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sábado, 22 de março de 2014

IDE - Carta à Igreja em Esmirna

CARTA À IGREJA EM ESMIRNA

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




Uma vez analisada de forma sucinta a carta dirigida à igreja de Éfeso, vamos agora, gastar tempo em aplicar a mente no diligente estudo da epístola direcionada à igreja que está em Esmirna.
              Tendo sempre em mente que estas missivas são instruções de Deus, enviadas por Jesus Cristo, com mensagens proféticas, aplicadas a sete períodos específicos da história universal. O período de tempo simbolizado pelas sete igrejas vai desde João e, desenvolveria progressivamente até a volta de Cristo e vinda de Deus!
Devemos, também, estar atentos ao pequeno detalhe de que esses períodos não são delimitados por datas exatas, podendo haver uma flexibilidade entre o fim de um período e o início do outro.
Assim, o primeiro período, o da igreja de Éfeso, vai desde João, o vidente de Patmos, aproximadamente do ano 31 até, mais ou menos ao ano 100, por ocasião de sua morte. Já a igreja de Esmirna compreende desde o ano 100 até o ano 313 quando Constantino assinou o edito de tolerância de Milão, que estabelecia direitos iguais para todas as religiões.
Esta foi uma fase de horrendas perseguições do Império Romano contra os cristãos que foram sumariamente queimados vivos, decapitados, entregues às feras no circo romano, dentre tantas outras perversidades!
Essa comunicação, direcionada a Esmirna, também tem por objetivo produzir a edificação espiritual de todo habitante da terra. Tomemos, portanto, conhecimento dos versos que descrevem esta importante mensagem, contida no Apocalipse no capítulo dois, desde o verso oito até o onze!

8 E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu;
9 Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
10 Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
11 Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da Segunda morte.


CONHECENDO HISTORICAMENTE A CIDADE DE ESMIRNA

Vamos tentar resumir ao máximo o contexto histórico de Esmirna, nos atendo, principalmente, ao período a ela compreendido.
Antes, porém, informemos o que ela hoje representa. Na atualidade ela é chamada Izmir, na moderna Turquia, sendo uma das mais conceituadas cidades da Ásia Menor.
Izmir é uma cidade portuária, está situada à entrada dum golfo que avança 50 km, continente adentro, seu porto é protegido por montanhas circunjacentes. Izmir é um dos mais importantes centros comerciais da região. Ela está situada num fértil vale do Rio Meles, tem fácil acesso a importantes cidades, tais como Pérgamo, Sardes e Éfeso. Dentre as sete cidades, citadas por João no Apocalipse, é a única ainda existente hoje como cidade forte.
A primitiva cidade foi fundada ao norte da atual Izmir. Desde cerca de 1.100 AC, conforme alguns historiadores, outros asseveram que foi edificada em 1312, por Tesêo, este batizou a cidade com o nome de sua esposa, é, portanto, uma das mais antigas cidades do mundo e fica cerca de sessenta e cinco quilômetros ao norte de Éfeso, conforme alguns historiadores, no entanto, outros afirmam que a distância era cerca de cinquenta e dois quilômetros.
Sua beleza era tamanha que Antígono em suas medalhas declarava-a ‘a primeira pela beleza’.  No tempo de S João ela tinha o título de ‘Ornamento da Ásia’, estava edificada numa eminência de 180 metros. A cidade circundava o Monte Pago, em cujo topo havia uma espécie de cofre estofado para recolher oferendas à divindade Nêmese. Ao se observar de longe, o seu horizonte se assemelhava a uma coroa, por isso era identificada como ‘a cidade da vida’.
Para justificar o cognome de ‘a cidade da vida’, ela foi destruída pelo rei de Sardis, Alliates em 628 A.C., mas ela ressurgiu do pó e, fez-se preponderante entre as cidades da Ásia Menor. Dolabela, no século I destruiu-a, contudo, ela rapidamente se ergueu de suas ruinas. Essa cidade sofreu vários incêndios, todavia resistia heroicamente, por seis vezes foi destruída por terremotos, mas ao final ela sempre soerguia.
‘A cidade da vida’ foi conquistada pelos seldjúcidas em 1084 e retomada pelos gregos em 1097; os otomanos a subjugaram em 1322; foi dominada pelas forças das armas dos hospitaleiros, dos cipriotas, e das tropas da Santa Sé em 1341; foi saqueada em 1402 pelas tropas de Tamerlão e por fim conquistada vinte anos mais tarde pelos turcos. Por toda essa trajetória ela faz jus ao título ‘a cidade da vida’.
Politicamente Esmirna era uma cidade notável, ela foi escolhida pelos romanos como sede em todas as guerras civis, e tornara-se um dos grandes centros de adoração a César.
Foi povoada por colonos gregos, inicialmente por eólios e posteriormente por jônios. A cidade foi dominada por povos estrangeiros tais como os lídios, persas, ou turcos, no entanto, a maioria de sua população era grega. No decorrer da história, Esmirna tornou-se uma das mais importantes, bem como pitorescas cidades da Ásia Ocidental.
Nenhuma cidade sofreu tantos cercos, massacres, terremotos, fogo e praga que Esmirna, entretanto, ela subsiste ainda hoje como uma próspera e populosa cidade da Turquia.

CONHECENDO A IGREJA DE ESMIRNA

Em sua totalidade, as Sagradas Escrituras, somente no Apocalipse, faz referencia à igreja de Esmirna. Provavelmente foi Paulo, através de sua Terceira Viagem Missionária, durante os três anos que passou em Éfeso, que deu origem a igreja de Esmirna, conforme as evidências contidas no livro de Atos. “E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos”. Atos 19: 10. “E, depois que cessou o alvoroço, Paulo chamou a si os discípulos e, abraçando-os, saiu para a Macedônia. E, havendo andado por aquelas terras, e exortando-os com muitas palavras, veio à Grécia. E, passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedônia”. Atos 20: 1 – 3
Ao analisar historicamente o período referente à igreja de Esmirna, vamos perceber claramente que o relato é uma vívida conexão, para os habitantes do mundo hodierno, que apregoam que o sucesso das obras da carne, são evidências de que o indivíduo está em estreito relacionamento com Cristo.
O que se percebe é que nem sempre é verdadeira essa premissa! Pelo contrário, ser um seguidor genuíno de Jesus, geralmente provoca consequências adversas, pois, muitas vezes, a cruz, pobreza, perseguição, encarceramento, aflige a população cristã. Foi exatamente assim no período da igreja de Esmirna!



Eusébio, testemunha ocular, narrou esses fatos horrendos da seguinte forma: ‘Vimos com os nossos próprios olhos como as casas de oração eram arrasadas ao chão e como as Escrituras eram consignadas às chamas... Vimos (em Tebas) inúmeros morrerem num dia. Alguns foram queimados, outros foram decapitados, de modo que a espada assassina ficou cega e mesmo se quebrou, e os próprios carrascos ficaram cansados e tiveram que revezar-se’ – Ecclesiastical History (História Eclesiástica), vol. 8, capítulo 2.


O certo é que, na sua maioria, os cristãos da atualidade, também são economicamente pobres ou estão em condição social desfavorável!
Portanto, não fique surpreso se no futuro próximo, esses cristãos venham ser tratados severamente, pelos seus atuais irmãos, aqueles com melhores condições sociais, que também se arvoram de cristãos, no entanto, se prestarão como instrumentalidades do inimigo das almas, para perseguir, oprimindo até a morte!  Fato que já acontece em alguns países do oriente, com mentalidade religiosa radical!
É interessante notar que o nome Esmirna significa ‘cheiro suave’ proveniente de ‘mirra’ uma resina aromática, derivada de ‘muron’, que é uma substância de odor aromático e amargo, usada largamente, naquele período, no embalsamento dos mortos.
A experiência vivenciada pela igreja de Esmirna, que passou por amarga perseguição, ao invés de destruí-la, se bem que milhares de pessoas foram sacrificadas, no entanto, o preço de suas vidas, foi recompensado, subindo aos Céus como ‘aroma agradável a Deus’.
Durante esse período os imperadores romanos não reconheciam a legalidade do cristianismo, além de que, ajudaram e favoreceram a perseguição e, até legalizavam o extermínio dos cristãos.
Sendo assim, os cristãos foram perversamente atacados durante os reinados da maioria de seus imperadores. Pelo menos oito desses governadores se destacaram como impiedosos perseguidores, foram eles: Trajano (98 – 117), Adriano (117 – 138), Tito Antonino Pio (138 - 161), Marco Aurélio (161 – 180), Setímio Severo (193 – 211), Décio Trajano (249 – 251), Valeriano (253 – 260) e a famosa perseguição de Diocleciano, iniciada em 303 só terminando com o reconhecimento do cristianismo como religião legal do Império pelo não menos famoso Edito de Milão, promulgado por Constantino em 313 A.D.
Satanás, não podendo destruir a Cristo, faz convergir de modo intenso e exclusivo, com fúria diabólica, contra os adoradores cristãos, muitos deles, se refugiaram sob as colinas, fora da cidade de Roma, nas catacumbas. Ali eles cultuavam a Deus reverenciando Seu Filho Jesus!
Era ali, convivendo com os mortos, que esses cristãos sepultavam seus entes queridos, e ali, no abrigo dos mortos, eram protegidos e mantidos vivos, quando suspeitados e perseguidos!
Por isso, historicamente o período de Esmirna ficou conhecido como igreja das catacumbas, devido à dolorosa experiência que os cristãos tiveram de passar por causa da perseguição imperial.  Os seus sofrimentos, propiciaram ao mundo o mais rico perfume do Céu.
Quantos não haverão de ressurgir, desses escombros putrefatos e mal cheirosos, para, num momento, se tornar em cheiro suave e agradável às narinas do Onipotente Deus, quando Cristo voltar?
Por todos esses indicativos, nenhum outro nome poderia simbolizar melhor essa época!
Lembre-se, se você realmente quer usar a coroa da vitória, saiba que ela é consequência de sua participação nos conflitos religiosos da atualidade.
Assim como Jesus, através do sofrimento advindo da perseguição, temos que nos aperfeiçoar.
Cristo não teve uma vida de comodidade, assim também, não devemos esperar em nós, uma vida de indolência! Haveremos sim, para tomar posse da coroa da vitória, de esforçar e trabalhar para conquista-la!
A vida de Cristo foi pautada de muita e contínua abnegação, sofrimento e sacrifício. Se nós declaramos ser seguidor do Mestre, devemos ter em mente que haveremos de enfrentar os mesmos obstáculos que Ele vivenciou e venceu!
Se o mundo encontra-se obscurecido pelo pecado, saibamos que uma nuvem ainda mais densa e enegrecida haverá de escurecer ainda mais esse planeta. Somente poderá caminhar com segurança, em meio a essa negritude, quem vê com o olhar advindo do Alto Céu, Cristo Jesus!



A fidelidade de Cristo até a morte e Sua subsequente ressurreição é a base da certeza dos cristãos, e prova que a perseguição que, por certo, haveremos de sofrer, não é vã. O Jesus ressurreto nos encoraja, em meio ao sofrimento, a demonstrar a nossa fé!
É interessante a revelação que Jesus faz de Si mesmo, como Alguém que esteve morto e reviveu, quando se identifica para a igreja de Esmirna.

Essa declaração me faz refletir, vindo a possibilidade de também significar que, apesar dessa pronunciação ter se cumprido, desde os ano 100 até aos 313, ou seja, ter padecido na historia, ainda assim, irá ressuscitar as adversidades, nesses dias atuais, por isso devemos nos preparar e extrair força das chagas de Jesus!

Além de que, reflete com propriedade o que os cristãos foram e, principalmente deverá ser, nos dias atuais, quando em meio aos dissabores da vida, deve exalar uma fragrância agradável para Cristo Jesus!



sexta-feira, 14 de março de 2014

Janela Poética - DEUS CRIADOR

DEUS CRIADOR
Educador Glauco César




Deus fez o Céu, fez o mar,
fez a vida, enfim,
fez a Terra pra mim!

Deus também fez a andorinha,
fez a pomba pequenina,
o pintassilgo e o colibri!

Deus também é Criação,
ao pecador dá perdão
e vida para usufruir!

Feliz quem souber amar,
esse Deus Criador
do Céu da Terra e do mar!














sexta-feira, 7 de março de 2014

IDE - Cristo a Nossa Fé, é Também a Árvore da Vida!

CRISTO, A NOSSA FÉ, É TAMBÉM A ÁRVORE DA VIDA!

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.





AO QUE VENCER – O Espírito esclarece que somente o vencedor é que terá direito ao fruto da árvore da vida. Como podemos observar, apesar de que o livro do Apocalipse, seja direcionado, indistintamente, para todos, entretanto, quando o revelador se refere aos vitoriosos, não é sem motivo racional que o faz isoladamente, somente para aquele que individualmente vencer. Portanto, se você quiser herdar a vida eterna, tem que, em vida, se tornar vencedor! 


                  Esta afirmativa nos informa que apesar de Cristo ter dado, gratuitamente, a salvação, ao morrer na cruz do Calvário, para todos, somente aqueles, que individualmente os aceitam, é que tomarão posse da salvação.
              Os demais, mesmo estando com a salvação garantida, preferem rejeitar esta oferta de Cristo, fazendo sua escolha, ao lado da perdição.  Jesus aceita como legítima, qualquer escolha, tanto para a vida, como para a morte eterna. Tornemo-nos, portanto, vencedores!
        Sabemos que os efesianos, necessitavam recuperar, rapidamente o seu primeiro amor, para isso deviam vencer suas tendências naturais. Eles acreditavam que suas realizações eram obras que tendiam para a vida, no entanto, na busca de boas obras, eles perderam de vista o amor.
              Esta era a vitória que eles necessitavam! O retorno ao primeiro amor, assim como, esta é também a vitória que necessitamos em nossa vida, o verdadeiro amor, o retorno às coisas de Deus, pois, Deus é amor. I João 4: 8.
              No entanto, muitos renomados estudiosos, acreditam que esta vitória dar-se-á tão somente no reino de Deus. Não meus queridos, esta é uma promessa para hoje, como foi para a Igreja de Éfeso, senão, de nada adiantaria para reintegração absoluta do homem no convívio com seu semelhante, bem como, com o Divino.
             O homem necessita, após obter o primeiro amor, ser vitorioso sobre toda tentação, orgulho, egoísmo, as maldades do mundo, bem como, sobre toda má palavra e ação, e é aqui neste mundo que haveremos de vencer, pois no vindouro não haverá nada disso, nenhuma maldade, uma vez que seus habitantes não terão defeitos de caráter para ser corrigido.
             Portanto, apesar de que a vitória deva ser de caráter individual, se o homem não estiver respaldado no poder revitalizador da paz, de forma alguma conseguirá obter a vitória final. Por isso mesmo, Cristo está constantemente a nos ofertar Sua experiência, ânimo e poder. Confirme em João 16: 33 que relata assim: “Tenho-vos dito isso, para que em Mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo.” Jesus, é a nossa garantia de vitória.
                João, o discípulo amado, na sua primeira epístola, no verso quatro do capítulo cinco relata que “todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”
             Para bem compreendermos este verso, e dele tirarmos todo proveito necessário para nosso aprimoramento espiritual, necessitamos, antes que mais nada, entendermos em sua total plenitude o que é a nossa fé, ou numa colocação mais racional, quem é a nossa fé?
           Numa análise descuidada, poderíamos chegar facilmente a débil conclusão: em nós existe uma força capaz de vencer o mundo, bem como os ardis do pecado, e por extensão, o próprio pecado. A esta força, chamamos de fé.
                     Se assim fosse, o homem, por si só, seria capaz de destronar o pecado de sua vida, e não necessitaria da intervenção do Filho de Deus. Cristo seria então, na melhor das hipóteses, uma carta figurativa, no processo emaranhado do pecado, portanto, desprezível.
                   Alguns querem crer que no livro de Hebreus, que provavelmente tenha sido escrito por Paulo, intermediado pelo Espírito Santo, tenha uma definição que fundamenta a fé como algo intrínseco do homem, o que não é verdadeiro, pois, na realidade o verso em pauta, trata a fé como o firme fundamento. Sabemos que o fundamento é Cristo!
             Analisemos com racionalidade, aquilo que está descrito em Hebreus 11: 1, que relata assim: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.”
                Bem sabemos que o cristianismo está fundamentado em Jesus, a pedra angular. “porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” I Coríntios 3: 11.
                     Sendo assim, o firme fundamento, que Paulo fala em Hebreus, não é a nossa confiança em Jesus, e sim, o próprio Cristo, que é o único fundamento, que como cristãos, possuímos.
                  Acreditamos, e é verdadeiro que, a fé, não é uma parte nossa, mas, cremos piamente que a Fé é uma pessoa, sendo esta pessoa, Cristo Jesus.
                    Paulo, escrevendo aos Gálatas e complementando aos Efésios, esclarece-nos que Cristo, a nossa fé, haverá de manifestar, com o objetivo de nos salvar. Confirme em Gálatas 3: 23 e Efésios 2: 8. “Mas, antes que a fé viesse, (antes que Cristo viesse) estávamos guardados debaixo da Lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar” (a fé que se havia de manifestar é Jesus). “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; (por meio de Cristo) e isto não vem de vós; é Dom de Deus.”  (Jesus é o Dom de Deus para salvar o homem) Grifo nosso.
                    Por isso, meu querido leitor, a nossa confiança está em Cristo Jesus, nossa fé. É de bom alvitre lembrar que, quem tem fé, o tem em alguém, no nosso caso, depositamos nossa confiança, unicamente em Jesus.
            É por intermédio dEle que somos mais que vencedores, pois, Cristo é a própria Fé, é o que I João 5: 4 nos garante: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: A nossa fé.”
                       Jesus, então, esclarece-nos quem é que vence o mundo. João 16: 33. Observe: “Tenho-vos dito isto, para que em Mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu (Cristo Jesus) venci o mundo.” Estas são as palavras inequívocas de Cristo.
           Sendo assim, Cristo é um em todos, todos têm a mesma fé.
         Todos nós possuímos a mesma fé, e sabemos que Jesus age com a mesma intensidade em todos. Jesus é indivisível, e está em todos e por todos! Portanto é o mesmo Jesus, a mesma Fé ajudando a toda criatura. Efésios 4: 5. “Um só Senhor, uma só Fé,( um só Cristo) um só batismo.” Grifo nosso.
        Que maravilha é a misericórdia de Cristo, pois, nos propicia a certeza de que, se confiarmos nEle, certamente haveremos de conquistar a vitória sobre o pecado, e galgaremos o pedestal que conduz-nos à vida eterna.
         Que esta experiência seja, tanto a minha quanto a tua, meu amado leitor.
      Portanto, necessitamos, a cada instante, quando assediado pelo pecado, continuar a vencer, persistindo na vitória. Esta deve ser uma batalha frequente no nosso dia-a-dia.
     É certo, que nessa exercitação, haveremos de deparar e combater os falsos apóstolos e mestres, aqueles mesmos, que estão a oferecer os saborosos frutos da árvore da sabedoria humana, que na maioria das vezes, tais frutos, apenas, nos distam cada vez mais da árvore da vida!



DAR-LHE-EI A COMER DA ÁRVORE DA VIDA QUE ESTÁ NO MEIO DO PARAÍSO DE DEUS – É interessante analisarmos esta porção do versículo, por dois ângulos diferenciados, e não, necessariamente, discordantes.




Façamos, então, a primeira decomposição, que chega a ser mais facilmente compreendida.
Ao vencedor é prometido que há de comer da árvore da vida que cresce no meio do paraíso, ou jardim de Deus.
Como bem sabemos, esta árvore, encontrava-se, originalmente, no meio do Jardim do Éden, ao que parece, a Bíblia não menciona, contudo, existem evidências de que a árvore da vida encontra-se agora no Céu.
Quando o homem pecou, ele foi proibido de comer do fruto da árvore da vida, justamente para não perpetuar por toda eternidade o germe do pecado, sendo, esta proibição, mais uma manifestação da misericórdia, bem como, uma demonstração do amor de Deus pela humanidade!
Como seria doloroso, por exemplo, uma pessoa, sofrendo as dores de um câncer, em fase terminal, condenada a permanecer padecendo por toda eternidade, sem ter o refrigério do descanso no sono da morte!
Foi, justamente, para impedir que o pecado se eternizasse que, Deus colocou querubins para guardar o caminho da árvore da vida, conforme relatado em Gênesis 3: 24 que reza assim: “E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida”.
Pelo que sabemos, a Bíblia não esclarece nem ao menos relata, que nem a árvore da vida, nem muito menos o Jardim do Éden, ou seja o Paraíso, tenha sido transferido para o Céu, contudo, como dissemos, há evidências desse fato.
Ao que parece, foi justamente isto que aconteceu, o bendito lugar donde é expulso o homem, não foi aniquilado, nem muito menos abandonado à desolação e consequente ruína, mas retirado da Terra, sendo entregue aos cuidados das criaturas celestiais, com o objetivo de num futuro promissor ser restituído ao homem remido.  Conforme descrito em Apocalipse 22: 2. “No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.”
Hoje, no entanto, a árvore da vida encontra-se, como diz o verso ora analisado, no meio do paraíso, ou jardim de Deus, localizado no terceiro Céu.
Paulo, então esclarece que justamente aí, no terceiro Céu, encontra-se o paraíso, já no verso em estudo, fica evidenciado que no meio deste paraíso, encontra-se a árvore da vida. O que nos permite, por analogia, concluirmos que, tanto o Jardim do Éden, ou Paraíso, como a árvore da vida, foi transportado para o terceiro Céu.
Perceba a afirmativa de Paulo em II Coríntios 12: 2 e 4, relata assim: “Conheço um homem (referindo-se a si mesmo) em Cristo que, há catorze anos (se no corpo, não sei; Deus o sabe), foi arrebatado até ao terceiro céu... ...foi arrebatado ao paraíso.”
Neste caso, o vencedor, só terá direito ao fruto da árvore da vida, depois de remido, ou seja, no futuro eterno.
No entanto, o pecador, necessita vencer todas as mazelas do pecado no seu cotidiano, e como vencedor, precisa receber, após cada conquista, os louros da vitória, que neste caso é o fruto da árvore da vida.
Neste esclarecimento, o vencedor não receberia seu prêmio de imediato, que por certo o animaria para as vitórias futuras. A menos que, conjuntamente a esta interpretação, associemos, outra, que por certo, galardoaria o vencedor, no momento, não só da vitória, mais, sobretudo em todos os instantes de sua luta contra o mal.
Vejamos, então, esta compreensão, que por certo, nos auxiliará, animando-nos a cada momento de nossas vidas.
Esta é uma maravilhosa promessa de bênção, não necessariamente para o futuro no reino restaurado, mas, sobretudo é um misericordioso favor divino para o nosso cotidiano, tornar-se participante de Cristo – a Fonte Pura de todo o prazer, sendo Ele próprio a própria Árvore da Vida.
Neste outro entendimento, a Árvore da Vida, seria também, um emblema de Jesus, e, se demorarmos nesta compreensão, se perceberá quão exata será esta interpretação, onde aprenderemos a fazer uso do Paraíso, e, como poderemos a cada instante fortificarmo-nos usufruindo do produto da Árvore da Vida que, encontra-se, substanciado em Cristo!
Para que fique bem delineado em nosso entendimento, necessitamos ter em mente que o Paraíso é o lugar de delícias. Num aspecto mais restrito, o Paraíso é a morada de Deus, pois, só existem delícias onde encontramos o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Você, caro leitor, poderá até surpreender-se em seus pensamentos e, concluir: Deus, na pessoa da Trindade, está em todo lugar e tempo no mesmo tempo, pois, só a Trindade possui ubiquidade, sendo assim, o Paraíso estaria onde a Trindade se encontra, ou seja, em cada ser humano.
Pois bem, este raciocínio está corretíssimo.
No entanto, ao vencedor é dado o privilégio de alimentar-se do fruto da Árvore da Vida que se encontra no meio do Paraíso de Deus.
Perceba, se o Paraíso de Deus que é a própria Divindade, sendo ela composta do Pai, Filho e Espírito Santo, facilmente divisamos a pessoa do Filho, que é Jesus, ocupando a parte central da Trindade, ou seja, encontra-se, análoga e exatamente no meio do Paraíso de Deus. 
É por isso, que Cristo é descrito como a única maneira, pela qual podemos desfrutar do Paraíso de Deus, por conseguinte, toda criatura que suplantar os atropelos do pecado, encontrará nos méritos de Jesus, o fruto que fortificará o pecador penitente, habilitando-o a permanecer ainda em animação, junto à Árvore da Vida, que é o próprio Cristo, desfrutando da atmosfera celestial do Paraíso de Deus, usufruindo do companheirismo do Espírito Santo e o amor do Pai!
Agora sim, fortificados em vida, podemos manter a certeza de que naquela manhã radiante, estaremos no Paraíso de Deus, na companhia da Trindade, comendo do fruto da Árvore da Vida, colhido e distribuído para a humanidade, por Cristo.
O Éden, bem como a Árvore da Vida, que um dia perdemos por conta do pecado, serão, finalmente, devolvidos à raça humana, como um eternal emblema do Paraíso de Deus.
Que eu e você, meu caro leitor, possamos fazer parte do grupo especial, que receberá das mãos de Deus o galardão da Vida Eterna.


Assim concluímos a análise sobre a igreja de Éfeso, que é direcionada a todas as pessoas que estejam vivas no tempo da oportunidade! Lembrando que hoje, é esse dia, devemos, portanto, fazer dele, único, para herdar a vida eterna!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

IDE - Não Permita Que a Avareza Esteja no Lugar de Deus, Dirigindo a Igreja!

NÃO PERMITA QUE A AVAREZA ESTEJA NO LUGAR DE DEUS, DIRIGINDO A IGREJA!

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



             Ao caminharmos na alameda aberta do capítulo segundo, depararemos com as instruções de Cristo, registradas no verso seis, que relata da seguinte forma: “Tens, porém, isto: que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais Eu também aborreço.”
               Deixemos que o Senhor derrame luz sobre nossa fronte, permitindo escorrer entendimento a ponto de encharcar a nossa mente de compreensão da mensagem ali contida.


ABORRECES AS OBRAS DOS NICOLAÍTAS, AS QUAIS EU TAMBÉM ABORREÇO – A Igreja apostólica não se intimidou ao se colocar em flagrante oposição às obras dos nicolaítas. Estes, por sua vez, diziam-se gnósticos cristãos, atribuindo idéias filosóficas gregas à Bíblia.
              Como todo gnóstico é em essência um cabalista, assim, todo nicolaíta tramava e conspirava contra a Palavra de Deus e o Seu povo.
                 Desta maneira, os nicolaítas tinham a Deus como um Gnomo, ou seja, um Espírito que preside a Terra e a tudo que ela contém, referendando sua filosofia no texto de Salmos 24: 1 que relata assim: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.”
                  Sendo assim, os nicolaítas diziam ter conhecimento sublime da natureza e dos atributos divinos. 
                  Não obstante, as obras dos nicolaítas não podiam ser aceitas pelo Senhor, uma vez que, literalmente adulteravam o entendimento da Palavra de Deus.
                  Pelo que sabemos, e assim extraímos dos ensinos bíblicos, o espírito só existe no físico, e Deus, como Espírito, tem também um corpo físico, contudo glorificado. Sabemos disso, uma vez que fomos criados à semelhança física de Deus. Confirme em Gênesis l: 26 que relata: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” Grifo nosso.
                  Quando o verso descreve a palavra imagem, está se referindo ao caráter ou espírito de Deus, a palavra semelhança está se reportando ao aspecto físico do Deus Criador.
                O Deus Criador, neste caso, é uma analogia às três pessoas que formam a Divindade! É, portanto, uma alusão ao Pai, de onde procede todo o poder e discernimento, ao Filho, que foi imbuído de executar toda obra Criativa, tornando-se o Verbo, ou seja, a Palavra em ação, e ao Espírito Santo, que juntamente com o Filho e o Pai se rejubilavam ao ver com que extraordinária precisão quase tudo, do nada, veio a existência, ao se ouvir as pronunciações do Filho de Deus, Cristo Jesus.
                 Igualmente, se fomos Criados à semelhança do Todo Poderoso, e se nós temos um corpo formado de cabeça, tronco e membros, semelhantemente, a Trindade também possui um corpo com essas características!
                Os versos catorze e quinze de Apocalipse dois, deixam transparecer que as obras dos nicolaítas eram idênticas aos pecados de Balaão. Os quais relatam da seguinte maneira: “Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem.
              Deste modo, tu tens também os que sustentam semelhantemente os ensinos dos nicolaítas.”
                    No entanto, se conhecermos os pecados de Balaão, automaticamente, estaremos divisando as obras dos nicolaítas.
                          Os pecados praticados por Balaão que foram narrados na Bíblia, eram: avareza; que nada mais é que um apego demasiado e sórdido ao dinheiro, fazendo com que o avaro nutra uma estranha mesquinhez ou mesmo um grande ciúme de seus bens. Hipocrisia; que é em essência um fingimento, ou seja, uma impostura de uma virtude, de um sentimento louvável que não se tem, com a finalidade de demonstrar uma falsa devoção. Idolatria; que é o amor demasiado aos objetos de culto, em detrimento aos objetivos, tornando-se, desta forma, um culto prestado a ídolos. Imoralidade; que é a prática de maus costumes, banindo as regras práticas e em seu lugar enxertando o sensualismo.
                   Se estes foram os pecados mais gritantes de Balaão, por conseguinte, estas eram as obras repudiadas por Deus, daqueles que se rotulavam de nicolaítas.
                 Hoje em dia, infelizmente, somos também culpados dos pecados dos nicolaítas, obvio que de uma forma muito mais sutil, e por isso mesmo muito mais perniciosa, e de difícil discernimento.
               Conforme alguns estudiosos, nicolaítas, é uma palavra que provém de dois vocábulos gregos que significam respectivamente: dominar e povo.
                  É justamente dentro do princípio de dominar o povo, que a Igreja atual, mais tem pecado.
                      Se observarmos atentamente, perceberemos com nitidez, que as religiões tradicionais estão gradativamente perdendo seus membros de forma até abrupta para as religiões carismáticas e populistas.
               É exatamente aí, na ânsia desesperada para não perder o controle dos membros, que desapercebidamente a igreja tem escorregado e cedido espaço às obras dos nicolaítas, tomando uma postura legitimamente própria, distanciando-se dos conselhos inequívocos do Pai.
                    Sem uma grande quantidade de membros, a igreja perde de alguma forma, meios para manutenção da igreja, para resolver este empecilho ela, deliberadamente procura adequar a igreja, com a vontade dos membros, ou seja, permite que a avareza esteja na direção da mesma no lugar de Deus.
                Agindo desta maneira, aquela postura rígida em prol dos princípios de Deus, vai gradativamente sendo abolida, tornando assim, a sua direção frívola e fingida, absorvendo o caráter hipócrita dos nicolaítas.
                    Numa outra postura, muito atual, este povo que se arvora de propriedade exclusiva de Deus, tem permitido que os objetivos simples e puros da Divindade, sejam substituídos pelos seus próprios anseios, elevando às tendências daqueles que se dizem fiéis, em detrimento ao positivo assim diz o Senhor, tornando-se desta forma, num verdadeiro idólatra, pois massageiam o seu próprio ego, apregoando, inclusive, ser esta a verdadeira e irrestrita vontade do Onipotente.
              Nesse aspecto da idolatria, existe uma forma idolátrica dentro das congregações cristãs tão perniciosa que, na maioria das vezes passa desapercebida.
                       Se idolatria é o apego desenfreado aos objetos de culto, em detrimento ao objetivo, vemos claramente esse fenômeno, na totalidade de nossas instituições eclesiásticas.
                    Você já se deu conta, de como enaltecemos as instituições, ou seja, as nossas denominações, ao passo que deixamos ao largo a pessoa impoluta de Cristo? Como nos esforçamos em apresentar nossa igreja (denominação) como a única igreja de Deus?
                    Esse fato acontece com todas as denominações. Você percebeu isso? Pois bem, isso é idolatria no mais alto grau! Mas, ela vem de forma tão sorrateira que nem tomamos ciência disso!
          É assim, que a igreja se encontra, envolvida deliberadamente numa imoralidade eclesiástica sem precedentes.
                  Por outro lado, o sensualismo das músicas mundanas penetrou não só, nos nossos templos, como se apoderou dos nossos pensamentos, banindo sorrateiramente, com a resistência de alguns poucos abnegados, que percebendo a sua fragilidade numérica, apesar de não concordarem, preferiram ficar em silêncio, permitindo que a imoralidade sensual, não só de nossos louvores, mas também dos próprios ritos ululantes, vociferassem doutrinas destoantes daquelas enaltecidas por Deus.
               Esta doutrina que a Igreja tem adotado é, na verdade, a doutrina dos nicolaítas, que Cristo Jesus condenou tão severamente.
         É nosso dever, enquanto ainda há tempo, reconhecer os nossos defeitos e pecados específicos, que tantas trevas e debilidades espirituais têm extinguido nosso primeiro amor e, por conseguinte, nos separado de Jesus.

               Aproveitando os umbrais abertos da Janela Profética, desfrutemos da claridade advinda do fulgurante resplendor do verso sete que descreve assim: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus”.

QUEM TEM OUVIDOS OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS – O principal propósito da mensagem apocalíptica que emana do Trono de Deus, perpassando por Cristo e transitando pelo anjo Gabriel, sendo, desta maneira, comunicada pelo Espírito Santo, é informar, instruir e advertir todas as pessoas que dela travarem conhecimento, tanto pela leitura como pela audição do que nela está contida, para conduzi-los à obediência da vontade do Onisciente.
                    Quando ouvirmos o que o Espírito diz às igrejas, e meditarmos racionalmente nas Suas instruções, ficaremos aptos para a vitória, estaremos prontos para saborear o fruto da “árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus“. Apocalipse 2: 7 up.
                Esta mensagem específica, não se restringe somente para a Igreja de Éfeso, pois, todas as pessoas em todas as épocas possuem ouvidos para ouvir. Entendemos então que esta promessa é direcionada para todos, de todos os períodos e localidades.
               Observe também que o Espírito fala às Igrejas, a todas elas, não somente a Éfeso, por isso, esta mensagem é, sobretudo, para nós que vivenciamos os derradeiros momentos da história da humanidade.
            Aqui, o Espírito se dirige às igrejas, porque as promessas de Deus destinam-se aos membros de todas as igrejas e denominações, em todas as épocas, não somente aos irmãos adventistas, ou de outra igreja qualquer em particular, mas, a todos indistintamente, pois, não são somente os membros de qualquer que seja a facção religiosa, que possuem orelhas, mas todas as pessoas possuem, por isso, precisamos desmistificar o sentido da palavra igreja, como sendo um povo específico previamente separado por Deus, em detrimento de outros.
                  Obviamente, o Espírito Santo, está constantemente nos orientando e nos ajudando a trilhar caminhos que nos conduz à vida eterna.
           No entanto, para fruir a vida eterna, necessitamos primeiramente e, antes de qualquer coisa, saber ouvir, senão, jamais desfrutaremos sequer um segundo, por menor que seja, da eternidade!
              Quando Jesus nos convida a escutar, Ele espera que entendamos os Seus apelos e coloquemos em prática Seus ensinos, conforme o enunciado em Apocalipse 1: 3 que relata assim: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.
             Todavia, quando estamos absortos em nossos próprios pensamentos, ouvimos os reclamos da divindade e não compreendemos seu significado, ficamos sem entender as pronunciações da verdade, conforme esclarecido em Isaías 6: 9 que descreve assim: “Então, disse Ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis”.
                       Isto acontece por não darmos a devida atenção à voz do Espírito em nossa vida. Assim, estamos ouvindo, mas, não estamos compreendendo, por isso, nossa vida continua sem refletir o padrão de vida que o Senhor está a nos oferecer.
                     Aquilo que parece impossível ao homem torna-se possível por Deus.  Basta tão somente, colocar-se ao dispor da Inspiração, pedir para que o Revelador nos ilumine, e com certeza a compreensão acontecerá.
                   Quando a igreja ouvir com solenidade racional as pronunciações elogiosas, bem como as repreensões e advertências, pondo em prática os conselhos do Espírito, jamais se desviará do caminho traçado por Deus. É o que nos garante Isaías 30:21 que relata desta forma: “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda”.
              Assim, quando ouvirmos a amorável e graciosa mensagem do Espírito, quer seja de misericórdia ou mesmo de reprovação, nosso entendimento não estará obstruído pela dúvida, saberemos, com certeza, que caminho seguir.
               Este caminho conduzir-nos-á em todo tempo, distante do erro e do egoísmo, ao amparo de Deus, marcharemos em busca da justiça e da paz.
                        É justamente esta paz de espírito, tão desejada e decantada, mas, tão pouco vivenciada, contudo, ansiosamente perseguida, segundo após segundo, na vida de muitos, que Cristo quer fazer possível desfrutar.
                 Quantas tragédias têm ferido os lares, quantos relacionamentos rompidos conseguem dilacerar os corações que enfraquecem os corpos, afundando a mente em profundo sofrimento de pesar. Milhares de vozes solitárias apelam e clamam por paz, ansiando ouvir a melodiosa voz de amor dizendo: “Inclinai os ouvidos e vinde a Mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi.” Isaías 55:3. “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.” Mateus 11: 28.
                    É desta maneira solene que Jesus chama a atenção de todos para o que é de importância universal e mais urgente. “Então, os justos resplandecerão como o sol, no Reino do Onipotente.” Mateus 13: 43.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

IDE - Os Mandamentos de Deus Não São Transitórios!

OS MANDAMENTOS DE DEUS NÃO SÃO TRANSITÓRIOS!

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




                  Exercitemos nossa fé!
       Portanto, agora, forcemos os portais do nosso entendimento, arrombando as tábuas que protegem o desconhecido e, invadamos o terreno do ignorado saber, então, desfraldemos o não conhecido que está embutido no verso cinco, tornando-o célebre e inteligível, introduzindo-o e fixando-o, no nosso, intelecto.


                 Relata assim o versículo cinco: “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”.

LEMBRA-TE, POIS, DE ONDE CAÍSTE – A misericordiosa sabedoria do Salvador adverte aos efésianos, bem como a nós em nossos dias, a lembrarmos do primeiro e profundo amor, em dedicação, nutridos por Cristo, Sua Palavra e vontade.
                 Contudo, devemos não só recordar, mas, sobretudo, fazer sábio uso do verdadeiro amor, demonstrando tal zelo em conformidade com o que está descrito em João 14: 15 e 21, que relata da seguinte forma ”Se me amardes, guardareis os Meus Mandamentos.
             Aquele que tem os Meus Mandamentos e os guarda, este é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a ele.”
                Jesus está afirmando com todas as letras, que a prova visível de que O amamos, é a obediência aos Seus Mandamentos. Contra tal argumento, torna-se impossível se colocar em posição contrária. Nunca Cristo foi tão contundente em matéria de amor, nos esclarecendo com tocante e terna bondade.
                   Como pode alguns bons estudiosos, dizer que os Mandamentos de Deus são transitórios, e, por isso mesmo, são passageiros? Como pode alguém, se colocar deliberadamente em oposição à Sagrada Palavra de Deus?
                     Não basta conhecermos a doutrina correta, temos mesmo é que obedecer aos Mandamentos de Deus, não para adquirirmos a Salvação, mas, sobretudo, em agradecimento por tão miraculosa Salvação recebida do Onipotente, que é Jesus Cristo!
                   A própria Salvação, disse: “Não cuideis que vim destruir a Lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.”  Mateus 5: 17.
                  Estas palavras de Jesus, que além de salvador é a própria Salvação, por si sois, são conclusivas, não necessitando de nenhum complemento ou explicação.
                     Cada um de nós, como participante da Igreja de Deus, necessita demonstrar amor sincero a Cristo e Sua Palavra. Perceba a admoestação contida em Deuteronômio 10: 12 reza assim: “Agora, pois, ó Israel, que é o que o Senhor, teu Deus, pede de ti, senão que temas o Senhor, teu Deus, e que andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma”.
                      Quando, sinceramente amamos a Cristo, resulta em devoção sincera a Ele, em pureza de vida e em amor à Verdade.
                 Jesus está a nos lembrar da satisfação que tínhamos quando o verdadeiro amor tomava conta do nosso ser.
                   Devemos, sem demora, retornar àquele zelo, para que o nosso amor ao Pai, seja, hoje, muito maior,  do que, quando aceitamos a fé, que, neste caso, também é uma alusão à pessoa de Cristo!
                No entanto, se perdemos o primeiro zelo, a primeira alegria, o primeiro amor, lembremo-nos donde caímos, meditemos, tomemos tempo e, cuidadosamente, recordemos o estado da nossa primeira aceitação de Deus,  e voltemos apressadamente ao encontro do amor perdido para readquirir aquela desejável posição de aceitação do Onipotente.
                É isto que devemos fazer; lembrarmos donde caímos e, imediatamente, voltarmos a prática das primeiras obras. Em resumo, Jesus está a nos dizer: Filho amado volta para Mim, converta-se outra vez.
           O nosso grande problema é que dificilmente reconhecemos, nem sequer, percebemos nosso declínio espiritual.
                  Devemos, portanto, lembrar donde caímos, meditarmos e trilharmos a senda do retorno ao primeiro amor, retomando o gozo anterior, para que a primeira e infinita caridade encha por completo o nosso coração e, transborde em felicidade e afável zelo espiritual.

ARREPENDE-TE – Arrependimento é, na verdade, tristeza por haver cometido uma falha. O grande erro da Igreja de Éfeso, como nosso hoje, foi o abandono do primeiro amor.
            Quando um ser abandona o primeiro amor, automaticamente, ele despreza ao Deus Triúno, pois, como sabemos, Deus é Amor, é também o Primeiro e único. Por isso, precisamos rever nossos conceitos, devemos retornar a Deus na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
                        É justamente o Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, que tem a incumbência de nos convencer dos nossos pecados. Ele está angustiado e, almeja ardentemente persuadir a todos, individualmente, a compreender o perigo de nossa condição atual.
                 O genuíno arrependimento traz como consequência três características preponderantes: a) estímulo de consciência b) obras responsivas pelo exercício do amor c) autentica conversão.
                     Uma vez que todos somos filhos de Deus, é de bom alvitre aperceber-se que o nosso Pai, está sempre pronto a fortalecer-nos, ou mesmo confortar-nos, na ânsia de corrigir-nos.
            Se ainda assim, não reconhecermos nossas debilidades, o amorável Pai, incansavelmente, continuará instando conosco para que cheguemos ao arrependimento.
             É certo, que na sua maioria, os efesianos responderam afirmativamente os graciosos reclamos do Espírito, se arrependeram dos seus pecados, e retornaram à prática do primeiro amor, por isso, a Igreja Desejável, continuou com o privilégio de poder permanecer como castiçal de ouro, irradiando a Verdade Presente, para o mundo daquele tempo.
                 É isto, um vívido exemplo para nós, hoje, que fazemos parte da Igreja, que também abandonamos o primeiro amor, se não nos arrependermos, a chama da Verdade apagará em nós, e seremos um castiçal, de ouro, é verdade, contudo, destituído de luz, por não participar do Amor de Deus.
                     Não adianta massagear o nosso ego, com o intuito de acalmarmos a nossa consciência, com evasivas tais como: somos obreiros do Senhor; nossas obras realizadas no passado atestam nosso presente que nos garantirá o nosso futuro eterno; somos fortes o bastante para enfrentar os obreiros fraudulentos; ou mesmo, possuímos uma riqueza de experiência, que aliada ao nosso conhecimento da Palavra garantir-nos-á a recompensa final.
                    Esse tipo de desculpa, de nada adianta, é apenas mais um laço que emaranha-nos em nossos erros.
               Contudo, nada, mas nada, poderá preencher o grande vazio produzido pelo abandono do primeiro amor. Só existe um encaixe perfeito, simétrico e todo suficiente, capaz de preencher esta lacuna, produzida por nossa própria insuficiência, este encaixe tem o formato do Amor de Deus, e é retratado no Seu Filho, Jesus Cristo.

PRATICA AS PRIMEIRAS OBRAS – Que extraordinário e misericordioso conselho proveniente do paço celestial, são como gotas de orvalho que umedecem a relva fazendo-a exalar seu perfume enchendo o ar do refrescante e peculiar aroma,  promovendo nos olhos dos humanos o viço ao contemplar o vermelhidão do arrebol.
                       Essa experimentação de contentamento, conduz o pecador penitente a exercitação das obras que evidenciam o primeiro amor.
                     O que vem realmente a ser o primeiro amor? É, na realidade, aquele salutar e edificante relacionamento real, salvífico e vivificante com Cristo, que induz a criatura a manter um amoroso trato com seu semelhante.
                     Este relacionamento com Cristo e o semelhante, nunca exige um comportamento cego, pois, quem exige um transtornado comportamento é o inimigo, e sabemos que um bom comportamento, em tempo algum, gera um saudável relacionamento, ao passo que um salutar relacionamento, sobretudo o relacionamento advindo do primeiro amor, este sim, gera um exemplar e dignificante comportamento.
                   É este bom relacionamento da prática do primeiro amor, que faz com que a igreja retorne ao uso das primeiras boas obras, gerando um edificante comportamento.

QUANDO NÃO, BREVEMENTE A TI VIREI – Se ainda assim, a igreja não corresponder ao primeiro amor, de forma alguma, o Fiel e Verdadeiro, Aquele que é misericordioso, repleto de brandura, compaixão e amor, retirará dela a Sua proteção e cuidado.
        Lembremo-nos que em Jesus, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2: 9) sendo, portanto, o Deus Criador, e como Deus, Cristo possui em total plenitude ubiquidade, ou seja, a capacidade de estar presente em todo tempo, ao mesmo tempo e em todo lugar.
                  Desta maneira, a vinda mencionada em Apocalipse 2: 5, não é uma vinda figurada, mas, é a presença constante de Deus, a nos conscientizar da necessidade de voltar à prática do primeiro amor.
                         Esta visitação constante de Deus, como vimos, é efetivada em todo tempo, neste caso, desde os efesianos, como para nós hoje, nos fazendo ver que cada postura legítima que fizermos, trará como resultado sua própria consequência.


E TIRAREI DO SEU LUGAR O TEU CASTIÇAL, SE NÃO TE ARREPENDERES – Numa primeira e rápida leitura, destituída de uma análise mais cuidadosa e acurada, poderíamos chegar a fácil conclusão de que Cristo, o nosso Deus, Criador e mantenedor de todas as coisas, estaria, como que, pressionando os efesianos a se arrependerem, sob pena de perda do direito adquirido, dado pelo próprio Deus, de serem castiçais repletos da luz que emana do Trono da Glória de Deus.

                       Ora, Deus não é homem, que venha a dar alguma coisa condicionalmente, e se o humano não corresponder às expectativas dEle, venha a tomar de volta. 
                Não, Deus não age desta forma, pois, o Escrutinador do Universo sabe que o homem se rende mais por atrativos do que por pressão.
                        No entanto, Deus respeita a escolha do homem, este sim, pode aceitar ou rejeitar a oferta do Onipotente, em querer fazer do humano um receptáculo da luz divina.
              Por conseguinte, o verso em lide, está a nos esclarecer que, quando intentamos em não nos arrepender, automaticamente, rejeitamos o privilégio de ser um castiçal de ouro, com a luz de Deus; permanecemos, no entanto, tão somente, como um candeeiro com uma débil luz, a chama do nosso próprio entendimento.
                   Entendemos, portanto, que Cristo, em tempo algum, sob quaisquer condições, nos rejeita, Ele franqueia a todo e qualquer receptáculo que queira, em qualquer tempo, conduzir Sua luz.
                      Que grande privilégio, Deus nos confia ser porta-luzes da Sua verdade e do Evangelho, perante um mundo malsinado, obscurecido e turvo pelo pecado.
                     A nós, cabe, não só, meramente compreendermos a Verdade, sobretudo, vivencia-la com amor, zelo, fervor e misericórdia.
                     Se, num determinado período, a igreja tem se portado com pureza consagrada, é porque aprendeu de sua direção espiritual, no entanto, se noutro período, ela tem destoado dos compromissos espirituais, tornando-se, por isso mesma, infiel, é porque sua direção também não foi fidedigna à sua alta e sagrada missão.
                 É certo que nosso compassivo, longânimo e amoroso Pai está constantemente agindo em favor dos Seus filhos caídos. O mais interessante nisto tudo, é que Deus age por intermédio dos próprios pecadores, isto é extremamente gratificante para o Divino e, sobretudo, para nós pecadores.
                Toda vez que um débil pecador torna-se instrumento nas mãos benévolas de Deus, ele se fortalece e conforta-se à medida que semeia o amor do Pai.
                          Felicíssimos, com a felicidade proveniente do Céu, são as pessoas, que na medida do possível, procuram com a graça e misericórdia de Deus, ser fiéis ao primeiro amor, por isso mesmo, crescerão no conhecimento da vontade do nosso Senhor Jesus Cristo.
                          Cabe a mim, como igreja individual, e a ti, meu amado leitor, a seguinte reflexão: estou ou não sob a doce e sagrada influência do primeiro amor?

                     A resposta a esta inquietante pergunta, é de capital importância para nossa vida espiritual hoje, bem como, no transcurso de nossa caminhada ao retorno para o lar edênico.