinado período, são direcionadas, primeiramente para os anjos.  
               O que mais me deixa extasiado é que, na metodologia aplicada por Cristo Jesus em todo Oráculo Revelado por Deus, as mensagens são repetitivas, demonstrando assim, sua importância para ter a primazia de se fixar tais enunciados, na mente, para que, a humanidade faça uso constante de seu aprendizado!
               Nunca é demais se repassar um entendimento, tantas quantas vezes sejam necessárias, para compreensão do mesmo.
       Para que não haja nenhum mal entendido, é imprescindível esclarecer que, nesse entendimento, tanto igreja quanto anjo, é símbolo de pessoa, toda ela, o que diferencia são apenas as funções!
               Assim, toda criatura humana, é tratada na Bíblia, em especial no Apocalipse, como Igreja de Deus, podendo, a depender de sua postura, ser identificada, também, como anjo dessa mesma igreja!
          Isso acontece quando a Igreja (pessoa humana) entende que sua função como instrumentalidade de Deus, é divulgar seu entendimento, tornando pública e notória sua compreensão, apresentando sua opinião sobre Cristo para toda pessoa que, porventura, entre em contato!
               Quando a criatura humana divulga sua compreensão, mesmo diferenciando do entendimento da maioria, essa pessoa, ainda assim, é taxada de anjo da igreja, mesmo porque, ela deve ter consciência de transmitir, com fidelidade, seu entendimento, para não fugir das mãos protetoras de Cristo Jesus!
            Entendamos com profundidade essa proposição, tendo em mente que, a mesma, é suscetível de ser taxada por muitos, de falsa ou verdadeira!
               Nessa escritura, vamos tentar chegar a um consenso, para tanto, precisamos trazer à tona outro elemento, até então não citado, qual seja, religião! Precisamos, então, definir e diferenciar, religião, igreja e anjo.
          Como bem sabemos, o ser humano, ao ser Criado por Cristo, estava sujeito à imortalidade, portanto, nunca foi imortal, estava nas mãos da criatura humana, como ainda hoje está, o desfecho para adquirir a eternidade futura. "Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" Gêneses 2: 17.
         Esse texto denuncia, na sua parte final, a condição mortal da humanidade, estando, portanto, sujeita a imortalidade. Já nas entrelinhas, sugere poder de escolha e de decisão, evidenciando assim, o  livre arbítrio.
      Essa mesma certeza, foi manifestada de forma incontestável por Moisés, refletindo em suas palavras o pensamento Divino. "Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente" Deuteronômio 30: 19.
       Ao fazer uso do sagrado livre arbítrio, toda a humanidade, na pessoa de Eva e Adão, escolhe de forma consciente, discordar dos propósitos de Deus, quem sabe, acreditando na possibilidade de Deus, por amor, mudar Seu projeto, fraquejando e, beneficamente, doando a eternidade futura para a raça caída!
         Essa ação refletida causou um hiato entre a humanidade e Deus. "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça".  Isaías 59: 2
             Com a separação, o homem se distancia da Divindade, contudo, no projeto de Deus, consta a RELIGIÃO, como sendo a única via a ser trilhada pela humanidade para retornar ao Pai e, consequentemente, readquirir aquilo que perdeu ao pecar, a possibilidade da vida eterna!
              Talvez esteja transitando na mente do leitor diligente, atento, honrado e verdadeiro, a seguinte interrogação; qual religião representa a verdadeira via de retorno à Divindade?
             É correto imaginar que somente uma religião tem essa característica e, para decifra-la precisamos conhecer com mais profundidade o termo religião.
            A expressão religião vem do latim religio, que deriva de re + ligare, denotando a ação de ligar, prender a, reforçada pelo prefixo iterativo re, ou repetido, reiterado, outra vez.
   Sendo assim, a única religião verdadeira tem, obrigatoriamente, de ser essa via de retorno a Deus, que religa a humanidade ao seu Pai celestial!
           Com autoridade e autonomia, Cristo se declara como sendo a verdadeira religião, pois, Ele é essa via, o verdadeiro caminho a ser trilhado pela humanidade para reatar os laços de afinidade com Deus! "Porque o salário do peado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor". Romanos 6: 23 
                 Devemos ter consciência que a Religião é o caminho e, Cristo se define como tal; "Disse-lhe Jesus: Eu Sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim". João 14: 6
              Agora sabemos, com propriedade, que na definição do Filho de Deus, a Religião é a própria pessoa de Cristo.
               Se a Religião é uma pessoa, a Igreja também deve ser uma pessoa. A Revelação trata cada pessoa como sendo a Igreja de Deus. Era assim a compreensão de Paulo; "Não sabeis vós que sois templo (igreja) de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? I Coríntios 3: 16
                Toda pessoa, quer queira ou não, é Igreja de Deus, e o Espírito de Deus habita nela. Nossa religião não é puramente cristã, é sim, o próprio Cristo!
               Quando a Igreja, que é toda pessoa, passa a difundir a Religião verdadeira, que no caso é Cristo Jesus, a revelação trata-a, como anjo!
               Sintetizando, a Religião é a pessoa de Cristo, a Igreja são todos os seres humanos com animação de vida, e anjo é toda criatura envolvida na divulgação da Religião, que é Cristo Jesus!
              As pessoas/anjos que se envolveram na disseminação das boas novas de Cristo, no período simbolizado pela igreja de Sardo, talvez, tenham levado em maior conta, o seu próprio sofrimento, ao invés de levar em conta, seu reconhecimento, ao amor de Cristo para com eles! Como se esses anjos/pessoas, estivessem mais interessadas na recompensa, que propriamente na pessoa imaculada de Jesus Cristo. 
      Acaso, eles estivessem prontos para absorver a recompensa prometida, mas, não estavam preparados para se encontrar e viver eternamente com Jesus!
          Daí ser exortado ao arrependimento, para não ser merecedor dum resultado catastrófico.
            Esse mal tem atingido não somente os anjos do período da Reforma Protestante, tem também atingido, na sua maioria, os anjos hodiernos! Portanto, precisamos com urgência, nutrir o mesmo sentimento de quebrantamento que teve o salmista Davi. "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito". Salmos 34: 18                      

COMO CRISTO SE APRESENTA À IGREJA DE SARDO




ISTO DIZ O QUE TEM OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS -  Existe um trato íntimo tão uno, entre os membros da Divindade; Pai, Filho e Espírito Santo que, mesmo sendo três pessoas distintas, tornam-se uma; em amor, força, poder e, qualquer outro adjetivo que reflita bondade, fato que faz da união dessas três pessoas num único Deus!
            É interessante estar apercebido que, nesse texto, Jesus se apresenta como tendo os Sete Espíritos de Deus. Isto quer dizer que a segunda pessoa da Divindade, detém, semelhante ao Pai e ao outro Consolador, todas as características, sem faltar nenhuma, em indivisível e perfeito absolutismo, da Deidade. Ou seja, "nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade" Colossenses 2: 9.
            Quando Cristo afirma ter os Sete Espíritos de Deus, Ele não está atestando que o Espírito Santo esteja limitado pela vontade de Jesus.
         O número sete assegura ao pecador caído a Plenitude Multiforme do Poder Divino sendo, portanto, um número místico, de cunho sagrado e perfeito, simbolizando a plenitude e perfeição dos dons e operações do Espírito.
           É dessa forma que o Pai, através do Espírito Santo, tem operado em toda Sua plenitude, força e poder sobre o pecador, para que este atenda, ou não, aos graciosos reclamos de Deus para ter um relacionamento salvífico, íntimo, franco e integral com Jesus. 
           Aliás, essa é a principal função dos Sete Espíritos de Deus, convencer a humanidade para que, uma vez persuadida e convencida de sua real situação, possa fazer uso de seu livre arbítrio, fazendo sua legítima escolha, atender ou renegar a oferta de Cristo. "Mas quando vier o Consolador, que Eu da parte do Pai vos hei de enviar, Aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, Ele testificará de Mim"  S. João 15: 26. "E quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" S. João 15: 26.
                Pode ser que algum leitor esteja arrazoando consigo mesmo, se os Sete Espírito de Deus, usando todo Seu poder de convencimento, não consegue levar o pecador a corresponder sem reservas à iniciativa Divina e nem aceitar Sua Palavra completamente, então, esse Deus, ou não tem pleno poder, ou não ama verdadeiramente o pecador.
                É importante lembrar ao leitor que não existe poder maior, em Deus, que deliberar autonomia ao humano de fazer sua própria escolha.
         A Divindade honra Seu propósito, que é de delegar poder ao pecador de tomar suas próprias decisões. Justamente aí reside a prova do amor de Cristo; acatar a decisão do pecador, agindo de modo que não fira, nem prejudique ou ofenda a decisão do ser humano. É Cristo reconhecendo a legitimidade da escolha feita pela criatura humana!
               A outra função dos Sete Espíritos de Deus, ou seja, do Espírito Santo é, justamente, testificar da pessoa de Jesus Cristo, como sendo a única e verdadeira Religião, que indica o caminho claro e definido para alcançar a eternidade futura na vida do pecador, arrependido, perdoado, justificado e habilitado para viver eternamente em felicidade plena, retornando ao convívio do Pai, visualizando os Sete Espíritos de Deus em forma corpórea! 
                 É desta maneira que o Espírito Santo de Deus continua atuando em todas as Suas múltiplas formas de sabedoria, de poder e vigilância, instruindo e fortificando a humanidade em meio aos perigos do presente século.          

sábado, 1 de novembro de 2014

IDE - Carta à Igreja de Sardo

CAPÍTULO III

CARTA À IGREJA DE SARDO
  Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 




               Fiquei, por um instante, matutando comigo mesmo, tentando entender, por qual motivo Cristo permitiu que os homens dividissem a indivisível história eclesiástica, colocando quatro igrejas no capítulo dois e deixando as três restantes no capítulo seguinte! Por certo, deve haver uma lógica!
                 Como simpatizante da historia, percebo que, até a Idade Média, que na figuração apocalíptica é simbolizada pela Igreja de Tiatira, o Poder, seja na esfera política, quanto religiosa ou em qualquer outro ambiente social, era adquirido através da força e da violência!
             Essa ação que obrigava as pessoas a fazer algo, mesmo contrário à vontade delas, teve seu auge no Período Inquisitivo, onde o Poder Papal abusou da prerrogativa de se autodenominar Igreja de Deus!
            A partir de então, abre-se uma clareira, permitindo que a abundante luz de Cristo brilhasse com maior intensidade sobre os cristãos hodiernos!
            Conforme alguns historiadores, a Idade Média termina em 1453, coincidindo com a queda de Constantinopla, tempo que termina também o período de predominância Papal!         
              No entanto, outros historiógrafos defendem que esse Período, teve seu fim em 1798 quando, finalmente, surge uma nova forma de poder, que substitui o Poder Papal, com direito de deliberar, agir e mandar, estou me referindo à Reforma Protestante, que trouxe uma série de consequências nos planos social, político, econômico, além, é claro, do espiritual!
               Por isso, da quinta igreja em diante, está registrada no capítulo terceiro, onde para exercer o poder usa-se a força da mente, através da racionalidade! 
               Foi, exatamente, nesse período de transição da Idade Média para a Moderna que se enquadra os versos referentes à próxima Igreja; "1 E AO ANJO da igreja que está em Sardo escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus, e as sete estrelas; Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. 2 Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.  3 Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. 4 Mas também tens em Sardo algumas pessoas que não contaminaram seus vestidos, e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. 5 O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos seus anjos. 6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" Apocalipse 3: 1 - 6.

CONHECENDO HISTORICAMENTE A CIDADE DE SARDO



              Colocando o capacete da imaginação e, adentrando na Máquina Virtual do Tempo, voltamos, mentalmente, à época em que João, o Vidente de Patmos, escreveu o Apocalipse, passamos, então, nessa condição imaginária, a transitar pela Via Imperial, deixando pra trás a cidade de Tiatira.
             Após quarenta e oito quilômetros no sentido sudoeste, nos deparamos com a cidade de Sardo, uma das mais antigas e mais historiadas cidades da Ásia Menor, tendo sido a primeira capital do reino da Lídia.
            Com a respiração um pouco descompassada, devido ao grande trajeto, nos deparamos com um transeunte que nos deu algumas informações, se prestando, gentilmente, a ser o nosso cicerone!
         Essa pessoa de boa índole, que andava gesticulando, com o olhar fixado, ora na estrada, ora no horizonte, como se estivesse recolhendo na paragem as informações de que necessitávamos!
          Conforme colhemos daquele informante, Sardo alcançou seu apogeu de riqueza e poder sob o governo de Creso durante o sexto século (560) a.C.
            Naquele período, Sardo tornou-se símbolo de riqueza, foi nessa cidade que a primeira moeda foi cunhada na Ásia Menor, surgindo, naquela localidade, o dinheiro conforme conhecemos ainda hoje!
           Aquele nosso companheiro, natural de Sardo, homem mulato, de pele parda bem acentuada, acrescenta que a maior vantagem de Sardo, é sua localização geográfica, por estar numa encruzilhada, junção de cinco diferentes estradas! 
            Confirmamos, até pelos nossos próprios olhos, que essa cidade estava edificada num planalto de rochas fragmentadas, a 457,3 metros acima do nível do mar.
          Seus moradores achavam que Sardo era uma cidade quase inexpugnável, devido às paredes da elevação em que a cidade fora edificada, serem tão íngremes que dava a sensação de segurança, somando-se a essa condição, havia apenas uma entrada, que era fortemente protegida.
          A população se sentia bem guardada e confiante, por não haver, sequer, um ponto frágil.
           Nosso esclarecedor nos dá a informação que, foi justo nesse excesso de confiança, durante o reinado de Creso que a cidade foi capturada em 459 a.C. Ciro fez um ataque surpresa, como ladrão à noite.
           Durante o espaço de tempo em que o sol está abaixo do horizonte, em trevas, um soldado escalou a rocha, quando não havia vigilante, entrando na cidade e, abrindo as portas para os persas.
          No segundo século, nos dias de Antíoco o Grande (213 a.C.) outra vez, usando a mesma estratégia, a cidade se viu capturada. Esse descuido nos faz entender o enunciado do verso dois; 'sê vigilante'!
          É significativo que esta cidade também identificada como Sardes, seja conhecida como 'A Cidade da Morte', talvez, pela quantidade de vezes que foi conquistada e destruída.
          Um terremoto a arruinou em 17 a.D., sua destruição final ocorreu em 1402, quando foi conquistada pelos mongóis, Timur (Tamerlão), destruiu impiedosamente, deixando um rastro de monturo e ruína.
        Na atualidade o visitante que for à antiga Sardo se deparará com restos de estruturas do tempo remoto.
             Sardo, que no passado foi uma das três metrópoles do mundo, sendo, agora, um lugar de pouco apreço e, quase totalmente desprezado. 
           O nosso guia nos informou que em 95 a.D., quando João escreveu as mensagens apocalípticas, Sardo estava vivenciando tempos difíceis e, seu esplendor, era agora, apenas registro da história distante!
              O tempo que passou estava vivo no presente de Sardo, já a sua existência atual estava agonizante! Por isso a assertiva bíblica; 'Sardo tens o nome (reputação) de que vives, na realidade estás morto'. Apocalipse 3: 1 up.
              Seu nome está preservado, vivo na memória histórica, contudo, a cidade está tão morta como qualquer cidade que se extinguiu no passado!


CONHECENDO A IGREJA DE SARDO




         É interessante notar que a Igreja de Sardo e a do período subsequente, dentre as sete igrejas, são as únicas que são mencionadas somente no livro do Apocalipse. Fato, que a rigor, pressupõe, na melhor das hipóteses, que suas origens, pode remontar ao tempo do apóstolo Paulo. No entanto, nenhum escrito da época, confirma tal conjectura.
               Esta realidade, com efeito, leva o pesquisador atento a fundamentar, com comprovação bíblica que, indubitavelmente, as ausências de referencias, são provas incontestes que, igreja, na figuração apocalíptica, não é emblema de denominação ou, instituição religiosa, sendo, portanto, representação de pessoa, quer professe, ou não, uma religião!
               Portanto, igreja, é ilustração de toda pessoa humana que tenha vivido em qualquer período eclesiástico. Nunca sendo imagem de qualquer denominação religiosa, se assim o fora, em cada período, necessariamente, teria que haver uma denominação representando, com propriedade, como sendo a única igreja de Deus, em um determinado período, época ou fase! 
      Por isso mesmo, fica prejudicada a análise das características da Igreja de Sardo, nos tempos apostólicos, uma vez que, a Bíblia silenciou sobre tais informações!
               Sendo assim, haveremos de observar com minúcias, o mais racional possível, o período do Movimento de Reforma!   
            Segundo alguns expositores, o período abrangente pelo simbolismo de Sardo, tem seu início calculado em 1517 a.D. e, como data terminal apropriada o ano de 1755 a.D. No entanto, outros comentadores defendem os anos de 1798 a.D. como data inicial e 1833 a.D. como data de remate. Sardo significa 'o que resta', 'o que permanece' ou 'cântico de alegria'. 
   Conforme o andar da carruagem, Sardo aponta, incontestavelmente, para a Igreja da Reforma, que teve seu início no seio do Catolicismo, não com a finalidade de desagregar-se dele.
            Contudo, esse Movimento que, no início do século XVI, visava, tão somente, reformar a Igreja Católica e, do qual, fatalmente, originaram as Igrejas Protestantes.
              Não se pode duvidar que o Movimento de Reforma foi um 'Cântico de Alegria', que é a definição da palavra 'Sardo', pois, esse Movimento, de certa forma, suavizou as perseguições impiedosas do papado que, até então, fazia a população da Idade Média, exprimir dor moral e física com voz tristonha, chorosa e sofredora.
              Portanto, o Movimento de Reforma, naquele instante, revelou, com toda propriedade, uma condição de contentamento tornando-se num efusivo 'Cântico de Alegria'.
               Naquele instante esse movimento, indubitavelmente, tornou-se numa perfeita figura da pessoa do Mestre, por isso mesmo, que as pessoas rejubilavam alegremente!
                 Que essa, seja também a nossa postura! 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

IDE - O Vencedor Terá Direito a Estrela da Manhã

O VENCEDOR TERÁ DIREITO A ESTRELA DA MANHÃ
Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.       



               Muito se tem propagado sobre a bonificação daquele que sair vencedor na batalha contra o mal. Não há dúvida que o homem, em suas limitações, tem se esmerado em alcançar a eternidade!
      Todavia, o maior legado do vencedor não será, simplesmente, retomar aquilo que perdeu ao pecar, ou seja, a vida eterna.
             O Pai não só devolverá a eternidade futura para o gênero humano, como também galardoará com o prêmio de jamais cair. O pecado não se levantará outra vez!
        Isto não quer dizer que a humanidade perderá a capacidade de tomar suas próprias decisões e fazer escolhas, não!
                Contudo, mesmo permanecendo com o livre arbítrio, o gênero humano, jamais, porá em jogo a eternidade readquirida, isto, pelo fato da vantagem de ter ganhado a estrela da manhã, que assegura ao homem, completa eternidade futura!
            Nesse preambulo percebe-se, a estrela da manhã, como se fosse o antídoto infalível contra a maldade! Não resta dúvida que o é!
               É obvio que a estrela da manhã, não é alusão a um astro celeste, que tenha fluido positivo capaz de perpetuar a animação de vida, para todo o sempre, não!
            No entanto, a prometida estrela da manhã, é figuração do único ser humano que não tem vida, pois, Ele é a própria vida, por isso mesmo, é também Divino! Só Ele pode afirmar; "Eu Sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim" João 14: 6.
                Se o leitor desejar saber quem, exatamente é, esse ser tão especial e único, deverá continuar usufruindo da leitura desse texto!
            É consenso, dos estudiosos do assunto,  definir a estrela da manhã, como sendo, inequivocamente, uma alusão à pessoa de Cristo. E não é de estranhar, pois, o próprio Jesus confirma essa premissa; "Eu Sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã" Apocalipse 22: 16.
               Contra fatos, não há argumentos, esclarece o ditado popular, portanto, não cabe outra explicação tão preciosa, senão essa.
           No entanto, a aplicação, sim, merece ser mais bem entendida!
               Alguns estudiosos entendem que a estrela da manhã, que serve como emblema de Jesus Cristo, seja Vênus, a joia do céu, que os astrônomos da antiguidade denominavam de estrela vespertina ou estrela da alva, também mencionada na Bíblia. "E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações"  II Pedro 1: 19.
          Não acredito na possibilidade de Cristo ter usado a estrela da manhã, Vênus, como insígnia de Sua pessoa. Basta tomar conhecimento sobre esse astro, para se perceber que Cristo jamais o colocaria como representatividade Sua!
               O que dá certeza ao analista é a própria característica do planeta Vênus. Conheçamos, portanto, as particularidades desse maravilhoso astro celeste para, só então, se fazer uma analogia!
               Vênus ou Vénus é o segundo planeta do sistema solar em ordem de distância a partir do sol, orbitando-o a cada 224,7 dias terrestres.
           Seu nome foi uma homenagem à deusa romana do amor e da beleza, Vénus, equivalente a Afrodite.
               Esse planeta, Vênus, pela sua beleza, era tido como a joia do céu. Os astrônomos da antiguidade tratavam-no como a estrela Dalva ou estrela Vespertina, por ser o primeiro ponto brilhante que desponta no céu, ao cair da tarde.
          O planeta Vênus é encoberto por densa camada de nuvem, sem vapor d'água, contudo, composta de gotículas de ácido sulfúrico.
          As nuvens em movimento forte e giratório, com voragem semelhante a um sorvedouro que incita e impele violentamente o redemoinho de vento!
                Este é um planeta sem oceanos e, é envolto por uma densa atmosfera  composta, principalmente, por dióxido de carbono.
       Num planeta com essas condições, tornar-se-ia impossível a vida humana!              
                 Colhamos, então, pontos de semelhança entre coisas diferentes para extrair racionalidade explicativa!
             O primeiro ponto discordante está na qualidade da oferenda, o vencedor receberá a estrela, não o planeta.
       Uma estrela é um astro luminoso que mantêm, praticamente, a mesma posição relativa na esfera celeste, e que, observado a olho nu, apresenta cintilação.
          Dessa forma, Vênus, mesmo sendo tratado como estrela, por não ter luz própria, não pode simbolizar a pessoa de Cristo que é a luz do mundo; "Eu Sou a luz do mundo"  João 8: 12.
               O Planeta Vênus recebe claridade do Sol, não passa de um mero planeta, que por sinal está muito distante do ser humano.
              Ao passo que a estrela mantém a mesma posição e cintilação, figura inequívoca de Cristo que não muda nem tem sombra de variação; "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" Hebreus 13: 8.
                 Já o planeta está sempre em movimento ao redor da estrela, no caso de Vênus, ao redor do Sol, que é figura de Jesus Cristo, o Sol da Justiça. Só Jesus, com propriedade, é Sol e escudo!
               Sem muita delonga, Cristo é a estrela da manhã, portanto, Estrela Matutina, não a estrela da tarde ou Vespertina!
               Se Jesus fosse a estrela vespertina, simbolizaria que, em boa parte do dia o ser humano estaria desprovido desse escudo maravilhoso, no entanto, Ele é a estrela matutina, o Sol da justiça, portanto, a verdadeira Estrela da manhã!                             
     É por isso que, qualquer pessoa que ama, incondicionalmente, a Cristo, que é o Sol da justiça e a estrela da manhã, essa pessoa brilhará como o sol! "Os que Te amam brilham como o Sol quando sai na sua força" Juízes 5: 31.
              É esse presente que os justificados hão de receber, juntamente com a eternidade e, Jesus, o Sol da justiça, será o escudo que o justificado terá juntado a si, para evitar que, os dados inflamados do seu próprio pensamento os convençam a praticar o pecado! 
                Jesus, o Sol da justiça, aquecerá de coerência e zelo, o justificado, para continuar praticando o bem, dando proteção e alívio, assim, a nova criatura, fortificada por Cristo, jamais optará para o lado da maldade, portanto, o pecado não se levantará outra vez!
       Por isso mesmo, todos que receberão de volta a eternidade, resplandecerão, eternamente como Jesus Cristo! "Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça" Mateus 13: 43.             
             Voltando no tempo, indo ao encontro do povo da Idade Média, percebe-se que a promessa da estrela da manhã foi recebida como notícia alvissareira!
                Enquanto o mundo vivenciava a escuridão da Idade Média, a Estrela da Manhã, Jesus, aparece na hora da maior prova da Igreja de Tiatira, através do Espírito Santo, preparando homens com bons propósitos, conduzindo o povo de volta à Palavra de Deus, iniciando a Reforma Protestante.
     Esses reformadores, podem, de alguma forma,  ser identificados como a estrela da manhã da Reforma!


QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS




          Mais uma vez Cristo demonstra seu zelo misericordioso para com a criatura humana! Ele está desejoso que a humanidade fique atenta aos  reclamos que o Espírito tem transmitido.
                 Por sua vez, o Consolador faz ver que, a Salvação foi doada gratuitamente ao gênero humano, este nada pode acrescentar para garantir a salvação. Tudo foi feito por Cristo!

         Resta ao ser humano, tão somente, aceitar essa oferenda, para assim, viver eternamente com o Filho de Deus em pomposa felicidade!
                Como bem sabemos, a salvação humana foi escolha de Deus, Cristo, na cruz do Calvário salvou toda humanidade!
               No entanto, essa salvação não garante ao homem a vida eterna, pois, vivenciar a eternidade é escolha, unicamente, da espécie humana! Só a humanidade, fazendo uso do livre arbítrio, é quem decide se aceita ou rejeita a salvação.
            Aceitando, automaticamente, está se habilitando a viver eternamente com a Estrela da Manhã,  Cristo Jesus! "E vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também" João 14: 3 up.
                  Devemos nos aperceber que Cristo, como parte da Divindade, também tem ubiquidade, ou seja, onipresença, o que quer dizer que Ele está presente ao mesmo tempo, em todo tempo, passado, presente e futuro, num mesmo instante, em toda célula e molécula, o que garante que Jesus está em todos, e com todos! "Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos" Efésios 4: 4 - 6.
           No entanto, essa presença pode não fazer muita diferença, pois, mesmo estando em todos, muitos escolherão a perdição eterna.
                 Na verdade, a diferença está na decisão que cada um vai tomar em relação a oferta divina, por isso, precisamos estar com os ouvidos atentos ao que o Espírito diz às Igrejas, para assim decidir se rejeita ou aceita Jesus Cristo, nossa Salvação!
            É por isso que ao final de cada carta apocalíptica, consta o convite universal para toda pessoa que tiver aparelho auditivo, possa ouvir e aceitar a proposta Divina!
               Aos habitantes de Tiatira, que estavam cansados e sobrecarregados pela maldade da Inquisição, bem como ao restante da humanidade, Cristo deixa um gracioso apelo; "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei" Mateus 11: 28.
                    Que os ouvidos de nossa consciência estejam receptivos para acatar a orientação Divina, para, assim, adquirir a felicidade, a Salvação e a Vida Eterna ao lado de Jesus Cristo, a cintilante Estrela da Manhã!

domingo, 7 de setembro de 2014

IDE - O Vencedor Será Revestido do Poder de Cristo

O VENCEDOR SERÁ REVESTIDO DO PODER DE CRISTO
Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


         Faz-se necessário sempre ter em mente que a carta para a Igreja em Tiatira é uma insígnia ao Período Medieval.



           Em sendo assim, todo conselho ou mesmo reprimenda, primariamente é direcionada, tão somente, para quem vivenciou aquela fase, podendo, sua aplicação, também, se estender para as demais épocas por vir!
                  Jesus, então, está se reportando, primordialmente, para o cristão que viveu no tempo transcorrido entre 538 A.D. a 1798 A.D. que marcou o espaço de tempo conhecido como Idade Média.
              Toda criatura que vencesse as mazelas do pecado seria merecedora das promessas incluídas naquela carta. Para tanto, deveria, semelhante a Cristo, praticar boas ações, só assim, se tornaria num vencedor! 
               Percebe-se dessa maneira que, quem tiver o desejo de reinar com Jesus, na eternidade, terá que, em vida, ser um vencedor em Cristo, derrotando o pecado ou, sendo mais específico, vivendo como o Filho de Deus viveu, amando a todos, fazendo o bem e, seguindo a vontade do Pai!
          Esse requisito foi válido para os cristãos da Idade Escura e, continua sendo legítimo  para os demais cristãos das eras subsequentes!
         A Inquisição apesar de ser uma obra oriunda do Papado, no entanto, o cumprimento da pena de morte era executado, não pela Igreja, mas, pelo estado, no caso, pela nação!
               A promessa de Cristo foi, por assim dizer, facultar ao cristão o poder de resistir ao estado, vencendo, dessa forma, as nações!
               Apesar da férrea ordenança de morte, as nações que participaram da Inquisição, perderiam esse poder, de forma tal, que o ferro vigoroso, transformar-se-ia, por assim dizer, em barro e, seria despedaçado pela eficácia, advinda do Pai, para os humanos que continuassem fidedignos ao bem.
      Tomemos conhecimento dos versos que serão analisados; "E ao que vencer, e guardar até ao fim as Minhas obras, Eu lhe darei poder sobre as nações. E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de Meu Pai"  Apocalipse 2: 26 e 27.

E AO QUE VENCER, E GUARDAR ATÉ AO FIM AS MINHAS OBRAS - Como Jesus Cristo tem sido repetitivo em relação à necessidade da pessoa ser vencedora e, ao tempo em que, deve observar, no sentido de  cumprir todo o querer de Deus!
               Em conservando essa postura até os derradeiros dias da existência, a pessoa, certamente, será vitoriosa ante o pecado. Daí vir o conselho de Deus; "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" Romanos 12: 21.   
               Pode-se imaginar que as obras descritas nesse verso, não sejam as praticadas pelo pecador, mas, por Cristo, já que, no verso em lide, Ele nominou de Minhas obras!
        Não resta dúvida que essa possibilidade existe, no entanto, usando de racionalidade, pode-se entender que as obras perniciosas, certamente são próprias do Inimigo, já aquelas boas obras, Jesus trata como se fossem dEle próprio, mesmo tendo sido praticadas pelo ser humano! 
           Esse entendimento é muito gratificante, pois, se as obras praticadas pelos humanos, Cristo se apodera taxando-as de Suas, há de se reconhecer que, quem as realiza, tem muito mais valia que as próprias ações!
                Por isso deve-se ficar agradecido, pois, certamente, o Senhor haverá de tratar a pessoa como Sua possessão, ou seja, a mente da pessoa se encontra, supostamente, dominada pela força do amor de Jesus! "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" Mateus 5: 16. 
               Há quem creia que a fé anula as obras e, como tal, as ações perdem espaço na vida do cristão, pois, Jesus, graciosamente, providencia tudo, inclusive o desempenho pessoal, bastando, apenas crer.
        Este texto que estamos dissecando, está flagrantemente contrário aos que assim creem! Por isso, precisamos juntar outros versos para, desta forma, dar mais consistência ao nosso entendimento!
      A mim me parece que o apóstolo Tiago tem uma informação bastante coerente a esse respeito, afirma ele que; "a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras" Tiago 2: 17 e 18.
      Pelo sim ou, pelo não, prefiro ficar atrelado ao entendimento repassado pelo próprio Filho de Deus, que é a pessoa que haverá de retribuir, a cada indivíduo, no dia da vinda de Deus e, volta de Cristo, em conformidade com as ações praticadas, segundo o mesmo Jesus afirmou; "porque o Filho do homem virá na glória de Seu Pai, com os Seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras" Mateus 16: 27.
         Para que essa promessa se torne realidade, se faz necessário que essas ações bondosas sejam praticadas até ao final da vida da criatura humana! "Mas aquele que perseverar até o fim será salvo" Mateus 24: 13.

EU LHE DAREI PODER SOBRE AS NAÇÕES - Essa foi uma gratificante promissão de Cristo para as pessoas que vivenciaram aquele Período Inquisitivo. Essa mensagem, naquele instante, para aquele povo, soou não como um simples voto, mas, se avolumou de forma tal, que passou a ser tratado como um grande juramento do Todo Poderoso.
           Não transitou na mente de nenhum daqueles habitantes da Tiatira emblemática, a ambição de se apoderar do poder político de nenhuma nação, nem o desejo de vingança, mas, tão somente, queriam assegurar a habilidade das nações, no trato das relações humanas!
             Esses habitantes, na verdade, estavam necessitados de quebrar a autonomia das nações que, por ser devedoras à Roma, se prestaram como verdugo, executando a milhares de pessoas inocentes.  Era dum poder semelhante a este que o povo da Idade Média mais necessitava!
    Este foi, justamente, o poder adquirido pelos sobreviventes da Inquisição! Esta força de agir e mandar, obviamente, só poderia ser utilizada no Período Inquisitivo para ter aptidão de se livrar da ameaça de morte!
              Aqueles que morreram na Inquisição, se comparados pelo poder e suntuosa magnificência de Roma, eram tidos por insignificantes e impotentes, no entanto, aos sobreviventes, foi atribuída capacidade tal, capaz de suplantar, não somente Roma, como também as demais nações a ela, atreladas!
              Apesar de que o processo inquisitivo estivesse sendo coordenado pelo Sistema Papal, não obstante, foram as nações, principalmente europeias, quem executou todo e qualquer indivíduo que, se colocasse contrário aos desígnios do catolicismo.
        A disponibilidade de força e autoridade que foi conferido aos sobreviventes foi, na verdade, a união   de pessoas com ideias discordantes do entendimento católico, que se uniram criando um movimento conhecido como Reforma Protestante, que desenvolveu uma série de atividades em prol de arrefecer o ímpeto da mortandade, conseguindo, assim, seu objetivo.
               Esse foi o extraordinário poder recebido pelos sobreviventes da Inquisição, fazendo as nações parar com a execução  das pessoas, naquele período, assim, os anos finais da Idade Média foram mais amenos! "E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias" Mateus 24: 22. 
                          

E COM VARA DE FERRO AS REGERÁ - Tenho visto alguns bons cristãos se gabarem, anunciando a pleno pulmões, ter o extraordinário privilégio de erguer a vara de ferro, como autêntica ameaça para destruir as nações.

                Neste caso, as nações não são alusões aos países, mas sim ao povo dum território organizado politicamente sob um único governo, não todas as pessoas, mas, tão somente as que não se colocaram ao lado de Cristo, por isso, são consideradas, verdadeiramente como espíritos de demônios e, como tal, são inimigas de Jesus, portanto, merecem ser destroçadas, sem margem de misericórdia.
               Quanto desamor, quanta falta de sensibilidade cristã, quão falho entendimento sobre o caráter de Deus! "Não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" Zacarias 4: 6 up.
              Quem acredita num Deus com característica maldosa e violenta,  não necessita de inimigo para atanazar a vida!
             No meu não abundante entendimento, acredito que a premissa, com vara de ferro a regerá, esteja complementando o entendimento do poder conferido aos sobreviventes da Inquisição!
            O relato histórico não revela que o povo que escapou de morrer, resistindo com animação de vida, estivesse destroçando, fisicamente, nenhum poder político ou mesmo alguma nação.
         Se esse fato não se concretizou na literalidade, portanto, deve ser compreendido de forma figurada.
          O povo que foi revestido com poder do alto, ao adquirir, através da Reforma Protestante, compreensão da vontade de Deus, destronou as nações da capacidade de martirizar as pessoas. Mas, fez isso com vara de ferro!
            Em momento algum essa vara de ferro fez uso da violência, pelo contrário, o povo que estivera no vale da sombra e da morte, usara o cajado que direciona, enquanto consola. "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam" Salmos 23: 4.
             Dessa forma, suas vidas foram poupadas, enquanto que, os opressores tiveram oportunidade de rever suas posturas, muitos dos quais se arrependeram!
           Portanto, a vara mencionada no texto, é a direção divina, enquanto que o ferro, simboliza a firmeza racional com que foi desempenhada aquela ação!
            Toda essa operação foi administrada conforme a batuta de Deus! Essa é a maneira mais lógica e cristã de se interpretar a regência, conforme descrita no texto. Assim, os sobreviventes da Inquisição, refletiram, em suas ações, o caráter, a misericórdia e, sobretudo a fidelidade de Cristo e o amor de Deus! 

E SERÃO QUEBRADAS COMO VASOS DE OLEIROS - Que extraordinária revelação Divina, Cristo, nessa frase, está se referindo aos indivíduos que infligiam maus-tratos durante o Período Inquisitivo, muitos dos quais, foram carrascos dos mártires.
           Esses algozes foram, impiedosamente, quebrados como vasos de oleiros, da mesma forma que Saulo também o foi.
           Certamente, o Movimento de Reforma fez com que esses homens insolentes, examinassem com atenção e minúcia suas ações e, semelhante a Saulo, compreenderam que estavam militando contra Cristo, foram quebrados, como vasos de oleiros, ante a racionalidade das Sagradas Escrituras! Nesses homens se cumpriu o enunciado de Jó; "quando te abaterem, então tu dirás; haja exaltação! E Deus salvará ao humilde"  Jó 22: 29.
               A figuração do vaso de oleiro é muito pertinente, estando atrelado ao capítulo dois, do livro dos Salmos, onde o salmista esclarece que as nações serão possessão do Filho do homem, e não, meramente dos humanos!
                Sendo Jesus o oleiro, o barro, figura do homem, fica inteiramente dependente das ações da mão do Oleiro, contudo, levando em consideração à vontade do indivíduo, isto, mediante a ação de Deus, ao doar o livre arbítrio ao homem!
                 Daí, a reprimenda de Cristo para os poderosos da terra; "agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra" Salmos 2: 10. Muitos dos carrascos do Período Inquisitivo atentaram para essa repreensão e se arrependeram, se humilhando, semelhante ao barro, ante o Oleiro!
               Após passarem por essa experiência, conforme Saulo, adotaram, uma atitude diversa da anterior, agradando e servindo a Deus com temor e alegria!
         Essa história só não tem um final, totalmente feliz, justamente, pelo motivo que a maior parte dos algozes, preferiu permanecer solidário ao poder bestial, ao invés de congratular-se com a oferenda Divina!
             Nessa visão, os reinos, as nações com boa parte de seus reis e nobres foram quebrantados como vasos de oleiros, reconhecendo sua insignificância, ou seja, confessando que não havia valor nenhum neles, portanto se humilharam perante a grandiosidade de Deus, isso durante o Período Inquisitivo, não no futuro 'milenar'.
           Este fato exprime que, em vida, muitos desses poderosos se humilharam ante Cristo e, com humildade admitiram seus erros, sendo então perdoados, da mesma forma que aconteceu com  Saulo (Paulo) de Tarso!

COMO TAMBÉM RECEBI DE MEU PAI - O arrependimento foi tamanho, que essas criaturas, antes indivíduos rudes e rigorosos, se tornaram em pessoas humildes, dignas de participar da família celestial, sendo dessa maneira, que Jesus recebeu esses humanos como dádiva de Seu Pai! "Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" Mateus 11: 27 e 28
           Que uma transformação semelhante a essa, possa acontecer em nossa vida, para tanto, temos que quebrantar nossa arrogância nos humilhando ante o amor perdoador, salvífico e vivificante de Cristo Jesus!  
               Que essa seja a minha e a tua atitude, amado leitor!