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sábado, 12 de novembro de 2016

IDE - Cristo, o Humano Divino, a Única Pessoa Digna de Abrir o Livro Selado!

CRISTO, O HUMANO DIVINO, A ÚNICA PESSOA DIGNA DE ABRIR O LIVRO SELADO! 

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de
 conhecimento.



João, o discípulo amado, que também ficou conhecido pelo cognome 'Vidente de Patmos', após conferir em cenas, um livro de todo selado, que se encontrava na mão do Onipotente, contempla uma extraordinária figura, que por certo era simbólica, estando ela, ao lado do Poder, contudo, rodeada pelos quatro seres, aquelas criaturas humanas, que Deus, no decurso da história, tomou para Si.
Aquela figuração majestosa e emblemática estava também contornada pelo grupo especial, denominado de vinte e quatro anciões, pessoas humanas, que subiram com Cristo, recebendo, da Divindade, juntamente com Jesus, atribuições para desenvolver durante o Juízo Investigativo, obviamente, passando a por em prática essa prerrogativa no Paço Celestial, tendo por jurisdição o planeta malsinado pelo pecado, a Terra, para, assim, enternecer os humanos, com o intuito de sensibilizá-los a seguir o Caminho da Luz!
Essa visagem representativa, relatada por João, era tão surpreendente quanto extasiante, se assemelhava a um cordeiro. No desenrolar da visão, fica evidente que esse animal, filhote da ovelha, tão manso e inocente, é Aquele mesmo que procede de Deus e, desde o advento da iniquidade, tira o pecado do mundo ao doar Sua vida para resgatar a Eternidade perdida e devolve-la aos habitantes da Terra, todos aqueles que tomarem posse das graciosas oferendas do Onipotente Criador.
Esse Cordeiro é representativo da pessoa de Cristo Jesus, Ele encontrava-se de pé, fato que demonstra a todo o Universo que o Filho de Deus não foi retido pela morte, mas, Deus O ressuscitou "vós O matastes, crucificando-O por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse Ele retido por ela." Atos 2: 23 up e 24, pois, somente o Messias, dentre os humanos, carregou o fardo do pecado, tornando-se, verdadeiramente, vencedor.
Esse distintivo garantiu a Jesus o privilégio, em meio a todo o Universo, de ser a única pessoa digna de abrir o livro, que estava na mão de Deus e, desatar-lhe os sete selos.
De posse deste entendimento preliminar, poderemos, então, tomar conhecimento dos versos que serão detalhadamente analisados; "Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciões, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra. Veio, pois, e tomou o livro da mão direita dAquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciões prostram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra." Apocalipse 5: 6 - 10.

O EMBLEMÁTICO CORDEIRO COM SETE CHIFRES E SETE OLHOS

O verso seis é bastante elucidativo, pois, está repleto de formas imaginárias nesse ser metafísico, o Cordeiro.
A primeira distinção e elucidação põem cifras definidas no símbolo dos quatro seres, uma vez que, exclui a interpretação de que essas quatro criaturas são quatro visões da mesma pessoa de Cristo. Isto porque, esses quatro seres, além de estarem rodeando-O, também se prostraram diante do Cordeiro que é Cristo, dignificando-O.
Com efeito, o aspecto dá a impressão que esse Cordeiro, que houvera sido morto pelos nossos pecados, após ressurgir numa extraordinária ressurreição, não pela vida que havia em Si mesmo, mas, pelo poder inacessível do Onipotente Pai, agora e, por toda eternidade está de pé com toda Sua força e poder, apesar de que, jamais, serão recuperados os três dias que Lhe tirou a completa eternidade, pois, esteve inerte, sem conhecimento de coisa alguma, uma vez que estava desfalecido, sem contato algum com os vivos, tanto do céu quanto da Terra!
Nessa ilustração alegórica do Cordeiro, divisa-se que Ele possuía sete saliências duras de ossos, que se projetavam para fora da sua cabeça.
Tem-se conhecimento, através dos estudos zoológicos que os chifres são usados, geralmente, pelos animais, como arma, por isto, profeticamente, eles são usados como emblema de força e muito poder.
No entanto, há outra característica dos chifres. Através da história, principalmente nos relatos bíblicos, os chifres de carneiro, eram usados como trombetas, que são instrumentos musicais de sopro, com tubo mais ou menos longo e em geral afunilado, na época, sua feitura era rudimentar e, usava-se chifre de carneiro.
A trombeta também pode ser usada figurativamente como extensão simbólica com o sentido de apregoar ou mesmo alardear.
Algumas vezes o Relato descreve a utilização de trombetas, como no caso da destruição de Jericó. "E será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gritará com grande grita; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si." Josué 6: 5.
Concluindo e arrematando o sentido figurado de chifre, nesse conceito, aponta para Cristo, como o ser celestial e humano, que nesse momento está como nosso Advogado, possuidor de toda força e poder, alardeando a todo o Universo Sua firme capacidade de perdoar a quem deseja ser perdoado, apregoando a estes que o tempo está diminuto, e se o pecador desejar reaver a eternidade terá que se voltar, urgentemente, para o Pai das Luzes e ao Príncipe da Eternidade!
O enunciado apocalíptico afirma que o Cordeiro também é possuidor de sete olhos. Nem precisa referendar que sete é um número emblemático que significa inteireza, universalidade e perfeição.
Por sua vez, olhos simbolizam percepção, atenção, cuidado, vigilância, agudeza de espírito, penetração, perspicácia e, tudo aquilo que distingue, percebe, guia e esclarece.
Sem dúvida, este é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Cristo utiliza todos estes adjetivos em benefícios da humanidade caída, se, todavia, alguém perecer, não terá sido por descuido da Divindade, foi meramente por escolha pessoal, rejeitando todo o cuidado Divino!
A possibilidade de reaver a eternidade ou, por escolha pessoal, rejeitá-la, faz da Divindade, um Deus santo, justo e bom!
Cristo como nosso Advogado, tem procurado por pessoas que tenham, impresso na mente, o desejo sincero de servi-Lo e praticar, aqui e na eternidade, as obras do bem!
Nessa obra, Cristo se utiliza do Espírito Santo de Deus, prefigurado, nessa visão, pelos sete olhos do Cordeiro!
Apesar de que Deus ame toda criatura humana, que, legitimamente, são Seus filhos, mas, que por motivos pessoais se satisfazem em praticar o mal, infelizmente, não poderá conduzi-los a recompensa eterna, pois, os tais, não se sentirão entrosados, por não poder realizar o que eles mais gostam, ou seja, a iniquidade!
Amigo leitor, a decisão final da Divindade sobre todos os pecadores, não é Deus estabelecendo Seu veredito, conforme Sua própria vontade, aleatoriamente, no que concerne ao desempenho de cada pecador. Muito pelo contrário, é o reconhecimento, por parte da Onipotência, e Sua aceitação pela postura individual de cada ser humano que, por legitimidade, optou aceitar ou negar as oferendas salvíficas e eternas, provenientes do Paço Celestial!
          Por isso, os que escolheram abdicar da vontade de Deus serão exilados da Eternidade, tornarão em poeira cósmica! "Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 4: 3.  


João vê a Cristo como o Cordeiro, já os vinte e quatro anciões denominaram de Leão. Essa é uma bela junção. Em Cristo reside o Onipotente poder de perdoar os pecados e, a capacidade do amor sacrifical.
É preciso ter-se sempre em mente que o Cordeiro está com toda Sua pompa de força, poder, percepção, cuidado e vigilância, esclarecendo a todos, em todo mundo, com o intuito de auxiliar a todo pecador em suas dificuldades espirituais, enquanto vivenciamos este solene e atual período, que é reconhecido como; juízo investigativo! 

O ENCARGO DOS VINTE E QUATRO ANCIÕES

Cristo Jesus o Cordeiro, repleto de autonomia reconhecida universalmente, vai ao encontro de Deus Pai e, recebe da mão do Onipotente, aquele tão ansiado livro.
Entretanto, o livro ficou com Jesus, todavia, Deus o Pai continuou ocupando o trono, fato que demonstra que Cristo, mesmo de posse daquele livro, ainda assim, continuava com a missão de Advogado, cabendo ao Altíssimo o papel de juiz no juízo investigativo!
Na cena seguinte, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciões tomaram posição de respeito e louvor ao Cordeiro!
Jesus que houvera sido louvado pelos vinte e quatro anciões por ser, definitivamente, o Deus Criador, agora, nesse novo vislumbre, o profeta descreve que esse mesmo grupo O louva pela Sua obra regeneradora da redenção. Nesse novo cântico, o louvor é acrescido pela entonação, melodiosa, das vozes dos quatro seres viventes...
Esse harmonioso louvor, com vozes dissonantes, nos levam a imaginar, como num contraponto, que o restante da humanidade deveria, incessantemente, acrescentar sonoridade a essa maviosa melodia.
A natureza em festa avoluma esse cântico de louvor, os animais irracionais encontram motivos plausíveis para melodiar junto ao trinar dos pássaros e bisbilho dos insetos que, tendo por fundo o murmurar das águas embaladas pelo leve sussurrar dos ventos, forma a grande sinfonia que, por certo, será abrilhantada pelas vozes masculinas, femininas e infantis dos humanos!
Estes, amparados no Senhor que ama a justiça, o direito e a bondade, colocarão nos lábios um novo cântico, proclamando a Salvação, a Misericórdia e a Perseverança, retratada na Divindade!
Assim, todos os que serão justificados, entoarão um cântico novo de vitória que ecoará na abóbada celeste e, jubilosos confessarão em acordes angelicais que; somente nosso Cordeiro imolado, o Senhor Jesus Cristo, é digno, pois, foi morto, mas, vive triunfante para reinar sobre todo o Universo!
Que encenação encantadora, os dois grupos de humanos que auxiliam a Divindade nesse juízo, cada um deles, detém em suas mãos, harpas que serão dedilhadas, por cada criatura, numa execução perfeita, digna das mãos leves que pulsavam nas cordas sonorizando beleza através dos exímios cantores.
Tanto os quatro seres viventes, quanto os vinte e quatro anciões, estavam com harpas e taças de ouro, contendo incenso que eram as orações dos santos.
Esses dois grupos de pessoas cantavam um cântico novo, justamente, durante o juízo investigativo, ou seja, durante o período da graça, pois, a porta da oportunidade ainda se encontra aberta!
Esta visão é bastante significativa, pois, divisam-se aquelas quatro criaturas humanas; Enoque, Moisés, Elias e Isaías, que foram compradas por Deus em diversos períodos da história e, num passado mais recente, aquele outro grupo que reviveu, quando da ressurreição de Cristo, tendo, na ascensão, subido com o Mestre até o céu, lá recebendo dons.
Essas santas criaturas humanas aparecem perante o expectante Universo como testemunhas que refletem a justiça do Pai Eterno e a graça misericordiosa do Filho de Deus, Jesus Cristo!
Certamente, vinte e quatro desses ressuscitados, receberam o dom no grupo dos vinte e quatro anciões, que juntamente aos quatro animais viventes, foram designados como sacerdotes de Deus e de Cristo, reinando com Jesus durante o juízo investigativo.
Esses vinte e quatro anciões, estão à disponibilidade dos humanos todas as horas do dia, incansavelmente, ao lado de Jesus!

AS TAÇAS DE OURO 

Nesse sistema das coisas celestiais, não somente Cristo Jesus, mas, tanto os quatro animais, quanto os vinte e quatro anciões, levam constantemente, nas salvas de ouro à presença do Onipotente, o incenso, ou seja, os pedidos e inquietações dos humanos.
Assim, nesse período de graça, todas as pessoas humanas, entram com intrepidez, através desses sacerdotes, no Santo dos Santos. "Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar nos Santos dos Santos, pelo sangue de Jesus... aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura... Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras." Hebreus 10: 19, 22 e 24.
A entrada no Santíssimo, pessoalmente, pelos quatro seres e vinte e quatro anciões, só foi possível, pelo fato desses dois grupos se tornarem sacerdotes e auxiliadores de Cristo, no trato com os humanos! "Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida." Judas 20 - 22.

É assim que os humanos chegam até a presença de Deus, para auxílio, nesse período de graça, no juízo investigativo. "Senhor, a Ti clamo, dá-te pressa em me acudir; inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco. Suba à Tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina." Salmos 141: 1 e 2.
                

UM CÂNTICO NOVO



         Esses dois grupos de humanos que sacerdoteiam no Santuário Celestial, honram ao Cordeiro, com um cântico novo.
Esse novo cântico que ressoa no Paço Celestial é representativo de toda terra, os vinte e oito sacerdotes são, portanto, o porta-voz de todo habitante da terra. "Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras." Salmos 96: 1.
O teor deste cântico novo enaltece o papel de Cristo como salvador da humanidade perdida.
O sangue de Cristo vertido na cruz do Calvário, é a porta de entrada para a eternidade, foi esse sangue, desde os tempos eternos, que comprou todos, de toda a terra, para Deus; salvando-os da consequência do pecado, tornando-os reis e sacerdotes e, reinarão sobre a terra, na eternidade, conforme desígnios de Deus desde a criação. "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobe os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra." Gênesis 1: 26.
Sabe-se que nem todos gozarão a eternidade, pois, a Salvação é escolha de Deus, o Onipotente escolheu a todos.
Já a Vida Eterna não é gratuita, o Pai leva em consideração o livre arbítrio, por isso, nem todos alcançarão a eternidade, uma vez que, esta é escolha pessoal, não sendo gratuita, tem-se que conquistá-la.
É interessante notar que os quatro animais e os vinte e quatro anciões são os primeiros humanos que foram remidos, por isso mesmo, foram também os primeiros que puderam entoar esse cântico novo.
Nesse mais recente louvor, essas criaturas se colocam como reis e sacerdotes, pois, são assistentes de Cristo em Sua obra sacerdotal.
Sabe-se que o Filho de Deus está assentado com o Augusto Pai no trono do Poder. Não há dúvida que esses dois grupos de humanos são ministros da Divindade, uma vez que se percebe o desempenho desses grupos num papel importante no governo do Céu, em relação à humanidade caída!
Ao final da melodia, por eles entoados, revela que eles reinarão sobre a Terra. De certa forma, por serem remidos e, sendo peça importante no juízo investigativo, já estando na presença do Cordeiro e do Pai, estão, inequivocamente, reinando.
No entanto, seu cântico parece ter uma dimensão ainda mais elevada, pois, apesar de estarem reinando nesse juízo, sendo auxiliadores de Cristo, eles antecipam que haverão de reinar, após a redenção de toda a família humana de todos os tempos, remida por Deus, todos, conjuntamente, reinarão, na residência final e eterna dos humanos restaurados, que é a Terra, e, naquela oportunidade, será o centro do Universo, pois, será o Esconderijo do Altíssimo, a morada da Divindade. "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância da paz." Salmos 37: 11. "Então, ouvi grande voz vinda do trono dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles." Apocalipse 21: 3.

Amigo leitor, precisamos estar preparados espiritualmente se quisermos ter a aprovação dos Céus, para assim, habitar nessa terra restaurada!

domingo, 23 de outubro de 2016

IDE - Escrito Dividido em Tomos, Autenticados Com Sete Sinetes!

CAPÍTULO V



ESCRITO DIVIDIDO EM TOMOS, AUTENTICADOS COM SETE SINETES! 

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.





                           Nesse novo capítulo está descrita a continuação do enunciado anterior, onde João, o vidente de Patmos encontra-se, desvendando as coisas encobertas para nós humanos, relatadas no Santo dos Santos, do santuário celestial.
             Naquele instante ímpar, o profeta e discípulo amado, contempla um livro, repleto de mistérios, no qual cada cena vem fechada por um selo que dá autenticidade do que está impresso no interior daquela obra que relata acontecimentos históricos e proféticos relativos à vida da humanidade.
         Todavia, para se conhecer as revelações contidas naquele escrito, seria necessário, ao menos uma pessoa, em todo o universo, 'digna' para desatar os selos contidos no livro.
             Foi exigida, não simplesmente uma pessoa capacitada, mas, além de ser capaz, deveria, sobretudo, ser digna!
             Ante essa exigência, em todo o universo, houve uma mórbida sensação de incapacidade... Esperava-se que o Pai ou mesmo o Espírito Santo se apresentasse para desatar os selos daquele livro. 
         No entanto, nem o Pai nem o outro Consolador possuíam o atributo requerido, pois, não eram dignos!

              É sabido que, tanto o Soberano Rei do Universo, quanto a Terceira pessoa da Divindade são habilitados de todo Poder, no entanto, para cumprir a exigência de desselar o livro, eles não estavam aptos, apesar de ter disposição inapta e idoneidade, mas, não satisfazem as condições legais exigidas.
            Sabe-se que o Supremo Soberano dos Reis do Universo e o Espírito Santo, mesmo sendo Criadores, somente o Filho de Deus, foi quem, efetivamente, pronunciou as palavras que deu origem a toda grande Expansão, por isso, só Cristo, o nosso Criador, estava habilitado para dar a Sua vida em sacrifício pleno, para assim, devolver ao humano a possibilidade de reaver a Vida Eterna.
              Só Jesus foi achado digno de abrir o livro e desatar os selos, pois, foi, de fato, o executor da Criação, além de que doou três dias de Sua eternidade.
        Ao Se esvaziar da vida plena, perde a completa eternidade, mas, em consequência, se habilita como digo de desatar os selos daquele importante livro, por isso, foi o único digno em todo Universo de abrir o livro e dessela-lo, pois, Ele é, verdadeiramente, o Leão da tribo de Judá!
             O estudo deste capítulo induz a mente de todo pecador a divisar a pessoa de Cristo Jesus como sendo um, com Deus o Pai, irmanado no mesmo propósito de redimir toda criatura que cedeu ao pecado.
                 Devolver a eternidade ao pecador é a grande obra que foi posta nas mãos de Jesus! 
               De posse deste preambulo podemos conhecer os versos que serão analisados. "Vi na mão direita dAquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Vi também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo olhar para ele. Todavia, um dos anciões me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." Apocalipse 5: 1 - 5.


NA DESTRA DO ONIPOTENTE UM ENIGMÁTICO LIVRO




              No verso primeiro, o vidente afirma ter visto na destra dAquele que ocupava o trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos.
             O primeiro enigma a ser desvendado é, justamente, definir quem está ocupando o Trono. Alguns estudiosos do assunto entendem que é Jesus, pois, o Oráculo Revelado dá margem para esse entendimento, uma vez que, o Pai a ninguém julga cabendo ao Filho, Cristo Jesus, todo o julgamento. "E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento." João 5: 22.
                Outros, no entanto, acreditam que o trono é ocupado pelo Pai.
             Cronologicamente, este livro estaria nas mãos do ocupante do Trono. Ora, para se desvencilhar dessa dúvida, basta lembrar que estamos vivenciando o juízo investigativo, que está ocorrendo agora, e, desde o retorno de Cristo aos Céus, que Jesus não tem um trono próprio, está assentado à 'direita do poder'. "Portanto, se fostes ressuscitados juntamente cm Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus." Colossenses 3: 1. Para se comprovar, basta fazer uma leitura do capítulo 4 e 5 do livro da Revelação que se percebe esse acontecimento.
                Outro ponto discordante entre os entendidos é o fato do livro estar escrito por dentro e por fora, mas, mesmo assim, selado, para evitar que fosse divulgado o teor de seu conteúdo.
                Existe um entendimento que defende haver um erro de acentuação, onde, a colocação de uma vírgula, pode fazer total diferença. Nesse entendimento, na frase; 'um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos', a vírgula, deveria ser colocada após o verbete dentro, e não após a palavra fora. 
             Essa vírgula faz total diferença na interpretação, pois, a frase ficaria assim: 'um livro escrito por dentro, e por fora de todo selado com sete selos.' Nesse caso haveria uma lógica surpreendente, uma vez que, o rolo do livro estaria escrito apenas por dentro, quando enrolado, ninguém veria, ao menos uma parte do teor do que estava escrito por dentro, divisando somente os sete selos que estavam selando aquele misterioso livro! 
             Sendo assim, o livro estaria na mão direita de Deus Pai, que deveria entregar esse livro a Alguém que fosse digno de abri-lo e externar para todo o Universo o teor das mensagens nele contidas!
           Por isso mesmo, conclui-se com justa suposição, que durante o juízo investigativo, Jesus Cristo exerce a função de Advogado, e como tal, tem uma relação de proximidade com o Pai.
             O que não há sombra de dúvida é o envolvimento, tanto do Pai, quanto do Filho, com todos os seres criados do universo terrestre, procurando devolver a cada pecador, a eternidade perdida!
              Neste contexto, entende-se, conclusivamente, que a obra posta nas mãos de Jesus, para Ele desempenhar, é, prioritariamente, de Advogado ou intercessor entre o Juiz do juízo investigativo e a humanidade carente de justificação, rumo à eternidade! "Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2: 1.
            Não restam dúvidas que o livro estava na mão direita do Magistrado Divino, no entanto não está esclarecido quem o escreveu e o selou!
            Todavia sabe-se que aquela escritura revelam fatos da história observados por outro ângulo que está intimamente relacionado com as sete igrejas e também às sete trombetas, sendo que cada figura tem sua particularidade!
         Sendo assim, quando da escritura deste livro, os registros eram apenas visões proféticas.
          Conclui-se que à medida que Cristo dessela cada período para leitura do livro, não é o selo que contém as mensagens, mas, o selo apenas protege a mensagem contida no livro, que revelam acontecimentos pertinentes a um determinado período profético.
               É interessante observar que quando Deus anuncia uma ocorrência profética, Ele não está predeterminando, nem predestinando, nem muito menos prescrevendo a história, pois, ela segue o curso que a humanidade escolher. 
         Se os humanos plantarem obediência, colherão progresso espiritual se, todavia, cultivarem dissensão, ceifarão contendas e resultados maléficos para a sociedade humana!
                 No entanto esse livro está em consonância com a Palavra de Deus, é, portanto, um guia seguro para tomar decisões!
               Apesar de que o Oráculo Revelado de Deus, a cada dia que se passa, a mensagem nele contida, torna-se mais importante, a despeito dessa informação, ele não determina se a pessoa herdará ou não a eternidade, essa escolha é individual, cada pessoa estabelece, através de suas escolhas, seu futuro eterno!
             Alguns comentaristas entendem que nesse livro consta a decisão de Deus sobre o destino final de todos os que pecaram, no entanto, na abertura de cada selo, percebe-se que este livro é apenas um indicativo do caminho a seguir, e não a decisão do Divino Magistrado, sobre o futuro eterno de cada um! 
               Assim, o veredicto final de cada pecador é uma escolha individual e, o Justo Juiz acata a legítima decisão de cada pessoa, uma vez que Deus respeita o livre arbítrio doado a todo indivíduo para que cada um decida a quem servir! 
                  A Bíblia não confirma o nosso último momento no mundo dos viventes, por isso, é de suma importância compreender a solenidade dos dias porvir, dessa maneira, precisamos nos preparar de forma equilibrada para que no final dos nossos dias possamos ter direito à vida eterna.

          No verso seguinte, é-nos cientificado que um anjo forte bradava altissonantemente, perguntando se havia um ser digno de abrir o livro e desatar os selos!
             Este verso é bastante elucidativo. Esse anjo forte, a mim, me chama bastante atenção. Não é uma figuração da pessoa de Cristo, nem muito menos do anjo Gabriel, pois, quando as Escrituras se referem ao anjo Gabriel, ele é identificado como o anjo que assiste ao Senhor, um anjo especial, e nunca como um anjo, sem identificação específica.
             Não é também uma referencia a Jesus, pois, quando, nas profecias, um anjo simboliza a pessoa de Cristo, Ele é identificado, somente, como o Anjo do Concerto, ou o Arcanjo Miguel, nunca como um anjo, sem descrição rigorosa e minuciosa, desprovido da identificação e característica de Jesus!
               Outro fato interessante deste verso é o indicativo que o livro deveria ser aberto, para, só então, ser retirado os selos. 
         Fato que, indubitavelmente, sugere que não é necessário, primeiramente, retirar os sete selos, mas cada selo era retirado, à medida que as profecias iam se cumprindo, onde os interessados de cada período encontravam estímulos e orientações a seguir, para assim, obter o direcionamento e readquirir a eternidade!
                  Fica, desta maneira, patenteada que o escrito deveria ser aberto para leitura e entendimento, mas, era necessário existir Alguém digno, conforme foi predito pelo anjo forte!
             Amigo leitor, muitas vezes nossos atos são como um livro selado, às vezes são procedimentos bondosos, mas, mesmo assim, o estar selado, é como uma coberta que disfarça e encobre nossas motivações e propósitos, que quando revelados perceber-se-á que não passaram de condutas equivocadas! 
                 Por isso, é preciso que o livro seja desselado para que a humanidade perceba as reais motivações e, assim, as ações sejam vistas às claras para evitar a decadência que o pecado nos projeta, e não haja dúvida alguma do amor e da bondade Divina.
          Agindo dessa forma, a semente do pecado não florescerá nem dará seu fruto de miséria e mortandade!

              Nos versos três e quatro, ante a aparente inexistência, quer seja no céu ou na terra, nem debaixo dela, entre vivos e mortos Alguém que fosse digno de abrir e desselar o livro, pois, ninguém detinha a dignidade de executar aquela ação.
          O profeta João, fica num misto de desespero e frustração chegando ao ponto de não mais suportar tanto desespero, em consequência, deságua em prantos!
                O que se filtra desse desespero é que se o livro não fosse aberto não haveria o desfecho do julgamento no juízo investigativo e, por conseguinte, o caso de cada pecador, estaria irremediavelmente perdido, a humanidade perderia por completo a chance de reaver a eternidade! Daí o grande desespero de João, o vidente de Patmos!                
              Querendo explicar o tamanho pavor retratado no choro do discípulo amado, alguns comentadores justificam o desespero do profeta afirmando que, com a queda da raça humana, houve, similarmente, uma aflição extrema no paço celestial, a ponto dos anjos louvadores, contritos, cessaram seus cânticos de louvor ao Deus Onipotente e ao Cordeiro, além de que, houve um pranto generalizado na corte divina!
             Ao bem da verdade, eu não creio nessa hipótese, pois, acredito que jamais os anjos cessariam seus cânticos de louvor à Divindade, ante o impacto do pecado.
                É certo que o pecado gerou tristeza ao Paço Celestial, no entanto, jamais abalou a população do Céu, pelo contrário, a queda do homem, cedendo aos desígnios do inimigo, foi fator preponderante que fez realçar o Amor, a Misericórdia e o Perdão de Deus, pois, definitivamente, revelou que, onde abunda o pecado, superabunda a graça redentora! "Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça." Romanos 5: 20.
          
               No quinto versículo, aparece em cena a figura de um dos vinte e quatro anciões que tranquiliza o incansável e idoso profeta, indicando Alguém que venceu o pecado, sendo Ele o Leão da Tribo de Judá, e a Raiz de Davi, sendo, portanto, digno de abrir o livro e tirar os seus selos.
       Que verso extraordinário e elucidativo, ele torna compreensível, ao tempo que esclarece e explica as funções dos vinte e quatro anciões.
                Os 24 anciões foram remidos da terra, um deles teve o prazer de consolar e enxugar as lágrimas de João. Em seu consolo ele externava profunda ternura, pois, enquanto aqui na terra, também passou por profundas aflições!
           Pela atuação desse ancião piedoso, que ante o desespero do profeta foi designado para exercer a função de tranquilizador, uma vez que o Discípulo amado se encontrava em desespero.
                 Daí conclui-se que entre as responsabilidades dos 24 anciões consta a função de divulgar não só ao ser humano, mas, a todo universo, as medidas adotadas por Deus para remir o pecador.
             Assim, João toma conhecimento que o Leão da tribo de Judá, que é denominado como o Rei de Davi, houvera vencido, por isso mesmo, era digno de abrir o livro e desatar os seus selos. 
                    Quem é essa pessoa descrita como Leão e Rei?
                Essas duas figurações apontam para Cristo, numa simbologia messiânica. Sabe-se que Jesus era da tribo de Judá e da família de Davi.
           O leão é considerado o rei dos animais, o mais poderoso deles e, dentre todos, o único invencível, por isso, é uma brilhante figuração da pessoa de Cristo.
              Jesus tem uma natureza humana, mas, dentre os humanos, ninguém igualou em força e poder, pois, triunfou espetacularmente sobre as forças das trevas. Ele, verdadeiramente, é o Leão invencível. Juntos a Jesus, jamais seremos derrotados!
             Jesus foi denominado como a 'Raiz de Davi'. A finalidade da raiz é dar sustentáculo e nutrientes às plantas. Pois bem, Cristo é quem sustenta o pecador na batalha contra o mal, Ele é a Árvore da Vida, quando nos alimentamos dEle não seremos subjugados, pois, estaremos fortalecidos pela provisão Divina!
                   Davi foi rei em Israel. Jesus foi o rei dos Judeus, e será Rei dos reis e Senhor dos senhores! Ele saiu vencendo e para vencer, por isso é o único digno de abrir o livro e desatar os selos!        
            Amigo leitor, estamos nos preparando devidamente para ser aferido pelo selo de Deus e se habilitar para readquirir a eternidade?

domingo, 2 de outubro de 2016

IDE - Tributação à Honra da Majestade Divina

TRIBUTAÇÃO À HONRA DA MAJESTADE DIVINA 

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



              As quatro criaturas viventes são emblemas dos quatro humanos que foram resgatados por Deus dentre os patriarcas.
           Enoque, filho de Caim, foi o primeiro que Deus escolheu para Si, ele não passou pela desventura da morte, pois, caminhou com Deus e, o Pai das Luzes o tomou para que Enoque caminhasse com o Pai por toda eternidade.
          O Segundo ser humano que foi morar com Deus, foi Moisés, após sua morte, Deus devolveu-lhe a vida, para que Moisés pudesse dar continuidade na obra de conduzir humanos para alcançar a vida eterna!
         Já a terceira criatura humana comprada por Deus, dentre os pecadores, foi Elias. Tanto ele, quanto Moisés se apresentou com Cristo, a alguns discípulos, no monte da transfiguração.
            O quarto indivíduo, teve um relacionamento tão íntimo com Deus, que o Onipotente segredou ao profeta Isaías que, na morte de Cristo, o corpo morto de Isaías seria lançado para fora da sepultura e, na ressurreição de Jesus, o Filho de Deus, orvalharia os ossos secos do humano Isaías, devolvendo-lhe a animação de vida e, na ascensão do Mestre, Isaías seria uma das pessoas que O escoltaria aos Céus e, lá seria escolhido como um dos quatro animais viventes que auxiliaria Deus no juízo investigativo!
       Por isso, esses quatro seres humanos estão continuamente dando glória, honra e ação de graças a Deus Pai, uma vez que, Ele, o Todo Poderoso, é o juiz no juízo investigativo.
                    Naquele instante solene, os vinte e quatro anciões, que também são seres humanos, em reverencia, se prostram em adoração, ante o Ancião de Dias e, simbolicamente, depositarão suas coroas diante do trono do Eterno Rei, reconhecendo-O como digno de receber toda honra, glória e todo poder, pois, pela vontade de Deus Pai, Cristo pode criar todas as coisas! 
           De posse deste prévio conhecimento, podemos conhecer os versos que serão decifrados nesse singelo estudo.
"Quando esses seres viventes derem glória, honra e ação de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciões prostrar-se-ão diante dAquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas." Apocalipse 4: 9 - 11.  

AFETIVIDADE NO PROCEDIMENTO DOS VINTE E QUATRO ANCIÕES

          A Onipotência de Deus Pai e Seu insondável amor, aliado a Seu absoluto poder, são características que indicam que nEle há meios que remove, de cada pecador arrependido, em processo de justificação e, por conseguinte, no caminho da purificação, receba dEle inestimável auxílio!
    Esse benefício, no juízo investigativo, está, inequivocamente, amparado no Advogado que a humanidade tem, ao lado do Pai, que é Jesus Cristo!
               O amor que do Pai emana, é incomensurável e eterno, tem a assistência do Filho de Deus, que induz os quatro seres viventes, que foram comprados da terra a glorificarem, honrarem em ação de graças, justamente, a pessoa do Divino Pai, pois, só Ele vive pelos séculos dos séculos, uma vez que Jesus doou três dias de Sua eternidade, para que o pecador pudesse ser remido e tivesse direito a readquirir a vida eterna.
             O fato que a mim tocou com especial atenção foi o acontecimento ocorrido com os quatro seres viventes quando adoravam ao Deus Universal, faziam-no em perfeita reverência, pois, agindo assim, batia em conformidade com a majestade Divina!
                 É, portanto, inadmissível, uma adoração desprovida de respeito, sem o adorno da reverência, costume que tem se tornado corriqueiro em nossos cultos eclesiásticos! 
             Essa postura descabida, por parte do adorador incauto, tem provocado males tais, que afastam da sociedade cristã, as bênçãos direcionadas aos que rendem cultos à Divindade!
              Diferente da postura dos professos cristãos que julgam reverenciar o Superior Divino, os quatro seres humanos que auxiliam Cristo no juízo investigativo, juntamente com os vinte e quatro anciões, sabem e reconhecem os motivos para reverenciar nosso único Deus.
              Eles sabem que a casa de Deus aqui na Terra, não são as quatro paredes de um templo qualquer, nem muito menos uma instituição eclesiástica, mas, na verdade, é a mente de cada ser humano, pois, ela é o Tabernáculo de Deus, sendo assim, a humanidade é o Santuário de Deus, que não foi feito por mãos humanas, mas, pelo poder do próprio Deus. 
           Infelizmente, como tem sido adulterado esse Santuário Sagrado, por aqueles que se dizem participantes do Reino eterno, quando colocam cultos profanos que agradam a mente humana, mas, não reflete a solenidade e a reverência exigida pela assembleia do Alto. 
            Que extraordinária demonstração de humildade os vinte e quatro anciões manifestam para todo o Universo. Eles provam por meio de raciocínio concludente o dever de adorar a Deus o Pai, pois, como tal, todos os seres, excluindo-se o Filho e o Espírito Santo, devem a existência a Ele. Indubitavelmente Ele é o Senhor e não há outro!
                Por isso mesmo, devemos seguir o exemplo dos vinte e quatro anciões adorando o nosso grande Deus! "Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos diante do Senhor que nos criou". Salmos 95: 6.
              Os vinte e quatro anciões entenderam que Deus o Pai, por não ter princípio nem fim, nem perdeu um dia sequer de Sua existência, é o único que tem direito a reverência e culto supremo.
              Para demonstrar de forma visível esse entendimento, todos os vinte e quatro anciões se despojaram de suas coroas, colocando-as aos pés do Divino Pai, num vívido testemunho de humildade!
              Assim como os vinte e quatro anciões se humilham diante do Senhor, deve também a humanidade compreender que para se revestir da imortalidade deve se despojar da autossuficiência se sujeitando a Deus, adorando-O em reconhecimento, rendendo-se à discrição humana, para ser apresentado irrepreensível, com alegria, perante a glória de Deus! "Ora, Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória". Judas 24.
          Percebe-se claramente que não deve fazer parte do ser humano a ideia de exaltar-se a si mesmo na presença de Deus. Contudo, é do feitio de cada criatura ser submisso, reconhecendo sua inferioridade ante o Divino, confessando que sua vida eterna é dependente da soberania ao Deus Pai!
          A Palavra de Deus é o testemunho vivo disponível para nos ajudar a ser santos no serviço ao Deus Sacrossanto!
           A Corte Celestial está em franco desenvolvimento, estamos vivenciando o juízo investigativo, o cenário é propício para definição do nosso destino; perdição ou vida eterna! 
               O desfecho depende de nossa decisão! 
            Qual é a minha e a tua postura, diante desse embaraço, amigo leitor?

terça-feira, 30 de agosto de 2016

IDE - O Mar de Cristal e as Quatro Criaturas Viventes!


O MAR DE CRISTAL E AS QUATRO CRIATURAS VIVENTES! 

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




             Que descrição tão inusitada! Muito se tem falado sobre o mar de vidro. No entanto, a rigor, esta exposição circunstanciada feita pela palavra escrita, refletindo o pensamento do Revelador, é provável, não ser, necessariamente, uma alusão convicta, a um mar e, nem muito menos a vidro ou cristal!
                Se não é um mar de cristal, então, deve ter embutido outro significado, sendo, portanto, uma linguagem metafórica, como, igualmente simbólica é o restante do enunciado desses versos.
                O certo, é que a maneira como foi narrada essa cena, pinta-se um quadro digno de uma pessoa que se dedica às belas artes, no entanto, revela o sentimento de gênio talentoso, conhecedor das necessidades humanas, reveladas por Deus.
        Portanto, o complexo da obra, em sua totalidade, arremete, de forma arrojada, como sendo de lavor primoroso e original!
           Diante dessa visão tão surpreendente, quanto bela, nada mais a fazer, senão que conhecer os versos que serão decifrados no decorrer dessa análise! "Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante ao leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando. E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir." Apocalipse 4: 6 - 8. 

MAR DE CRISTAL

           Essa descrição do mar de vidro semelhante a cristal, me arremete, em lembrança, para uma cena que presenciei, algumas vezes, juntamente com meu pai, minha mãe e alguns irmãos, época em que veraneávamos na casa de meus tios, João Crisóstomos e Carmem, na Ilha de Itamaracá.
          Lembro-me perfeitamente, apesar de que na época eu tinha pouco tempo de vida, contando entre oito ou dez anos de idade. Mamãe motivava-nos a ver o sol em duplicidade ao nascer sobre o mar.
          Assim íamos, para a beira da praia, com o céu ainda escuro, e aos poucos ia se tingindo duma vermelhidão nas nuvens dando início a aurora, formando um lindo arrebol.
         O que ficou gravado em minha lembrança era que antes de se ver o círculo solar, no horizonte surgia uma grande claridade, que se refletia na lâmina da água, dando a impressão de um espelho, ou, a sensação de um grande mar de cristal de gelo que, em meu entendimento infantil, suportaria se caminhar sobre essa maravilhosa visão!
           A mesma cena vivenciada por João, também teve o profeta Daniel, no entanto, foi descrita, não como um mar de vido, mas, como um rio de fogo! "Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de dias se assentou... Um rio de fogo manava e saía de diante dEle..." Daniel 7: 9 e 10.
           O vocábulo grego utilizado por João para descrever o mar de vidro, foi krustallos, que era um mineral transparente, incolor, semelhante ao gelo.
          Na verdade, o vidente de Patmos, naquela visão, viu uma vasta extensão cintilante, refletindo gloriosamente o brilho vermelho e verde que rodeava o trono, que emanava dAquele que estava assentado na cadeira da Divindade, no caso, Deus o Pai.
              Ao tomar conhecimento dessas informações, conclui-se que esse mar de vidro semelhante a cristal é, certamente, "o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro" (Apocalipse 22: 1), rio emblemático das beatitudes que a Divindade quer doar a cada pecador arrependido e perdoado que aceitou as oferendas do Onipotente!
            Sendo assim, tanto o mar de cristal quanto o rio da vida e também a árvore da vida, são emblemas de Cristo, a fonte da água da vida e o pão que desceu do céu. Em Jesus reside o esconderijo do poder de Deus para curar o pecador das mazelas do pecado.
             É por isso que durante a eternidade a criatura humana não praticará maldade, pois, contemplará a face de Deus que reinará pelos séculos dos séculos, através do Senhor Jesus, que será, de fato, Rei dos reis e Senhor dos senhores!

  OS QUATRO ANIMAIS RACIONAIS OU SERES HUMANOS VIVENTES

          Dentre os estudiosos do livro da Revelação, alguns analistas defendem que esses quatro animais seja uma alusão aos quatro aspectos de Cristo Jesus, conforme descrito nos quatro Evangelhos.
               Tomando por correta essa interpretação, na verdade, essas criaturas viventes, seria uma figuração de uma única pessoa, qual seja; o Soberano dos reis da terra, Jesus Cristo, numa visão explorada e relatada por cada um dos quatro apóstolos, Mateus, Marcos, Lucas e João.
           Mateus identifica o Rei dos reis e Senhor dos Senhores, descrevendo o caráter Real de Cristo, dando ênfase como Rei no Seu reino, simbolizando Sua coragem no empenho pela justiça e pelo juízo investigativo! 
            Daí caber a figuração do Leão, sendo, identificado como o Leão da tribo de Judá! Como leão, Jesus representa a pia qualidade da justiça corajosa. "Justiça e direito são o fundamento do Teu trono; graça e verdade te precedem." Salmos 89: 14.
             Por sua vez, Marcos aponta para o Cordeiro de Deus, como um novilho ou bezerro, identificando Cristo como um serviçal ao dispor da humanidade.
             Nesse caso, representaria a força e a energia dinâmica. "Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas." Provérbios 14: 4.
     O médico Lucas, aponta para Cristo numa visão humanística, daí o animal ter o rosto com semelhança humana e Jesus, como Filho do homem, representando o amor Divino,
             Sendo Cristo, o único ser terrestre híbrido, tendo uma natureza Divina e outra humana, possuindo, integralmente, a qualidade superlativa do Amor. "E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós, Deus é amor, e aquele que permanece no Amor permanece em Deus, e Deus, nele." I João 4: 16.
         O discípulo amado, João, destaca a deidade de Cristo como a Palavra Eterna, e, sendo, Ele próprio o Criador.
            A águia é uma ave conhecida pela sua capacidade visual e de alçar com rapidez as alturas!
             Essa ave é símbolo da sabedoria previdente e, seus olhos representam a largueza de visão.  Essas duas características encontramos em Jesus. "Porque o Senhor dá a sabedoria, e da Sua boca vem a inteligência e o conhecimento." Provérbios 2: 6. "A águia faz alto o seu ninho... Dali descobre a presa; seus olhos a avistam de longe." Jó 39: 27 e 29.
               Nessa figuração os quatro animais são símbolos, primeiramente, da força e poder de Cristo, sendo retratado como o Leão da tribo de Judá.
           A figuração do novilho ressalta a lealdade perseverante e o espírito de sacrifício nutrido por Cristo, em relação à humanidade! "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o Meu povo não entende," Isaías 1: 3.
                  Já o animal com rosto de homem seria emblema da inteligência de Cristo ao qualificar a criatura humana com o livre arbítrio.
                 A águia quando está voando, seria uma figuração da impetuosidade e rapidez que o tempo exige, para a divulgação dos reclamos de Cristo para alcançar a humanidade pecadora!
               Essa interpretação além de bela e racionalmente aceitável, não pode ser entendida como correta, pois, se são as funções que Cristo desempenha na Corte celestial, são, por isso mesmo, figuração do próprio Cordeiro, Filho de Deus, Jesus Cristo, nossa Salvação.   
             Justamente aí reside a fragilidade dessa compreensão, pois, no capítulo cinco ressalta que Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, foi reverenciado por cada um dos quatro animais racionais, provando sua existência, daí prostrar-se em adoração, diante do Cordeiro!
           Outros comentadores concluem que essas criaturas viventes sejam querubins, pois, na arca do conserto, aparecem dois querubins sobre o propiciatório. 
        É certo que esta visão também está recheada de racionalidade interpretativa, no entanto, a mim, me parece um entendimento ainda carente dum terreno mais sólido e menos arenoso!

       Tenho um entendimento que a mim me parece convincente. Esses quatro animais, são seres humanos supervisionados por Deus, pois, mantém estreita ligação com o Trono da Divindade, ao tempo que mantém uma relação de humanidade com os problemas da terra.
            Não foi à toa que o Onipotente escolheu em minúcia essas quatro Criaturas humanas, pois, elas estão mais intimamente relacionadas com o Trono que os próprios vinte e quatro anciões, pois, estão no meio e em volta dele. (Apocalipse 4: 6)
              Essas criaturas humanas, em seu cântico ao Cordeiro, dão-Lhe louvor, justamente por tê-los remido da terra, não, necessariamente, que essa remissão tenha se realizado na ascensão de Cristo. "Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens." Efésios 4: 8.
               Pertencem, consequentemente, em parte, ao mesmo grupo e, representam uma parte daqueles que foram retirados do cativeiro do pecado e da morte, sendo conduzidos para o Alto, recebendo ali, atribuições no juízo investigativo, que, quando ali chegaram já estava em andamento, uma vez que o juízo investigativo entrou em pauta desde o advento do pecado!
      Portanto, essas criaturas humanas devem ser identificadas e, justificadas suas presenças naquele juízo, esclarecendo à humanidade a motivação divina para tal.
             A primeira inquietação é saber quando esses humanos subiram ao céu e, se foi em sua totalidade participar desse juízo num mesmo instante? Essas são inquietações que serão esclarecidas no decorrer desse trabalho!
          Comecemos, então, a identificar quem são essas pessoas, uma por uma, ao tempo em que veremos quando cada uma delas subiu aos céus e, como ali chegaram.
           O livro do Apocalipse descreve o primeiro animal racional tendo a aparência figurativa de um leão. 
               O primeiro ser humano a ser requisitado por Deus para compor o juízo investigativo, foi uma pessoa que pudesse entender em sua plenitude as dificuldades dos primeiros habitantes da terra, foi, portanto, um dos netos de Adão e, por mais paradoxal que possa parecer, essa pessoa era filha do primeiro homicida que foi Caim, que por sua vez era filho do primeiro casal, pois bem, Caim assassinou seu próprio irmão Abel.
                 Foi, justamente, Enoque o escolhido pela Divindade para ser o primeiro humano a ir ao Céu após a queda da humanidade. Essa escolha não foi feita de forma abrupta, uma vez que Enoque alcançou testemunho de que agradara Deus, por isso, foi trasladado vivo.
          Enoque é figura, portanto, das pessoas que não passarão pelo dessabor da morte, todavia, alcançarão a vida eterna, pois, serão arrebatadas! "Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus." Hebreus 11: 5. "Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." I Tessalonicenses 4: 17.
           Como vimos, Enoque andou com Deus e o Onipotente tomou para Si, traladando-0. "Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para Si." Gênesis 5: 24.
             Enoque é, portanto, a pessoa representada como tendo a aparência de um leão, símbolo da força, nesse caso de Enoque, denota que ele teve a força de afeição nutrindo uma relação de amizade e companheirismo vivencial com Deus, por isso foi requisitado para fazer parte do juízo investigativo!
           Ao escolher Enoque, o filho do primeiro homicida que foi Caim, o Onipotente atesta através de Sua Onisciência que não importa quem foi nosso ancestral, pois, cada criatura pode ser escolhida para desempenhar uma importante missão, tudo depende da escolha que se faz.

             Num segundo instante, quando o povo criado para enaltecer o Deus Soberano, paulatinamente, foi se distanciando do caminho do bem, como consequência, se tornou escravo do pecado e da nação egípcia.
                Esse povo necessitava de alguém que tivesse passado pelo desfavor da escravidão para defendê-lo no juízo celestial, pessoa que compreendesse suas necessidades e provações.
            Para representar as criaturas daquele período e de épocas similares, o Onipotente resgatou da terra alguém que tivesse a predisposição de servi-LO, semelhante a um novilho, Deus, então, traz à tona o segundo ser humano, Moisés.                 
               Moisés foi uma pessoa tão especial para o Divino que quando deixou de existir, Deus mesmo o sepultou. "Assim, morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, segundo a palavra do SENHOR. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura." Deuteronômio 34: 5 e 6.
             Não foi à toa que o Onipotente Criador, após a morte de Moisés devolveu-lhe a animação de vida, tinha um propósito, ele deveria ser um representante da humanidade, logicamente, supervisionado por Deus Pai, pois, caminhara com o Divino no deserto, conduzindo o povo para Canaã.
           Todavia, Moisés não teve o privilégio de alcançar a terra prometida, Deus, então, escolheu Moisés para viver Consigo, para que, junto à Divindade, continuasse sendo um auxiliador no propósito de conduzir os humanos à Canaã celestial!
                 Se Moisés, na terra, foi um grande serviçal, a partir de então, se tornou, no céu, como membro do juízo investigativo, um ajudador do Cordeiro de Deus, na obra de bem servi-LO!
                Talvez esteja transitando na mente do leitor atento, a seguinte inquietação; por qual motivo Deus escolheria uma pessoa com antecedentes tão duvidosos?
                 Não resta dúvida que a escolha de Moisés, por Deus, na visão humana, tenha sido bastante descabida, senão, vejamos: Moisés, não foi descendente de homicida, mas, ele próprio era um assassino; "Naqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos e viu... que certo egípcio espancava um hebreu... e vendo que não havia ali ninguém. matou o egípcio, e o escondeu na areia." Êxodo 2: 11 e 12.
           Essa segunda Criatura resgatada por Deus para auxiliá-LO no tribunal Divino durante o juízo investigativo, além de ter nascido em escravidão, após a atitude inusitada e homicida, Moisés se refugia em Midiã, tentando fugir da consequência de sua irresponsabilidade!
          Apesar de sua iniciativa de fugir dos humanos, dos egípcios e, principalmente de Deus, ele foi encontrado pela Divindade Restauradora, que fala com Moisés através de uma sarça que ardia em fogo, mas, não se consumia. 
               A partir de então, Moisés travou um relacionamento salvífico e vivificante com Deus, tão íntimo, que o Pai Eterno o capacita para conduzir Seu povo escravizado para a libertação e, herdar a terra prometida que mana leite e mel.
            O desempenho de Moisés foi tão eficiente que o Criador do Universo deixou patenteado a seguinte declaração: "Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o Senhor houvesse tratado face a face." Deuteronômio 34: 10.
          Cristo Jesus demonstrando essa proximidade relacional, no monte da transfiguração, em glória desvelada, aparece a figura impoluta de Moisés. "E (Cristo) foi transfigurado diante deles; o Seu rosto resplandecia como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele." Mateus 17: 2 e 3.          
            Inequivocamente, Deus concedeu poderes para Moisés, tanto na terra do Egito, quanto, após sua ressurreição, quando Deus compra para Si mesmo, habilitando-o para servir no juízo investigativo.
               O novilho identificado como sendo Moisés, é símbolo de serviçal, lealdade, espírito de sacrifício e perseverança, qualidades fáceis de ser identificadas no viver de Moisés! "Pela fé, ele (Moisés) abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê Aquele que é invisível." Hebreus 11: 27.
             A ressurreição de Moisés e sua ida para o céu, é simbólica dos humanos que morreram e necessitarão da ressurreição para herdar a vida eterna.
                Moisés é, portanto, uma vívida figura de persistência e perseverança em levar avante os requisitos do dever, para herdar a eternidade!
                São dessas características que cada ser humano deve possuir, se quiser passar sobranceiro sobre esse período de justificação, no qual estamos vivenciando, o juízo investigativo!

          O terceiro ser humano subtraído da terra, comprado por Deus, dentre os pecadores para povoar o céu e usufruir da confiança de Cristo, foi o profeta Elias.
             A aparência vivencial de Elias foi tão sublime que se confunde em figuração com a do Príncipe dos príncipes, se fundindo com o próprio Cristo, por isso mesmo, esteve com Jesus no monte da transfiguração.
            Este é o humano que sempre usou a força da razão, por isso, Deus de forma racional, o arrebatou no redemoinho, assemelhado a um carro de fogo, tomando-o para Si. "Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho." II Reis 2: 11.
       A Criatura vivente com feições humanas, é uma inconteste figuração do amor divino, pois, representa o único ser terrestre criado à imagem e semelhança de Deus, por isso mesmo, adquiriu a qualidade superlativa do amor de Deus. "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor." I João 4: 8.
            Por isso, Elias, o terceiro ser humano comprado por Deus dentre os mortais é ilustração da racionalização e compreensão da divina vontade do Onipotente! Não foi, pois, sem motivo, que o Imortal o escolheu para ser uma das quatro criaturas viventes.  
           Sintetizando, poder-se-ia concluir que o ser vivente com feições humanas é uma figuração da inteligência que cada indivíduo tem, associada à sua capacidade de escolha, conhecida como livre arbítrio!
             Por motivos semelhantes a este, no juízo investigativo, todo ser que queira herdar a vida eterna, terá que fazer uso da racionalidade, cultuando, a Divindade, com total compreensão, usando uma perfeita prática de vida, se deduzindo pela razão!

            O quarto ser humano que sensibilizou o Onisciente Pai, foi o mais messiânico dos profetas, Isaías.
          Em vida, ele nutriu uma intimidade relacional com a Divindade, a ponto da sua vida se assemelhar com a do Divino Filho de Deus, Cristo Jesus!
              Isaías, aqui na terra, ainda com animação de vida, fazia sempre o bem, praticava sempre o que era reto, ajudava os oprimidos, desenvolvia a justiça aos órfãos, cuidava das causas das viúvas. "Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito dos órfãos, pleiteai a causa das viúvas." Isaías 1: 17.
          Por isso, Cristo quando ressuscitou, orvalhou os ossos secos de Isaías, devolvendo-lhe a animação de vida. "Os teus mortos viverão, como também o meu corpo morto viverá, e assim ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o Teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos." Isaías 26: 19 (grifo nosso).           
          Dentre os humanos ressuscitados quando Deus o Pai, devolveu a vida ao Filho Jesus Cristo, somente uma pessoa foi revelada como tendo recebido de Deus a animação de vida. 
          Essa pessoa foi o profeta Isaías, basta ficar atento ao enunciado de Isaías quando afirmou que o cadáver dele, no caso, de Isaías, reviveria!
              A motivação da ressurreição de Isaías, foi para que ele recebesse as credenciais de auxiliador do Rei do Universo, durante o juízo investigativo!
         Após a ressurreição de Cristo, o profeta Isaías, bem como as demais criaturas que ressurgiram juntamente com ele, passaram quarenta dias peregrinando na terra como troféu que comprovava a Divindade de Cristo.
          Foi, justamente, nesse intervalo de tempo que Isaías confirmou sua amizade com Cristo, para em seguida fazer parte da comitiva de humanos que Jesus conduziu para os céus; honrando-o, de tal maneira, que o colocou como o quarto ser humano que auxiliaria a pessoa do Salvador, Cristo Jesus, no juízo investigativo!
           Sendo assim, Isaías, figura da águia voando, representa a impetuosidade e rapidez em obedecer aos ditames da Divindade, para, desta maneira, herdar a vida eterna.
           Esta deve ser a postura de cada humano, se quiser obter a recompensa eternal!
                Assim, conhecemos as características individuais dos quatro seres viventes!
          Essas quatro criaturas humanas, estão diretamente envolvidas nas questões terrestres. Durante o juízo investigativo Cristo recebe do Onipotente Pai as diretrizes, que juntamente com o Espírito Santo transmite aos quatro animais racionais, que ministram em serviço aos humanos, levando para estes a compreensão da postura que cada pessoa deve ter para herdar a eternidade!


   CARACTERÍSTICAS COMUNS ÀS QUATRO CRIATURAS HUMANAS



          Toda pessoa tem ciência que os humanos não possuem asas, nem há evidência que os anjos tenham asas, pois, conforme o relato bíblico, quando eles visitavam os humanos o escritor jamais fez alusão a asas.
          Para confirmar essa afirmativa, basta procurar relatos na Bíblia, da visitação desses seres angelicais, onde, na descrição, em nenhum caso, faz alusão a seres alados.
            Para não tomar muito espaço, nem desperdiçar tempo, basta relembrar o fato de Hagar, serva de Sarai, quando teve um encontro com um ser angelical, esse ser foi descrito como uma criatura semelhante aos humanos, sem asas. Da mesma forma aconteceu quando anjos visitaram Ló, quando da destruição de Sodoma e Gomorra e, em muitas outras aparições.
         Faça, amigo leitor, uma pesquisa nas Escrituras e comprove este fato.  
           Obviamente, quando o escritor usa uma linguagem simbólica, aí sim, aparece a figura de asas. Portanto, nessas asas estão embutidas mensagens que devem ser decifradas.
               O livro da revelação descreve que os quatro animais racionais tinham, cada um deles, três pares de asas, ou seja, seis asas. Quais lições podemos extrair dessas asas?
                Essas asas, dão a entender que as quatro criaturas humanas, quando em serviço ao Trono, cada uma delas, executam suas tarefas, com a devida rapidez que sua função requer.
            O normal num ser alado é somente um par de asas, mas, nesse caso, cada animal racional, tem três pares de asas, o que sugere que a velocidade de suas ações, vai além da capacidade humana, mas, torna-se possível, pois, esses quatro humanos, foram fortificados pela força revitalizadora da Divindade!
                
           Simbolicamente essas quatro pessoas, resgatadas por Deus, para compor como assistentes no juízo investigativo, são descritas como tendo olhos por diante e por detrás, ao redor e por dentro.
           Esses olhos são figurativos, refletem a inteligência e incessante vigilância dos quatro seres humanos, comprados por Cristo para auxiliarem no juízo investigativo.
           É interessante perceber que o olhar dos quatro animais, cobrem visualmente, os trezentos e sessenta graus, ou seja, alcança toda redondeza da terra, demonstrando que eles estão atentos para atender a todo humano, daí, o olhar por diante, por detrás e ao redor.
           Certamente que esses animais são agradecidos à Divindade por tê-los escolhidos como auxiliares de Cristo, no tribunal Divino, no entanto, um fato que chama a atenção, é o olhar deles 'para dentro' de si mesmos.
            Esse olhar, é prova de que quando em exercício como auxiliadores, eles fazem uma reflexão das necessidades dos humanos, levando em consideração suas experiências, quando ainda militavam aqui nessa terra malsinada pelo pecado. Daí usarem de extrema destreza em levar cada caso, com a maior rapidez possível ao tribunal celestial!

          É por isso que se diz que essas quatro criaturas humanas não têm descanso, nem de dia, nem de noite, pois, desde que foram conduzidas a participar do tribunal divino, continuamente, eles se esmeram em atender aos humanos, enquanto tributam adoração ao grande Deus Criador.   
                  Apesar de que as quatro criaturas viventes sejam humanas, todavia, já estão glorificadas e, como tal, já não se fadigam, por isso mesmo, estão disponíveis ao Divino Mestre, ininterruptamente, pois, estão à disposição "dAquele que guarda Israel, não dormita nem dorme," Salmos 121: 4.
             Assim, se percebe que; o poder divino que sustenta o Universo nunca descansa, nem àqueles que estão ao Seu serviço, principalmente, nesse momento probante da história do pecado, conhecido como juízo investigativo.

           Não é sem motivo que as quatro criaturas humanas enaltecem Àquele que está assentado no trono, no caso, a Deus o Pai, a fonte de toda força e poder, diuturnamente; uma vez que Ele é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, daí ser justo o reconhecimento da Santidade do Pai, justificando ser Ele, a pessoa descrita como Aquele que é, que era, e que há de vir.
          Essa é uma expressão que significa completa eternidade, passada e futura, que é aplicável, neste verso, só a Deus Pai, não podendo ser uma alusão a Cristo, pois, Jesus, por um instante, deixou de existir, perdendo três dias de Sua eternidade.
             Desta maneira, este título não pode ser aplicado ao Filho de Deus, pois, o mesmo, por um instante deixou de ser, ou seja, perdeu três dias de Sua existência, ao permanecer inerte, sepultado, sem vida, no túmulo novo de José de Arimatéia, daí não caber a Jesus Cristo, o termo, Aquele que é e que era, por Ele não ter completa eternidade, pois, faltam-Lhe três dias, nos quais, Cristo passou em absoluto silêncio, na escuridão da morte!
            Sendo assim, Aquele que é que era e que há de vir, é uma inconteste alusão ao Todo-Poderoso, Deus o Pai que, com toda propriedade, assegura a todos que haverá de vir corporalmente, quando Cristo voltar, também de forma corpórea, juntamente com milhares de milhões, miríades de miríades de seres luminosos, anjos, arcanjos, querubins e guardiões! 
          Amigo leitor, as quatro criaturas humanas foram escolhidas por Deus, pelo desempenho deles, enquanto em vida, aqui na terra, por isso, Deus os escolheu. "Não fostes vós que escolhestes a mim, pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo conceda." João 15: 16. 
            No juízo investigativo as quatro criaturas conduz as petições dos humanos para apreciação de Deus, para que a humanidade, pelo seu próprio desempenho, venha usufruir a vida eterna, que nada mais é que a reconciliação do humano com Deus, ou, a aceitação da reconciliação de Deus, que é a salvação na pessoa de Cristo, que produz a eternidade para o humano!