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sábado, 30 de julho de 2016

Janela Poética - IMAGINE!


IMAGINE!
                                                 Glauco César





















Eu posso imaginar?
Soltar as rédeas do pensamento?
Ser criativo nas possibilidades,
deixando que a história
se fantasie a ponto de desfazer
a minha racionalidade?
Será que posso?

Posso mesmo?...
Deixar o pensamento
caminhar sozinho,
se estabelecendo nas
probabilidades, de forma
responsável ou irracional!
Será?...

E se eu mesmo discordar
daquilo que sozinho escrevi?
E se eu reescrevesse,
desmantelando minha razão,
sei lá, minha criação,
minha ficção?

Não, não!
Não posso imaginar.
Falta-me a liberdade
de me colocar contra minha
razão, ou prudência racional!
Vai dar uma confusão
tão grande,...
Eu comigo mesmo!

Então?
Devo apenas imaginar
ou, não tenho liberdade
de discordar de mim mesmo?

Por que,
            então,
            discordo dos outros?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

IDE - O Onipotente Assentado Em Seu Trono

O ONIPOTENTE ASSENTADO EM SEU TRONO

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


             Para adquirir conhecimento das coisas que estão em nossa frente, por meio dos sentidos, o Escrutinador da História Universal, no que concerne ao desenvolvimento eclesiástico, faz uso de uma metodologia sumamente avançada.
Que capacidade extraordinária de aguçar o interesse de cada individuo para as coisas, realmente, vitais no desenrolar da vida humana!
Forme ideia e abranja com inteligência para entender com que urgência o vidente de Patmos, por indução do Altíssimo, conduz com singeleza a mente humana a acompanhar seus passos naquela visão recebida!
João estava concentrado nos pensamentos de Deus, no entanto, encontrava-se alheado aos seus próprios atos e efeitos de pensar, sem permitir que coisa alguma de sua vida, até mesmo sua situação de isolamento, o ilhasse em seus problemas, pois, o Divino o arrebatou do seu processo mental que se concentra nas ideias conduzindo-o em espírito a divisar um trono que estava estabelecido e em franco desenvolvimento de suas funções!
Tudo converge para a decifração deste trono ser o sólido elevado em que o Soberano do Universo está assentado, no Reino da Graça, não foi uma visão em que o Dominador haveria de assentar no Reino da Glória, pois, o trono encontrava-se armado, ou seja, em franco e perfeito funcionamento!
No entanto, para prender ainda mais o interesse do leitor, o escritor não define quem é a pessoa Divina que está assentada naquele recinto, sabe-se que, quem quer que seja que ali estivesse, seria alguém possuidor de Poder soberano, o que quer dizer que possuía eterna autoridade!
O Discípulo Amado, apenas se limita a descrever a aparência resplendorosa dAquele que está assentado no trono.
Uma vez conhecidas as palavras iniciais, como um verdadeiro prelúdio literário, podemos, então, conhecer os versos que serão dessecados no decorrer dessa explanação. "Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônico, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda" Apocalipse 4: 2 e 3.

IMEDIATAMENTE, ACHEI-ME EM ESPÍRITO

Tudo leva a crer que houve um hiato entre a primeira visão, relatada nos três primeiros capítulos, e esta nova revelação.
O relato nos faz ver que o vidente antes de ser arrebatado em visão ouviu o chamamento para subir em êxtase até o céu, só então, foi transportado em enlevo místico para mais uma gloriosa visagem.
Esse fato explica e justifica o verbete imediatamente, sugerindo que, momento antes, ele não estava em domínio do Altíssimo, mas, em sã consciência, só a partir de então, o mesmo é envolvido em arrebatamento íntimo com o Espírito Santo.

NO CÉU, UM TRONO ARMADO

Sabe-se que um trono, além de ser o assento oficial para o poderoso dominador de um reino, é também emblema de poder, sem restrição ou neutralização, e de autoridade suprema do soberano.
Como afirmamos no início de nossas considerações, esse é o trono da graça, pois, está armado ou estabelecido desde sempre, para que o pecador possa visitá-lo no tempo da oportunidade, ou seja, enquanto em vida, todos passarão por ele e, aqueles que já se foram, passaram por ele e buscaram, diante deste gracioso assento, misericórdia e socorro, naquela ocasião, pois, ainda se encontravam vivos. "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna." Hebreus 4: 16 (grifo nosso).
Reflitamos, se esse trono já estava armado, obviamente estava em plena execução de suas funções. Sendo assim, o período, inequivocamente era este que estamos vivenciando, conhecido como o Reino da Graça.
É justamente nesse período que acontece o juízo investigativo, enquanto graça ou préadvento.
Sabe-se que Deus o Pai não julga ninguém esta função é do Filho, no caso, Jesus Cristo, sendo assim, o nosso juiz será Cristo. "E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento... E Lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do homem." João 5: 22 e 27.
Alguns comentaristas, baseados nesta declaração, concluem que a pessoa que está assentada no trono, é Jesus Cristo, pois, Ele é quem julga, e, como nesse instante está ocorrendo o juízo investigativo, logo, é Jesus, nosso juiz, quem está ocupando o Trono.
Esta linha de raciocínio, pode até estar recheada de lógica, no entanto, esbarra em outras declarações bíblicas que não se combinam.
O próprio João, algum tempo antes de afirmar que Jesus é quem, de fato, é o juiz que conduzirá todo o julgamento afirmou que o Filho de Deus não possui um trono no Céu, mas, está assentado à direita do Pai. "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e Me sentei com Meu Pai no Seu Trono." Apocalipse 3: 21 (grifo nosso).
O escritor do livro de Hebreus concorda plenamente com a ideia de que Cristo não tem um trono no Céu, portanto, não deve ser Jesus quem está ocupando aquele lugar Sagrado! "Jesus, porém tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-Se à destra de Deus." Hebreus 10: 12 (grifo nosso).
A meu ver, fica claro que Cristo está assentado ao lado do Trono do Pai, que nesse momento é o Juiz do juízo investigativo, para auxiliá-LO. "Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus." Hebreus 9: 24 (grifo nosso).
Esse verso é bastante elucidativo, Jesus Cristo, como nosso Advogado, está neste instante, intercedendo por nós, perante Deus, que é, de fato, o juiz no juízo investigativo! "Filhinhos Meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2: 1 (grifo nosso). Este verso, portanto, dá cifras definitivas a esta questão!

ASPECTO E SEMELHANÇA DO DOMINADOR

Apesar de que João não tenha descrito como era a aparência de Deus, mesmo porque, homem algum após o pecado, não viu nem ouviu a voz do Onipotente ("Ninguém jamais viu Deus" I João 4: 12. "O Pai,... tem dado testemunho de Mim. Jamais tendes ouvido a Sua voz, nem visto a Sua forma." João 5: 37), e não seria, justamente, naquela visão que João O veria!
Obviamente que a Palavra de Deus, desde o livro da origem, tem revelado para a humanidade que o homem é imagem e semelhança de Deus. "Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança... Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." Gênesis 1: 26 e 27.
Baseado nessa premissa, não tem como não crer que Deus o Pai é um ser composto, como todo humano, de cabeça, tronco e membros, a menos que as informações contidas no Gênesis, não sejam verídicas.
No entanto, foi permitido ao vidente divisar a glória que emanava dAquela grandiosíssima Criatura Divina! João, então, descreve que era semelhante à pedra de jaspe e sardônica.
Que visão extraordinária!...
João pode divisar a glória resplandecente de Deus. A felicidade do Pai Eterno, em desempenho de Sua função, como juiz, no juízo investigativo, era tamanha que, extrapolava em reflexos incontidos, enchendo o Paço Celestial de cores resplandecentes, que na compreensão de João, tinha a magnitude da pedra de jaspe, que é um minério com variedade semicristalina de quartzo opaco, mas, nesse caso, era translucido, pois, deixava passar a luz gloriosa de Deus, sem, no entanto, permitir ver a Sua face.
A luz que transluzia de Deus tinha um misto de várias cores, contudo, prevalecia a tonalidade vermelha sanguínea, como se estivesse absorvendo os raios solares.
Esse vermelho, da cor de sangue, tipifica a expressão da vida, readquirida pelo sangue remidor de Cristo, que, está sendo ofertado para todo pecador que queira alcançar a eternidade!
Por sua vez a pedra sardônica é uma espécie de calcedônia que é uma variedade de sílica microcristalina que pode ser transparente ou translúcida, nessa visão de João, pelos motivos citados, certamente era translúcida.
Como se percebe, a glória que refletia do Onipotente era de uma magnitude indescritível, por isso mesmo, João teve que descrever em linguagem comparativa!
Percebe-se que a glória de Deus, nessa visão, assemelha-se sempre a alguma pedra preciosa, que, indiscutivelmente aponta para Cristo, nosso Advogado, que é a pedra preciosa rejeitada pelos construtores! "A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular." Salmos 118: 22.
Estes construtores citados são figuras dos líderes religiosos, que apontam para suas instituições como o caminho para a vida eterna, ao invés de apontar para Cristo.
A pedra sardônica pode ser encontrada na variedade castanha de calcedônia, pode também ser escura alaranjada, ou ainda, vermelha pardacenta.
Essa pedra sardônica pode também representar a variedade da raça humana, mostrando que a glória de Deus, está extensiva a todo povo, raça e língua, mesmo aqueles que estão com o coração empedernido pelo pecado, mas, em se achegando a Cristo, nosso Advogado, e pedra sardônica, através de Seu sangue vermelho pardacento, pode e deve reconciliar o pecador arrependido, ao Pai das luzes! "Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança". Tiago 1: 17. "Ora, a mensagem que, da parte dEle, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma." I João 1: 5.
Todavia, existem ainda algumas outras aplicações para o branco ofuscante da pedra de jaspe que representaria a santidade de Deus. Já o vermelho sanguíneo da pedra sardônica simbolizaria a impecável justiça do Onipotente.

UM ARCOÍRIS ESMERALDEADO ENVOLVE O TRONO


                 A primeira vez que aparece o arcoíris no relato bíblico, é justamente, após o dilúvio universal. Naquela oportunidade, o arco-celeste foi colocado na atmosfera como simbologia da promessa de Deus, que jamais haveria outro dilúvio com tais proporções. Essa foi a aliança de Deus com os homens!
Sabe-se que o arco-da-chuva ou arco-de-Deus, é um fenômeno resultante da dispersão de luz em gotículas de água suspensas na atmosfera, e que é observado como um conjunto de arcos coloridos com as cores do espectro solar.
Como percebemos, para se formar o arco-da-aliança, são necessários dois elementos primários, a luz solar e gotinhas de água que servem de prisma para o raio solar se decompuser nas sete cores que compõem seu espectro. Convencionou-se que são somente estas sete cores; vermelha, laranja, amarela, verde, azul, anil e violeta.
Pois bem, esses dois elementos, a luz solar e as gotas de chuva, no relato de João, formam um arco completo, circundando o trono e, indubitavelmente, representa o Poder Universal que é composto de misericórdia e justiça. "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram." Salmos 85: 10.
Para que a justiça de Deus se faça presente em cada pessoa e a misericórdia se encontre com a verdade, se faz necessário uma demonstração tão pura quanto o beijo, se aconchegando com a Aliança de Deus, Sua lei, para assim, privar o pecador do tropeço da morte eterna! "Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há tropeços." Salmos 119: 165.
Nessa visão, o arco circunda o trono, onde cada pecador, em vida, comparece no juízo investigativo. O arco em forma de circunferência, é garantia que cada pessoa arrependida, será envolvida pela benesse da vida eterna! "Este é o sinal da Minha aliança estabelecida entre Mim e toda carne sobre a terra." Gênesis 9: 17.
Deus, nossa justiça e, Jesus, nosso misericordioso Advogado, garante a toda pessoa que a Ele se achegar, o entrelaçamento da misericórdia com a verdade e da justiça com a paz! "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." Filipenses 4: 7.
É interessante notar que na descrição de João, a cor do espectro solar se refletia, em semelhança, a uma esmeralda. Em momento algum, o vidente citou uma cor qualquer do arco-da-chuva.
A esmeralda é uma pedra preciosa, uma variedade de berilo transparente, geralmente verde, no Brasil existe uma pedra semelhante, a turmalina verde.
O verde é a cor que dá descanso aos olhos, daí predominar na natureza, já no corre-corre da vida, em meio ao trânsito, a cor mais bem-vinda é o verde, que libera ao transeunte a liberdade de transitar.
No arco-da-aliança, essa cor fica centralizada, talvez para indicar o centro das atenções, dando, ao pecador, a sensação de, finalmente, poder encontrar o descanso das mazelas do pecado e, em consequência, ter a liberdade de, enfim, transitar para a glória eterna!
Essa oportunidade está extensiva a toda criatura, as sete cores são emblemáticas da evidência de uma perfeita e abundante graça que alcança e abraça a todo pecador que queira se achegar a Jesus!
Você amigo leitor, está disposto a receber o abraço amoroso de Jesus, e o beijo ardente da justiça de Deus? Então, demonstre essa convicção sendo fiel à Lei de Deus, só assim, você receberá a justiça e a misericórdia de Jesus Cristo!

sábado, 11 de junho de 2016

IDE - Visibilidade do Paço Celestial


VISIBILIDADE DO PAÇO CELESTIAL

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




          Repentinamente, após a descrição das sete igrejas, a atenção dos leitores é desviada para o Paço Celestial, tido como o centro da grande expansão ou ovo cósmico, o Universo.
            Nessa nova visão, o Revelador, através do anjo Gabriel, conduz o pensamento da humanidade a divisar de forma entendível o trono de Domínio Universal decifrando a Força Ativa que estabeleceu e conserva a ordem natural de tudo quanto existe, identificando quem é o Soberano que ocupa aquele lugar.
     No quarto capítulo do livro da Revelação aparecem informações inestimáveis sobre o caráter dAquele que é o cabeça  do Universo.           
          Ao ser remanejada a aplicação cuidadosa da mente para refletir sobre o Dominador e Suas funções, se apura de forma indelével, o trato do Onipotente, repleto do cuidado amoroso para com a humanidade.
       Este tratamento de intimidade familiar e conveniência induz nos seres angelicais, a vontade imperiosa de entoar cânticos que, na eternidade, repercutirão nos justificados como a base do louvor e adoração a Deus.  
        Esta visão nos assegura que Deus continua no controle do Universo e, jamais, abandonará a batalha contra o pecado.
            
          Baseado neste preambulo, podemos, então, conhecer o verso a ser analisado neste artigo. "Depois destas cousas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as cousas que depois destas devem acontecer." Apocalipse 4: 1.


DEPOIS DESTAS COISAS
                      
            Estamos adentrando no entendimento de uma nova visão, outra descoberta, em verdade, é o segundo aspecto que João toma conhecimento através de imagens, percebidas em sonhos ou mesmo quando o vidente estava acordado, em arrebatamento espiritual.
          Não é sabido se essa nova manifestação aconteceu naquele mesmo dia de Sábado ou, se o Revelador, através do anjo Gabriel, deu um espaço de tempo, para que o vidente de Patmos, no caso João, tivesse algum momento disponível para escrever num livro sua primeira visão.
           Nos três capítulos iniciais João descreve a primeira revelação, onde faz uma majestosa descrição do Filho do homem, enviando aquela mensagem para a humanidade, relatada de forma figurada, dividida em sete períodos, tendo por destino as sete igrejas emblemáticas da Ásia Menor!
           Nessa nova situação em lances, no decorrer do enredo é focalizada certa situação em que aparece a expressão depois destas coisas. Enunciado este que, necessária e certamente, não deve significar que o relato deste novo capítulo e os demais, teve lugar depois do total cumprimento do que foi relatado nos capítulos iniciais. Não é a continuidade da primeira revelação, portanto, não segue uma ordem cronológica.
            Se assim fora ou, se fosse a continuidade da primeira visão, o capítulo quatro, forçosamente, estaria descrevendo acontecimentos referentes à vida eterna!
             Na verdade, essa expressão depois dessas coisas, está a esclarecer que, após ter visto e ouvido aquela primeira visão, logo, depois dessas coisas, João teve esta nova cena que agora vai descrever!
           O objetivo primordial desta nova revelação foi conduzir a visão do leitor ao tempo do juízo. Como sabemos o juízo ou julgamento de Deus ocorre em três fases, que descreveremos de forma simplória, mas, racional.
              Antes que tudo, precisamos entender de forma clara o termo julgamento que, indubitavelmente, seria o ato de julgar através da apreciação do que está contido nos autos, para, então, ser pronunciada a sentença, onde o juiz decide, após ter formado sua concepção, anunciando nesse conceito se o réu é culpado ou inocente! "Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais cousas... que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento... porque para com Deus não há acepção de pessoas." Romanos 2: 2, 6 e 11. Assim, mais uma vez a Revelação reitera o entendimento do livre arbítrio.
           O julgamento divino é feito em três etapas distintas, que simploriamente pode ser dividido em investigativo, confirmativo e executivo.

              O juízo investigativo acontece enquanto o ser humano estiver vivenciando o reino da graça, enquanto em vida, este juízo é também denominado como préadvento, que acontece quando Cristo ainda disponibiliza a oportunidade de arrependimento, ou seja, enquanto a porta da graça estiver franqueada para a humanidade!
      Neste período, o juízo neste molde, não é Deus investigando a nossa vida, como possa parecer nas narrativas bíblicas, contudo, na verdade, é cada criatura, individualmente, investigando seu próprio procedimento, tendo como base o padrão que é a norma da Lei de Deus, que, por sua vez, é o transcrito do caráter da Divindade. Isto sim reflete o juízo investigativo! "Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus." Romanos 14: 12.
            Durante o período do juízo investigativo, época em que estamos vivendo, é proclamado, com intensa ênfase, a vinda de Deus e, volta de Cristo, em companhia da população celestial, na grande procissão Divina, fato que esvaziará o Paço Celestial durante o intervalo de sete dias.
              Enquanto estiver sendo disseminada tal mensagem, a população terrena demonstrará muita profissão de fé, no entanto, pouca religiosidade vital e verdadeira piedade.
            Por isso, cada dia, para cada pessoa, será o dia do juízo. Porque Cristo diz: "Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação." II Coríntios 6: 2. (grifo nosso)
         Portanto, no juízo investigativo, a Divindade não determinará quem irá herdar a Vida Eterna, nem quem irá perder a eternidade sendo, portanto, destruído pela morte eterna.
                 Certamente, Deus apenas indicará a decisão tomada em vida, por cada pessoa e, assim, quem O escolheu herdará a Vida e, aqueles que O rejeitaram permanecerão mortos, como que aguardando a ressurreição dos ímpios, para, então, ser consumidos pelo fogo eterno e se tornar cinzas debaixo dos pés dos justificados!
                Registre-se que o castigo eterno tem a duração da vida eterna, contudo, o tormento eterno se extingue com a morte eterna! "Os ímpios, no entanto, perecerão, e os inimigos do Senhor serão como o viço das pastagens; serão aniquilados e se desfarão em fumaça." Salmos 37: 20 (grifo nosso).
        Dessa maneira se percebe que nem todos viverão eternamente com a Divindade, mesmo sendo essa a vontade de Deus, pois, o Criador respeita cada indivíduo com suas escolhas, uma vez que, o livre arbítrio é a ferramenta providenciada por Deus que habilita a humanidade a aceitar ou rejeitar as dádivas celestiais!
   
               Já o juízo confirmativo, comprobatório ou milenar, tem por palco o próprio céu e, obviamente ocorrerá durante o período denominado de milênio.
           Durante o milênio, a Divindade vindicará Seu próprio caráter. Esta será a função primordial do milênio, assim, Deus trará a juízo todas as coisas praticadas pela humanidade, tanto as boas quanto as más, somente desta maneira as ações Divinas serão justificadas, defendidas e compreendidas pelo ser humano, então, a humanidade recuperará a imagem perdida de Deus, em sua própria vida! "Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más." Eclesiastes 12: 14.
           Por conseguinte, amigo leitor, se a pessoa não quiser passar por vexame universal, é bom, no tempo da oportunidade, refletir bastante e, escolher tomar a mais sábia postura!
     O certo é que aquele pecado que praticamos e imaginávamos que passaria despercebido por ter sido ocultado, até ele será revelado durante o milênio! "Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido." Mateus 10: 16.
                Não só as nossas ações serão descobertas, contudo, até as nossas motivações estarão patentes para todo o universo, cada pensamento que transitou em nossa mente, durante o tempo da oportunidade, será revelado durante o milênio, só assim o Universo saberá que pode confiar na Divindade, pois, Ela é justiça! "Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as cousas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus." I Coríntios 4: 5. (grifo nosso)
            Essa prestação de contas, tanto dos justificados quanto dos ímpios acontecerá no juízo confirmativo, comprobatório ou milenar, e terá por base as coisas preditas no evangelho, mediante a Lei de Deus. "Estes mostram a norma de lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se; no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o Meu evangelho." Romanos 2: 15 e 16.
               Só assim, a compreensão sobre o caráter de Deus será corrigida perante todo o Universo!
          
                 A terceira parte do julgamento divino, o Executivo, acontecerá na eternidade, este julgamento, por sua vez é dividido em duas partes; retribuitivo e punitivo.           
        O retribuitivo como a própria palavra sugere, recompensa àquelas pessoas que escolheram fazer a vontade do Onipotente, por isso, faz jus à Vida Eterna, por outro lado, o punitivo, como não pode ser diferente, submete a pena da morte eterna, sendo, consequentemente, o resultado e efeito inevitável do pecado. "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a Vida Eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6: 23.

A PORTA ABERTA NO CÉU



               Tenho visto alguns comentaristas declarando que, por intermédio dessa porta, o Altíssimo tem levantado a cortina da invisibilidade, escancarando para a raça humana Seus passos em relação ao julgamento dos humanos.
              No passado alguns interpretes declararam que por intermédio dessa porta aberta, Cristo haveria de voltar, para aqui na Terra estabelecer Seu reino eterno.
               Essas opiniões não são diferentes do entendimento das pessoas que acreditam que o vidente de Patmos adentrou por aquela abertura para adquirir conhecimento da realidade celestial, através dessa atual revelação.
                  Enfim, o que significaria a porta aberta no céu?
          Antes que tudo, necessário se faz perceber que a referida porta foi aberta no céu, no interior dele, e não para o céu, onde por intermédio dela o habitante da terra poderia adentrar no Paço Celestial ou, os habitantes celestiais poderiam fazer uso daquela abertura para vir buscar os pecadores restaurados!
             Logo, não acredito que João estivesse absorto olhando para o céu e tenha visto uma porta e percebeu que a mesma estava aberta, consequentemente, ele ficou bastante curioso e desejoso de entrar por intermédio dela.
              O relato, na verdade, deixa transparecer que João, em estado de arrebatamento, vê uma porta aberta dentro do Céu, que dava acesso de um ambiente para outro compartimento, no esconderijo do Altíssimo e, por intermédio daquela abertura o apóstolo contempla o Trono, seu ocupante e, extasia-se ao ver uma gloriosa cena de adoração ao Criador do Universo!
           Assim, acredito que essa porta, no interior do céu, dava acesso à sala do Trono Universal e, foi relatado e mostrado a João que uma importante obra estava acontecendo naquele recinto. Ora, se ali era a sala do Trono Universal, não resta a menor dúvida ser uma alusão ao lugar Santíssimo do santuário celeste.
  
A PRIMEIRA VOZ

           Se observarmos com atenção, no primeiro capítulo introduzindo a visão de Jesus glorificado, João ouviu uma potente voz semelhante a trombeta. Coincidentemente, essa mesma voz, como de trombeta, continua assistindo o vidente, que, por sua vez, identifica aquela voz, como sendo a primeira voz que ele ouviu e, pasmem os senhores, ela introduz essa segunda visão!
            Esta não é a voz da Divindade falando ao homem. Como sabemos a Divindade é constituída de três pessoas Divinas, Deus identificado como o Pai, Cristo sendo representado pelo cognome de Filho e a terceira pessoa, o outro consolador o Espírito Santo.
            A Bíblia adianta que ninguém viu Deus, nem ouviu Sua voz. 
            Conforme o próprio livro da revelação, Deus confirma que fala com a humanidade através do Seu anjo (Apocalipse 1: 1) como se fora o próprio Deus.
        Note bem, meu caro leitor, não é por um anjo, mas, ‘pelo Seu anjo’, um anjo especial, que sempre é comissionado pelo Senhor para revelar coisas importantes. Este anjo é Gabriel.
            Ele assistiu a Daniel. “Gabriel dá a entender a este a visão”. Daniel 8: 16. Ele comunicou a Zacarias o nascimento de João Batista. “Eu sou Gabriel que assisto diante de Deus”. Lucas 1: 19. Ele prediz o nascimento de Jesus. “Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré... Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus”. Lucas 1: 26 – 31. E agora assiste a João.
            Na verdade, quando o profeta no passado, diz que viu Deus, ou ouviu a Sua voz; com certeza, ele via e ouvia a voz do anjo Gabriel, que assiste diante de Deus.
           Isto tem respaldo bíblico, pois, João descreve que: “Ninguém jamais viu Deus” I João 4: 12, obviamente, após a entrada do pecado.
         O livro de João no capítulo cinco verso trinta e sete confirma que nenhum pecador “jamais tem ouvido a Sua voz, nem visto a Sua forma”.
         É fácil perceber que a raça caída, com o advento do pecado, não suporta ver a Glória de Deus, e nem sequer ouvir o timbre da voz do Todo Poderoso.
            Isto, pelo simples fato da degenerescência da estrutura humana, provocada pelo pecado.
       Sendo assim, Deus utiliza o anjo Gabriel, para dar autenticidade aos Seus pronunciamentos, para que a humanidade possa perceber a presença da Divindade em forma física, bem como, audível.
          Portanto, quando o profeta Moisés no passado diz que viu Deus, e ouviu a Sua voz, na verdade, ele via e ouvia o anjo Gabriel, mas, como uma verdadeira autenticidade do Todo Poderoso.
          O mesmo fato ocorre com João, o vidente de Patmos, quando confirma ter ouvido a voz de Cristo, como de trombeta, através do timbre da voz do anjo Gabriel!

SOBE, MOSTRAREI O QUE DEVE ACONTECER

           Quando Cristo, através do anjo Gabriel pede a João que suba, evidente e necessariamente João não foi até o céu corporalmente, mas, na forma de sonho e visão, mentalmente ele se transportou aos céus, através do poder do Espírito Santo.
           Nesse estado de arrebatamento espiritual o profeta, durante a visão, nada do ambiente terrestre tem poder de desviar sua percepção das coisas celestiais, que a Divindade o quer transmitir.  
         Quão extraordinária e solene cena João pode visualizar, foi desfraldado ao vidente acontecimentos que sucederiam às coisas anteriormente mostradas ao discípulo amado.
             Amigo leitor, Cristo nos tem convocado, através da voz do anjo Gabriel, soando semelhante a uma potente trombeta, a entrar no lugar mais santo de todo o vasto domínio da soberania de Deus.
                 Qual será a tua ação, após escutar este chamamento? Entras, ou permanecerás em letargia espiritual, sem certeza da Vida Eterna?
                 A decisão é somente tua!

domingo, 22 de maio de 2016

IDE - Ao Vitorioso, Uma Notável Dádiva

AO VITORIOSO, UMA NOTÁVEL DÁDIVA


Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com

        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



          No princípio quando Cristo formou o Homem, do pó da terra, deixando impresso nele Seu digital, a criatura humana além de se tornar imagem e semelhança da Divindade, tinha a possibilidade de perenizar sua existência.
        Uma vez insuflado pelo fôlego de vida do Criador, Jesus, o Verbo, dá para Adão e Eva o domínio sobre os seres animados e inanimados, consequentemente, sobre a própria Terra. Desta forma tudo estava sob a tutela do homem!
             Este domínio outorgado dava concessão que garantia autoridade, poder, posse, poderio a todo ser humano, concedendo autenticidade para a efetivação plena da criatura humana sobre o Planeta, por toda eternidade!  
             No entanto, com o advento do pecado, Adão e, consequentemente, a raça humana, perde, não somente o lar edênico, mas, sobretudo, a possibilidade de viver eternamente. Este ato de Adão passou o domínio para o Inimigo, fazendo dele, por usurpação, príncipe deste mundo!
                  Desta maneira, o homem, gradativamente, foi se distanciando da Divindade, perdendo assim, o Poder Vital e, como consequência, precisa batalhar pela sobrevivência.
                  Com o passar do tempo, a expectativa de vida do homem na Terra, ia cada vez mais se evolando, como fumaça de uma fogueira extinta que vai se esvaindo até se tornar imperceptível na atmosfera!
                   A partir de então, a humanidade, busca de maneira desenfreada readquirir aquilo que perdeu ao pecar, o domínio sobre todo mundo.
       Esta tem sido a luta da criatura humana, tentar readquirir o domínio, principalmente sobre si mesma, bem como sobre os seres viventes e a Terra.
               Quando o homem conseguir sair vencedor na batalha contra seus próprios desejos e pensamentos pecaminosos, finalmente, se assentará no Trono de Domínio Universal, juntamente com Cristo.
           Desde que Cristo ressuscitou, Ele não tem um Trono próprio, pois, está assentado à direita do Pai, no Trono de Deus.
             Chegará o dia em que o Pai passará o Trono do Poder para o Filho, Cristo por Sua vez, repassará para a humanidade, desta forma, o domínio que Adão entregou ao Inimigo, cada pessoa que vencer, haverá de receber, outra vez, das mãos de Jesus, nosso Criador e, desta vez, não mais deixará escapar.
              Quem vencer verá!

              De posse dessa explicação podemos conferir os versos que serão dessecados; "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e Me sentei com Meu Pai no Seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas." Apocalipse 3: 21 e 22.

A DERRADEIRA PROMESSA AO VENCEDOR - Apesar de que o livro do Apocalipse, seja direcionado, indistintamente, para todos, entretanto, quando o revelador se refere aos vitoriosos, não é sem motivo racional que o faz isoladamente, somente para aquele que, individualmente, vencer. Portanto, se você quiser herdar a vida eterna, tem que, em vida, se tornar vencedor!
           Esta afirmativa nos informa que apesar de Cristo ter dado, gratuitamente, a salvação para todos ao morrer na cruz do Calvário, somente aqueles que, individualmente, os aceitam, é quem tomarão posse da salvação.
              Os demais, mesmo estando com a salvação garantida, preferem rejeitar esta oferta de Cristo, fazendo sua escolha ao lado da perdição.  Jesus aceita como legítima qualquer escolha, tanto para a vida, como para a morte eterna. Tornemo-nos, portanto, vencedores!   
          É interessante observar que ao vencedor de cada período é dada uma promessa específica que, em via de regra, é direcionada aos habitantes exclusivos daquela época, no entanto, pode e deve ser absorvido pelas pessoas das fases subsequentes.
                 Ao vencedor do período de Éfeso é prometido comer da árvore da vida que cresce no meio do paraíso, ou jardim de Deus.
               Quando o homem pecou, ele foi proibido de comer do fruto da árvore da vida, justamente para não perpetuar por toda eternidade o germe do pecado, sendo esta proibição, uma manifestação da misericórdia, e amor de Deus pela humanidade!
          O comer da árvore da Vida é, primariamente, simbologia da vida eterna, essa foi a promessa para os vencedores do período que corresponde à igreja de Éfeso.                                                                                                    Para as fases subsequentes, além de ser emblema da vida eterna, é também, símbolo do próprio Jesus. É Ele quem alimenta as nações e, cura o pecador das mazelas do pecado. Não resta dúvida que Cristo é, de fato, a Árvore da Vida!
              Esta é uma maravilhosa promessa de bênção, não necessariamente para o futuro, no reino restaurado, mas, sobretudo é um misericordioso favor divino para o nosso cotidiano, tornar-se participante de Cristo, a Fonte Pura de todo o prazer, sendo Ele próprio, inegavelmente, a Árvore da Vida.
          Para a população do período referente à Igreja de Esmirna é feito o voto juramentado de que o vencedor, de maneira alguma, sofreria o dano da segunda morte!
           Jesus Cristo nossa Salvação, assegura-nos que se vencermos, de modo nenhum, haveremos de passar pelo desprazer da segunda morte, que é a destruição final, ou exterminação por completo do ser pessoal, que acontecerá no lago que arde com fogo e enxofre, conforme apregoa o livro de Apocalipse 20: 6, 14 e 15. “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte... E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo; esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”
Portanto, a segunda morte é o contrário da vida eterna. Constitui o salário do pecado, ou seja, a perda permanente da existência. Confirme em Romanos 6: 23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.
Não tem sido diferente para as pessoas do período representado pela igreja de Pérgamo, eles necessitavam vencer!
Muitas pessoas preferem crer que haverão de herdar a Vida Eterna por cascata, ou seja, ela virá naturalmente, sem que o indivíduo tenha desempenhado sua parte, no entanto, precisa-se sim, desempenhar a contento a parte que cabe a cada pessoa, para assim, sair vencedora.
Contudo, nunca se deve ficar desesperada, pois, Cristo, o divino auxiliador, garante que a despeito de que muitas aflições possam sufocar o pecador, deve-se estar convicto, pois, se Ele venceu o mundo, a humanidade também poderá vencer, basta permanecer atrelada a Ele.                Não existe afirmativa mais gratificante que esta, se alimentar do maná escondido.
Quando Jesus declara; darei Eu a comer, Ele está se referindo a Sua própria pessoa, e não, necessariamente, a um pão que caía no deserto escaldante que, exposto ao calor do sol apodrecia, cheirava mal e se desintegrava.
Sua mensagem, nesse verso, não é subliminar, pelo contrário, é um estímulo muito intenso que ultrapassa e, até mesmo, transcende às coisas espirituais, é, na verdade, uma Autorrevelação.
Em face do exposto, conclui-se que o maná que caiu no deserto, não preenche os requisitos para despertar desejo a nenhum cristão. Sendo assim, ao invés de analisar de forma literal, deve-se interpretar no sentido figurado ou simbólico.
Esse maná representa Jesus, o Pão da Vida, que desce do céu e dá vida ao mundo. “E Jesus lhes disse: Eu Sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome; e quem crê em Mim nunca terá sede”. São João 6: 35.
Essa declaração de Cristo é superinteressante, perceba a sutilidade da informação nela contida. Sabemos que Jesus é o Pão que desceu do céu, e foi dado gratuitamente pelo Pai para todos, no entanto, só não terá fome nem sentirá sede, quem for até Ele. 
         Esse ir até Jesus Cristo é que diferencia o pecador vencedor do fracassado. “Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram, quem comer Este pão viverá para sempre”. São João 6: 58
  Jesus, o pão da vida, jamais apodrecerá, não cheira mal, pois, é a Rosa de Sarom, o lírio dos vales (Cantares 2: 1), Ele é eterno, não se desintegra.
                Quando o maná caia no deserto, foi ordenado a Arão que guardasse ou, escondesse o maná num vaso de ouro. Pois bem, nessa linguagem simbólica é preciso decifrar de maneira racional o que significa esconder e, como é natural, descobrir esse vaso de ouro.
Já sabemos que o maná é figura de Jesus e, como vimos, Ele foi doado a todos, somente quando nos alimentamos dEle, podemos crescer a Sua semelhança, no entanto, se qualquer cristão for procurar por Jesus no campo, ou mesmo nas ruas da cidade, certamente ele não O encontrará.
Rapidamente essa pessoa vai descobrir que Cristo deve estar escondido. Com certeza essa é uma verdade inconteste, todavia, descobrimos o esconderijo onde Jesus se ocultou. Ele mesmo revela onde O encontrar; “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a Vida Eterna, e são elas mesmas que de Mim testificam.” São João 5: 39.
 Como podemos perceber, Jesus, nosso maná, está escondido na Bíblia, somente manuseando esse Livro Sagrado e estudando, minunciosamente, seus relatos, colocando-os em prática, é que haveremos de encontrá-Lo.
Nessa nossa decifração descobrimos também que o vaso de ouro, que abriga nosso Maná, Jesus Cristo, é mesmo cada pessoa que esteja disposta a se alimentar dEle!
Que maravilhosa promessa, extensiva não somente para os vencedores na eternidade, sobretudo essa promissão é um juramento de Cristo para auxiliar a todo cristão que esteja em dificuldade militando contra o mal, pode e deve se alimentar desse maná que é Cristo Jesus!
Podemos comer desse maná de forma festiva quando participamos da Santa Ceia, comendo da carne e bebendo do sangue de Cristo simbolizado pelo pão e pelo vinho.
Todavia, para a população vencedora do período representado pela igreja de Tiatira, a oferta vem em forma de voto juramentado de conceder autoridade sobre as nações, esta promessa de Cristo foi, por assim dizer, facultar ao cristão o poder de resistir ao estado, dessa forma, venceria as nações e, receberia a estrela da manhã.
                 Essa foi uma gratificante promissão de Cristo para as pessoas que vivenciaram aquele Período Inquisitivo. Essa mensagem, naquele instante, para aquele povo, soou não como um simples voto, mas, se avolumou de forma tal, que passou a ser tratado como um grande juramento do Todo Poderoso.
           Não transitou na mente de nenhum daqueles habitantes da Tiatira emblemática, a ambição de se apoderar do poder político de nenhuma nação, nem o desejo de vingança, mas, tão somente, queriam assegurar a habilidade das nações, no trato das relações humanas!
              Aqueles habitantes, na verdade, estavam necessitados de quebrar a autonomia das nações que, por ser devedora a Roma, se prestaram como verdugo, executando a milhares de pessoas inocentes. Era dum poder semelhante a este que o povo da Idade Média mais necessitava!
     Este foi, justamente, o poder adquirido pelos sobreviventes da Inquisição! Esta força de agir e mandar, obviamente, só poderia ser utilizada no Período Inquisitivo para ter aptidão de se livrar da ameaça de morte!
              Aqueles que morreram na Inquisição, se comparados pelo poder e suntuosa magnificência de Roma, eram tidos por insignificantes e impotentes, no entanto, aos sobreviventes, foi atribuída capacidade tal, capaz de suplantar, não somente Roma, como também as demais nações a ela, atreladas!
              Apesar de que o processo inquisitivo estivesse sendo coordenado pelo Sistema Papal, não obstante, foram as nações, principalmente europeias, quem executou todo e qualquer indivíduo que, se colocasse contrário aos desígnios do catolicismo.
          A disponibilidade de força e autoridade que foi conferido aos sobreviventes foi, na verdade, a união de pessoas com ideias discordantes do entendimento católico, que se uniram criando um movimento conhecido como Reforma Protestante, que desenvolveu uma série de atividades em prol de arrefecer o ímpeto da mortandade, conseguindo, assim, seu objetivo.
        Esse foi o extraordinário poder recebido pelos sobreviventes da Inquisição, fazer as nações parar com a execução das pessoas, naquele período, assim, os anos finais da Idade Média foram mais amenos! "E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria" Mateus 24: 22.
                Além da autoridade sobre as nações, para aquele povo foi prometida a estrela da manhã que, é figuração do único ser humano que não tem vida, pois, Ele é a própria vida, por isso mesmo, é também Divino! Só Ele pode afirmar; "Eu Sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim" João 14: 6.
                   Se o leitor desejar saber quem, exatamente é, esse ser tão especial e único, deverá continuar usufruindo da leitura deste texto!
                É consenso, dos estudiosos do assunto, definir a estrela da manhã, como sendo, inequivocamente, uma alusão à pessoa de Cristo. E não é de estranhar, pois, o próprio Jesus confirma essa premissa; "Eu Sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã" Apocalipse 22: 16.
                Contra fatos, não há argumentos, esclarece o ditado popular, portanto, não cabe outra explicação tão preciosa, senão essa.
      É por isso que, qualquer pessoa que ama, incondicionalmente, a Cristo, que é o Sol da justiça e a estrela da manhã, essa pessoa brilhará como o sol! "Os que Te amam brilham como o Sol quando sai na sua força" Juízes 5: 31.
              É esse presente que os justificados hão de receber, juntamente com a eternidade e, Jesus, o Sol da justiça, será o escudo que o justificado terá juntado a si, para evitar que, os dados inflamados do seu próprio pensamento os convençam, na eternidade, a praticar o pecado! 
                Jesus, o Sol da justiça, aquecerá de coerência e zelo, o justificado, para continuar praticando o bem, dando proteção e alívio, assim, a nova criatura, fortificada por Cristo, jamais optará para o lado da maldade, portanto, o pecado não se levantará outra vez!
            Por isso mesmo, todos que receberão de volta a eternidade, resplandecerão, eternamente como Jesus Cristo! "Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça" Mateus 13: 43.           
                Voltando no tempo, indo ao encontro do povo da Idade Média, percebe-se que a promessa da estrela da manhã foi recebida como notícia alvissareira!
                  Enquanto o mundo vivenciava a negritude da Idade Escura, a Estrela da Manhã, Jesus, aparece na hora da maior prova da Igreja de Tiatira, através do Espírito Santo, preparando homens com bons propósitos, conduzindo o povo de volta à Palavra de Deus, iniciando a Reforma Protestante.
               Esses reformadores, podem, de alguma forma, ser identificados como a estrela da manhã da Reforma!                                                                             Para os habitantes vencedores da emblemática igreja de Sardes, foram prometidas vestiduras brancas e, a garantia de que o nome de cada um deles estaria gravado no Livro da Vida.
                 Estas vestes brancas, necessariamente, não são reais, elas aparecem na Revelação de forma figurativa, são, portanto, simbólicas. 
       Pode-se afirmar que esse vestir de branco seja uma bela figuração, denotando a mudança que o pecador arrependido e justificado sofrerá quando herdar a Eternidade! 
    É, portanto, símbolo da exclusão da iniquidade, sendo enxertada em seu lugar a justiça de Cristo!
    Essa obra é do Messias, apagar de uma vez por todas, em cada ser humano, a nossa iniquidade! Só Jesus tem esse poder! "Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus" II Coríntios 5: 21. 
      Que título extraordinário haveremos de conduzir durante a Eternidade. Ao olhar para o nosso semelhante, também vencedor, haveremos de perceber que, tanto ele, quanto nós estamos ali, por ser, de fato, 'justiça de Deus’.
            É por isso que cada vencedor haverá de ser vestido com a imortalidade na vida por vir.
                   Se o justificado terá imortalidade, claro está que seu nome, jamais, será apagado no Livro da Vida!
           Portanto, o que esse fragmento da obra literária do Vidente de Patmos nos esclarece é que somente aquele que buscou Deus, aproveitando seu momento aceitável, confessando seus erros, comprometendo a viver em harmonia com a vontade dEle, quando a porta da graça dessa pessoa se fechar e, ela der seu último suspiro, essa criatura terá seu nome escrito no Livro da Vida, ou seja, ela estará garantida na Eternidade!
       É importante esclarecer, que o nome de quem quer que seja, será escrito ou apagado em tempo real, e quem escreve é a própria pessoa, através de suas opções tomadas em vida, no momento aceitável para Deus, que é o hoje, aqui e agora! "Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" II Coríntios 6: 2.
               Ao vitorioso do período filadelfiense foi prometido torná-lo coluna do santuário de Deus.
               No ano 17 de nossa era, um terremoto quase destruiu a cidade de Filadélfia, no entanto, em meio aos escombros, uma solitária coluna, permaneceu como sentinela através dos séculos. Provavelmente, o Escrutinador do Universo, utilizou essa coluna como figura metafórica do vencedor.
               Portanto, cada pessoa do período de Filadélfia, que não se dobrou ante o peso da descrença e, permaneceu 'fiel até a morte' Apocalipse 2: 10 up., Cristo prometeu torná-la 'coluna' no Templo de Deus. 
        Metaforicamente uma coluna é símbolo de força, estabilidade e, sobretudo, vitória. Essas características batem justo com o caráter dos cristãos vencedores do período de Filadélfia, por isso mesmo, os vitoriosos daquele período, devido sua fidelidade ao serviço de Deus, terão o privilégio de herdar a eternidade!
    Essa é uma extraordinária figuração, os fiéis daquela época foram firmes em suas convicções, apesar de que suas predições não se realizaram naquele tempo, no entanto, ainda assim, eles permaneceram em equilíbrio com o propósito do Deus a quem serviam, justamente aí residia a sua força, por isso mesmo, foram vitoriosos, se tornando colunas vivas, no Santuário de Deus, que é a própria igreja viva, neste caso o ser humano. "Porque vós sois santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo". II Coríntios 6: 16 (grifo nosso).
     Portanto, essa metáfora abriga também o vencedor de cada período da igreja cristã.

  Ao vencedor do derradeiro período, identificado como igreja de Laodicéia, foi prometido sentar-se com Cristo no trono dEle, assim como Jesus venceu e sentou-se no trono de Domínio Universal, juntamente com o Pai.
   Para entender em profundidade essa premissa, se faz necessário retroceder no tempo, para divisar Jesus Cristo dando condições de vida ao planeta Terra, só assim será possível extrair, com extrema claridade, essa verdade até agora obscura.
 Num tempo distante, há bilhões de anos luz, identificado na Bíblia como princípio, a Divindade através da ação criativa do Verbo, que é Cristo (João 1: 1-3, 10 e 11), fez surgir a Grande Expansão, nesse primeiro momento todo o Universo foi formado.
   No entanto, faz aproximadamente seis mil anos que o Filho de Deus, a segunda pessoa da Divindade, deu condições de vida ao planeta Terra. Para tanto Ele fez uso do Seu timbre de voz, logo, todas as coisas foram estabelecidas num perfeito equilíbrio, a ponto do Criador declarar, ao ver "tudo que fizera, eis que era muito bom!" Gênesis 1: 31.
  Foi, justamente, no sexto dia que Jesus formou o homem conforme a imagem e semelhança da Divindade, coroando, desta maneira, Sua obra Criativa. 
Conforme a escala Divina, o ser humano está, hierarquicamente, um pouco menor que Deus e, um pouco maior que a população celestial, os anjos! "Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da Tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste."  Salmos 8: 5 e 6.
Como vimos, hierarquicamente o primeiro escalão é a Divindade, por ser Criadora, em segundo lugar está a humanidade, pela capacidade de procriar, na terceira posição está a população do céu, os anjos. Eles são assexuados, não se reproduzem.
É bom notar que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1: 26), Lúcifer, que era anjo, pecou por ter desejado ser semelhante a Deus (Isaías 14: 12 - 14). Daí a humanidade ser um pouco menor que Deus e um tanto superior aos anjos!
Ao criar a humanidade, Cristo dá a Adão e Eva o DOMÍNIO, ou seja, autoridade, poder, posse e dominação sobre os seres animados e inanimados, bem como, sobre o Planeta (Gênesis 1: 26 - 28).
No entanto, com o advento do pecado, o homem, de forma racional, passa esse domínio para o Inimigo, tornando-o, por usurpação, príncipe da Terra (João 12: 31).
Todavia, com o decorrer do tempo, Adão se apercebe do mal que fez e tenta, em vão, readquirir o domínio, na ânsia de reverter a consequência do pecado.
Foi necessário o Pai dá Seu Filho e Cristo doar a Sua vida para que houvesse a possibilidade da criatura humana ter de volta a vida eterna e o domínio perdido. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3: 16 (grifo nosso).
O Domínio sobre a Terra e seus habitantes que, temporariamente estava sob a tutela do Inimigo, Cristo, ao morrer, com legitimidade recupera-o e, ao ser ressuscitado por Deus (Atos 2: 32) e sentar-se à Sua direita, repassa o domínio ao Pai até os inimigos ficarem sob os pés de Jesus! "Disse o Senhor (Deus) ao meu Senhor (Jesus Cristo): Assenta-te à Minha direita, até que Eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés." Atos 2: 34 e 35 (grifo nosso).
Percebe-se nesse verso que o domínio permanecerá com o Pai somente até a volta de Cristo, momento em que os inimigos de Jesus estarão, literalmente, abaixo de seus pés!
O próprio Filho de Deus, dá luz sobre esse assunto confirmando; "Quando vier o Filho do homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, se assentará no trono da Sua glória" Mateus 24: 31 (grifo nosso).
Estamos vivenciando o reino da graça, também identificado como reino da oportunidade, este reino terá fim quando a porta da graça se fechar. Somente quando Cristo voltar é que será estabelecido o reino da glória, nessa oportunidade Cristo se assentará no Seu trono, e receberá, então, do Pai, o domínio!
                    É de bom alvitre esclarecer que na procissão celestial, na volta de Cristo, Jesus virá assentado à direita de Deus, conforme Ele mesmo confirmou ao sumo sacerdote; "Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo com as nuvens do céu" Marcos 14: 61 e 62. 
Em um determinado ponto no trajeto do Céu à Terra, o Pai passará o Trono para o Messias. O Profeta Daniel viu em sonho, o momento em que Deus repassará o domínio para Jesus. "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram chegar até Ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino" Daniel 7: 13 e 14 (grifo nosso).
 Naquele momento os mortos justificados ressuscitarão e, juntamente com os vivos terão o encontro com o Senhor nos ares; "Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor" I Tessalonicenses 4: 16 e 17.  
  Após esse encontro com Cristo nos ares, os justificados passarão mil anos nos céus reinando com Jesus, naquele período eles participarão do juízo comprobatório, confirmando a justiça Divina. Se não houvesse este estágio, o pecado se levantaria outra vez. "Assim como Meu Pai Me confiou um reino, Eu vo-lo confio... e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel" Lucas 22: 29 e 30.
Passado esse aprendizado a humanidade em estado de justiça, descerá do céu na Nova Jerusalém; "Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus... Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens" Apocalipse 21: 2 e 3.
No passo seguinte Cristo ressuscitará os ímpios; "Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos" Apocalipse 20: 5. Os mil anos passarão, os ímpios ressuscitarão, tentarão tomar a nova Jerusalém, mas, serão consumidos pelo resplendor da glória de Deus.
  Os ímpios se tornarão cinzas debaixo dos pés dos justificados. "Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos" Malaquias 4: 3.
Naquele instante, "Deus enxugará dos olhos (dos justificados) toda lágrima, e a morte já não existirá" Apocalipse 21:4. Se não houvesse essa intervenção divina, a humanidade não seria totalmente feliz na eternidade, por isso Deus apagou da mente, toda lembrança perniciosa do pecado. 
 No desfecho desses acontecimentos os justos herdarão a Terra, Cristo, então, de fato, devolverá o DOMÍNIO à humanidade, o pecado não se levantará outra vez e, viverão felizes para todo o sempre. "Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade... O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão" Daniel 7: 18 e 27.

QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA - O principal propósito da mensagem apocalíptica que emana do Trono de Deus, perpassando por Cristo e transitando pelo Espírito Santo, sendo, desta maneira, comunicada pelo anjo Gabriel, é informar, instruir e advertir todas as pessoas que dela travarem conhecimento, tanto pela leitura como pela audição do que nela está contida, para conduzi-los à obediência da vontade do Onipotente.
                    Quando se ouve o que o Espírito diz às igrejas, e se medita racionalmente nas Suas instruções, fica-se apto para a vitória, pronto para usufruir da promessa divina.
                Esta mensagem é extensiva para todas as pessoas, pois, todas elas, em todas as épocas, períodos e localidades possuem ouvidos para ouvir.
               Observe também que o Espírito fala às Igrejas, a todas elas, não somente a uma em específico, por isso, esta mensagem é, sobretudo, para os habitantes que vivenciam os derradeiros momentos da história da humanidade, tempo no qual vivemos.
            Aqui, o Espírito se dirige às igrejas, porque as promessas de Deus destinam-se aos membros de todas as igrejas e denominações, em todas as épocas, a todos, indistintamente, pois, não são somente os membros de qualquer que seja a facção religiosa, ou período, que possuem orelhas, mas todas as pessoas, em todos os períodos possuem.
                Obviamente, o Espírito Santo, está, constantemente, a orientar e ajudar cada pessoa a trilhar caminhos que conduzam à vida eterna.
          É interessante se aperceber que a mensagem; diz às igrejas, sempre se apresenta de forma pluralista, nunca aparecendo no singular! O que confirma a pluralidade de pessoa e tempo! Assim, acontece em todas narrativas destinadas às sete igrejas! 
Como tem sido bom ouvir a voz ardente do Espírito Santo a sussurrar Suas admoestações, conselhos e, sobretudo, promessas. Se você ainda não atentou a essa advertência dada com brandura, procure, o quanto antes, tomar em consideração esse lembrete advindo do paço celestial!
           No entanto, para usufruir da vida plena, necessita-se primeiramente e, antes de qualquer coisa, saber ouvir, senão, jamais se desfrutará sequer um segundo, por menor que seja, da eternidade!
              Quando Jesus convida a humanidade a escutá-Lo, Ele espera que se entendam os Seus apelos e se coloque em prática Seus ensinos, conforme o enunciado em Apocalipse 1: 3 que relata assim: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.
          Gostaria de ressaltar a universalidade do texto em análise, ele não está restringido a um povo nem a um determinado período, desta forma, a mensagem que o Espírito tem disseminado está franqueada, como ressalta o próprio texto, a toda igreja, toda pessoa, toda época e toda localidade!
                    Ao final de cada carta apocalíptica consta o convite universal para toda pessoa que tiver aparelho auditivo, possa ouvir e aceitar a proposta Divina!
          Aos habitantes de cada período que estivessem cansados e sobrecarregados pela maldade do Inimigo, bem como ao restante da humanidade, Cristo deixa um gracioso apelo: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei" Mateus 11: 28.
            Que os ouvidos de nossa consciência estejam receptivos para acatar a orientação Divina para, assim, adquirir a felicidade, a Salvação e a Vida Eterna ao lado de Jesus Cristo, a cintilante Estrela da Manhã!
           Cada carta, a qualquer uma das sete igrejas, foi direcionada para todas às Igrejas ou, todos os períodos da história eclesiástica. À medida que a história fosse se desenrolado, as pessoas de cada período deveriam estar atentas para as admoestações do Espírito Santo.
           A conotação final demonstra claramente que toda criatura deveria estar atenta para ouvir o que o Espírito Santo tem para revelar a toda pessoa que esteja viva, pois, "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mateus 22: 32up.), por isso mesmo é uma mensagem atual e benéfica para a sociedade moderna!
             Que Deus continue nos abençoando!