Total de visualizações de página

quinta-feira, 21 de maio de 2015

IDE - Falsificadores e Mentirosos São Desmascarados!

FALSIFICADORES E MENTIROSOS SÃO DESMASCARADOS! 
Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


          
             Sem que haja interrupção das ideias interpretativas e, seguindo numa mesma linha de pensamento, continuando o exame do verso seguinte, o analista se depara com uma bifurcação, como se a descrição separasse em dois ramos desiguais dum mesmo galho.
        Esse, talvez, seja o versículo mais complexo do texto descritivo da Igreja de Filadélfia, fato que explica a ausência, quase que total, de comentários sobre o mesmo. "Eis que Eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem; eis que Eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que Eu te amo" Apocalipse 3: 9.
           Uma vez conhecido o verso a ser examinado e, sondado de maneira lógica, deve-se esmerar em cada parte descritiva para, com ponderação colher ensinamentos e, neles meditar, portanto, sem perca de tempo, iniciemos nossa labuta!
         Esse é aquele tipo de verso que ao se deparar com o mesmo, automaticamente, se percebe que, de forma alguma, deve ser entendido em sua literalidade, pois, se for absorvido conforme o rigor da letra ou, como se costuma dizer, ao pé da letra, ele colocará em xeque alguns princípios do caráter de Deus, daí conclui-se que essa parte do texto é figurativa!
            Se assim não fora, jamais as palavras denunciariam que Jesus, o grande Eu Sou, obrigaria os descrentes a coisa alguma, pois, agindo assim, Ele estaria subtraindo do ser humano a sagrada capacidade de escolha!
     Além de que, em hipótese alguma, Cristo induziria aqueles pecadores não confessos, a se prostrar em forma de adoração, diante dos pecadores convertidos, perdoados e arrependidos!
              Desta maneira, Jesus estaria fazendo aquelas pessoas a incorrer no erro de adorar outro ser, senão Deus! "E eu lancei-me a seus pés (do anjo Gabriel) para adorá-lo; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora somente Deus" Apocalipse 19: 10.
             Por esse motivo é sensato concordar que essa parte do relato sobre a Igreja de Filadélfia, vem escrita em forma de figura de linguagem, pois, sendo, um relato profético e, como tal, precisa ser conciso, daí fazer uso da figuração de estilo, pois, comunica à expressão muito mais força e colorido, além de que intensifica a beleza literária!
            Usemos, portanto, o rigor interpretativo, para que o verso ganhe uma rigorosa racionalidade e, se coadune o mais próximo possível à exatidão que Cristo quer transmitir!

SINAGOGA DE SATANÁS - Parece sem cabimento quando Jesus declara com firmeza que faria, os da sinagoga de Satanás, vir adorar os cristãos, uma vez que Cristo não obriga ninguém a segui-Lo, nem muito menos adorar seres humanos. 
            Para entender essa assertiva, precisamos, antes que mais nada, descobrir a que classe Ele chamou de Sinagoga de Satanás.
          Normalmente Cristo não usava palavras tão duras contra quem quer que seja, mas, neste caso, Ele estava se referindo aos judeus!
           João Batista, primo de Jesus, quando batizava no Jordão, ele nomeou os judeus de ‘raça de víboras’ (Mateus 3: 7), por certo, ele tinha motivos para tal!
             Posteriormente, Jesus também designou os judeus com a mesma alcunha! “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” Mateus 12: 34.

              A justificativa para Cristo pronunciar tais palavras, foi, pelo motivo dessas pessoas participarem da sinagoga (templo israelita), um centro de vida comunal judaica, um lugar em que se organizavam conspirações contra os profetas, contra o próprio Cristo e, posteriormente, os cristãos.

             Se fizermos uma acareação cuidadosa, vamos perceber que o nome Satanás significa ‘acusador ou adversário’. “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás... Porque já o acusador de nossos irmãos é derribado” Apocalipse 12: 9 e 10.

                Esses centros judaicos, templos israelitas, tornaram-se ‘sinagoga do Acusador’, ou seja; ‘sinagoga de Satanás’!

             Foi, justamente, no templo israelita, na sinagoga de Satanás, que  Jesus foi entregue pelos seus irmãos judeus para enfrentar o cadafalso, a cruz do Calvário. “E, logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, O levaram e entregaram a Pilatos... e o levaram para fora a fim de o crucificarem” Marcos 15: 1 e 20 up.
              Lucas, o escritor do livro de Atos dos Apóstolos, revela que as maiores dificuldades enfrentadas pelo grupo de pessoas que se submetiam as regras deixadas por Cristo, em sua época, resultaram das difamações lançadas contra essa comunidade cristã, pelos próprios judeus. “Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios... Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio, que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo, e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto” Atos 14: 2 e 19.

                Esses mesmos fatos, com essa mesma ira, e o mesmo opressor, se repetiram contra a comunidade cristã de eras subsequentes! Por isso mesmo, fica evidenciado que a sinagoga de Satanás, em primeira instância, é uma alusão aos judeus, posteriormente, se referem aos cristãos nominais, não convertidos, arraigados no seio das denominações eclesiásticas.
               Por isso mesmo, Jesus, tantas vezes se referiu sobre as tribulações que as igrejas haveriam de sofrer!

              É por isso, meu amado leitor, que por mais impopular que seja a tribulação, ainda hoje, se faz presente na congregação dos justos! E por mais paradoxal que possa parecer, os principais algozes estão militando e ocupando cargo de destaque nas congregações cristãs!

      Tecnicamente os mesmos perseguidores; na Igreja primitiva; os irmãos judeus, hoje; os irmãos cristãos! Não foi assim também na Idade Média, durante o período denominado de Santa Inquisição ou Santo Ofício, onde os cristãos foram sacrificados, em nome de Deus, pela Igreja dominante, seus irmãos?
            Você tem percebido quantas acusações ocorrem dentro de nossas comunidades cristãs? Será que o nosso caráter está cheio de maldade? Será mesmo que tenho participado da sinagoga do acusador, Satanás?

             Não deveria os cristãos fazer nenhuma acusação, nem apontar defeito de ninguém, como tem acontecido em nossas igrejas, quem acusa é Satanás, essa é função dele e não nossa!

             Como podemos perceber as primeiras perseguições e as subsequentes, eram planejadas nas sinagogas!
       Os atuais constrangimentos, não são, nem serão diferentes, continuam sendo elaborados no mesmo ambiente em que convive o perseguido! O que quer dizer que os nossos maiores inimigos estão dentro da própria igreja, sociedade e família! Estes se tornarão ferrenhos inimigos, são calouros do Demônio, fantasiados de cristãos!

                Não é de admirar que Jesus os considere ‘sinagoga de Satanás’. Algumas pessoas usando de cinismo, de forma hipócrita, pretendem ser reconhecidas como judias, no nosso caso, cristãs, quando, na verdade, não possuem nenhuma virtude cristã, são pessoas ‘virtuosas’ em maquinar o mal,  por isso mesmo, são da sinagoga de Satanás! 
  

                      SE DIZEM JUDEUS, E NÃO SÃO - Nesse caso, o escritor está se referindo as pessoas reconhecidas como judias e, no entanto, não eram! Pessoas tidas por fidedignas, todavia, elas estavam falseando os seus próprios caracteres, eram pessoas que, de fato, vendiam uma falsidade ideológica!
            O termo judeu, nesse verso, está no sentido ideológico, por participar da religião judaica, naquele momento os seguidores de Cristo ainda não eram identificados como cristãos “Porque não é judeu que o é exteriormente,... Mas é judeu o que o é no interior,... do coração, no espírito, não na letra: cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” Romanos 2: 28 e 29.
         Certamente a maneira como está descrita no Apocalipse, a expressão judeu, indubitavelmente, se refere às pessoas que afirmavam ser seguidoras de Deus, entretanto, suas ações eram contrárias à vontade dEle!

             Parece-me que a história é um ato contínuo, os fatos continuam se repetindo constantemente, mudando tão somente as figuras.
           Em nossos dias, não poucas pessoas se apresentam como judias, ou seja, parecendo cristãs, no entanto, no seu interior está distante de Jesus, portanto, são enganadoras!

MAS MENTEM - Precisamos fazer um estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados da mentira já constituída e, que visa estabelecer fundamentos lógicos, mas, irreal, o valor e o alcance objetivo da mesma, para que ela se pareça o mais possível com a verdade!
           No meu muito pequeno e quase escasso entendimento, costumo definir a mentira como a adequação entre a consciência, ou falta dela e, a sua expressão manifestativa que se opõe à coisa verdadeira!
       A bem da verdade, a mentira nunca está em conformidade com o real ou, o princípio certo. Por isso mesmo, é um devaneio quase que exclusivamente humano, adquirido do poder satânico. "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria Ele, e não o faria? Ou falaria, e não confirmaria?" Números 23: 19.
          O ser humano, diante de qualquer banalidade, procura enganar os sentidos ou a mente, tanto sua, quanto dos outros, para fazer tomar uma coisa por outra, com o objetivo de tirar proveito, assim; "a tua língua intenta o mal, como uma navalha afiada, traçando enganos. Tu amas mais o mal do que o bem, e mais a mentira do que o falar conforme a retidão" Salmos 52: 2 e 3.                        As pessoas identificadas como participantes da sinagoga de Satanás testemunharam contra os cristãos do período de Filadélfia, porém seu testemunho bate exato com o relato de Provérbios 14: 5 em sua segunda parte; "a testemunha verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras."
         É por isso que os cristãos fiéis do período representado pela igreja de Filadélfia se sentiam confiantemente felizes, por isso foram agraciados com o reconhecimento de Cristo Jesus! "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus" Mateus 5: 11 e 12.



EIS QUE EU FAREI QUE VENHAM, E ADOREM PROSTRADOS A TEUS PÉS - Como comentei anteriormente, esta parte do texto não pode ser entendida ao pé da letra, pois, certamente é uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca outra realidade de ordem superior.                                                 Necessariamente, o que se entende à primeira vista, não é, exatamente, o que o contexto quer repassar.
      Sendo assim, o que o Escrutinador do Universo quer transmitir para o estudante dedicado?
       No período coberto pela Igreja de Filadélfia, o mundo testemunhou o maior movimento missionário, sem precedentes, na história universal, onde os fiéis se debruçavam incansavelmente sobre as Sagradas Letras, tentando decifrar as profecias bíblicas, notadamente e, em especial, sobre a breve volta de Jesus Cristo, conjuntamente com o Pai e, dezenas de centenas de milhares de seres incandescentes, Seus anjos, marcando, inclusive, datas para a efetivação desse acontecimento tão amplamente aguardado!
       O fato é que em nenhuma das datas Cristo regressou, nem Seu Pai veio com Seus anjos em procissão para buscar Seu povo!       
          Esse episódio frustrante gerou nos descrentes, motivo para desencadear uma afronta sem medida ante aqueles que, equivocadamente, anunciaram o retorno de Cristo!
       No entanto, muitos, entre esses perseguidores, se tornaram receptivos ao Evangelho, ao perceberem que havia uma grande lógica interpretativa nos ensinamentos dos cristãos genuínos, desencadeando, entre os anos de l816 a l843 uma onda de conversões, não unicamente entre os judeus, mas, sobretudo, entre outros grupos denominacionais não simpatizantes daqueles que anunciavam a volta de Cristo para aqueles dias.
              Aquelas criaturas, antes perseguidoras, descobriram e reconheceram que aquilo que os cristãos estavam divulgando sobre Jesus era verdadeiro! "O Meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei" João 15: 12.
          Esse fato, na realidade, foi o cumprimento inequívoco daqueles que pertenciam à sinagoga de Satanás, se rendendo e prostrando-se, figurativamente, aos pés dos cristãos genuínos!

E SAIBAM QUE EU TE AMO - Apesar de que o foco da mensagem no período da Igreja de Filadélfia tenha sido a volta iminente de Cristo, no entanto, apesar da não efetivação do fato, mesmo assim, Jesus demonstrando o mais nobre sentimento de que é capaz um ser racional, que é a entrega desinteressada para uma determinada causa, representando a maior vitória sobre o egoísmo, Ele recompensa esses operários do bem com o maior dom, que é o amor. 
                 Dessa forma o Filho de Deus demonstra que Seu ato consiste, essencialmente, em querer o bem do ser humano.
          Empenhando nessa vontade Seu próprio ser, ao externar para toda humanidade, que venha tomar conhecimento que Ele ama todos e, nesse caso em especial, aqueles que se envolveram em disseminar a promessa de Seu retorno, para viver eternamente com os que herdarão a vida eterna.  "Ninguém tem maior amor do que este; de dar alguém a sua vida pelos seus amigos" João 15: 13.
              Essa declaração explicita de Cristo, sem reservas e restrições, não é direcionada somente para os da Igreja de Filadélfia, Ele estende também para o período seguinte, no qual vivemos!
            Uma vez sabedor que Jesus Cristo ama a toda criatura, o racional dever de cada ser humano, é amá-Lo sobre todas as coisas, para fazer jus a promessa da Vida Eterna!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

IDE - Eu Sei as Tuas Obras

EU SEI AS TUAS OBRAS
Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



         
          Dando continuidade ao nosso singelo comentário analítico sobre a carta à Igreja de Filadélfia, iremos gastar tempo em aplicar a mente no diligente estudo do versículo oito, do capítulo três, onde relata: "Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a Minha palavra, e não negaste o Meu nome" Apocalipse 3: 8.
          De posse do texto proposto, iremos esquadrinhar, observando com minúcia, submetendo a critica cada parte componente, decompondo seus elementos constitutivos, tendo em vista conhecer, conforme propósito de Deus, qual seja o ideal para a vida de cada ser humano, não só no período representado pela Igreja de Filadélfia, como no período subsequente, no qual vivemos!

EU SEI AS TUAS OBRAS - Quando Jesus se reporta à Igreja de Filadélfia afirmando conhecer as obras da mesma, Ele estava declarando com firmeza que, não só conhecia o efeito do trabalho e da ação humana dos habitantes daquela localidade, como, principalmente, reconhecia as boas obras, no entanto, nem só de perfeição vivia aquela igreja, existiam também obras que necessitavam de reparos, contudo, as ações humanas, sob o ponto de vista moral e religioso, por Cristo apreciado, eram, indubitavelmente, as de qualidade inconfundível!
          Isso pressupõe que, na sua maioria, as pessoas do período representado pela igreja de Filadélfia, que foi o menor tempo decorrido dentre as sete igrejas (1833 - 1844), se envolveram de forma tal que, num curto espaço de tempo, apenas onze anos, o mundo tomou conhecimento da breve volta de Cristo e, vinda de Deus, que aconteceria numa procissão celestial, esvaziando pela primeira e única vez, a morada do Altíssimo, num breve espaço de tempo, a ponto de silenciar os céus! "E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu por quase meia hora" Apocalipse 8: 1.
                Obviamente, esse silêncio por quase meia hora, é uma figuração profética, que corresponde a sete dias e seis horas literais! Trataremos desse assunto quando estivermos analisando o oitavo capítulo!


UMA PORTA ABERTA DIANTE DA IGREJA

DIANTE DE TI PUS UMA PORTA ABERTA - Por um bom período de tempo, principalmente durante a Idade Média, a porta do conhecimento da Palavra de Deus, foi, por assim dizer, fechada, isto através da proibição e recolhimento das Sagradas Letras!
            Naquele período, quando as pessoas tropeçavam por falta de conhecimento, seus pecados não eram levados em conta! "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam" Atos 17: 30.
          É fácil compreender essa assertiva, pois, sabemos que "onde não há lei também não há transgressão" Romanos 4: 5.
        A porta do conhecimento só se abriu quando Deus providenciou o retorno da Bíblia Sagrada para o povo, momento em que, a partir de então, poder-se-ia anunciar à humanidade, em todos os quadrantes da terra, o arrependimento!
               Só após a devolução da Bíblia, é que a humanidade, finalmente, retoma o conhecimento da norma do juízo Divino, que são os Dez Mandamentos da Lei de Deus, dando, assim, início à hora do juízo de Deus! "Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo, e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" Apocalipse 14: 7.
            É sumamente interessante se aperceber a relação entre o vocábulo temor e a guarda dos mandamentos. Perceba como o Senhor associa esses termos; "de tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os Seus Mandamentos; porque este é o dever de todo o homem" Eclesiastes 12: 13.
         Fazendo, então, a junção entre os dois versos anteriores, pode-se concluir que Cristo está instando a humanidade a guardar os mandamentos de Deus, todos os dez, incluindo, principalmente, o único mandamento que identifica Jesus como o Criador de todas as coisas, tanto do céu, como da terra e do mar, quanto das fontes das águas, esse mandamento é o que indica o Sábado como dia santificado, por isso, precisamos dar glória, pois, a Divindade está ansiosa em levar o pecador arrependido, perdoado e obediente a viver na eternidade em glória excelsa!   
         Desta maneira é que a comunidade daquele período eclesiástico ficou conhecida como a Igreja do Despertamento! Isto pelo fato de que, poder algum, quer seja da esfera humana, ou mesmo, de origem satânica, pode fechar a porta que Cristo franqueou para a humanidade! 
              Por isso mesmo, essa Porta Aberta, possibilitou, com maior abrangência, a comunhão do pecador com Jesus!
           Quão bom seria se a humanidade aprendesse a ser grato a Deus e, consequentemente se aproximasse do Divino Criador, tendo total liberdade de dirigir-se e, esperar dEle a resposta certa que os conduzirá à eternal vitória!



NINGUÉM A PODE FECHAR - Apesar de que Cristo, conjuntamente com o restante da Divindade, ou seja, tanto o Pai, quanto o Espírito Santo tenha franqueado o recurso capaz de livrar a humanidade da situação aflitiva e perigosa que o pecado a envolveu, salvando-a totalmente, enquanto em animação de vida, nesse intervalo de tempo, ninguém, isto inclui os seres humanos ou, mesmo os celestiais, a pode fechar!
          Essa é a garantia que Cristo nos oferece!
         No entanto, pasmem os senhores, na maioria das vezes, ao fazer uso do nosso livre arbítrio, não aproveitamos essa abertura plena, pois, não adentramos nessa porta, e dela fazemos caso, ab-rogando, por nós mesmos, todo o aparato fornecido por Deus e, nele colocamos os elementos materiais, franqueados, principalmente, pelas instituições denominacionais, como referencias e citações pessoais, de que se lança mão, para demonstrar o poder e, ou a erudição dessas organizações de caráter religioso, proveniente do homem, como se fossem divinas.
         Fato este, que faz quase dissipar a visibilidade da porta aberta por Deus, mas, mesmo assim, esse portal continua ali, para ser ultrapassado pelo diligente investigador da Palavra.
         É necessário, se ultrapassar essa porta, enquanto Cristo a conserva aberta, para se garantir a obra final da redenção, ou seja, a vida eterna!

TENDO POUCA FORÇA -
Quando se analisa a Igreja de Filadélfia, ou o período por ela correspondido, sem o devido comprometimento com a fidelidade, tem-se a falsa impressão de que os elementos humanos que dela fizeram parte eram seres superdotados, tanto no vigor físico, quanto no que se refere à sua moralidade.
          No entanto, as pessoas que vivenciaram aquele período, de nada diferenciavam das criaturas das demais fases. Eram pessoas simples, sujeitas aos mesmos tropeços dos demais habitantes do planeta, desde o advento do pecado, até os dias atuais. 
       O próprio Escrutinador do Universo denuncia que aquelas pessoas eram seres limitados, por isso mesmo, tinham pouca força! 
            O bom nessa declaração de Cristo, e nos leva a refletir com acurada observação é que essa pouca força, denuncia que essas pessoas não detinham nenhuma influência nem prestígio assoberbado em meio àquela sociedade, no entanto, perante Deus, havia uma condição de superioridade e influência pessoal, baseada no bom êxito e envolvimento individual com a promessa da volta de Cristo e vinda de Deus, que era aceita pela Divindade. 
               O segredo daquele povo está revelado no livro de II Timóteo 4: 17 onde relata: "Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão".
            Se quisermos sair vencedores no nosso jornadear rumo à eternidade, devemos buscar ajuda no amorável pastor, Cristo Jesus! "Deus é a minha fortaleza e a minha força, e Ele perfeitamente desembaraça o meu caminho" II Samuel 22; 33.



 
GUARDASTE A MINHA PALAVRA - Se observarmos com aprimorada cautela os habitantes do período representado pela igreja de Filadélfia, perceberemos com nitidez assombrosa, no mínimo três características preponderantes.
          Ante a compreensão profética, em relação ao retorno de Cristo e, vinda de Deus, acompanhado por Seus anjos, querubins, serafins e milhares de milhares e miríades de miríades de seres luminosos, abrilhantando aquela procissão celestial, os habitantes do período de Filadélfia se rejubilavam e divulgavam seus entendimentos.
          Essa certeza provocou entre a comunidade em geral, um intenso zelo no sentido de interpretar a mensagem profética, fato que intensificou nas pessoas, individualmente, a certeza inabalável de vigiar a Palavra, confrontando com suas convicções, com o propósito de defender, proteger e preservar seu entendimento que, naqueles dias, aquele Préstito Celestial haveria de leva-los para as Mansões Divinais!
           Aquela convicção inabalável, mesmo que não tenha sido concretizada, ainda assim, foi alvo de rasgados elogios por parte do Apurador Universal!
           Certamente o Senhor, agiu dessa forma, por levar em conta, não o acerto de suas convicções, mas, sobretudo ao conjunto de fatores que determinou a atividade e a conduta individual, que os levou a aguardar para aqueles dias, a vinda da Comitiva Celestial!
            Assim, percebemos que, aquilo que motiva as pessoas é que faz a total diferença para Cristo!
    Aquela comunidade Cristã estava embasada no conhecimento da Palavra de Deus!
         No capítulo dez de Apocalipse o vidente de Patmos, recebe a informação de Cristo Jesus, que esse fato haveria de acontecer, portanto, Jesus conhecia de antemão que a interpretação dada pelas pessoas do período coberto pela Igreja de Filadélfia, era incorreta, mesmo assim, a motivação era fidedigna e merecedora dos elogios de Jesus!

NÃO NEGASTES O MEU NOME - O fato preponderante na característica humana desse período, é que após essa enorme divulgação do retorno de Cristo, chegando até na marcação de datas, esse povo passou pela maior decepção de sua vida.
             No entanto, conforme o relato apocalíptico, mesmo em face da tristeza, aquelas pessoas, em estado lastimoso pela previsão errônea, em momento algum, não se acovardaram contestando a existência de Jesus.
        Na verdade, elas admitiram seus erros, não interpretando com fidelidade o objetivo da profecia, contudo, em momento algum abandonaram o nome de Jesus.
              Por isso a reputação daquele povo ficou escrita nos anais da história bíblica, alcançando boa reputação, pois, conforme o Apocalipse, eles pertenciam a linhagem de Cristo.
           Fica para nós, os remanescentes deste derradeiro período da história eclesiástica, uma interrogação; a nossa postura vivencial, denuncia que a nossa linhagem é de Cristo, ou o nosso viver é uma negativa dessa realidade?
                   Que o Senhor Jesus continue nos abençoando!

domingo, 19 de abril de 2015

IDE - O Anjo da Igreja de Filadélfia

O ANJO DA IGREJA DE FILADÉLFIA 
Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


AO ANJO DA IGREJA DE FILADÉLFIA



                 É comum, e até mesmo generalizado, o entendimento que, chega a ser de domínio público, a definição do termo anjo. As grandes religiões, tanto o cristianismo, quanto o judaísmo e, também o islamismo, define como sendo um ser espiritual, portanto, celeste, que serve de mensageiro entre Deus e a humanidade!
           Qualquer pessoa de bom senso terá que admitir como verdadeira essa explicação, até mesmo, muito precisa.
            No entanto, a mim me parece que, no Apocalipse, João o discípulo amado, que se emprestou como instrumentalidade nas mãos do Revelador, Jesus Cristo, dá outra conotação ao termo, quando se refere às igrejas, ele usa o verbete anjo, de forma figurativa.
           Nessa figuração, anjo, ganha um sentido diferenciado e, precisamos entender o propósito desta palavra, o que representa e, qual o significado! 
            A maior parte das pessoas que usam o termo de forma simbólica, é unânime em afirmar que anjo, nesse caso, simboliza o corpo de ministros, ou mesmo, uma comissão diretiva que tem a responsabilidade de conduzir a igreja, induzindo-a a aceitar as mensagens conforme o entendimento desse grupo de pessoas incumbidas de tratar dos assuntos espirituais, principalmente, os de difícil entendimento.
            Por certo, essa definição está embasada no sentido de que anjo, é figuração de pessoa bondosa, portanto, ficaria justificado tal entendimento.
          Para o pesquisador cuidadoso, aplicado, ponderado e respeitoso, não se justifica que só exista pessoas bondosas nas comissões diretivas, ou mesmo, entre o corpo de ministros.
           É verdade que encontramos esse tipo de pessoas nesses grupos, no entanto, indivíduos maus, também se alocam nessas associações e, por incrível que pareça, numa quantidade tão grande, que deixa a comunidade cristã, muito perplexa!
           Por outro lado, anjo com o sentido de pessoa bondosa, ganha uma dimensão muito abarcante, mas, excluiria outras criaturas que, no julgamento das denominações, não refletem, com clareza a bondade de Cristo.
        Por isso mesmo, entendo que anjo, nesse caso, representa toda pessoa com animação de vida, que vivenciou o período representado pela Igreja de Filadélfia, que de uma forma ou de outra, tenha se envolvido com a disseminação do Evangelho de Cristo, atendendo, positivamente à comissão proposta pelo IDE!
         É sempre de bom alvitre esclarecer que o IDE comissiona todos os indivíduos a ir a todo mundo anunciando Cristo! 
                O IDE está no imperativo afirmativo, é Jesus Cristo comissionando a todo humano para anunciá-Lo. Perceba que o verbo no Imperativo não consta a primeira pessoa, o eu, portanto, não é missão de Cristo, nem dos outros dois membros da Divindade, nem muito menos dos demais seres celestiais, pois, foi Jesus quem comissionou!
            Por conseguinte, Jesus, também não comissionou uma só pessoa, nem uma única classe social ou eclesiástica, por isso, nesse encargo, Ele não usa a segunda ou terceira pessoa do singular, senão, imperiosamente, Ele teria dito; - vai (tu) ou, vá (você).
              O mais importante nessa incumbência de Cristo, é que Ele não utilizou a primeira pessoa do plural [vamos (nós)], o que quer dizer que Ele não está incluído nessa comissão, conjuntamente com os humanos. O que isso significa? É que cada indivíduo deve apresentar a pessoa de Cristo conforme seu próprio entendimento ou discernimento!
                Por isso mesmo, Jesus Cristo, usou a segunda pessoa do plural [ide (vós)], sendo assim, Ele comissionou a todos, nesse caso, toda pessoa do período de Filadélfia para sair pregando a toda gente, mostrando ser Jesus o Messias prometido e, que em breve, retornaria para buscar os que quisessem viver eternamente com Ele.
              Assim, as pessoas que tomavam conhecimento de que Jesus era a verdade, saiam anunciando a todos que pudessem alcançar, na forma como elas perceberam, ou seja, conforme a visão ou entendimento pessoal. 
       Dessa forma, toda pessoa procurou pregar a tantos quantos pudessem! Supondo que todos pregaram a todos, evidenciado está que, todos ouviram de todos, são, portanto, muitos entendimentos levado ao conhecimento de todos. 
           Jesus, então, nos ensina como fazer a triagem, a Sua Palavra demonstra como proceder; "examinai tudo. Retende somente o que for bom. Abstende-vos de toda aparência do mal" I Tessalonicenses 5: 21 e 22.
    Fica evidenciado que, toda pessoa ou, mesmo denominação, tem algo bom para ser retido, sendo verdadeiro também o outro lado da moeda, ou seja, todos que anunciam o Evangelho de Jesus, dando ênfase para a vinda de Deus e volta de Cristo, no bojo de suas mensagens, constam algumas coisas que devem ser rejeitadas!
         O que mais chama a atenção nessa citação, é que o conselho é para reter o que for bom e não a verdade. Existe uma explicação para esse fato, é que todos se arvoram donos da verdade, portanto, não dariam valor sobre a opinião do seu semelhante. 
              Daí o conselho para reter somente o que for bom, pois, na esfera terrena, só um é considerado bom, Jesus Cristo.
                  O Filho de Deus orienta o ser humano a pesquisar a Sua Palavra para assim, chegar a conclusões coerentes sobre Deus, Seu propósito, Seu Filho e Sua verdade! "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam" São João 5: 39.
       Na verdade, num primeiro momento, as pessoas do período de Filadélfia, foram nobres, semelhantes aos habitantes de Beréia, "porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" Atos 17: 11.
             Esse foi o segredo do bom desempenho dos habitantes do período da igreja de Filadélfia. Se você, amigo leitor, quiser ter um desempenho aceitável perante Deus, aja conforme esse entendimento!
            Portanto, seja também um mensageiro de Cristo, com todas as prerrogativas de um ser luminoso, que difunde a verdade em Cristo Jesus, seja, verdadeiramente, Seu anjo, hoje, aqui e agora! 

COMO CRISTO SE APRESENTA À IGREJA DE FILADÉLFIA


                  Poucas vezes Cristo, enquanto esteve peregrinando nas terras da Palestina, no espaço aproximado de trinta anos, fez revelações tão precisas de Sua divindade, quanto O fez ao se reportar para a Igreja de Filadélfia!
                 Normalmente, como era comum em suas atitudes, Ele sempre transferia todos os adjetivos que definiam a Divindade para a pessoa do Pai. Fato que deixava transparecer ao pesquisador incauto a dúvida; se, na realidade Ele era, verdadeiramente, o Deus do Universo ou, simplesmente o filho do Deus Eterno?
                    Para exemplificar essa postura de Cristo, tomemos por base esta declaração: "Eu não posso de Mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o Meu juízo é justo, porque não busco a Minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou" São João 5: 30. 
           Perceba que Cristo se coloca numa posição de dependência do Pai, certamente com o intuito de ensinar a humildade e, demonstrar que, mesmo entre a Divindade existe uma hierarquia a ser respeitada!
         Mais adiante Ele complementa seu raciocínio afirmando; "Se eu testifico de Mim mesmo, o Meu testemunho não é verdadeiro" São João 5: 32.
          Nesta fala o Filho de Deus estava ensinando a importância de ser altruísta, demonstrando que a humanidade, não tem motivo algum, para ser soberbo ou orgulhoso ao extremo, se vangloriando, por ser cristão. Esse fato, não lhe dá direito de ser arrogante, pois, o próprio Filho de Deus, como Criador do Universo, demonstrou que a humildade deve sempre sobrepor ante o egoísmo!
                A depender do público alvo, a dialética de Cristo vinha mais repleta da arte de discursar, confirme no diálogo que Ele teve com os fariseus; "Falou-lhes pois Jesus oura vez, dizendo: Eu Sou a luz do mundo; quem Me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. Disseram-lhe pois os fariseus: Tu testificas de Ti mesmo, o Teu testemunho não é verdadeiro. Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que Eu testifique de Mim mesmo, o Meu testemunho é verdadeiro,... porque não sou Eu só, mas Eu e o Pai que Me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu Sou o que testifico de Mim mesmo, e de Mim testifica também o Pai que Me enviou" São João 8: 12 - 14 e 16 - 18.
                Faz-se necessário analisar a Palavra de Deus com extrema cautela, para não incorrer em conclusões errôneas sobre Cristo e Sua verdade!

ISTO DIZ O QUE É SANTO - Todavia, na ilha de Patmos, Jesus, ao falar com o discípulo amado, retira o véu que repousava sobre Si mesmo e, faz reconhecer, por revelação, ao vidente, para este transmitir à Igreja de Filadélfia, demonstrando, verdadeiramente, ser Aquele que é Santo.
              Ao fazer essa descoberta surpreendente, não menos espantosa e notável sobre Si mesmo, descortinando com todas as nuances os atributos da Divindade entre os cristãos, demonstrando para a humanidade que Ele é o Santo e, nessa ação Divina, comunica aos homens Seus desígnios Divinos e a verdade que a Ele envolve, denunciando que não mais seria trocado por um ladrão homicida. "Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida" Atos 3: 14.
           Este título 'o Santo' é a mesma denominação honorífica que tem identificado Deus, pelos profetas, tantas vezes no Velho Testamento. "A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? - diz o Santo" Isaías 40: 25.
            Este mesmo sentimento tem sido referendado no Novo Testamento aplicado a Cristo, realçando nEle a Sua Divindade. "E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" Lucas 1: 35 (grifo nosso).
     Esse verso, extraído do livro de Lucas, é bastante significativo, uma vez que desmistifica Cristo, como sendo, simplesmente, Filho de Deus.
        Na verdade, Filho de Deus é apenas a forma de identificar a Segunda Pessoa da Divindade, uma vez que Cristo, o Verbo, Ele é o próprio Criador, não tendo princípio nem fim, tem, contudo, eternidade passada e futura, perdendo, por amor ao ser humano, a completa eternidade, pois, com Sua morte, foi subtraído apenas três dias de Sua eternidade, para assim, devolver ao pecador a possibilidade de viver eternamente!
                  Por esse motivo é que Jesus, com propriedade, se apresenta para a igreja de Filadélfia e, também às demais igrejas com o título sublime 'o Santo'!
            Na força desse título Ele convoca toda criatura humana a ser Seu imitador. "Mas, como é Santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" I Pedro 1: 15.
           Amigo leitor, você não gostaria também ser identificado como propriedade exclusiva de Cristo Jesus, tendo uma maneira santa e agradável de viver?
                Então te achega a Ele, pois, Jesus nunca te lançará fora, nem te abandonará!

O QUE É VERDADEIRO - Alguns anos antes, João presenciara o Messias afirmar que Ele não possuía a verdade, mas, positivamente, era a própria verdade; "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim" São João 14: 6.
           Agora, fazendo uso de Sua sinceridade, Ele confirma ser autêntico e sincero, portanto, nEle podemos confiar, pois, não existe na Sua pessoa, fingimento, portanto, é verdadeiro.
            Por ser verdadeiro, Cristo venceu o mundo e as hostes satânicas, por isso mesmo, é digno de nossa confiança, respeito e louvor.
              Cada pessoa deve imitar Cristo, para poder ser santo e verdadeiro, contudo, isso só será possível, se a criatura humana estiver com Jesus, pois, sabemos que Ele está conosco todos os dias. "Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado, e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" Mateus 28: 20. 



O QUE TEM A CHAVE DE DAVI -  Jesus afirma para o profeta João, que está de posse da Chave de Davi, esse verso arremete o estudante para a profecia de Isaías, que trata a respeito de Eliaquim.
        Conforme a história eclesiástica, o Senhor destituiu de forma ignominiosa a Sebna, tesoureiro e mordomo, colocando em seu lugar Eliaquim.
          Os pertences de Sebna, a túnica,  símbolo do poder, bem como a correia, à qual se prende a espada, e se firma a haste da bandeira, foram colocadas sobre Eliaquim, repassando para este servo do Senhor, o domínio sobre Jerusalém e Judá.
              Então, foi colocada a chave da casa de Davi sobre sua responsabilidade, com essa chave, o que Eliaquim viesse a abrir, ninguém fecharia, e o que ele fechasse, ninguém abriria.
         A posse dessa chave nas mãos de Jesus é prova da garantia que a porta que Ele abriu no Calvário, enquanto em período de graça, ninguém, nem poder algum, seja por parte da humanidade ou das hostes satânicas, haverá de fechar.
               Nem quando a porta da graça se fechar, seja de forma individual, através da morte, ou mesmo de forma geral, a escolha que cada criatura tomar em vida, estará assegurada, seja para a morte, ou vida eterna, pois, Cristo está de posse da chave de Davi!
              A chave de Davi é símbolo do poder de Cristo de abrir e fechar a porta do reino, levando em consideração a escolha que cada ser humano faz, vida ou morte, no entanto a orientação de Cristo é para se escolher a vida para viver eternamente! "Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente" Deuteronômio 30: 19. 



O QUE ABRE, E NINGUÉM FECHA, E FECHA, E NINGUÉM ABRE - Tem-se falado muito entre as denominações que Cristo, de posse da chave de Davi, tem autoridade para abrir, fechar e conduzir com sucesso o plano da redenção.
                    No entanto, da forma que algumas denominações têm divulgado, deixa um estranho odor, que Jesus manuseia a maçaneta da porta da oportunidade de cada indivíduo, conforme Seu bel-prazer, eliminando da criatura humana, seu livre arbítrio!
          Contudo, a mim me parece que este não é o ensinamento contido nas Escrituras Sagradas, Cristo mesmo enfatizou a João que, apesar de ter a chave que tudo abre e, tudo fecha, Ele, todavia, apenas bate na porta do nosso entendimento e, espera que cada criatura humana, abra ou, fique conversando com Jesus, mas não dê entrada ao Mestre! "Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele Comigo" Apocalipse 3: 20.
         A chave de Davi, não tira de Cristo Jesus a Sua coerência, como franquear a entrada para alguém que não queira a eternidade, nem vetar o acesso para quem faz por onde!
               Nenhum poder se antepõe à nossa escolha, pois, faz parte do querer da Divindade, quando no princípio, nos capacitou para que pudéssemos decidir sobre a nossa condição espiritual!
                Essa porta só se fecha com a permissão de Cristo, ela tem sido obstruída, sempre quando alguém morre, pois, para essa pessoa, sua porta da oportunidade foi trancada. No entanto, ela se fechará de forma geral, antes da volta de Cristo, conforme a parábola das dez virgens! "E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta" Mateus 25: 10. 
                Querido leitor, infelizmente não sabemos a que hora a nossa porta da graça se fecha, por isso mesmo, o Oráculo Revelado de Deus aos Homens, as Sagradas Escrituras, nos orienta a estar, constantemente, interligado com Cristo, para quando a nossa porta da graça se fechar, possamos estar preparados para o encontro com Deus e Jesus nos ares! "Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação: eis aqui, agora o tempo aceitável, eis aqui, agora o dia da salvação" II Coríntios 6: 2.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

IDE - Carta à Igreja de Filadélfia

CARTA À IGREJA DE FILADÉLFIA

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


                
              Uma vez observada com minúcia, examinando cada parte constituinte do período representado pela igreja de Sardo, necessário se fazer o devido exame de cada porção da fase subsequente, que sintetiza a postura espiritual de cada indivíduo que vivenciou aquela época, para assim se inteirar das forças que influenciaram de forma positiva e, ou negativa, que justifique a tomada de posição de cada criatura, compreendendo sua natureza e suas funções em meio à capacidade de poder interferir no comportamento e desenvolvimento da sua vida e dos semelhantes.
                Para tanto, necessário se faz conhecer os versos a serem analisados; "7 E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre; 8 Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a Minha Palavra, e não negaste o Meu nome.9 Eis que Eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem; eis que Eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés e saibam que Eu te amo. 10 Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. 11 Eis que Eu venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. 12 A quem vencer, Eu o farei coluna no templo do Meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do Meu Deus, e o nome da cidade do Meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do Meu Deus, e também o Meu novo nome. 13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" Apocalipse 3: 7 - 13.            



CONHECENDO HISTORICAMENTE A CIDADE DE
FILADÉLFIA




          Retrocedendo vinte e um séculos, continuemos nossa viagem imaginária, utilizando a estrada imperial, na Ásia Menor, rumo a Filadélfia, que era uma antiga cidade da Lídia, situada a duzentos metros do nível do Mediterrâneo.
          Será, uma caminhada, conforme nosso cicerone, repleta de belas paisagens, onde percorreremos a pé, cerca de vinte e sete milhas!
   Após essa informação, procurei, imediatamente, transformar milhas em quilômetros, ao descobrir, procurei dosar minhas forças, pois, teríamos um pouco mais de quarenta e três quilômetros a avançar até nosso objetivo.
             Ao nos aproximar de Filadélfia, nome que significa 'amor fraternal', nosso guia, de forma prestativa, nos informa que, a mesma, foi edificada sobre uma parte do monte Tmulos. 
            Pudemos confirmar com os nossos próprios olhos que ela foi construída na bela, fértil e bem regada planície do Hermus.
              Essa cidade foi idealizada por Átalo Filadelfo, rei de Pérgamo, para difundir a cultura grega na Lídia e na Frígia. Ela foi fundada por volta de 150 a.C.
              Rapidamente ela se notabilizou, por ser bem edificada e se destacar comercialmente, ficou conhecida pelo epíteto de Pequena Atenas.
        Filadélfia recebeu esse nome em homenagem à lealdade do Rei Átalo a seu irmão mais velho, Eumenes II, que o precedera no trono de Pérgamo. Essa cidade celebrizou-se pela sua religiosidade, destacava-se o culto pagão ao sol, que detinha altares e templos.
       Quando João, o vidente de Patmos, escreveu o Apocalipse, no limitar do século I, o cristianismo estava em franca efervescência nessa localidade!
       Filadélfia foi edificada numa região propensa a terremotos, tornando-os um fato comum e ocorriam amiudadamente repetido.
              Um destes terremotos, no ano dezessete da nossa era, que a destruiu quase que totalmente, causou tanto pânico a seus habitantes que muitos deles se evadiram vivendo fora de seus muros e, não mais voltando. O interessante nesse incidente, é que em meio às ruínas, uma solitária coluna, permaneceu incólume de pé.
           Somente com a intervenção de Tibério que reedificou a cidade, fez com que uma grande parte de seus habitantes voltasse a ocupar o local como sua residência.
    Além dos terremotos naturais, Filadélfia foi tremendamente abalada no século XV, mais precisamente em 1402, por Tamerlão, que a destruiu, contudo, essa cidade conseguiu escapar, superando os obstáculos.
                Seu poder de sobrevivência era tamanho, que ela foi a última cidade da Ásia Menor a cair nas mãos dos turcos, isso em 1390.
                Na atualidade a cidade de Filadélfia é conhecida pelo nome turco de Allah-Shehr, que significa Cidade de Deus, no entanto, há quem afirme que esse nome exprime 'a cidade avermelhada', por conta do solo vulcânico de cor vermelha, em que a cidade foi edificada!        


CONHECENDO A IGREJA DE FILADÉLFIA




          A Comunidade Cristã de Filadélfia, conjuntamente com a Igreja de Sardo, só foi mencionada no Oráculo Revelado de Deus, pelo discípulo amado, João, o profeta do Apocalipse.
     Em nenhum outro livro das Sagradas Escrituras, se encontra referência sobre essas duas Igrejas, o que leva a crer que o cristianismo alcançou o corpo social dessas cidades, após o derramamento do Espírito Santo sobre os apóstolos e, discípulos de Cristo!
         Provavelmente como fruto das viagens missionárias do apóstolo Paulo. Isto, pelo fato da inexistência de informação de que Cristo tenha visitado estas duas comunidades, quando esteve peregrinando na região da Palestina!
        Como não existe alusão, ou mesmo referência vaga ou indireta sobre o comportamento espiritual ou, mesmo moral, das criaturas humanas dessa igreja em estudo, resta-nos comentarmos a desenvoltura dos cristãos que vivenciaram o período representado pela Igreja de Filadélfia!
           Essa carta cobre o sexto período da igreja cristã, que vai desde a queda das estrelas, que pode simbolizar o fim do período de supremacia papal, que é o início do fim, no ano de 1833 até o ano de 1844. Certamente existem diversas outras datas limítrofes, para esse período, variando, conforme a explicação de cada intérprete do tempo!
           Como se percebe, nesta fase, os seres humanos se envolveram por completo no estudo das profecias bíblicas, fato que gerou do Senhor apenas conselhos e promessas, não encontrando nenhuma reprimenda nem reprovação, como aconteceu também com a época representada pela igreja de Esmirna.
           Fica bastante evidenciado que este foi o menor período de tempo, dentre todas as igrejas, o que pressupõe, que passado esse curto espaço de interesse coletivo, algo marcante aconteceu, que mudou a atitude da maioria dos cristãos, delimitando essa faixa cronológica!    
          A Igreja de Filadélfia foi alvo, por parte do Senhor Jesus, o Revelador do Apocalipse, de rasgados elogios, contudo, Cristo dá-se a conhecer de forma muito solene e sublime, demonstrando a imponência majestosa, enfática e, não menos pomposa de Sua pessoa.
        Por um momento, ou seja, durante esse diminuto período de tempo, os seres humanos atenderam positivamente aos reclamos do Senhor, abandonando a apostasia, havendo assim, um visível crescimento espiritual.
          Filadélfia, que significa Amor Fraternal, encaixa-se, perfeitamente, com o sentimento nutrido pela grande maioria da população que, expressava uma estreita e indivisível amizade entre as pessoas, demonstrado que o sentimento geral era de uma excelente irmandade!
          Essa época foi um sinal distintivo de função, dignidade, nobreza e irmandade, que se harmonizava integralmente com o caráter das pessoas, que vivenciavam e estremeciam de copioso amor mútuo, ansiando, principalmente, o retorno de Jesus Cristo.
        Povo que tinha ímpeto e ardor fervoroso pelos pecadores e, erguia a voz clamando e alardeando com veemência, fazendo ver que era necessário um rigoroso e completo preparo para receber o Senhor da glória, que viria comandando a grande procissão celestial, para buscar os Seus!
         Assim, paulatinamente ia engrossando as fileiras daqueles que estraçalhavam seus próprios corações, para descobrir seus defeitos, buscando em Jesus, um coração puro com espírito inabalável, fato que os entornava de paz, amor e gozo! Este era o sentimento do povo; "cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito inabalável" Salmos 51: 10.
          Naquele período se verificou a mais extraordinária demonstração de reavivamento, jamais experimentado na história da humanidade!
            Que algo semelhante possa estar acontecendo conosco, nesse exato momento e, possamos, na iminência da vinda de Deus e volta de Jesus, alçar bem alto as nossas vozes declarando; "eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação gozaremos e nos alegraremos" Isaías 25: 9.
                   Que assim seja, e Deus nos abençoe!