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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Janela Poética - NORDESTINO



NORDESTINO 
                                               Educador Glauco César




Sou nordestino da terra,
quer na paz e quer na guerra,
nosso nome irei cantar. . .

Nossa terra é bem boa.
Nossa noite tem luar,
nosso canto tem mais ritmo,
quer no céu, na terra e mar.



Nordestino gente brava.
Não tem medo de morrer.
Até sua cova cava,
e se trabalha é pra viver.

Vou mostrar o que é que vi.
Vou mostrar o que é que há.
Nordestino em todo canto,
nordestino aqui e lá. 

Nordestino tem no Leste,
Se no Sul é braço forte,
onde estiver ele floresce,
pois nordestino é de morte.

Vou mostrar o que é que vi.
Vou mostrar o que é que há.
O nordeste é terra boa,
a chuva é que tarda a chegar.



Nordestino passa sede,
pois a seca é de matar,
passa mês e passa ano,
e os rios começam a secar.

Vou mostrar o que é que vi.
Vou mostrar o que é que há.
A água demora a vir,
quando o céu manda? É pra inundar!

Numa noite tão quente,
os pingos foram caindo,
começou logo a chover,
e a água foi subindo.

Vou mostrar o que é que vi.
Vou mostrar o que é que há.
O nordeste vai padecendo,
e o governo a se aproveitar.



Eta! Vida danada,
a vida do nordestino,
num ano é invernada,
e no outro qual o destino?

Vou mostrar o que é que vi.
Vou mostrar o que é que há.
Se do Céu não vier ajuda,
tudo isto vai continuar!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Janela Poética - AMOR JUVENIL



AMOR JUVENIL 

                                                        Glauco César

No meu pequeno ser
eu encontrei você
menina que me fez feliz.

Eu quero te abraçar
meus lábios te encontrar
meu coração, assim o diz.

Menina, franzina, tímida e levada,
que sorri desconfiada,
que anda pela calçada.

E quando fala de amor, pra mim.
Olha de mansinho,
fala bem baixinho.
-      Você me quer assim?

- Apaixonado fiquei por você.
Você faz parte do meu próprio ser.
Eu encontrei amor e alegria,
por isso, vivo nossa fantasia.

No meu pequeno ser,
eu encontrei você,
menina que me faz feliz!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Janela Poética - MINHA VIDA



MINHA VIDA 
           Educador Glauco César




Quando criança sonhei
com coisas intocáveis,
com poderio, com fadas
e riquezas.
Construí palácios,
vivia na nobreza,
dos sonhos intangíveis,
de coisas impalpáveis.

Construí meus sonhos
com muito amor
enfeitei-os com bolhas de sabão,
envolvi de fumaça
meu coração
que evola de minha mente
em forma de vapor.






Contudo, a fumaça dilui-se,
as bolhas espocam
e as nuvens passam,
e com elas os sonhos
vão embora.


Mas chega a juventude,
como época forte,
os castelos infantis
em dimensões maiores,
nos horizontes. . .
Tudo é quietude.








Porém chega a dura realidade.
A vida me leva de vencida,
apagando as quimeras da atualidade,
acabando com a ilusão querida,
carregando de tonalidades púmbleas,
os horizontes róseos de minha vida!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Janela da Solidariedade - TRISTE CONCLUSÃO

TRISTE CONCLUSÃO 
                                 Gláucia Lima e Silva


O mísero estende a mão esqálida
à caridade pretensa, do cristão,
e ao vê-lo, o levita, de nojo estampada
a face lhe volta, e o deixa no chão.

E a mão estendida, e a alma ferida
do pobre faminto, sem leite e sem pão
assim como a alma, - a deixa pendida
guardando amarguras no seu coração.

Os olhos cansados, mortiços, se abrem
e nova esperança lhe surge a caminho...
Bem longe, distante, aponta a miragem
da Lei, da justiça, na vez do meirinho.

Os passos apressa. - Do pássaro o canto,
no ramo canhestro à margem da estrada
atrai o olhar da Toga, que cega
não vê o mendigo, justiça implorar...

Mais morto que vivo - mas vivo pra ver
tão dura verdade que o vem machucar:
Não vale o professo - que o deixa morrer
Mais vale o gentio que o vem ajudar.



VOCABULÁRIO 

ESQUÁLIDA: Sórdida; suja; desalinhada; descorada e fraca; macilenta.
MEIRINHO: Antigo funcionário judicial correspondente ao oficial de justiça de hoje. 
 




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

IDE - Expiação e a Iniciativa Divina - (Conclusão)



EXPIAÇÃO E A INICIATIVA DIVINA – (Conclusão)
Educador Glauco César

Para alguns pesquisadores é praticamente impossível compreender, de forma racional, sem se fazer uso de uma grande dosagem de fé, como foi possível Cristo ter morrido num mesmo evento, em quatro tempos cronológicos distintos!
Contudo, a Palavra de Deus, é realmente, Sua revelação!
Jesus, então, através de Sua Palavra, torna entendível, qualquer enunciado ambíguo ou velado, isto porque Ele é a descoberta reveladora da Divindade!
A parte crucial do mistério da expiação é justamente entender, racionalmente, o fato da múltipla morte de Cristo ser realmente, um único fato! Esse é o enigma a ser revelado!
Até então, muitos de nós, não tínhamos tal conhecimento e vivíamos no erro, justamente por não ter intimidade com as Escrituras, portanto, não conhecíamos as possibilidades do Grande Eu Sou.
Estávamos enquadrados na mesma condição dos saduceus, aos quais, noutra oportunidade, o Filho do homem, “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”. Mateus 22: 29
É claro, que nenhuma pessoa deseja incorrer no mesmo erro dos saduceus! Por isso devemos recorrer às Escrituras, por conseguinte, ela nos esclarecerá e nos mostrará o grandioso poder de Deus!
Todavia, fica uma inquietação em nossa mente! Será que Cristo precisou morrer quatro vezes?
Para avivar a nossa mente, relembremos quando aconteceram esses fatos. 1- Na plenitude dos tempos, a dois mil anos, no monte chamado Caveira. (Lucas 23: 46) 2- Na fundação do Mundo. (Apocalipse 13: 8) 3- Antes da Fundação do Mundo. (I Pedro 1: 20) 4- Desde os séculos eternos. (II Timóteo 1: 9) 
A resposta a este questionamento está vívida na nossa mente, e todos responderíamos: certamente que não, Cristo padeceu uma única vez para perdoar os pecados, tanto os praticados na Terra quanto os do Céu! Pedro revela essa garantia! “Porque, também, Cristo padeceu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito.”      I Pedro 3: 18
Essa única vez que Jesus morreu, foi, justamente, desde os séculos eternos, isto, para alcançar tanto as coisas da Terra quanto as dos Céus!
Se a morte de Cristo, ocorrida, desde os séculos eternos, não foi simbólica, cremos que só foi possível, mediante o poder de Deus, que está embutido no principal atributo da Divindade!
São três os principais atributos de Deus: Onipresença, Onipotência e Onisciência. Atributos encontrados, tão somente, na Divindade.
A Onipresença é também conhecida como Ubiquidade.
Portanto, Deus na pessoa do Pai, Filho e Espírito, é o único ser, em todo o universo, que é ubíquo.
Quais são as características de um ser ubíquo? A resposta a este questionamento é singular, mas, decisiva para o nosso aprendizado. O ser ubíquo está no mesmo instante em toda parte. Isto quer dizer que a Divindade, está no mesmo momento, em todas as células, moléculas, localidades, pessoas, indistintamente.
Além de que, o ubíquo, está também, ao mesmo tempo, em todo tempo. Isto quer dizer, que em Jesus, o Deus Criador, está contido, no mesmo instante, tanto o presente, quanto o passado e o futuro!
Fato este, que torna Deus atemporal, nEle só existe o tempo presente. O que para nós é passado e futuro, para a Divindade, é parte integrante, portanto, insubstituível, do presente!
De posse desta capacidade, inerente ao próprio Deus, que, a meu ver, é o principal poder do Divino, pois, permite estar, confortando e vivificado a todos, indistintamente, sem perca de tempo. “Porque, assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos.” Isaías 57: 17
Entendemos que para Deus, todo tempo, tanto o presente, como o passado e futuro, fazem parte do presente da Divindade.
Este entendimento faz convergir em Cristo, todo tempo, em um só tempo, no caso especifico em estudo, ao tempo do século eterno!
Para a humanidade, porém, que está limitada ao tempo e ao espaço, a morte de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, no Calvário!
Sendo assim, todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente no sacrifício de Jesus, na plenitude dos tempos, Deus trouxe à existência, no século eterno, essas pessoas, então, crucificaram a Jesus, conforme encontramos no relato bíblico.
Se aprofundarmos um pouco mais, vamos perceber que todas as pessoas, tanto as que já morreram quanto as que estão vivas e as que ainda não nasceram, participaram como testemunhas daquele evento!
Todas essas pessoas, no século eterno, quando o episódio de fato ocorreu, para nós humanos, não existiam!
Todavia, para Deus que é ubíquo, tudo existe e converge em Cristo, pois, em Jesus existem todas as coisas, de todos os tempos, num só tempo, que é o presente de Deus! “Porque nEle habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade.” Colossenses 2: 9 “E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele; E Ele é a cabeça do corpo da igreja, é o princípio e o primogênito de entre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse.” Colossenses 1: 17 – 19
O que mais me chama a atenção nesse texto, é que ele refere-se a Jesus, como o princípio, ou seja, o Criador.
Trata também a Cristo como o primogênito de entre os mortos, não com o sentido de o melhor de entre os mortos, mas, definitivamente como, de fato, o primeiro a morrer!
Isso é simplesmente fenomenal!
É exatamente esse poder de Deus, que Paulo, reportando aos romanos, esclarece: “O Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem.” Romanos 4: 17
Agora podemos concluir nosso raciocínio com firmeza racional embasado na Revelação Divina!
Com base nesses versos, deduzimos que Cristo morreu em plenitude, justamente no tempo do século eterno, antes de haver criado qualquer coisa, chamando à existência os fatos, que para nós, os humanos, ainda não existiam, e para que pudéssemos compreender, foi manifestado, na cruz do Calvário, em nosso tempo, aproximadamente a dois mil anos. Fato este, que nos faz entender em plenitude a profundidade do amor de Deus!
Assim, podemos perceber que nós os humanos, estamos limitados ao espaço e ao tempo, mas, no caso da Divindade, só existe o tempo presente!
Tudo converge para o presente de Cristo! Esta foi a iniciativa divina para remir o pecado!
Que Deus nos abençoe, e abra o nosso entendimento para compreendermos a altura, largura e profundidade desse tão grande amor!