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segunda-feira, 28 de julho de 2014

IDE - Como Cristo se Apresenta à Igreja de Tiatira

COMO CRISTO SE APRESENTA À IGREJA DE TIATIRA

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


AO ANJO DA IGREJA DE TIATIRA - Como não podia ser diferente, Cristo, falando através do anjo Gabriel, reporta a todas as pessoas, que viveram no período de Tiatira e, entraram ou não, em estreito relacionamento com a Divindade, como um único ser indivisível, que usando dos atributos da espiritualidade, deveria exercer o ofício de mensageiro entre Deus e seus semelhantes, ou seja, um anjo!
Diferente da compreensão dos demais intérpretes que, entendem que esse anjo a quem a mensagem foi direcionada, seja, tão somente, a direção responsável pela igreja ou, uma junta diretiva.
No nosso entendimento, à medida que uma pessoa se envolve numa relação de conhecimento e intimidade com Cristo, automaticamente, ela passa a ser mais um canal de divulgação das boas novas, ou seja, mais um a participar do exército do IDE, recrutado por Jesus, com a incumbência de divulgar aos que ainda não tiveram essa experiência gratificante com a Divindade!
Esse entendimento está respaldado na declaração encontrada no final de cada carta, onde se acha uma assertiva afirmando que todos que tenham aparelho auditivo, deveriam estar atentos às pronunciações do Espírito para todas as igrejas.
Como bem sabemos, não são, unicamente, os membros da junta diretiva que possuem ouvidos para ouvir. Todas as pessoas possuem. Além de que o Espírito fala para as igrejas e, não, meramente, para uma parte dela. Daí acreditar-se que esse anjo seja figura de toda criatura que esteja predisposta a ser instrumentalidade nas mãos de Cristo.
Diferentemente dessa visão, alguns comentadores afirmam que o anjo de Tiatira foi acusado do crime de conivência, onde esse anjo finge não ver, ao tempo em que encobre os atos perniciosos da igreja dominante! Por isso mesmo, Cristo não tolera nem vê com bons olhos o anjo irresponsável!
A inquietação que surge nesse modo de entendimento é que, essa carta passaria a ser um instrumento de acusação, ao invés de, conter informações com a finalidade de instruir e, se possível, a depender da postura de cada indivíduo desse período, modificar a maneira de agir.
Uma carta nesse molde criaria uma barreira intransponível entre a Divindade e o pecador. Ela criaria repulsa na pessoa faltosa e, não transmitiria o amor de Deus. Em sendo assim, dificilmente a pessoa culpada, reveria seus atos!

ISTO DIZ O FILHO DE DEUS – Havia transcorrido um pouco mais de sessenta e poucos anos, quando Jesus Cristo tinha sido levado ao sinédrio, naquele momento o Sumo sacerdote, apreensivo e repleto de dúvidas, perguntava se o Filho do homem era, de fato, Filho do Deus Bendito!
Aquela pergunta permaneceu como uma incógnita por muito tempo, obliterando, até mesmo, a capacidade de ponderação de muitas pessoas.
Passado essa quantidade de tempo, em carta a Igreja de Tiatira, Jesus se apresenta como sendo, indubitavelmente, o Filho de Deus.
Essa foi a única vez, em todo livro do Apocalipse que, Cristo se revela como sendo o amado Filho do Onipotente. Esse título Lhe confere a unidade com o Eterno, é Ele confirmando o que houvera dito no passado; “Eu e o Pai Somos um”. João 10: 30
Esta declaração de Jesus identifica-O como membro da Divindade e, coloca sobre Ele todos os atributos do Pai, tais como: onisciência, onipresença e onipotência! Sendo assim, o Salvador se revela como sendo Aquele que tudo vê, tudo penetra e tudo possibilita, “porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade”. Colossenses 2: 9
É fácil entender por qual motivo Cristo se apresenta, uma única vez, no Apocalipse, como sendo Filho de Deus. Ele é tido como nossa única referencia, e como Aquele que ‘saiu vitorioso, e para vencer ‘ Apocalipse 6: 2.
Ficaria fácil o pecador justificar o seu fracasso, ele poderia argumentar que Cristo venceu, só pelo fato de ser Divino, se fosse humano, certamente não haveria de vencer!
Contudo, Jesus venceu o pecado, como humano, Ele nunca usou na Terra, Sua parte Divina, em benefício próprio. No entanto, Sua morte redentora, como humano, não salvaria a humanidade, foi preciso que Cristo morresse como Divino para salvar o humano!
A prova dessa assertiva é que Ele, a segunda pessoa da Divindade, ficou totalmente dependente do Pai, pois, tanto como Divino, quanto como humano, permaneceu morto no período de três dias. Jesus mesmo atesta com firmeza isto, quando se revela como Filho de Deus, afirmando: “Eu Sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui Estou vivo para todo o sempre” Apocalipse 1: 17 e 18.
Se Ele, como parte da Divindade, não tivesse morrido, não necessitaria de ter sido ressuscitado pelo Pai! “E matastes o Príncipe da Vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos.” Atos 3: 15
Por isso, na Revelação, só uma vez Ele se identifica como o Filho de Deus. Todavia, por ser mencionado como vencedor, nesse livro, normalmente, Ele se apresenta como Filho do homem para, como humano, ser a nossa referência.
Assim, o pecador, encontra estímulo, na pessoa de Cristo, para também, vencer as mazelas do pecado!




QUE TEM SEUS OLHOS COMO CHAMA DE FOGO – É comum se fazer uma analogia aos olhos de Cristo, neste contexto, como sendo um rigoroso aviso aos cristãos, não só daquela época, mas, de todas as eras por vir, de que os olhos perscrutadores do Onipotente, não titubearão ao fazer o julgamento do povo, com ardorosa severidade, e que os profanadores da congregação dos justos, serão irremediavelmente fulminados, pela ação corretiva de Jesus!
Que visão estonteante sobre Cristo, Sua Divindade e complacência! Esse seria um Deus sem reserva de bondade. Se Jesus tivesse este aspecto, só beneficiaria o Inimigo. Pois, é de uma Entidade Espiritual com essa característica que o Falsário gostaria de ter como adversário, uma vez que, nem precisaria falsificar a imagem de Jesus, esta particularidade seria suficiente para o Impostor sair vitorioso nesse embate! 
Se essa não é a figuração dos olhos como chama de fogo, como devemos, então, fazer uma aplicação condizente com o caráter do Filho de Deus?
Assevera o ditado popular que os olhos são espelho da alma, eles denunciam se uma pessoa está sendo franca ou, se está usando de fingimento! O texto relata que os olhos de Cristo eram como chama de fogo. O que quer dizer que nem era chama nem muito menos fogo. Portanto, era semelhante ou, tinha a aparência de chama de fogo.
Esse detalhe nos informa que, para entender essa afirmação, precisamos compreender o que vem a ser uma chama. Após ter ciência do que esse verbete representa, precisamos conhecer o que significaria, conforme proposto no texto.
 Inicialmente uma chama é a mistura de gases incandescentes que formam uma labareda, provocando uma intensa claridade, podendo ser sinônimo de luz ou conhecimento. Chama também pode ser figura de uma coisa feita com zelo e ardor, numa entrega totalmente altruísta.
Eis aí uma figuração que se encaixa perfeitamente com Cristo, Seu altruísmo é capaz de unir os gases putrefatos exalados pela humanidade em pecado, com o fluido incandescente do amor de Deus, fazendo com que a humanidade se prostre e, se converta numa tocha de luz, capaz de ter conhecimento do pecado e, queira abandonar o mesmo. Essa chama reflete todo o zelo e o ardor com que Jesus, altruisticamente se entregou na cruz do Calvário, refletindo o amor de Deus!
Assim, os olhos de Cristo são também fogo, não aquele tipo de fogo que simplesmente destrói e desintegra todo material que tenha combustão, provocando uma verdadeira calamidade!
O fogo não serve somente para a destruição, é certo que ele também tem seu lado benéfico. Apenas para a nossa informação, uma chama, necessariamente, não é fogo, ela pode até conter fogo, mas o ter, não indica que seja fogo.
Este, por sua vez, é o desenvolvimento simultâneo de calor e luz, que é produto da combustão de matérias inflamáveis. Baseada nessa descrição poderá, então, entender com maior profundidade a figuração dos olhos como chama de fogo.
Certamente, esse simbolismo, tem por finalidade descrever o calor relacional entre o Divino e o humano, com o objetivo de derramar luz, que é figura de conhecimento e entendimento, para clarear o trajeto do cristão em meio ao mundo escurecido pelo pecado!
O fogo quando acontece em meio a grande quantidade de vegetação, enquanto tiver material de combustão, ele prossegue devastando. Esta figuração representa a pessoa que tem a chama do evangelho de Cristo, em existindo material de combustão, ou seja, pessoas com a mente aberta ao entendimento, o ímpeto do fogo da verdade, alcançará essas pessoas, por estar dispostas a ser purificadas pela ação do fogo de Deus. “Sabe, pois, hoje que o Senhor teu Deus que passa diante de ti, é fogo consumidor”. Deuteronômio 9: 3
Além de que o fogo, também serve para aquecer, daí o termo lar, que é o lugar da cozinha onde se acende o fogo, que por analogia, aproxima as pessoas duma mesma família, aquecendo e iluminando.
Essa figuração demonstra o quanto Cristo está interessado em participar da família humana para que, esta, desenvolva o desejo de fazer parte da família divina!

E OS PÉS SEMELHANTES AO LATÃO RELUZENTE – Alguns comentaristas fazem uma junção de pontos semelhantes entre coisas diferentes que são antagônicas em relação ao caráter de Deus.
Ao fazer uso de analogia com essa característica, tais analistas pintam um quadro que dá sensação arrepiante de medo, de pavor, chegando a incutir, no homem, uma repulsa ou mesmo, uma aversão deste, em relação à Divindade.
Entre estes analisadores existem os que defendem que esses pés semelhantes a ferro em brasa, tem por finalidade, sujeitar as pessoas, ou seja, torna-las dependentes, através da coação e do medo, para que assim, essas criaturas, rendam-se à vontade da lei, e do próprio Deus. “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito” Hebreus 2: 8.
A mim me parece irracional acreditar que a Divindade sinta-se gratificada pela obediência forçada! Uma obediência nesse molde, não satisfaria o Criador, nem a humanidade, e estaria anulado por completo o sagrado livre arbítrio!
No entanto, essa postura, até um pouco irrefletida, é justificada e sustentada com razões e argumentos bíblicos, tal qual o registrado no próprio Apocalipse 2:27; “E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro.” Esses comentadores lançam mão da própria declaração de Cristo, demonstrando assim que Jesus referenda o entendimento desses analistas. “Toda a autoridade Me foi dada no Céu e na Terra” São Mateus 28: 18.
Arrematando essa percepção eles concluem; contra fatos não há argumentos. Por isso mesmo, os pés semelhantes ao latão reluzente, são figuras inequívocas da sujeição do homem em relação a Deus.
Todo transgressor que não dobrar sua própria vontade, este, sentirá a ira de Cristo, será pisoteado pela vara fumegante que são os pés de Jesus, que reduzirá cada faltoso em resíduos da combustão das substâncias do pecado.
Por certo, deve haver outra compreensão sobre os pés semelhantes ao latão reluzente.
Para tanto, precisamos de informações sobre coisas simples, que no cotidiano, achamos conhecer plenamente!
Todavia, como cristão não conhecemos o largo nem o profundo das possibilidades de Deus, portanto, necessitamos dEle, o entendimento!
Por isso, devemos trilhar o caminho percorrido por Cristo e, se possível, imitar todo Seu trajeto.
Que tal começar pelos pés? Quando Jesus esteve na região da Palestina, era comum se observar Seus pés empeirados.  No entanto, na ilha de Patmos, o vidente vê os pés do Filho do homem, numa condição bem mais apresentável.
Conforme Aurélio Buarque de Holanda, pé, seria a parte inferior da perna, que se articula com esta, assentando por completo no chão, e que permite a postura vertical e o andar. Podendo também ser a parte inferior de um objeto, por meio da qual ele se sustenta.
Essas definições do dicionarista Buarque, faz desse lexicógrafo, quase um perito em interpretação, deste texto apocalíptico, mesmo que, de forma não intencional.
Portanto, esta figuração dos pés semelhante ao bronze polido ou latão reluzente, agora, ganha um significado totalmente diferente, sendo muito mais Cristocentrico!
Nessa visão, Cristo deixa o Céu, vem para a parte inferior, no caso, a Terra, se identificando por completo com ela ou, se assentando no chão, onde, aqui, o Divino articula com o humano, a maneira de possibilitar a este, que se levante do lamaçal do pecado, imitando a postura ereta do Filho de Deus, para andar conforme o Filho do homem, aqui andou!
Nessa figuração, sentimos o envolvimento da Divindade em auxiliar o homem fracassado, levantando-o e, possibilitando seu retorno à Eternidade!
Definição esta, onde percebemos que Cristo se humilha, tornando-se, por assim dizer, a parte inferior do homem, mas, que dá sustentáculo a ele, é, portanto, o que dá suporte ao homem e o mantém de pé! Jesus é o exemplo a ser seguido! “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens; e, achando na forma de homem, humilhou-se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus O exaltou soberanamente, e Lhe deu um nome que é sobre todo o nome” Filipenses 2: 5 – 9.
Agora temos motivos coerentes para seguir a pisada de Jesus e, todo que queira retomar a Eternidade terá que fazê-lo! “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas” I Pedro 2: 21.
Que esta seja a minha e a tua postura, meu amigo leitor!

terça-feira, 22 de julho de 2014

IDE - Conhecendo a Mensagem Para a Igreja de Tiatira

CONHECENDO A MENSAGEM PARA A IGREJA DE TIATIRA

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.





A importância de cada indivíduo está diretamente relacionada à legitimidade de seus pensamentos, essa liberdade de raciocínio, doada por Deus a cada pessoa, é que valida a limitação de cada um.
Sendo assim, o entendimento de um leigo que esteja vasculhando a mente, em meio ao nada, para desvendar a compreensão do tudo, mesmo que suas conclusões sejam equivocadas, ainda assim, essa qualidade, é que o faz estimável perante o Escrutinador do Universo!

Portanto, nós como seus semelhantes devemos tentar entender com rigorosa severidade seu intento, o que nos tornará inestimável. Pois, o acerto procede, primariamente, da exaustiva conclusão equivocada.
Ventilamos esse assunto por entender que a Divindade nunca julga pela aparência. Ele nunca descobre, pois, sabe todas as coisas que transitam em nosso pensamento, tanto o bem quanto o mal.
             Tudo que tenha algum louvor, em qualquer criatura, é estimulado por Deus, por isso, o coração humano jamais fica completamente vazio de espiritualidade, em sendo assim, cada pessoa se dedica em disseminar seu entendimento aos outros.
       Com base nessa opinião, podemos descrever os versos que serão analisados!
“E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente: Eu conheço as tuas obras e a tua caridade, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras.
Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetiza, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu.
Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.
E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que Eu Sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.
Mas Eu vos digo a vós, e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei.
Mas o que tendes retende-o até que Eu venha.
E ao que vencer, e guardar até ao fim as Minhas obras, Eu lhe darei poder sobre as nações.
E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de Meu Pai.
E dar-lhe-ei a estrela da manhã.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”  Apocalipse 2: 12 - 29 

CONHECENDO A CIDADE DE TIATIRA




Em nossa viagem imaginária, estamos transitando pela via imperial romana, após percorrer 65 quilômetros a sudeste de Pérgamo, atual Bergama, divisamos, ao longo deste caminho, a próspera cidade turca de Akhisar, que há uns mil novecentos e poucos anos era denominada Tiatira.
          Na época era uma cidade da Lídia, numa região de esplendorosa beleza, era uma urbe ribeirinha do rio Lico, afluente do Hermus.

         A estrada que conduz até ela, é figura da experiência individual de cada pessoa, toda ela, tanto a que viveu no tempo dos apóstolos e, também, se palmilhando a areia do tempo, perpassa por todas as pessoas até as da atualidade, alcançando cada um que vive em nossos dias, quanto o que, viverá no tempo do retorno de Cristo e vinda de Deus, que virá acompanhado de Seus anjos, arcanjos, querubins e miríade de miríades de seres luminosos, compondo essa procissão celestial!
Esse agrupamento de milhares de seres grandiosos que circundam a Divindade, nas pessoas do Pai e do Filho, em cortejo cósmico rumo à Terra, esvaziou o Céu, local onde hoje é a habitação da Divindade!
Portanto, analisando com mais zelo, vamos perceber que essa via, é também emblema do reino da graça, onde cada indivíduo tem total, ampla e irrestrita liberdade de fazer suas escolhas, se ao lado de Cristo ou, contrário a Ele.
Por conseguinte, a faculdade que cada pessoa tem de decidir ou agir segundo a própria determinação, só será obstada quando a porta da graça se fechar, quando, então, essa liberdade, será perdida! “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Apocalipse 22: 11
Trocando em miúdos, tendo por base o verso acima grafado, é fácil admitir que, quando esse fato vier à tona, o ser humano, por um determinado período, estará privado de fazer uso do sagrado livre arbítrio, vindo somente a poder utilizá-lo após o milênio, quando, então, “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21: 4
As pessoas que foram confortadas por Deus, recebendo a oferta do consolo, são as mesmas que seus nomes estavam inscritos no livro da vida do Cordeiro.
Quanto aos demais, os que obstinadamente rejeitaram os graciosos e amoráveis apelos da Divindade, não haverá futuro para eles, pois, todo “aquele que não for achado escrito no livro da vida será lançado no lago de fogo.” Apocalipse 20: 15
Talvez, você esteja imaginando que o livre arbítrio, no humano, não seja pleno ou absoluto, uma vez que, sendo o homem limitado, por isso mesmo, sua resolução dependente só da vontade, também, tenha que ter uma fronteira!
É verdade, eu sou forçado a concordar com você, e me humilho, pois, a Bíblia descreve com extrema exatidão esse limite!
Quando Cristo, no Trono disser; está feito (Apocalipse 16: 17), naquele exato instante a porta da graça estará fechada para todos, indistintamente!
Fechando-se essa porta, termina o livre arbítrio. Só após o milênio, é que o livre arbítrio será finalmente devolvido para a humanidade!
É bom lembrar que o arbítrio é livre e, sendo assim, todos tem acesso a essa liberdade de escolha e ação. Por outro lado, se num determinado ponto da experiência humana, o arbítrio deixa de ser escolha do homem e passa a ser postura da Divindade, nesse caso, em momento algum, a humanidade teve esse arbítrio e, se assim fosse, não seria livre!
Por conseguinte, o livre arbítrio é aquela parcela da Divindade que permanece intacta no pecador, por isso mesma, é absoluta e nunca se antepõe a Deus, pois, foi Ele quem nos doou, por isso, nunca será contrária à vontade do Onipotente!
Quando começar esse hiato no livre arbítrio, terminará o reino da graça e, posteriormente, dar-se-á o início do reino da glória! Esse novo reino, iniciará com a ressurreição dos justificados para o encontro com Deus nos ares!

          Após essa divagação sobre o reino da graça, devemos retornar nossa mente para as características da cidade de Tiatira!
Ao chegar nessa região, a impressão que se tem é de uma cidade muito debilitada, fraca e dependente, no entanto, sua história comprova que ela venceu sua fraqueza e, tornou-se rígida, forte e autossubsistente.
A princípio esse lugarejo não passava de um posto de muda de cavalos que atendia ao exército de Alexandre. Em 280 A.C., um dos generais de Alexandre O Grande, Seleuco, constrói nessa localidade a cidade de Tiatira, com a intenção de transformá-la numa cidade sede de guarnição militar.
Por não possuir elevação natural no local, dificultava a possibilidade de se construir fortificação de defesa. Esse obstáculo deixavam as pretensões de Seleuco em situação crítica, fazendo crer que não passava de vaidade exagerada do soberbo General!
O Dominador não se abate em sua vontade exacerbada de ambição, manda construir fortificações ao norte, cuja fortaleza defendia a cidade e, por tabela, seu anseio, deixando de ser, um simples posto de muda de equinos, do exército de Alexandre, tornando-se, assim, numa cidade sede da guarnição militar.
Com o passar do tempo essa cidade vai adquirindo vida própria, a ponto de tornar-se num importante centro manufatureiro, destacando-se na fundição de instrumentos de cobre e de bronze.
Local de um povo simples, contudo, com a capacidade de tornar a cidade célebre, grande parte de seus habitantes trabalhavam em teares, eram habilidosos tecelões que fabricavam cobiçados tecidos em cor púrpura e vermelha. 
A espiritualidade também se destacava nessa paragem; ao deus-Sol foi erigido um grande, rico e belo templo em honra a Apolo, deus greco-romano, o mais belo dos deuses. No interior deste lugar misterioso e respeitável, havia um altar de beleza apolínea, dedicado a uma divindade feminina.
       Acredita-se que, ao tempo em que o vidente de Patmos recebia a missiva direcionada para a igreja de Tiatira, existia na cidade uma profetiza que gozava de muita credibilidade, por nome desconhecido, simbolizando Jezabel.
O compêndio bíblico nos informa que, durante a segunda viagem missionária de Paulo em companhia de Silas e Timóteo, na região da Macedônia, encontraram uma vendedora de púrpura, por nome Lídia. Essa mulher tiatirena aceitou de bom grado a mensagem cristã, demonstrando ser uma pessoa que exercia extraordinária hospitalidade.
Conforme o relato histórico, Lídia foi a primeira pessoa de Tiatira que aceitou o cristianismo, ela converteu-se na cidade de Filipos, sua família também se rendeu aos amoráveis apelos de Jesus, transmitido por Paulo. Com o decorrer do tempo, a cidade de Tiatira passou a ter uma congregação cristã.

A CARTA DIRIGIDA À IGREJA DE TIATIRA



Quando o visitante se depara com a cidade de Tiatira, de presto, transita em na mente uma inquietação que, por certo, ele deseja tranquilizar sua curiosidade. Essa excitação está atrelada ao nome desse lugar; qual o sentido dessa palavra, seu significado?




Para o leitor das cartas apocalípticas, também existe esta inquietude, que é para saber as coisas que essa palavra quer transmitir ou, o que representa para cada pessoa?
Analisando com a ótica da história, o termo Tiatira, se enquadra perfeitamente com o sentido de ‘sacrifício de contrição’ ou ‘perfume suave de labor’, amoldando-se completamente ao período que os historiadores descrevem como idade escura ou, em nosso caso, em que o conhecimento foi sufocado e abafado pelo poder opressor da igreja dominante, daquela época, daí ‘sacrifício de contrição’, onde muitos se renderam a Cristo ofertando suas vidas nas fogueiras, onde, o odor dos corpos queimados, subia aos céus como ‘perfume suave de labor’!
Naquele período, que vai de 538 A.D até 1517 A.D.,  se bem que, outros analistas ampliam esse período até o ano de 1798 A.D. para assim totalizar os 1260 anos da supremacia papal! Pois bem, a singeleza da fé, nos professos cristãos foi, hábil e, até, forçosamente mudada por meio da opressão, levando muitos a se apostatarem. Desta forma, a fé foi quase que totalmente sacrificada. Em seu lugar foram enxertadas as obas e penitências!
Isso só foi possível pelo fato das pessoas crerem que a fé, no indivíduo, fosse uma força intrínseca, capaz de vencer o mundo, os ardis do pecado e o próprio pecado!
Assim, se o humano tivesse essa força em si mesmo, venceria o pecado, por conseguinte, descartaria o Filho de Deus, Este, não passaria de uma carta figurativa e desprezível!
Portanto, a fé não é algo próprio do homem, a Bíblia informa que, “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.” Hebreus 11: 1
Se descobrirmos o firme fundamento, automaticamente, definiremos o que seja a fé! “Porque ninguém pode por outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” I Coríntios 3: 11
Pasmem os senhores, a fé, decididamente, não é algo intrínseco, ou seja, próprio da humanidade, nem muito menos a nossa confiança em Jesus, muito pelo contrário, é um ser e, essa pessoa é Cristo!
É por isso que, o humano não é capaz de vencer o mundo, a menos que ele tenha nascido de Deus! “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, nossa Fé.” I João 5: 4
Como acabamos de aprender a nossa Fé, é a pessoa sacrossanta de Jesus Cristo. Só Ele, foi, de fato, nascido de Deus, Ele, verdadeiramente, é Filho de Deus e, só Ele como humano, venceu o mundo! “Tenho-vos dito isto, para que em Mim tenhais paz, no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu (Cristo) venci o mundo.” São João 16: 33
É por isso, amigo leitor, que as obras e penitências não podem, jamais, tomar o lugar da Fé, pois, nada pode substituir o sacrifício de Cristo, este sim, é a nossa fé e a nossa garantia!
Não obstante, naquele período, as pessoas estavam divididas, a grande maioria, como opressoras e, uma minoria, como afligidas, todavia, esse foi o único período em que as pessoas foram elogiadas por experimentar progresso nas coisas espirituais!
Este quarto período da história eclesiástica deixou um pernicioso legado para as gerações futuras!
Uma vez retirada a Fé, ou seja, Jesus Cristo, da pessoa humana, foi necessário preencher esse vazio por um elaborado ritual e um sacerdócio de feitura humana! A crença na Igreja, (Instituição humana) e seus líderes! A princípio no papado e na santa missa, com o passar do tempo essa crença foi se amoldando, modernizando, popularizando, e se multiplicando num cristianismo multipolarizado (Espiritismo, Catolicismo, Protestantismo ou Evangélico)!
Faz-se necessário expelir esse pseudocristianismo do coração humano, para que, assim, forme-se um novo vazio, e seja preenchido pelo encaixe perfeito, simétrico e todo suficiente que é Jesus Cristo, a nossa Fé!
Que esta seja a minha e a tua postura, meu amado leitor!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

IDE - Ao que vencer, Cristo dará a comer do maná escondido

AO QUE VENCER, CRISTO DARÁ A COMER DO MANÁ ESCONDIDO

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



A despeito de que no livro da Revelação, suas mensagens façam uso de figuras de linguagem, é certo que existem porções que, necessária e forçosamente, devem ser compreendidas de forma literal!
É obvio que, algumas promessas feitas pela Divindade, mesmo sendo possível fazer figurações, no entanto, seria irracional faze-lo!


É o caso da Nova Jerusalém, essa cidade não deve ser tratada figurativamente, pois, ela abrigará pessoas físicas e, como tal, tem de ser compreendida literalmente, ocupando um espaço físico, portanto, deve coadunar com as propriedades e estruturas do sistema material, e suas leis fundamentais.
De igual modo, também não se deve entender como simbólica a recompensa eterna nem o horror eterno! Uma vez que, ‘vida’, humanamente falando é, em essência, animação com racionalidade. Ao passo que ‘morte’ não simboliza outra coisa, senão a ausência da vivacidade comunicativa.
Portanto, deve-se ter muita cautela quando se fizer uma análise, se cabe ou não a literalidade ou, a figuração simbólica.
Uma vez compreendido dessa maneira, tem-se ciência que a literalidade e, ou a figuração, não é aplicada ao bel prazer do analista, muito menos se usa uma ou outra fórmula interpretativa por parcialidade ou conveniência, com o intuito de reforçar a linha de pensamento de quem quer que seja!
Pois bem, munido dessas informações preliminares, passemos, então, a esmiuçar, observar e julgar as coisas, do verso a seguir, privilegiando a razão como fonte de conhecimento.

DAREI EU A COMER DO MANÁ ESCONDIDO – Percebe-se claramente que Jesus Cristo, o Filho de Deus, também conhecido como o Verbo, Àquele que falou e deu condição de vida ao planeta Terra, está a oferecer, a todo humano que, com Sua ajuda vencer as mazelas do pecado, a possibilidade de deleitar-se degustando o alimento dos anjos, o maná.
Para ter direito a alimentar-se dessa iguaria celestial, é necessário, antes que mais nada, da pessoa ter vencido suas faltas e sentir-se perdoada, não nutrindo nenhum sentimento de culpa.
Nossa maior luta é vencer o pecado em nós mesmos, uma vez que ele está arraigado em nossa mente, o que torna uma obra muito penosa e, até mesmo, desanimadora. Não podemos deixar que os nossos defeitos de caráter se interponham a Jesus.
Cada indivíduo deve, isto sim, trajar-se com as vestes de justiça de Cristo, só assim, será vencedor e, o maior êxito desse pecador será o triunfo brilhante sobre suas próprias tendências maléficas, portanto, a grande alegria desse cristão é ter sufocado seu próprio eu pela justiça de Jesus.   
Nessa situação, a criatura estará apta para absorver nutrientes dessa apetitosa comida, no entanto, conforme o enunciado o maná está escondido, dificultando a quem queira fazer uso dele, num momento que não seja o propício.
Não fugindo da minha maneira de analisar as Sagradas Escrituras, vamos tomar por referência uma interpretação analítica, muito aceita, entre os cristãos.
Conforme essa interpretação simplória e literal, esse maná escondido é uma referência, inconteste, ao maná posto por Arão num vaso e conservado na arca do concerto. “Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, e mete nele um gomer cheio de maná, e põe-no diante do Senhor, em guarda para as vossas gerações. Como o Senhor tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do Testemunho em guarda”. Êxodo 16: 33 e 34 “A arca do concerto, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do concerto.” Hebreus 9: 4
Com base nesses versos, essa interpretação analítica conclui que, Jesus está a prometer, não uma nova queda de maná no chão, todavia, os cristãos vencedores, comeriam do maná escondido no vaso de ouro, que a Divindade está retendo, portanto, escondendo em Si mesma, para galardoar aos cristãos fiéis.
Conforme uma variante desse entendimento, esse maná ficou escondido até a ressurreição de Cristo, uma vez que não era permitido a ninguém penetrar no lugar Santíssimo para comer do maná escondido.
É sabido que um objeto escondido tem por finalidade não identificar onde se encontra. Por conseguinte, a Bíblia informa que o maná foi colocado na arca da aliança, então, conclui-se que esta é que foi, de fato, ocultada.
Asseveram tais comentadores, que a arca não se encontra no céu, todavia, foi colocada em uma caverna no monte Nebo. Hoje, essa caverna é um local ignorado e não sabido.
No entanto, agora, na ilha de Patmos, Jesus, através do anjo Gabriel, informa a João que os fiéis que venceram o pecado no mundo, haveriam de comer daquele apetitoso alimento.
Assim como Cristo rasgou o véu do Templo, em Sua morte, franqueando a todo vencedor, após a ressurreição de Jesus, penetrar no Santíssimo, como Ele adentrou, qualquer pessoa que vencer, revestir-se-á de incorrupção e imortalidade para fazer uso do imperecível maná que estivera escondido, agora à disposição do vencedor, logicamente após a ressurreição dos justificados.
Essas criaturas justificadas e santificadas por Cristo encontrarão a arca e, tomando o vaso de ouro com o maná, dele comerão.
Essa forma de entendimento, em quase sua totalidade, faz uso da compreensão literal é, portanto, de fácil entendimento e, muito racional, por isso mesmo, ganhou uma popularidade assoberbada, reinando sobranceira na mente dos cristãos.
Existem, por certo, outras formas de entendimento e, não menos reflexiva, esta que defenderei é subjetiva, pois, reflete o consenso que cheguei ao fazer exaustiva leitura desse assunto.
A mim, me parece bastante racional essa outra opinião, apesar de conter figurações e simbolismo, é também de fácil compreensão.
Quando Jesus declara; darei Eu a comer, Ele está se referindo a Sua própria pessoa, e não, necessariamente a um pão que caía no deserto escaldante que, exposto ao calor do sol apodrecia, cheirava mal e se desintegrava.
Sua mensagem, nesse verso, não é subliminar, pelo contrário, é um estímulo muito intenso que ultrapassa e, até mesmo, transcende às coisas espirituais, é, na verdade, uma Autorrevelação.
Em face do exposto, conclui-se que o maná que caiu no deserto, não preenche os requisitos para despertar desejo a nenhum cristão. Sendo assim, ao invés de analisar de forma literal, deve-se interpretar no sentido figurado ou simbólico.
Esse maná representa Jesus, o Pão da Vida, que desce do céu e dá vida ao mundo. “E Jesus lhes disse: Eu Sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome; e quem crê em Mim nunca terá sede”. São João 6: 35.
Essa declaração de Cristo é superinteressante, perceba a sutilidade da informação nela contida. Sabemos que Jesus é o Pão que desceu do céu, e foi dado gratuitamente pelo Pai para todos, no entanto, só não terá fome nem sentirá sede, quem for até Ele. Esse ir até Jesus Cristo é que diferencia o pecador vencedor do fracassado. “Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram, quem comer Este pão viverá para sempre”. São João 6: 58
Jesus, o pão da vida, jamais apodrecerá, não cheira mal, pois, é a Rosa de Sarom, o lírio dos vales (Cantares 2: 1), Ele é eterno, não se desintegra.
O MANÁ ESCONDIDO – Quando o maná caia no deserto, foi ordenado a Arão que guardasse ou, escondesse o maná num vaso de ouro. Pois bem, nessa linguagem simbólica é preciso decifrar de maneira racional o que significa esconder e, como é natural, descobrir esse vaso de ouro.
Já sabemos que o maná é figura de Jesus e, como vimos, Ele foi doado a todos, somente quando nos alimentamos dEle, podemos crescer a Sua semelhança, no entanto, se qualquer cristão for procurar por Jesus no campo, ou mesmo nas ruas da cidade, certamente ele não O encontrará.
Rapidamente essa pessoa vai descobrir que Cristo deve estar escondido. Com certeza essa é uma verdade inconteste, todavia, descobrimos o esconderijo onde Jesus se ocultou. Ele mesmo revela onde O encontrar; “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a Vida Eterna, e são elas mesmas que de Mim testificam.” São João 5: 39
Como podemos perceber, Jesus, nosso maná, está escondido na Bíblia, somente manuseando esse Livro Sagrado e estudando minunciosamente seus relatos, colocando-os em prática, é que haveremos de encontrá-Lo.
Nessa nossa decifração descobrimos também que o vaso de ouro, que abriga nosso Maná, Jesus Cristo, é mesmo cada pessoa que esteja disposta a se alimentar dEle!
Que maravilhosa promessa, extensiva não somente para os vencedores na eternidade, sobretudo essa promissão é um juramento de Cristo para auxiliar a todo cristão que esteja em dificuldade militando contra o mal, pode e deve se alimentar desse maná que é Cristo Jesus!
Podemos comer desse maná de forma festiva quando participamos da Santa Ceia, comendo da carne e bebendo do sangue de Cristo simbolizado pelo pão e pelo vinho.

A PEDRA BRANCA, O NOVO NOME QUE NINGUÉM CONHECE SENÃO O QUE O RECEBE




A PEDRA BRANCA – Geralmente os comentaristas se limitam a indicar provável significado para a pedra branca, contudo, são unânimes ao aponta-la como significativa.
Afora esse sentimento resultante do acordo comum, alguns, explicam aspectos que contém revelações interessantes. É de domínio publico que os juízes, naquela época, em suas decisões, para inocentar, usavam pedras brancas.
A pedra branca, também era dada aos escravos quando libertados, nela vinha escrito o nome do escravo, a partir de então, liberto, muitas das vezes, com seu nome mudado, o qual deveria ser adotado. Portanto, a pedra branca concedia ao portador privilégios especiais.
Entre os gregos e os romanos, era costume usar a pedra branca como símbolo de hospitalidade e amizade. Nessa prática, geralmente observada, para selar uma amizade, pegava-se um seixo, dividia ao meio e, cada pessoa envolvida escrevia o seu nome em sua parte da pedra, depois, trocavam as pedras entre si. Estava assim, celebrada, para sempre essa amizade.
Essas pedras eram bem guardadas, somente cada pessoa envolvida nesse acordo tinha conhecimento do nome escrito na pedra branca.
Alguns comentadores acreditam que, somente uma classe em especial, todo cristão ungido e vencedor, haverá de receber essa pedra branca, que franqueará a entrada para as bodas do cordeiro, essa classe é a dos 144.000, portanto, só existe essa quantidade de pedra branca.
Nessa visão, só os 144.000 irão ao céu, os restantes, a grande multidão de adoradores, permanecerão na Terra, participando da grande tribulação, em perseverando, esses fiéis participarão na obra de restauração do Paraíso na terra.
Essa forma de crer está firmada conforme o chamado de Cristo. No sermão da montanha, Jesus informa que os justos herdarão a Terra, esses, faz parta da grande multidão, já os 144.000 que irão ao céu, são os escolhidos do Senhor. “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” Mateus 22: 14
Opiniões à parte, sem desprezar nenhuma delas, no entanto, um comentarista analisando o significado da pedrinha branca afirmou que a única certeza é que João estava fazendo alusão a alguma cerimônia onde Jesus prometia dádiva ou honra especial. Já outro dá como certo que não passa de uma lembrancinha que perdurará pelos séculos sem fim.
Ao que parece, em face dessas duas últimas opiniões, sobre essa pedra branca, como lembrança de Cristo aos vencedores, muita coisa ainda necessita de maior esclarecimento!
A claridade que emana da face do Filho de Deus deve iluminar a mente do fiel perscrutador a fim de tornar compreensível esse pormenor!
Na autorrevelação que Jesus Cristo faz Ele se identifica como o Pão da Vida, ou seja, como o Maná Escondido e, também, como a Pedra Angular, neste verso, descrito como a pedrinha branca.
Na figuração bíblica, normalmente, o pecado e as coisas relacionadas a ele, estabelece analogia entre coisas diversas como a escuridão e a cor negra, já a justiça, a paz, a pureza e a própria Divindade, certamente, determina a cor branca como representativa destas coisas. 
Sendo assim, o branco está diretamente entrelaçado a Cristo que, neste caso, como veremos, Jesus é o tipo da pedra, já que esta é a figura que representa, neste caso, o ressurreto Filho de Deus que é o Salvador e a própria Salvação!
É interessante notar que “a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça da esquina”, (Salmos 118:22) sendo ela mesma a própria Vida Eterna onde os vencedores reclinarão suas cabeças na eternidade!
Todavia, o leitor atento deve estar se perguntando, em que se baseia o articulista para identificar a pedra como figura de Cristo?
Historicamente a Bíblia identifica a pedra como símbolo de Cristo, pedra esta que faz jorrar água para dessedentar espiritualmente o pecador. “E beberam todos duma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo”.  I Coríntios 10: 4
Como vimos, foi entregue ao vencedor uma pedrinha branca, representando um dos atributos de Cristo, Sua eternidade! Assim, seres humanos (Petros – pedra pequena), com coração de pedra, recebem parte da Divindade em forma de pedrinha branca (Petra – pedra grande e inamovível). Assim a 'pedra humana' recebe a 'pedra divina'.
Perceba como Deus nos eleva à dignidade eternal. “E, chegando-vos para Ele – pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa. Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. I São Pedro 2: 4 e 5
O nosso coração de pedra será extirpado completamente pelo Médico dos médicos, Cristo colocará em seu lugar um coração de carne reforçado pela Rocha Eterna. “E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e vos darei um coração de carne”. Ezequiel 36: 26
Conforme esse verso, o novo nome não é a troca da palavra com que se designa a pessoa, é muito mais profundo, é a mudança da atitude dessa pessoa consigo mesma, com os semelhantes e principalmente com a Divindade!
É uma experiência única, que só a pessoa e Deus conhece, suas anteriores fraquezas, foram substituídas pela fortaleza da Rocha Eterna, atando assim, o relacionamento desta pessoa com Cristo; “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a Si mesmo por mim”. Gálatas 2: 20

Que Deus, então, continue nos abençoando!

sábado, 28 de junho de 2014

IDE - Arrepende-te

ARREPENDE-TE

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




Quando Deus, através da pessoa do Verbo da Vida, no caso Jesus Cristo, na Semana da Criação, após bilhões de anos do Princípio, descrito no livro de Gêneses, dá condições de vida ao planeta Terra, há aproximadamente seis mil anos e, num determinado período de tempo do sexto dia forma o homem, naquele exato instante Ele dota-o da capacidade de fazer a Divindade feliz além de, fazer, incondicionalmente, suas próprias escolhas, tomando, de forma legítima suas decisões! Essa ação refletida e minuciosamente decidida é, comumente, designada de livre arbítrio.
Dentre essas escolhas, das quais a humanidade assume as consequências, está contida, como é natural, o arrependimento. É bom ressaltar que não existe compunção forçada, pois, se assim fosse, essa contrição seria, na verdade, uma simulação e não um ato refletido e sensato.
De posse dessas informações iniciais, iremos transcrever o verso que será analisado com muita atenção, atrelando-se às minúcias, sem, no entanto, usar de excessiva meticulosidade. “Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.” Apocalipse 2: 16.
Como é de costume, nos meus escritos, sempre procuro mostrar como algumas pessoas fazem a apreciação do fato ou situação em pauta. Nesse caso, em especial, é notório, um entendimento singular, onde, o analista ressalta que o conselho para o arrependimento, contido no texto em análise, não é direcionado, especificamente, para os heréticos e pecadores, todavia, em especial, para as pessoas que toleram essas classes de indivíduos.
Para nos auxiliar nessa análise, precisamos entender o significado do vocábulo herético. Uma pessoa herética, na visão das religiões, é alguém que nutre um pensamento contrário ao que foi definido pela igreja, em matéria de fé.
Sendo assim ter uma compreensão diferente da igreja, não faz da pessoa, necessariamente, uma pecadora, mas, uma herética. O pecador é aceito na congregação evangélica, no entanto, o herético é alijado, sumariamente dela, por ser um indivíduo pernicioso, para os fins eclesiásticos.
              Não foi assim na Idade Escura, onde muitos heréticos tornaram-se tochas humanas para iluminar as noites morenas da Europa Medieval e, outros tantos lavaram as ruas das cidades, com sangue que deles próprios vertiam? Também hoje, os heréticos são expulsos de suas denominações, e sobre eles são colocados o estigma de indesejados. Na visão das denominações; são verdadeiros leprosos espirituais!
Já o pecador é aquele tipo de pessoa que transgride um preceito religioso, reconhece que cometeu uma falta, sente-se culpado e, poderá, ou não, se corrigir!
Esse indivíduo sente-se acabrunhado e, dificilmente, recorre aos seus amigos para defender sua compreensão, haja vista, que ele concorda plenamente com a visão da denominação da qual ele é membro, daí não ser uma ameaça para a igreja, por isso mesmo, ele será sempre bem recebido na comunidade!
Por outro lado, fica notório, o espírito que norteia a ação dos líderes da igreja. Percebam a sutilidade da coação exercida sobre as demais criaturas da comunidade, se não agirem em conformidade com o entendimento da sua associação eclesiástica elas serão punidas, contadas também como heréticas.
No entender dos líderes, toda pessoa que não acusou os identificados por heréticos, agiu dessa maneira, pelo fato de certa forma, comungar, com o pensamento dos mesmos ou, na pior das hipóteses, estivesse em dúvida, podendo, ou não, também tornar-se um herético, daí ser coagido ao arrependimento!
Essa maldade é praticada pela direção da denominação, sem o menor constrangimento, além de que, eles asseveram que estão cumprindo a ordenança de Deus, fazendo a devida profilaxia, para preservar a integridade doutrinária da igreja! O que é mais estupefato é a aceitação dessa arbitrariedade pelos demais cristãos!
Os que defendem essa postura filosófica cristã, admitem que Jesus estivesse chamando ao arrependimento, indivíduos que, embora não cometeram erro, todavia, foram frouxos, por não ter denunciado os que nutriam pensamento diferente do pensar da igreja, juntamente com os pecadores, como se todos, também, não fossem devedores!
É sabido que não existe nenhuma afinidade entre o erro e o acerto, são duas situações distintas e conflitantes, nenhuma das partes é coadjuvante da outra, são totalmente independentes.
Dentro deste contexto fica, completamente, impossibilitado Deus punir pessoas inocentes, mesmo porque a repreensão para esses inocentes foi motivada pelo fato deles cumprir a ordenança de Cristo, não acusando os heréticos e os pecadores.
Ora, sabemos que quem acusa é o inimigo, essa não é tarefa dos membros da igreja, a atribuição da irmandade é apontar para o restaurador que é Jesus Cristo. “Agora chegada está a Salvação (Jesus Cristo), e a força e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo: porque já o acusador de nossos irmãos (Satanás) é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.” Apocalipse 12: 10. (Grifo nosso).
Aqueles mesmos comentaristas, afirmam que uma pessoa arrependida deve reassumir toda obra negligenciada, se assim não fizer, existe uma ameaça de Jesus em vir punir essas pessoas, munido da espada de dois gumes, para Ele mesmo lutar contra os heréticos, a menos que haja um arrependimento dos cristãos fiéis.
Os comentadores que entendem dessa forma, concluem seu infeliz comentário afirmando que a obra de segregação, ou seja, separar os fiéis dos heréticos, se não for executado pelos crentes, Jesus mesmo virá realizar. Conclui-se que, por receio que Cristo venha mesmo realizar essa ‘ameaça’, a igreja usa sua ‘fidelidade’, em levar a efeito essa separação, com presteza.
Usando de toda sinceridade possível, não acredito na possibilidade de Deus tornar-se ameaçador e punitivo com atitudes grotescas, chega até mesmo ser ridículo imaginar Deus com falha de caráter, a menos que essa opinião seja uma zombaria, pois, não passa de menosprezo à inteligência humana!
É verdade que, na figuração apocalíptica, faz alusão a uma espada de dois gumes saindo da boca de Jesus! Contudo, nunca essa imagem deve ser interpretada como uma ameaça de Cristo contra a humanidade! Jamais Cristo imporá punição aos seus filhos a quem tanto ama.
Ele deu prova disto, quando doou Sua vida, para que todos tivessem oportunidade de receber de volta o que perdeu ao pecar, a Eternidade!
Existe um entendimento, do qual não comungo, onde afirma que a espada tipifica a punição que resultaria da falta de ‘arrependimento’.
Como vimos, a espada de dois gumes representa o Oráculo Revelado de Deus, a Bíblia, os dois gumes é figura do Velho e do Novo Testamento. Sendo assim, o Livro Sagrado revela-nos o resultado da escolha que cada um faz. Se a pessoa optou em andar na contramão da Verdade e da Vida, a consequência será desastrosa. Esta é apenas uma informação que Deus nos concede, e nunca uma ameaça. O resultado dessa escolha será sempre uma consequência, jamais uma punição!
Se, todavia, a pessoa optar em seguir os conselhos do Altíssimo, o resultado, certamente, será a bênção da Vida Eterna, contudo, para usufruir essa benesse, temos que estar em estreito relacionamento com o Bem Maior!

“QUEM TEM OUVIDOS OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS”



Algumas pessoas, formadoras de opinião, defendem o entendimento de que era sem futuro ou, não alcançaria o resultado proposto pela Divindade, generalizar o apelo divino para toda comunidade, haja vista que, a maior parte da população já estava afastada do caminho proposto por Deus.
Essas pessoas entendem que o apelo era, restritamente, pessoal. O chamamento tinha o endereço certo, somente quem estivesse vacilando entre a verdade e o erro, é que teria o auxílio de Cristo. Como se Jesus estivesse desistido das demais criaturas!
Portanto, o chamamento para ouvir o que o Espírito diz às Igrejas, não tinha como alvo os demais habitantes!
             Conforme esse entendimento, a imperecível recompensa dos séculos eternos, não é para todos, somente para as cartas marcadas! Nesse caso, não adianta levar a mensagem de arrependimento a quem, visivelmente, está contrário a Cristo, nem o excluído sentir mágoa ou pesar por falta ou erro cometido, nem mudar seu procedimento, pois, de nada adiantará, uma vez que, Aquele que tudo pode, determinou essa condição, não estar incluído dentre os que herdarão a Eternidade!
Outro entendimento tão nocivo quanto este, afirma que o arrependimento é controlado pelo Onipotente, Ele fará acontecer em toda a humanidade e, por fim, todos conhecerão Deus, renderão tributos e louvores e, haverá um só povo, assim, todos os humanos serão redimidos para a imortalização!
O grande entrave dessa compreensão é que ela descarta por completo a doutrina da recompensa e, da consequência, que a Palavra tanto destaca, especificamente, a Vida e a Morte Eterna.
Por conseguinte, rejeita também a individualidade com direito a fazer as escolhas, o que torna o humano um mero autômato, um fantoche nas mãos do Criador, e não a obra coroadora da Criação, justamente, por ser semelhante a Deus, conhecedor do bem e do mal, tendo o direito de fazer sua escolha, se para o bem, agrada a Divindade tendo direito a Vida Eterna, se para o mal, terá como consequência a perdição ou, Morte Eterna!
Quando Deus capacita o homem com a responsabilidade de fazer suas escolhas tendo a prerrogativa de usufruir as consequências dessa escolha, Ele está colocando a humanidade em semelhança a Si mesmo, ou seja, dando dignidade soberana.
Todavia se Ele excluísse o livre arbítrio, Deus estaria subtraindo essa dignidade e, automaticamente, estaria se nivelando à humanidade, se arrependendo de alguma falha cometida! É desejo de Deus que o humano se iguale a Ele, e não o contrário. “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria Ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” Números 23: 19
Gostaria de ressaltar a universalidade do texto em análise, ele não está restringido a um povo nem a um determinado período, pois, todos, em todos os recantos e em qualquer tempo, têm ouvidos para ouvir, não somente os habitantes de Pérgamo, na Ásia Menor!
Desta forma, a mensagem que o Espírito tem disseminado está franqueada, como ressalta o próprio texto, a toda igreja, toda pessoa, toda época e toda localidade!

UM ESPLENDOROSO JURAMENTO AO VENCEDOR



Chegamos ao ponto culminante, ao auge da mensagem para a Igreja de Pérgamo, esta comunicação em forma de recado, por parte de Deus, é direcionada para que todos possam degusta-la, e quem dela fizer uso, haverá de comprazer-se, deleitando-se em Cristo Jesus. Ei-la: ”Ao que vencer, darei Eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.” Apocalipse 2: 17
Como podemos perceber esse enunciado está repleto de figurações, consequentemente, precisamos desvendá-las. Certo é que, não podemos, evidentemente, analisar esse texto, totalmente, em sua literalidade.
O contexto dessa porção bíblica, talvez, seja uma promissão tão estarrecedora quanto gratificante, fato que tem estimulado os cristãos de todas as épocas encontrar sua objetividade, é também um desafio entender, em sua plenitude, o que Deus está a nos oferecer!

AO QUE VENCER – Eis aqui uma significativa confissão de amor, pois, a mesma está a esclarecer que a Salvação, mesmo sendo gratuita, é preciso se envolver na batalha contra o mal, e dela sair vencedora.
As promessas aqui contidas estão reservadas unicamente ao cristão, que combateu o bom combate e, automaticamente saiu-se vencedor. “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda”. II Timóteo 4: 7 e 8
Muitas pessoas preferem crer que haverão de herdar a Vida Eterna por cascata, ou seja, ela virá naturalmente, sem que o indivíduo tenha desempenhado sua parte, no entanto, essa porção do texto desmente flagrantemente este conceito.
Precisamos sim, desempenhar a nossa parte a contento para sair vencedor. Contudo, nunca devemos ficar desesperados, pois, Cristo está a nos auxiliar. Ele nos garantiu; a despeito de que muitas aflições nos sufocariam, deveríamos estar convictos, pois, se Ele venceu o mundo, nós também poderemos vencer, basta permanecer atrelado a Ele. Não existe afirmação mais gratificante que esta.
Que Jesus Cristo, nosso irmão nas aflições e, com certeza o Filho da Promessa, continue nos fortalecendo para, desta maneira, conquistarmos a vitória e, assim, termos a recompensa da Vida Plena!