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sexta-feira, 10 de abril de 2015

IDE - Carta à Igreja de Filadélfia

CARTA À IGREJA DE FILADÉLFIA

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


                
              Uma vez observada com minúcia, examinando cada parte constituinte do período representado pela igreja de Sardo, necessário se fazer o devido exame de cada porção da fase subsequente, que sintetiza a postura espiritual de cada indivíduo que vivenciou aquela época, para assim se inteirar das forças que influenciaram de forma positiva e, ou negativa, que justifique a tomada de posição de cada criatura, compreendendo sua natureza e suas funções em meio à capacidade de poder interferir no comportamento e desenvolvimento da sua vida e dos semelhantes.
                Para tanto, necessário se faz conhecer os versos a serem analisados; "7 E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre; 8 Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a Minha Palavra, e não negaste o Meu nome.9 Eis que Eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem; eis que Eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés e saibam que Eu te amo. 10 Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. 11 Eis que Eu venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. 12 A quem vencer, Eu o farei coluna no templo do Meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do Meu Deus, e o nome da cidade do Meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do Meu Deus, e também o Meu novo nome. 13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" Apocalipse 3: 7 - 13.            



CONHECENDO HISTORICAMENTE A CIDADE DE
FILADÉLFIA




          Retrocedendo vinte e um séculos, continuemos nossa viagem imaginária, utilizando a estrada imperial, na Ásia Menor, rumo a Filadélfia, que era uma antiga cidade da Lídia, situada a duzentos metros do nível do Mediterrâneo.
          Será, uma caminhada, conforme nosso cicerone, repleta de belas paisagens, onde percorreremos a pé, cerca de vinte e sete milhas!
   Após essa informação, procurei, imediatamente, transformar milhas em quilômetros, ao descobrir, procurei dosar minhas forças, pois, teríamos um pouco mais de quarenta e três quilômetros a avançar até nosso objetivo.
             Ao nos aproximar de Filadélfia, nome que significa 'amor fraternal', nosso guia, de forma prestativa, nos informa que, a mesma, foi edificada sobre uma parte do monte Tmulos. 
            Pudemos confirmar com os nossos próprios olhos que ela foi construída na bela, fértil e bem regada planície do Hermus.
              Essa cidade foi idealizada por Átalo Filadelfo, rei de Pérgamo, para difundir a cultura grega na Lídia e na Frígia. Ela foi fundada por volta de 150 a.C.
              Rapidamente ela se notabilizou, por ser bem edificada e se destacar comercialmente, ficou conhecida pelo epíteto de Pequena Atenas.
        Filadélfia recebeu esse nome em homenagem à lealdade do Rei Átalo a seu irmão mais velho, Eumenes II, que o precedera no trono de Pérgamo. Essa cidade celebrizou-se pela sua religiosidade, destacava-se o culto pagão ao sol, que detinha altares e templos.
       Quando João, o vidente de Patmos, escreveu o Apocalipse, no limitar do século I, o cristianismo estava em franca efervescência nessa localidade!
       Filadélfia foi edificada numa região propensa a terremotos, tornando-os um fato comum e ocorriam amiudadamente repetido.
              Um destes terremotos, no ano dezessete da nossa era, que a destruiu quase que totalmente, causou tanto pânico a seus habitantes que muitos deles se evadiram vivendo fora de seus muros e, não mais voltando. O interessante nesse incidente, é que em meio às ruínas, uma solitária coluna, permaneceu incólume de pé.
           Somente com a intervenção de Tibério que reedificou a cidade, fez com que uma grande parte de seus habitantes voltasse a ocupar o local como sua residência.
    Além dos terremotos naturais, Filadélfia foi tremendamente abalada no século XV, mais precisamente em 1402, por Tamerlão, que a destruiu, contudo, essa cidade conseguiu escapar, superando os obstáculos.
                Seu poder de sobrevivência era tamanho, que ela foi a última cidade da Ásia Menor a cair nas mãos dos turcos, isso em 1390.
                Na atualidade a cidade de Filadélfia é conhecida pelo nome turco de Allah-Shehr, que significa Cidade de Deus, no entanto, há quem afirme que esse nome exprime 'a cidade avermelhada', por conta do solo vulcânico de cor vermelha, em que a cidade foi edificada!        


CONHECENDO A IGREJA DE FILADÉLFIA




          A Comunidade Cristã de Filadélfia, conjuntamente com a Igreja de Sardo, só foi mencionada no Oráculo Revelado de Deus, pelo discípulo amado, João, o profeta do Apocalipse.
     Em nenhum outro livro das Sagradas Escrituras, se encontra referência sobre essas duas Igrejas, o que leva a crer que o cristianismo alcançou o corpo social dessas cidades, após o derramamento do Espírito Santo sobre os apóstolos e, discípulos de Cristo!
         Provavelmente como fruto das viagens missionárias do apóstolo Paulo. Isto, pelo fato da inexistência de informação de que Cristo tenha visitado estas duas comunidades, quando esteve peregrinando na região da Palestina!
        Como não existe alusão, ou mesmo referência vaga ou indireta sobre o comportamento espiritual ou, mesmo moral, das criaturas humanas dessa igreja em estudo, resta-nos comentarmos a desenvoltura dos cristãos que vivenciaram o período representado pela Igreja de Filadélfia!
           Essa carta cobre o sexto período da igreja cristã, que vai desde a queda das estrelas, que pode simbolizar o fim do período de supremacia papal, que é o início do fim, no ano de 1833 até o ano de 1844. Certamente existem diversas outras datas limítrofes, para esse período, variando, conforme a explicação de cada intérprete do tempo!
           Como se percebe, nesta fase, os seres humanos se envolveram por completo no estudo das profecias bíblicas, fato que gerou do Senhor apenas conselhos e promessas, não encontrando nenhuma reprimenda nem reprovação, como aconteceu também com a época representada pela igreja de Esmirna.
           Fica bastante evidenciado que este foi o menor período de tempo, dentre todas as igrejas, o que pressupõe, que passado esse curto espaço de interesse coletivo, algo marcante aconteceu, que mudou a atitude da maioria dos cristãos, delimitando essa faixa cronológica!    
          A Igreja de Filadélfia foi alvo, por parte do Senhor Jesus, o Revelador do Apocalipse, de rasgados elogios, contudo, Cristo dá-se a conhecer de forma muito solene e sublime, demonstrando a imponência majestosa, enfática e, não menos pomposa de Sua pessoa.
        Por um momento, ou seja, durante esse diminuto período de tempo, os seres humanos atenderam positivamente aos reclamos do Senhor, abandonando a apostasia, havendo assim, um visível crescimento espiritual.
          Filadélfia, que significa Amor Fraternal, encaixa-se, perfeitamente, com o sentimento nutrido pela grande maioria da população que, expressava uma estreita e indivisível amizade entre as pessoas, demonstrado que o sentimento geral era de uma excelente irmandade!
          Essa época foi um sinal distintivo de função, dignidade, nobreza e irmandade, que se harmonizava integralmente com o caráter das pessoas, que vivenciavam e estremeciam de copioso amor mútuo, ansiando, principalmente, o retorno de Jesus Cristo.
        Povo que tinha ímpeto e ardor fervoroso pelos pecadores e, erguia a voz clamando e alardeando com veemência, fazendo ver que era necessário um rigoroso e completo preparo para receber o Senhor da glória, que viria comandando a grande procissão celestial, para buscar os Seus!
         Assim, paulatinamente ia engrossando as fileiras daqueles que estraçalhavam seus próprios corações, para descobrir seus defeitos, buscando em Jesus, um coração puro com espírito inabalável, fato que os entornava de paz, amor e gozo! Este era o sentimento do povo; "cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito inabalável" Salmos 51: 10.
          Naquele período se verificou a mais extraordinária demonstração de reavivamento, jamais experimentado na história da humanidade!
            Que algo semelhante possa estar acontecendo conosco, nesse exato momento e, possamos, na iminência da vinda de Deus e volta de Jesus, alçar bem alto as nossas vozes declarando; "eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação gozaremos e nos alegraremos" Isaías 25: 9.
                   Que assim seja, e Deus nos abençoe!

segunda-feira, 23 de março de 2015

IDE - Ao Vencedor: Indumentária da justiça; Eternidade e Reconhecimento Universal

AO VENCEDOR: INDUMENTÁRIA DA JUSTIÇA; ETERNIDADE E, RECONHECIMENTO UNIVERSAL

Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 



  Em prosseguimento a nossa análise da carta à Igreja de Sardo, observemos com minúcia o que está grafado no livro do Apocalipse 3: 5 e 6, para extrairmos a maior quantidade de informações espirituais contidas no texto. "O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante do Meu Pai e diante dos Seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas".

            De posse desse texto, podemos separar os elementos componentes, quer seja de uma ideia ou duma palavra.
          Sendo assim, vamos dividir o verso em partes para exame e estudos, pois, certamente teremos subsídios para melhor analisar. Comecemos, então, a decomposição por ideias.

O QUE VENCER - Apesar de que o entendimento dos estudiosos cristãos, desse tempo em que vivemos, seja o da salvação pela graça, e tudo que o humano venha fazer, não acrescentará nenhum privilégio em relação a sua vida espiritual, pois, sua justiça, são como trapo de imundícia (Isaías 64: 6).
          Dizem tais estudiosos que a única coisa que se aproveita na criatura humana, é a sua fé, portanto, esta é uma graça imerecida que Jesus nos oferta.
         Ainda assim, apesar dessa conceituação ser aceita quase que totalitariamente, alguns indivíduos, que vivem nessa mesma época, acreditam piamente que, as obras são fundamentais para quem deseja usufruir a Vida Eterna!
        E não é sem razão, uma vez que esse entendimento está baseado, justamente, nas declarações contidas no Oráculo Revelado de Deus aos Homens, as Sagradas Escrituras.
          Só no livro da Revelação, constam, nada mais nem nada menos, que nove alusões sobre a necessidade de se vencer o pecado e suas mazelas!
       Ora, para ser um vencedor, é necessário desempenhar obras, e para tal, o humano utiliza além de sua fé, suas próprias decisões e vontades para obter o efeito do trabalho e das ações humanas!
     Não existe nenhuma contradição entre estas duas opiniões, tudo pode ser harmonizado se houver um aprofundamento de compreensão.
            Uma coisa é certa nessa revelação, e o verso não deixa margem para outra interpretação, somente aquele que for vencedor, é quem terá direito às benesses que o versículo apresenta, que em última instância é readquirir aquilo que perdeu ao pecar, a Vida Eterna!
        Afirmei categoricamente que as opiniões podem ser harmonizadas, para tanto, necessário se faz que, as disposições sejam bem ordenadas entre as partes de um todo.
        Costumo afirmar que a Salvação não é um estado de espírito, nem uma condição ou, algo a ser alcançado no futuro. Não, a Salvação é uma pessoa, e esta é Jesus Cristo!
       Desse modo, podemos perceber que a humanidade não pode fazer nada para receber a Salvação, que, na verdade, é Cristo Jesus, tudo foi providenciado por Deus! Ele deu Seu próprio Filho, e Este doou Sua própria vida!                                
         Você, meu amigo leitor, deve estar se perguntando, o que faz o articulista acreditar que a Salvação seja a pessoa do Filho de Deus?
            Já comentei sobre esse assunto, no entanto, necessário se faz reforçar tal entendimento!
       Pois bem, existia em Jerusalém um homem justo e temente a Deus, por nome Simeão.
             Esse tal homem, sempre deu vasão para que o Espírito Santo o conduzisse em suas decisões! Ante o companheirismo tão íntimo entre a Terceira Pessoa da Divindade, e aquele justo homem, o Espírito prometeu que ele, já farto de dias, não morreria sem que antes tivesse visto o Cristo do Senhor.
         Indo ao Templo, Simeão tomou em seus braços o menino Jesus, e ao fitá-lo, agradeceu a Deus bradando: "Agora, Senhor, despedes em paz o Teu servo, segundo a Tua Palavra. Pois, já os meus olhos viram a Tua SALVAÇÃO" Lucas 2: 29 e 30 (grifo nosso).
               Simeão, naquele instante, está se reportando a Cristo simplesmente como a Salvação, ele não identificou Jesus como o Salvador, mas, sobretudo como a Salvação!
      Daí conclui-se que o Filho de Deus é a própria SALVAÇÃO! 
             Decorrido cerca de trinta anos, João Batista, quando preparava o caminho do Senhor, apregoou, com todas as letras, ser Jesus Cristo a Salvação. Generalizando, ele afirmava que "toda carne, verá a SALVAÇÃO de Deus" Lucas 3: 6 (grifo nosso). Toda carne, era uma alusão às pessoas daquela época e, a Salvação de Deus, era uma referência à Cristo.
         Passado algum tempo, o próprio Filho do Homem, fez questão de confirmar as palavras de Simeão e João Batista, ao adentrar na casa de Zaqueu, ao fazer referência a Si mesmo, dizendo: "Hoje veio a SALVAÇÃO a esta casa" Lucas 19: 9. 
             Jesus, a nossa Salvação, também deseja entrar na casa espiritual de cada um de nós, para tanto, basta oferecer a casa do nosso entendimento, para Ele habitar!
        Sendo assim, se Cristo é membro da Divindade, conforme o relato Bíblico, é também Divino e, como tal, possui ubiquidade, que em outras palavras é o mesmo que Onipresença, que é estar presente em todo tempo (presente, passado e futuro), no mesmo instante, em todas as células e moléculas.
             O que equivale dizer que, Jesus Cristo habita em todas as pessoas humanas, quer elas aceitem ou não, pois a onipresença de Cristo propicia essa interferência.
         A morte vicária de Cristo alcançou todas as pessoas e, foi extremamente perfeita atingindo seu objetivo, salvando toda a humanidade!
      Desta maneira, sendo Ele a Salvação, por conseguinte toda criatura está salva. 
          A Salvação faz parte da escolha de Deus, e Este, escolheu toda criatura para usufruir da Salvação que Ele doou através do Seu Filho. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3: 16 (grifo nosso).
            Esse verso me faz crer que Deus doou a SALVAÇÃO, nunca a Vida Eterna. Apesar de que Jesus, também absorva a eternidade, certa feita Ele afirmou ser a Vida.
               Nesse caso, Cristo a nossa Salvação, torna-se apenas o mecanismo, doado gratuitamente por Deus, que poderá nos garantir a eternidade, ou não, a depender da nossa própria escolha! Aceitação ou rejeição!
         Toda pessoa foi alvo da escolha de Deus, e todas, indistintamente, estão salvas, contudo, essa salvação não garante a Vida Eterna, pois, esta não é escolha de Deus, e sim nossa!
          Por isso o verso informa que para adquirir a Vida Eterna, o homem terá que crer, e como bem sabemos, quem crer realiza! Por isso mesmo, a Bíblia faz tanta alusão ao vencedor, que é aquela pessoa que acredita e transforma em realidade, ou seja, é aquele tipo de pessoa que almeja e alcança seus objetivos!
                No entanto, essa pessoa, pela contemplação do único que venceu o mundo, se sentirá assessorada e motivada para também vencer o mundo com suas mazelas, para assim alcançar a eternidade. 
               Para conseguir a Vida Eterna deve-se, antes que mais nada, vencer o mundo! Será que eu, ou mesmo você, vencerá o mundo? Quantos haverão de Vencer? "Quem é que vence o mundo, senão aquele que crer que Jesus é o Filho de Deus?" I João 5: 5.
               Toda pessoa que se espelhar em Jesus, vivendo como Ele viveu, haverá de vencer o mundo!
          Que essa seja a minha e a tua experiência de vida cristã, meu amado leitor!                 
         

SERÁ VESTIDO DE VESTES BRANCAS - Eis aí um justo galardão para aquela pessoa que tenha alcançado vitórias espirituais.
         No entanto, estas vestes brancas, necessariamente, não são reais, elas aparecem na Revelação de forma figurativa, são, portanto, simbólicas. 
           Pode-se afirmar que esse vestir de branco seja uma bela figuração, denotando a mudança que o pecador arrependido e justificado sofrerá quando herdar a Eternidade! 
         É, portanto, símbolo da exclusão da iniquidade, sendo enxertada em seu lugar a justiça de Cristo!
         Essa obra é do Messias, apagar de uma vez por todas, em cada ser humano, a nossa iniquidade! Só Jesus tem esse poder! "Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus" II Coríntios 5: 21. 
         Que título extraordinário haveremos de conduzir durante a Eternidade. Ao olhar para o nosso semelhante, também vencedor, haveremos de perceber que, tanto ele, quanto nós estamos ali, por ser, de fato, 'justiça de Deus’.
           É por isso que cada vencedor haverá de ser vestido com a imortalidade na vida por vir.



DE MANEIRA NENHUMA RISCAREI O SEU NOME DO LIVRO DA VIDA - Essa parte do texto, de forma alguma, está condizente com a tão propalada e acariciada, teoria cristã de uma vez salvo, salvo para sempre.
  Usando certa dosagem de racionalidade cristã, fica fácil aceitar essa argumentação, para tanto, basta que essa segunda proposição, salvo para sempre, signifique enquanto houver vida.
            Isto pelo fato de que a Salvação, ou seja, Jesus Cristo foi doado a todos, e por conta de sua ubiquidade Ele continua presente em todos, e, aquilo que a Divindade doou, de forma alguma Ela toma de volta. Então essa pessoa estaria salva para sempre, ou, enquanto estivesse com animação de vida! Pois, Jesus, a nossa Salvação, estaria com ela enquanto viva.
     Contudo, sabemos que a Salvação não garante a eternidade a ninguém, a menos que a pessoa escolha vivenciar uma vida semelhante à de Cristo.
    Dessa maneira, ao homem morrer ele perde a oportunidade de arrependimento, pois, os mortos nada sabem, além de que, Deus não é Deus de mortos! "Eu Sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jaco? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" Mateus 22: 32.
       Essa declaração de Cristo denuncia flagrantemente que os mortos nada sabem nem sequer terão recompensa. Uma vez que, para receber o galardão da Vida Eterna, antes terão que passar pela experiência da ressurreição!
                  Fique certo, amigo leitor, que os mortos, todos eles, estão repousando no sono da morte! O momento seguinte deles será a ressurreição, para a vida ou morte eterna, vai depender da escolha que tenha feito enquanto vivos! "Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" II Coríntios 6: 2 (grifo nosso).
           Se alguém deseja confirmar a Salvação para herdar a Eternidade, terá que fazê-lo agora, pois, esse é o único momento aceitável para Deus, só nesse instante, a pessoa é capaz de modificar suas decisões, uma vez que, o instante que passou e o que está por vir, a humanidade não tem domínio sobre ele, nem o pode manusear para modificar decisões! 
        Portanto o que esse fragmento da obra literária do Vidente de Patmos nos esclarece é que somente aquele que buscou Deus, aproveitando seu momento aceitável, confessando seus erros comprometendo a viver em harmonia com a vontade dEle, quando sua porta da graça fechar, dando seu último suspiro, ele, em vivendo dessa maneira, terá seu nome escrito no Livro da Vida, ou seja, essa pessoa estará garantida na Eternidade!
            É importante esclarecer, que o nome de quem quer que seja, será escrito ou apagado em tempo real, e quem escreve é a própria pessoa, através de suas opções tomadas em vida, no momento aceitável para Deus, que é o hoje, aqui e agora! 


CONFESSAREI O SEU NOME DIANTE DE MEU PAI E DIANTE DOS SEUS ANJOS - Que extraordinária experiência, presenciar o amado e divino Mestre, reconhecendo a verdade, a realidade das ações de cada ser humano justificado, cujo comportamento, no tempo aceitável da graça, legitimou de forma confirmativa a presença deles na Vida Eternal. 
         Naquele memorável instante, os salvos, todos eles, serão reconhecidos pelo Pai, que confirma a legalidade de cada um abraçando-os ternamente.
                   No momento seguinte, tendo Jesus como assessor, assistindo a cada redimido em todas suas necessidades, o amorável Pastor, faz ver aos anjos, que os libertos continuam cativos às suas próprias consciências, esse foi o diferencial que fez com que eles fossem galardoados com a eternidade e com dons espirituais. "Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens" Efésios 4: 8.
          Dentre esses dons, ficou patenteado que, na hierarquia divina, a humanidade voltaria a sua posição de origem, ocupando o segundo escalão, um pouco acima dos anjos. "Contudo, pouco menor o fizeste do que Deus, e de glória e de honra o coroaste" Salmos 8: 5 (Revista e Atualizada).
           Sendo assim, na hierarquia Divina, no primeiro escalão está a Divindade, composta do Pai, do Filho que é Jesus Cristo e do Espírito Santo, no segundo escalão vem a humanidade, ficando no terceiro escalão os anjos.
       É muito compreensível essa hierarquia, o primeiro escalão é o CRIATIVO, Pai, Filho e Espírito. O Segundo escalão é o PROCRIATIVO, humanidade, que não tem poder criativo, contudo, se reproduz. Já o Terceiro escalão é o ASSEXUADO, composto das criaturas que não têm capacidade de gerar novas espécies, por isso mesmo, não se multiplicam. Nesse nível hierárquico da administração divina, constam, justamente os anjos, seres celestiais que não possuem sexo, por isso mesmo, não reproduzem.
         Como será gratificante ouvir a voz melodiosa e amorável de Cristo Jesus, confirmando Sua aprovação para todos os ressurretos transformados, diante de Seu Pai e dos santos anjos! "Portanto, qualquer que Me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante de Meu Pai, que está nos céus" Mateus 10: 32. "E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus" Lucas 12: 8. 
             Como anseio estar presente nessa reunião, juntamente contigo, amado leitor, para poder permanecer vivo e radiante pelos séculos intérminos da eternidade!    

QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS - Numa primeira instância, poder-se-ia imaginar que este enunciado tem por público alvo, apenas, as pessoas que vivenciaram o período da Reforma Protestante, uma vez vencida essa época, essa sentença seria estendida para as demais fases cronológicas, alcançando todas as pessoas que estivessem com animação de vida!
 No entanto, essa premissa torna-se flagrantemente insustentável, pois, o próprio verso denuncia que a carta à Igreja de Sardo, foi direcionada para todas às Igrejas, ou todos os períodos da história eclesiástica. À medida que a história fosse se desenrolado, as pessoas de cada período deveriam estar atentas para as admoestações do Espírito Santo.
  A prova disso é que todas as pessoas de qualquer tempo, região ou mesmo ideologia religiosa, têm ouvidos com a finalidade de ouvir, daí se comprova a universalidade dessa missiva.
   Portanto, meu amigo leitor, fique também atento a tudo que aqui foi ventilado, pois, você é figura preponderante para Deus e, Cristo direcionou essas considerações especialmente para você! "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos. Amém" II Coríntios 13: 13.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

IDE - Em Meio ao Lamaçal, Criaturas Imaculadas

EM MEIO AO LAMAÇAL, CRIATURAS IMACULADAS

Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 





          Dando continuidade na decomposição do todo referente a igreja de Sardo, que representa o período da Reforma Protestante, demoremos um pouco na parte constituinte do versículo quatro do capítulo três, que descreve da seguinte forma; "mas também tens em Sardo algumas pessoas que não contaminaram seus vestidos, e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso" Apocalipse 3: 4.


RESTARAM POUCOS FIÉIS NO PERÍODO DA REFORMA PROTESTANTE





TENS EM SARDO ALGUMAS PESSOAS QUE NÃO CONTAMINARAM SEUS VESTIDOS - É importante sempre ficar atento que, primariamente, as sete igrejas do Apocalipse representam todo o conjunto de crentes e descrentes, em toda geração, desde o começo da Era Cristã até o fim do tempo.
     Numa aplicação mais contemporânea, todas as sete mensagens se aplicam à Igreja mundial hoje em dia, ou seja, serve como aplicativo para todo o povo remanescente de Deus, o que equivale dizer; todo cristão, ou não, fiel e infiel!
          Quando se começa a tecer comentários sobre a igreja de Sardo, que corresponde ao período da Reforma Protestante, automaticamente, se reporta à pessoa de Lutero, como se nele iniciasse o conjunto de mudanças que deveriam ser efetuadas na Igreja com o fim de torná-la, cada vez mais, fiel à forma de sua origem em Jesus Cristo e, naquele monge, terminasse esse Movimento religioso dos começos dos séculos XVI, que rompeu com a Igreja Católica Romana, originando numerosas igrejas cristãs dissidentes.
          É importante ter-se em mente que, a intitulada Reforma Protestante teve, como vimos, um início, todavia, o período representado por Sardo, extinguiu-se, mas, não a Reforma, essa, será necessária continuar acontecendo até quando a Porta da Graça, finalmente, se fechar!
      Estou ventilando esse assunto, justamente para que o leitor compreenda que a maioria dos reformadores e seus sucessores ficaram satisfeitos em ter colocado a Bíblia ao alcance de todos, no entanto, a obra não poderia jamais, ter estacionado nesse ponto, era necessário que uma compreensão mais genuína levasse o povo a refletir a luz que Deus permitiu brilhasse sobre a humanidade!
        Os Reformadores estavam com os olhos abertos e atentos para os erros e defeitos da Igreja Dominante, contudo, em momento algum eles conseguiram demonstrar uma fé viva e operante, pois, não resultaram em obras agradáveis a Deus!
         Apesar deles, de certa forma, ter sido o instrumento que devolveu a Bíblia para a humanidade, contudo, a fé deles era inoperante, pois, a maior obra não foi devolver a Bíblia, mas mostrar o meio mais eficaz de utiliza-la, vivendo como Cristo viveu!
          A obra de vivenciar a nossa Fé, que é o próprio Jesus Cristo, vivendo como Ele viveu, atestam a genuinidade de nossas ações sobre o ponto de vista moral ou religioso.
         É fato que a Reforma, não varreu, totalmente, as trevas que pairavam sobre a cristandade, elas persistem em infamar, emporcalhando a compreensão humana, sobre fatos que deveriam estar clarividentes no entendimento da cristandade!  
       Para que essa claridade celestial viesse derramar luz sobre a terra, foi necessário se fazer e continuar na prática duma profilaxia onde a Reforma foi o agente que empregou o procedimento para evitar a propagação e instalação de novas doenças doutrinárias espirituais!
       Os cristãos Reformadores deveriam ter bem definidos, em suas mentes, que o objetivo primordial deles era restaurar a vontade perdida de Deus, e não o entendimento de uma determinada Instituição Eclesiástica, uma vez que as Denominações costumam expor erros longamente acariciados.
       Sendo assim, a função dessas pessoas não é simplesmente reconstruir no mesmo molde, o entendimento, mas, sobretudo remendar aquilo que está errado. Se esses cristãos continuarem crendo e vivendo conforme os pais da fé, a derrocada final será uma degeneração formalista, que os distanciará da luz da Palavra de Deus.
      É bom lembrar que sempre se deve respeitar o ser humano com suas opiniões, contudo, seu modo de ver, seu pensar, suas ideias, seu parecer e juízo sobre as coisas espirituais, devem ser aferidas através do puro e racional ensinamento da Palavra de Deus, se assim não for, haverá uma grave degradação dos Princípios estabelecidos pela Divindade.
          Infelizmente, hoje, a igreja reformada, tem-se tornada igualmente idólatra, ao fazer aliança com os prazeres do mundo capitalista, onde se visa 'preferencialmente' o lucro em detrimento da verdade cristã!
     Cada ponto a ser reformado foi cuidadosamente trabalhado e pouco a pouco se transformou numa Denominação organizada, algumas delas tornaram-se religiões de Estado sustentadas pelo erário público.
         Noutras Instituições eclesiásticas o sustento provém de doadores que ofertam por 'livre e espontânea pressão', poucos são os doadores realmente voluntários que oferecem a Deus ofertas como estímulo interior responsivo pelo tanto que a Divindade lhe proporciona!
        Como resultado, as Instituições Eclesiásticas ficam se conflitando umas com as outras, num estranho antagonismo entre forças não contrárias, querendo comprovar sua autenticidade doutrinária.    
      Foram poucas as pessoas que continuaram fiéis aos princípios desinteressados da Palavra, no período da Reforma Protestante. Esses poucos honrados, com os quais Cristo pode contar, foram aqueles que não falharam por ter aprendido a examinar as Escrituras por si mesmo, por isso estavam seguras, sua percepção da Verdade era verídica. "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam" João 5: 39.
          Em meio as inconsequências religiosas, alguns poucos, conseguiram permanecer equidistantes das influências contaminadoras, tanto do catolicismo quanto do protestantismo, conservando seu culto racional conforme descrito por Tiago no seu livro, versículo vinte e sete do capítulo primeiro, narrado assim: "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo".
         Foi por essa razão que a vestimenta do caráter daqueles cristãos que examinaram as Escrituras por si sóis, não foi maculada, pois, foram vestidos com a indumentária do caráter aurífero de Cristo. Assim o Filho de Deus reinou no coração daquelas pessoas que tinham fé viva, por isso mesmo, Cristo viveu Sua vida de amor e serviço por meio daqueles poucos indivíduos.

OS JUSTIFICADOS SÃO DIGNOS DE ANDAREM COM O SENHOR EM GLÓRIA




COMIGO ANDARÃO DE BRANCO, PORQUANTO SÃO DIGNAS DISSO - Por maior que seja a multidão dos ímpios, eles não podem persuadir os cristãos sinceros que estejam predispostos a não se deixar contaminar-se pelo mal que os rodeiam, por isso mesmo, a promessa do Senhor Jesus; de traja-los de roupa branca.
           Somente aquele que alcançar vantagem sobre o inimigo e suas mazelas, será revestido com a indumentária branca de vencedor e, terá assegurado o direito de andar eternamente com Cristo Jesus. "Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima"  Apocalipse 7: 17.
          Ser coberto do puro linho finíssimo, não é tão somente uma alusão a uma roupa diferenciada e limpa, o seu significado é muito mais profundo, na verdade, essa roupa de linho finíssimo tem a função de cobrir a iniquidade, sendo, figuração da justiça dos santificados, conforme descrito no Apocalipse 19: 8. "E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos".
       Algumas pessoas são alardeadas como exemplo de cristãs, enquanto outras as denominações as taxam de perturbadoras, por isso mesmo, não merecem crédito.
     No entanto, aquelas, não passam de ostentações fraudulentas, enquanto que as outras conservaram suas mentes no Sol da Justiça, em consequência, seus vestidos permaneceram limpos.
            Na simplicidade e sem esnobação elas viveram o puro evangelho de Cristo, auxiliando os órfãos e as viúvas, daí ser dignas da promessa de usar as vestes brancas.
              É bom lembrar que o conceito bíblico sobre perfeição, não é uma pessoa que tenha um procedimento indubitável ou ausência de quaisquer defeitos, mas, é justamente aquela pessoa que mais se assemelha a Cristo. "Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura de Cristo" Efésios 4: 13. Só através de Jesus Cristo, seremos aperfeiçoados. "E estais perfeitos nEle, que é a cabeça de todo o principado e potestade. Colossenses 2: 10.
          Infelizmente, muito se tem ouvido falar sobre a fé, mas precisamos demonstrar essa fé através das nossas obras. Na verdade, as pessoas preferem se enganar, vivendo uma vida acomodada, fácil e sem cruz. No entanto, Jesus nos segreda; "se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me" Mateus 16: 24.

      O vestir-se de branco é diretamente inverso de contaminar as vestiduras,  que é uma figuração da corrupção, toda ela, seja moral, espiritual, política, social ou religiosa, já o branco é símbolo de pureza, em toda esfera da vida, por isso são pessoas dignas e, certamente haverão de herdar o reino vindouro!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

IDE - Lembra-te, Guarda-o e Arrepende-te

LEMBRA-TE, GUARDA-O E ARREPENDE-TE
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 




          Continuando a nossa análise sobre a quinta carta endereçada para a igreja de Sardo, desta vez esmiuçando o que está relatado em Apocalipse três e o versículo três, conforme, logicamente, sob o prisma do meu não copioso entendimento! "Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobe ti virei" Apocalipse 3: 3.


LEMBRA-TE POIS DO QUE TENS RECEBIDO E OUVIDO - Todo habitante do Período denominado como Reforma Protestante, tanto aqueles que aderiram a esse Movimento, quanto aos que permaneceram irredutíveis no Sistema Papal, além dos demais, que de uma forma ou de outra permaneceram incólumes em suas posturas sem pender nem para um lado ou para o outro, a todos esses, o conselho de Cristo era um só, fazer nota de tudo que presenciaram e tomaram conhecimento, com o objetivo de recordar, para assim acumular subsídios que pudessem refletir num embasamento seguro para nortear sua decisão para a vida futura.
      Esse conselho de Jesus denota que todo indivíduo humano, deve fazer um somatório de sua vivência, aqui na terra, que o responsabiliza em suas escolhas, uma vez que, este, conscientemente, está a fazer uso do 'sagrado' livre arbítrio, ou seja, a capacidade inerente e adequada à humanidade, doado pelo Supremo.
          Habilidade esta, capaz de satisfazer ao próprio homem, que por extensão, tem por objetivo tornar Deus extremamente feliz, contudo, nem sempre o humano tem correspondido conforme esse desejo, entristecendo todo o paço celestial! "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço" Romanos 7: 19.
      Essa citação de Paulo deixa transparecer um desagradável odor de incapacidade decisiva da pessoa humana, como se ela não tivesse controle próprio de sua vontade pessoal, ou, fosse previamente programada para desempenhar a vontade dum ser superior que controla a seu bel-prazer o desempenho de cada ser humano.
          Na verdade, Deus, na pessoa de Jesus Cristo, ao criar a humanidade, dotou esta da capacidade de fazer sua escolha pessoal, baseado no discernimento da própria criatura humana, habilidade que é identificada como livre arbítrio, que é uma resolução que depende só da vontade, neste caso, humana! 
          Sendo assim, o papel da humanidade em relação ao seu caráter conforme a vontade de Deus é esforçar-se por praticar o bem, vencendo assim o mal com o bem. "Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens" Romanos 12: 17. "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" Romanos 12: 21. 

GUARDA-O - O conselho Divino não se limita em apenas tomar nota das ocorrências vivenciadas e ouvidas, mas, sobretudo, tem a finalidade imperiosa de se colocar em lugar conveniente, acondicionando e, conservando para posteriormente ser consultado, óbvio, com o objetivo de fazer sábia decisão, por isso, devem-se manter os fatos gravados na memória, com absoluta fidelidade! "Mas a palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que entre vós foi evangelizada" I Pedro 1: 25.

          Quando o ser humano se propõe a desempenhar a vida nesse molde, naturalmente suas ações passam a ser destaque, elegendo-o, de fato, povo de Deus que se apodera da misericórdia divina! "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia" I S. Pedro 2: 9 e 10.



ARREPENDE-TE - Diversos analistas bíblicos simplesmente não acreditam na doutrina ou teoria do livre arbítrio. Arrazoam tais comentaristas que a Divindade tudo pode, portanto, Ela quer que todos cheguem ao pleno conhecimento do pecado (Romanos 3: 20), e possam passar incólumes da consequência do mesmo, ou seja, vença o pecado e a morte!
      Esses indivíduos humanos defendem seus entendimentos, com uma série de argumentos e alegações recheadas de racionalidade.
       Se Deus pode tudo e deseja que todos vivam eternamente, não existe força alguma no universo capaz de antepor a esse querer de Deus, a menos que um simples livre arbítrio humano se contraponha à vontade do Onipotente!
     Nesse caso o livre arbítrio humano teria muito mais poder que do próprio Criador e Mantenedor do universo!
      Por isso mesmo, tais pessoas não acreditam na teoria do livre arbítrio.
    No meu não abundante entendimento, apesar de não conter no Oráculo Revelado de Deus o termo livre arbítrio, mesmo assim, acredito nas evidências da resolução que depende só da vontade humana. Muitos fatos relatados nas escrituras dão certeza manifesta que os torna, no meu entendimento, tão evidente e incontestável.
      O livre arbítrio é a possibilidade de exercer poder. Alguém que não esteja sujeito, nem privado de sua liberdade, portanto, tem poder de decidir e agir por si mesmo. Refere-se principalmente às ações e à vontade humana, e pretende significar que o homem é dotado de poder de em determinadas circunstâncias, agir sem motivos ou finalidades diferentes da própria ação.
         Uma das provas cabais, conforme minha percepção bíblica de que a humanidade detém essa possibilidade, é justamente a capacidade de arrependimento. 
            Não havendo livre arbítrio, não haveria a necessidade de arrependimento, uma  vez que, sem ele a humanidade estaria predestinada, para a vida ou para a morte eterna! 
           Como o humano não teria poder de decidir e agir por si mesmo seria um autômato programado para um determinado fim, por isso mesmo, não necessitaria de arrependimento.
       Todavia, quando Cristo pede para a população do período da Reforma Protestante, que  se arrependa, Ele está propondo a cada pessoa daquela época, que faça uso do poder de, por si mesmo, mudar suas decisões, por sentir mágoa ou pesar por faltas ou erros cometidos, mudando assim, suas atitudes, por ser essa a vontade mais recente da humanidade!
          Portanto, na minha compreensão o arrependimento é prova cabal de que existe o livre arbítrio! 
      Meditar na condição de Sardo, de um lado cristãos irredutíveis defendendo os interesses do Sistema Papal, por outro lado, cristãos 'nova seitas' protestando os erros e crueldades cometidos pelo Papado, sem se aperceberem que estavam trilhando o mesmo caminho e necessitavam de uma urgente mudança, sem contar com outra classe de cristãos e não cristãos que não se envolviam no mérito da disputa, tudo isso denota que a população do Período da Reforma Protestante, necessitava, em sua totalidade, de um inadiável arrependimento, senão seu resultado seria catastrófico!
         Hoje não é diferente, estamos vivenciando benefícios que a Reforma propiciou, no entanto, do que mais necessitamos é de um verdadeiro arrependimento, recheado de humildade, reconhecendo que o nosso viver depende, unicamente, das decisões acertadas que tomamos quando permitimos que Cristo Jesus direcione a nossa vida, rumo a eternidade! "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" Mateus 3: 2.


NÃO VIGIANDO, VIREI SOBRE TI COMO LADRÃO


       Eis uma assertiva que não pode ser generalizada, pelo contrário, essa afirmação é individualizada, tem por público alvo tão somente as criaturas que, de uma forma ou de outra, desprezaram a vigilância; além de que, Cristo virá como ladrão, não somente para os desatentos do período da Reforma Protestante, mas, também para as demais criaturas humanas de todos os períodos, que não foram ou, não serão vigilantes!
         Em momento algum essa asserção de Cristo Jesus estava marcando a volta do Salvador para aquele período. "Vigiai pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir" Mateus 25: 13.
       Ainda hoje existe a necessidade do cristão estar atento pois, "daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai! Marcos 13: 32.
      Assim, cada pessoa, precisa estar atenta, sem dormitar nem sequer venha a pestanejar, antes devemos estar despertos para ter direito a vida eterna!  " Não durmamos pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios" I Tessalonicenses 5: 6.

NÃO SABERÁS A QUE HORA VIREI


     Com o advento do pecado, automaticamente, surge a inimizade no planeta, de um lado o bem e os benefícios dele provenientes, na outra extremidade o mal, em decorrência, carregava junto a si as sequelas.
      Para restabelecer a normalidade Jesus, o Criador, promete que da mulher viria o descendente que conduziria a humanidade para seu estágio original, a partir de então o ser humano, de forma até insana, mas baseado na Palavra de Deus, procura estabelecer um tempo próprio para os desígnios do Onipotente.
   Com muita propriedade o profeta Daniel declarou; "bendito seja o nome de Deus para todo o sempre, poque dEle é a sabedoria e a força" Daniel 2: 20. "Há um Deus nos céus, o qual revela os segredos" Daniel 2: 28 pp.
     Esse mesmo profeta, desejou estabelecer com acurada precisão, dentre outros fatos, quando viria o descendente da mulher.
       Deus então, envia o anjo Gabriel que revela ao referido profeta; "entende, filho do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo... Eis que te farei saber o que ha de acontecer no último tempo da ira; porque ela se exercerá no determinado tempo do fim" Daniel 8: 17 e 19. 
        Era como se Jesus estivesse a dizer ao profeta que o dia da promessa não lhe competiria saber, estava selada até ao tempo do fim, naquele tempo "os sábios entenderão"  Daniel 12: 10 up.
      Na plenitude dos tempos, Jesus veio como criança, cresceu e, deu sua vida para resgate da humanidade. Antes de regressar para os céus, prometeu que viria outra vez. João 14: 3. Desde então os homens intensificaram a marcação do dia da vinda de Deus e volta de Jesus Cristo. No entanto, de Deus vinha a admoestação "não vos compete prever o tempo em que o Pai estabeleceu pelo Seu próprio poder" Atos 1: 7.            
          Quando chegou o tempo do fim o livro do entendimento foi aberto para as pessoas, conforme a profecia relatada por Daniel, homens sábios e entendidos, a partir de 1800 começaram a marcar data para a volta de Cristo, e Ele não regressou
   Até esse desapontamento havia sido previsto pela mensagem do Apocalipse.
        Ao se aprofundar no livro da Palavra de Deus os homens deduziram que Cristo voltaria numa determinada data, essa mensagem ao ser proferida tinha o sabor de mel, mas, ao ser digerida, no ventre, amargava como fel, pois, a procissão celestial com a vinda de Deus e volta de Cristo, não se confirmou, provocando uma tristeza intensa semelhante ao bílis uma coisa muito amarga. "E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livro. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo" Apocalipse 10: 9 e 10.
          Mais uma vez, o Descortinador do Universo faz questão de deixar patenteado que não cabe ao humano estabelecer data para o retorno de Cristo, pois, Jesus é Deus misericordioso, portanto, longânimo. A opinião do Mestre continua a mesma; "porque não vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da Sua Majestade" II Pedro 1: 16.
         A palavra do Mestre de Nazaré é irreversível e sem falha, por mais que a humanidade insista em determinar uma data específica para a vinda de Deus e volta de Cristo, não logrará êxito, esta será uma incumbência restrita unicamente ao Pai!
     Portanto, devemos permanecer imbuídos apenas em seguir o conselho de Cristo; "importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis" Apocalipse 10: 11.
         Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, a companhia benfazeja do Seu Santo Espírito e o amor do Pai, estejam com cada um de nós! Assim seja!