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sábado, 1 de fevereiro de 2014

IDE - Não Permita Que A Mentira Se Entrelace Com A Verdade

NÃO PERMITA QUE A MENTIRA SE ENTRELACE COM A VERDADE
Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




E QUE PUSESTE À PROVA - Neste pequenino texto, divisamos o contexto da vida do verdadeiro abnegado pelas coisas do Senhor.
            Aqueles que nutrem um relacionamento de amizade salvífica e vivificante com Cristo, em momento algum de suas vidas, por estarem intimamente ligados espiritualmente com o Pai, permitem que, de alguma forma, a mentira se entrelace com a verdade.

               É por isso que existe uma distância perceptível entre aquele que se diz apóstolo, e o que de fato o é!
         O verdadeiro apóstolo sente uma responsabilidade proveniente do Trono de Deus, de esclarecer todos os conceitos equivocados sobre o Criador; Sua Palavra; Vontade; Doutrina e Povo.
           Estes, não descansam, enquanto suas vidas não reflitam nitidamente, através de seus atos, de sua espiritualidade, abnegação e amor, que estão vivenciando claramente as ‘Boas Novas de Grande Alegria’. 
               Em obediência aos reclamos de Deus, os crentes do primeiro período, não deram crédito a qualquer ensino, antes provaram se esses ensinos procediam de Deus, assim, muitos falsos apóstolos foram desmascarados. I João 4: 1 – 3. “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
                   Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do Anti-Cristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está no mundo.” Esses discípulos, com ensinos equivocados, eram homens inescrupulosos à procura de discipulados para si mesmos, na verdade eram lobos vorazes dentro do rebanho de Deus, para destrui-lo. Atos 20: 29 e 30. “Porque eu sei isto, que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho; e que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” Era, com certeza, o mistério da iniquidade, infamando o princípio verdadeiro. II Pedro 2: 2. “E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.”
          A irmandade, contudo, desmascarou esses falsificadores da palavra de Deus. Por causa destes falsos apóstolos, foi necessário realizar o primeiro concílio, todavia, os apóstolos com doutrinas falsificadas, foram postos à prova e desmascarados como mentirosos, pelo que a igreja fez jus ao elogio de Seu Senhor!
                  Hoje, cabe a nós, como seguidores de Cristo e imitadores dos apóstolos, averiguar se as mensagens que os Pastores estão divulgando, são reais ou foram maquiladas! Se fizermos essa apuração, certamente receberemos o elogio do Senhor.
                      Precisamos, urgentemente, ser leais às doutrinas de Deus. A única forma para tal, apresentada pela escritura apocalíptica, é confrontando os ensinamentos dos nossos mestres à luz da Bíblia. A este procedimento, a inspiração, identifica como uma verdadeira prova em conformidade  aos desígnios de Deus.
                     É através desse pequenino ato abnegado de amor e espiritualidade que demonstramos, nitidamente, através de nossas vidas, se estamos vivenciando uma intimidade relacional de entendimento com Deus.
                 Contudo, é de bom alvitre, saber que no original grego, a palavra traduzida por provar, é Peirazõ, que também significa examinar ou julgar, assim percebemos que é nosso inteiro dever, diligentemente, investigarmos as pretensões e os ensinamentos de todos os nossos mestres, indistintamente, para contá-los, ou não, como falsos apóstolos.
                    Esta é a nossa única segurança, pois promana do próprio Cristo Jesus, o unigênito Filho de Deus!
                     Pode ser, que qualquer daqueles que se apresenta como mestre, na realidade, seja o anticristo, pois, este, pode ser qualquer um que apresente uma doutrina contrária aos ensinamentos de Jesus e, com certeza, existem muitos, infelizmente, contados como fiéis ensinadores do Mestre.
               Por este motivo, é necessária a advertência para provar se os espíritos procedem de Deus, pois, os tais, são lobos vorazes, que falam coisas perversas, tendo como intuito final desencaminhar as ovelhas da senda, extraordinária, do bom êxito.
               Certamente, às vezes, fica até difícil, se ter uma percepção clara e nítida das falhas doutrinárias, que às vezes, até não existem, por isso, a igreja, deve estar atenta para não errar ao delatar um mestre como impostor.
              No entanto, existe uma maneira inequívoca de separar o falso do verdadeiro, através do fruto do Espírito, que conforme Gálatas 5: 22 e 23 “é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”, que só se desenvolve na vida daqueles que praticam e ensinam em amor e em exatidão.
                    Confirme esta realidade, no conselho dAquele que é a própria Verdade. Mateus 7: 14 a 20 que relata desta forma: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a arvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”.
                    Apesar de sermos aconselhados a ter uma postura de cautela com referência aos que não produzem bons frutos ou, que produzem frutos putrefatos, não cabe à igreja, cortá-los e lançá-los ao fogo.
                Mesmo porque, esta é uma obra que é produzida unicamente por Cristo, no devido tempo, ou seja, na consumação dos séculos.
                Até lá, mesmo os obreiros fraudulentos, que estejam imbuídos totalmente dos propósitos do maligno, ainda assim, estarão vivenciando o reino da oportunidade, e poderão ter uma mudança de postura, saindo do exército da maldade, passando a engrossar as fileiras do bem, desfraldando a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel.
               Se, por ventura, a igreja tivesse-os alijado do convívio da irmandade, talvez, tais obreiros, pudessem perder a oportunidade de ouvir os derradeiros reclamos de Cristo, e o brilho com que defendem o erro, não seria revertido em resplendoroso fulgor em prol do rutilante brilho que emana do fulgurante amor de Jesus.
                   Percebemos então, que lançar ao fogo, é um ato atual da igreja, no sentido de purificar e provar os incautos transformando-os em luzeiros para Cristo, que por fim haverão de pronunciar: o Senhor é meu Deus. Vejamos então em Zacarias 13: 9 que relata assim: “Farei passar... pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: é meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus”. Complementemos então a linha de pensamento com o que está relatado em I Pedro 1: 7. “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”. 
                  Observemos, então, alguns versos que indicam a legitimidade de somente Jesus, ter poder para lançar ao fogo consumidor, e isto, no final das eras, enquanto que cabe à igreja, permitir que o obreiro fraudulento, permaneça no convívio da irmandade, confirmado pelo próprio Filho de Deus em Mateus 13: 27 – 30 e 37 – 42. “Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?
                  Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?
              Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro...
              ...E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos.
                   Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes”.
                Pedro confirma as palavras de Jesus, na sua Segunda epístola, no verso sete do capítulo três. “Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios”.

OS QUE A SI MESMOS SE DECLARAM APÓSTOLOS – É evidente que Jesus, quando peregrinou por cerca de trinta anos na região da Palestina, escolheu para Si, no início de Seu ministério, doze ajudadores.
                  Homens que aprenderam diretamente de Cristo, e desenvolveram rapidamente sua vocação, para continuar o ministério do Evangelho.
               Patenteado está que, entre estes escolhidos por Jesus, um deles, não correspondeu plenamente com as expectativas do Mestre.
                    Sabemos também, que os apóstolos de Cristo não se resumiam somente a estas doze criaturas. Existiam muitas testemunhas do Filho do Homem, que eram reconhecidas pela irmandade, como apóstolos do Senhor.
                      Contudo, havia pessoas que gostariam de ter sido contada como apóstolos e, no entanto, não reuniam condições para tal. Mesmo assim, continuavam na prática da disseminação dum ‘evangelho falsificado’.
                   Tais pessoas acompanharam a Jesus durante os três anos e meio em que o Filho do homem comprovou ser o Filho de Deus.
              Elas presenciaram os muitos milagres, contemplaram com alegria o regozijo dos que eram perdoados, aprenderam muitas lições que os capacitavam para a vida eterna e satisfizeram-se ao ver Jesus ressurreto, todavia, faltava-lhe a compreensão do Amor, sem a qual não podiam divisar o Reino de Deus, por isso mesmo, não eram tidas como apóstolos.
                    Apóstolo, na verdade, é alguém que evangeliza, que propaga os feitos de Cristo, é um discípulo, ou seja, um aluno, um estudante.
                      Os falsos apóstolos, em meio ao conhecimento e doutrinas do Filho de Deus, eles inserem qualquer idéia, ensino e prédica pessoal, no lugar da pura e castiça Palavra do Deus Onisciente, com o intuito de confundir, para tirar proveito passageiro.
                 O pior dos apóstolos, é justamente aquele discípulo, que conhece, divulga, ensina, pratica, porém, força as criaturas a aceitarem suas pronunciações, faltando-lhe, entretanto, o amor, maculando desta maneira o real caráter de Deus, que é a caridade, ou, o amor em exercício.
        O desamor quer seja na forma de uma simples compreensão, ou numa falta de incentivo, torna-se, no pecador, semelhante a uma página grosseira, carente de espiritualidade, de abnegação, de caridade, que distancia cada vez mais para o horizonte, para o além, para o infinito, a materialização dum amor concreto, salvífico e vivificante que encontramos somente nos atos redentivos do Cordeiro de Deus.
           
E NÃO SÃO, E OS ACHASTE MENTIROSOS – É justamente nesta falta de amor, pois, a caridade é, em essência, o Fruto do Espírito, tornando-se o delatador que revela nestes apóstolos, seu embuste, identificando-os como mentirosos.
                  A mentira é o pecado que mais identifica o pecador com o inimigo, que é mentiroso, e mente desde o princípio.
            Portanto, cabe a cada um de nós, ser apóstolo da Verdade, uma vez que Cristo espera de cada pecador arrependido, perdoado e em processo de santificação, a sagrada incumbência de tornar-se um veio, pelo qual, Deus venha revelar ao mundo Seu insondável amor, manifesto em Cristo.
           Sejamos, então, seus agentes, demonstremos ao mundo, que somos receptáculos do caráter de Deus.
             Os Céus anseiam por seres humanos que representem fidedignamente em amor, o poder da felicidade perene, tranquila e suprema do Céu que produz um gozo de alma de quem se absorve em contemplações do estudo das coisas divinas e espirituais, mantendo uma união direta com a divindade.
              Divisemos em exatidão, as estupendas verdades, oriundas do versículo três que relata da seguinte forma: “e sofreste e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome e não te deixaste esmorecer”.
              Três características, preponderantes, foram indicadas pelo revelador, Jesus Cristo, ao vidente de Patmos, sobre a igreja apostólica, que deve ser virtude, de toda igreja, em quaisquer dos períodos, no trajeto rumo à eternidade.
               Aquela igreja, muito sofreu no desempenho de sua sagrada missão, pois foi implacavelmente perseguida!
                No entanto, as valorosas testemunhas de Jesus não se intimidaram, nem reagiram de forma semelhante, muito pelo contrário, tiveram uma invejável paciência que as impulsionava, cada vez mais, ao trabalho missionário, denotando, desta maneira, sua intimidade relacional com o Redentor e Criador de todas as coisas, Cristo Jesus.

E SOFRESTE – Da maneira como aconteceu com Cristo, que é o fundador e, por conseguinte, o próprio fundamento da igreja apostólica, tendo sido perseguido, injuriado e, finalmente morto.  Os apóstolos, igualmente, tiveram as mesmas consequências, tendo sido martirizados. Igualitariamente, com a igreja primitiva, não poderia ter sido diferente, sofrer perseguições de morte, e assim foi.
                       Semelhantemente, aquela igreja, muito sofreu no desenrolar de sua incumbência. Foi ferozmente injuriada pelos judeus, em qualquer lugar que ela lançasse a ancora da expectativa plena, para resguardar da turbulência do mar da maldade, a igreja, que é a nau do Capitão dos Mares, naquela instância, conduzida pelos apóstolos, os marinheiros do Mestre, mesmo assim, foi atormentada pelos judeus, com perseguições horrendas.
                       Os romanos foram mais ferrenhos, martirizando todos os apóstolos, com exceção de João o vidente de Patmos.
                   Nero, o notável em carnificina, uma das pessoas mais cruel e desnaturada da história, foi o primeiro em maldade contra a gentil igreja, mandou incendiar no dia 19 de julho do ano de 64 da nossa era, a antiga cidade dos Dardânios, a grande Roma, enquanto ficava todo enfeitado de flores, cantando, acompanhado à lira.
                   Sobre Nero pesava o ódio da população, então, para desviar de si tamanha aversão, acusou os inocentes cristãos de terem provocado o incêndio que acabou por consumir Roma a capital do mundo, os cristãos indefesos e desprotegidos foram presos e condenados como inimigos do gênero humano.
                     A história descreve que o sanguinolento Nero se deliciava rejubiloso ao ver os suplícios dos cristãos. Sua maldade era tamanha que matava os animais, envolvia os corpos dos cristãos com a pele ensanguentada, para que os cães famintos dilacerassem as vítimas humanas, sendo desta forma o sofrimento mais doloroso.
                    Quando não, ele mandava pregar os mártires em cruzes ou, cravava-os no chão em estacas que lhes furavam a garganta, e nesta posição mandava vestirem-no com túnicas untadas com piche, um material combustível, e queimava-os, para servirem de tocha humana para iluminar a noite.
                    Foram quatro anos ininterruptos de perseguição aos cristãos, e de mórbido deleite para Nero.
              Foi neste triste período que Pedro e Paulo depuseram suas vidas em Roma, e Marcos em Alexandria.
                  Finalmente, com a morte de Nero, os cristãos gozam um período de trinta anos de relativo sossego, até que surge nos palcos da história a figura horrenda de Domiciano, perturbando novamente a vida dos cristãos, lançando por terra a paz, como forma de aniquilar nos cristãos, a confiança em Deus.
                 Domiciano, não foi menos sanguinário que seu antecessor Nero. De imediato promove, fora de Roma, uma rápida e não menos violenta perseguição, onde muitos mártires selaram sua fé com sofrimento e sangue, onde suas mortes tornaram-se testemunho vivo de grandeza e piedade.
                 Entre esses, percebemos Dionísio e o apóstolo André. Muitos foram desterrados para as ilhas do Mar Egeu, entre eles o vidente de Patmos, o apóstolo São João.
                   Domiciano era orgulhoso, de mau caráter, vaidoso, sordidamente apegado ao dinheiro, dissipador, esbanjador e cruel. Sua crueldade era de tal satânica eloquência, que sentia prazer em transformar os homens, especialmente os cristãos, em alimento vivo para os cães.
              Por sua vez, os cristãos, não obstante, eram pacientes, confiantes e em meio a tantas turbulências nutriam a paz de espírito e a certeza de que Deus tinha para eles, a recompensa da vida eterna. Na verdade, eles sabiam em quem criam, por isso, perseveravam em oração.
                    Percebam nos versos trinta e cinco até trinta e sete, de Romanos, no capítulo oito, o sentimento nutrido pelos cristãos naquela oportunidade: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
                       Como está escrito: Por amor de Ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro.
                      Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou”.
              São adversidades semelhantes a estas, que haveremos de experimentar no futuro próximo. O próprio Lucas, ao preparar a igreja para enfrentar as lutas porvir, anima os discípulos, afirmando que “por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus”. Atos 14: 22.
                          Hoje em dia, está sendo propalado e difundido de uma forma tal, o evangelho da facilidade, onde é garantido ao crente o sucesso e a libertação das coisas corriqueiras. Dizem tais propagandistas, que se sua vida não estiver em franco desenvolvimento material, e a vitória não vinda em fácil acessibilidade, é prova de que Deus não está no comando de sua vida.
                  Milhões de pessoas estão acreditando em tal falácia, no entanto, nenhum crente deve estranhar o fato de experimentar contrariedade, perseguição, fome, pobreza ou perigo.
                          Por maiores que sejam as aflições, o desamor e as calamidades, não significam, decerto, que Deus nos abandonou, nem que Ele deixou de nos amar.
              No passado mais remoto, encontramos Caim, tentando implantar o evangelho da facilidade, hoje, tão difundido e até aceito, contudo, naquela oportunidade foi recusado por Deus, uma vez que, não correspondia em nada aos reclamos do Onipotente.
                     Assim, como a cruz é uma ferramenta de suplicio, o altar era uma ferramenta de sacrifício. Abel, racionalmente e em sujeição às ordenanças de Deus, colocou sobre o altar, um cordeiro simbolizando o sacrifício de Cristo. O ato de Abel foi plenamente aceito, a prova disso, é que desceu fogo do céu e consumiu totalmente a oferta sacrifical.
               Caim, por sua vez, ao invés de promover um sacrifício, preferiu fazer uma oferenda que consistia dos mais belos, saudáveis, aromáticos e gostosos frutos do campo, todavia, não correspondia às determinações de Deus, por não ser um sacrifício, era, na verdade, uma oferenda, que no máximo, simbolizava a facilidade e demonstrava a prosperidade de Caim como agricultor.
               Tal oferenda, não podia, de forma alguma, simbolizar o sangue expiatório de Cristo; porque, como diz a Bíblia, “sem derramamento de sangue não se faz remissão.” Hebreus 9: 22.
                          Lembrem-se os fiéis dispensários do amor de Deus, que a cruz é uma ferramenta de suplício, nunca de facilidade, como querem alguns. Contudo, Jesus advertiu-nos: “Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-Me”. Mateus 16: 24.
                       Hoje, devemos, não mais colocar sobre o altar um cordeiro morto, mas a nossa vida mortificada para o pecado e prazeres mundanos, simbolizando a Jesus Cristo, o cordeiro pascoal.  Ao fazermos tal opção, ser-nos-á um sacrifício, com certeza, não será nada fácil.
                         É justamente pelo sofrimento que haveremos de experimentar, que Deus abrir-nos-á a maravilhosa estrada que ao trilharmos, experimentaremos as mais extraordinárias manifestações de amor, carinho, cuidado e consolo de Deus por nós.
                          Por isso, é que Paulo nos garante que em meio a tantas dificuldades, haveremos de ser vencedores em Cristo Jesus. Romanos 8: 37 “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele nos amou”.

                    Jesus garantiu-nos que o Seu Reino foi preparado também, para aqueles que sofrem perseguição por causa da justiça. Mateus 5: 10 – 12 “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” II Timóteo 3: 12. “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.”

sábado, 25 de janeiro de 2014

IDE - Virtude, Não Suportar a Maldade

VIRTUDE – NÃO SUPORTAR A MALDADE
Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.





E QUE NÃO PODES SUPORTAR HOMENS MAUS – Esta, talvez, tenha sido uma das mais importantes virtudes que os Efésios desenvolveram; não suportar homens maus. Qualidade esta, que fez com que Jesus elogiasse a ação da igreja nesse sentido.
             Para tornarmos desejável perante os olhos do Senhor, necessitamos, urgentemente, tomar uma postura de oposição, não aos falsos mestres, mas, sobretudo, às doutrinas inexatas que desencaminham as pessoas da rota que Deus propõe!
            Quando tal mestre tem firme convicção que aquilo que ele está divulgando é um embuste, então, é automaticamente identificado como falso mestre!
          Muitos mestres, nessa condição, estão perambulando em derredor da igreja, tentando atrair per si os que desejam manter uma experiência salvífica e vivificante com Cristo.
            Todavia, a igreja precisa estar atenta para fazer frente aos homens maus, que estão participando dentro do aprisco, ocupando posição de destaque, tendo acesso fácil para desencaminhar os membros na senda da fé.
        Urge, portanto, confirmar a falsidade das doutrinas apresentadas por tais pessoas! Façamos oposição aos ensinos errôneos dos falsos mestres. Temos de ser pacientes, mas, nunca, devemos suportar as doutrinas impostoras dos maus educadores.
      Agindo assim, com certeza, haverá prosperidade espiritual e numérica, na presente igreja, igualmente como houve na igreja apostólica.
             As Sagradas Escrituras relatam a presença de alguns homens maus, no período de Éfeso, inclusive, cita até seus nomes, para servir de exemplo, à igreja dos períodos subsequentes.
             Devemos também, semelhantes aos irmãos de Éfeso, desmistificar as doutrinas errôneas que estão transitando dentro da igreja, contudo, precisamos atrair tais mestres para a verdade e torna-los divulgadores do Princípio Eterno!
            Quando isso ocorrer, iremos presenciar, através da ação voluntariosa dessas pessoas transformadas, a ajuda em fazer discípulos para Cristo, ao invés de desencaminha-los!
            Todavia, ao fazermos tal profilaxia reflitamos o caráter amoroso de Cristo, induzindo-os à senda do bem. Só assim conseguiremos refrear o mal, bem como, conquistar tais mestres para as fileiras do Príncipe Emanuel.
            A igreja teve de enfrentar maus oponentes de fora dela, bem como, maus dentro de suas portas. Ananias e Safira foram os primeiros maus de dentro da igreja, que surgiram bem cedo e, por maquinarem a maldade, receberam não o castigo de Deus, mas, o salário do pecado, que é a morte, conforme relatado em Romanos 6: 23 que diz: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.
              Assim, aprendemos que do Onipotente Pai só provém vida, e vida em abundância. Contudo, a prática do mal, desencadeia a perdição eterna.
         Alguns dos maus de dentro da igreja de Éfeso se tornaram conhecidos da irmandade, são eles: Himeneu e Alexandre, que foram rejeitados para evitar o naufrágio da fé de muitos. Confirme em I Timóteo 1: 20 que relata assim: “E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”. Compare com II Timóteo 4: 14 e 15. “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras.”
                O próprio vidente de Patmos, o discípulo amado, faz referência a outra pessoa chamada de Diótrefes ao qual teve de enfrentar, está registrado no livro de III João 9 – 11, descreve desta maneira: “Tenho escrito à igreja, mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Pelo que, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maldosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja. Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus.”
                   Inúmeros versículos mostram a luta que tiveram os cristãos da era apostólica a fim de impedir que fossem introduzidas doutrinas pagãs na igreja.
            A igreja de Éfeso, que representa o período apostólico, não pode suportar o mau exemplo desses homens, de dentro da igreja, pois estavam minando a verdade de Cristo, por isso, esses homens foram tachados de falsos apóstolos e falsificadores da Palavra. Confirme em II Coríntios 2: 17. Relata desta forma: “Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus.”
               Alguns desses calouros do mal, e agentes do Inimigo, procuravam se apresentar como apóstolos de Cristo, no entanto, foram sumariamente advertidos. II Coríntios 11: 13 “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo.”
       Essas pessoas com seus ensinamentos falsificados aproveitavam-se da inconstância infantil de alguns, que se deixam enganar por qualquer doutrina fútil, simplesmente por falta dum conhecimento mais aprofundado da vontade de Deus. Efésios 4: 14 “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”. Infelizmente, esse mal, ainda permanece infiltrado no seio da igreja da atualidade.
                Todos estes, e muitos outros mais foram, na verdade, instrumentos nas mãos do inimigo, com o único objetivo de transtornar o ambiente da igreja de Deus. Gálatas 1: 7. “Há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.”
                 Não podemos mais, suportar o mal, pois, se viermos a tolerar, pouco a pouco, nos adaptaríamos à maldade.
                Esta vil experiência, tem acontecido dentro da igreja de Cristo na atualidade.
                Ser bom é estar disposto a fazer a assepsia dentro da igreja, afastando os germes patogênicos da maldade de dentro do ser sem, contudo, ferir o pecador.
           Quando expulsamos o mal, daquele que peca, pela ação benevolente do amor, existe um aumento de qualidade no intelecto, que, automaticamente, devolve ao homem, o caráter aurífero de Deus; eleva ao Alto os nossos pensamentos, e burila a nossa vida numa vivência esplendorosa com o Onipotente.
             Querido leitor, você pode estar até se interrogando, como fazer a assepsia dentro da igreja, destruindo os germes da maldade sem, contudo, ferir o pecador?
             O próprio Paulo entregou os irmãos faltosos a Satanás, conforme registrado em I Timóteo 1: 20, que relata: “E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”.
        Não lhe parece estranho Paulo entregar os transgressores nas mãos maliciosas de Satanás, ao invés de colocá-los nas mãos afáveis de Jesus?
                Será que Paulo, realmente, queria abandonar o débil pecador nas garras de Satanás? - Creio que não.
             Se a resposta a esta inquietante pergunta é não, então, o que Paulo realmente, estava propondo à Igreja?
               O que Paulo queria realmente comunicar, ao afirmar que, entregaria os blasfemadores a Satanás?
            Alguns bons estudiosos querem crer que em caso de indisciplina, é função da Igreja, castigar para corrigir os faltosos, ou até mesmo, privá-los do convívio da irmandade.
            Procedendo desta forma, normalmente, o que praticou a falha, sente-se extremamente envergonhado, e procura afastar-se da igreja e consequentemente, do cuidado de Deus.
        Dificilmente ele se sentirá atraído pelo amor benevolente do Pai Eterno.
              Entregar a Satanás, conforme a interpretação bíblica, não é desprezar, castigar, disciplinar, retaliar ou dispensar da sociedade cristã, pois, se assim fora, a Igreja estaria lançando fora o pecador, algo totalmente contrário aos princípios de Cristo, que Paulo tão bem conhecia.
                   O próprio Jesus, havia dito, sobre os pecadores que iam ao encontro dEle, que jamais os abandonaria ou os lançaria fora, mesmo que estes continuassem a não produzir os devidos frutos do bem. Ainda assim, deveriam permanecer em contato com Ele, para crescerem juntos com os demais irmãos. Confirme em João 6: 37, que relata dessa forma: “Todo o que o Pai me dá virá a Mim; e o que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. Mateus, relata, no capítulo 13:30 pp., o complemento deste pensamento, através da palavra de Jesus: “Deixai crescer ambos juntos até a ceifa”.
               Na colheita, aquEle  que não pode errar, no caso Cristo, é quem fará a separação.
           Para melhor esclarecimento, procuremos, então, entender o que Paulo quer dizer com, entregar nas mãos de Satanás.
                Rebusquemos outro incidente em que Paulo faz a mesma conotação, está registrado em I Coríntios 5: 5, que relata: “Seja entregue a Satanás”.
             Neste episódio, Paulo que estava distante de Coríntios, ao ser informado da fornicação, ou seja, um filho coabitar e abusar da mulher de seu pai, diz então que o tal deveria ser entregue a Satanás.
                        E o que Paulo queria dizer, ao propor entregar a Satanás o irmão que cometera a fornicação?
                    Na verdade, Paulo estava procurando resguardar a integridade física e psicológica do culposo, imitando os passos do próprio Cristo, na pessoa de Deus, quando entregou Jó, nas mãos de Satanás. Naquela oportunidade Jesus ordena a Satanás para não estender sua mão contra Seu servo Jó.
                Esta deve ser a postura da Igreja, não estirar a mão contra o transgressor, pois, o mesmo já está entregue a Satanás.
           A misericórdia de Cristo é tamanha para com o pecador, pois, não permite que o inimigo o aflija a ponto de tirar-lhe a vida. O livro de Jó 2: 6 descreve dessa maneira: “E disse o Senhor a Satanás: Eis que Ele está na tua mão; poupa, porém, a sua vida”. Como cristãos, nunca devemos acusar ninguém, pois, o papel de acusador é do inimigo, e quando acusamos, estamos a fazer algo que agrada tão somente ao usurpador.
                   O papel da Igreja é o de restaurar, pois, essa função provém de Deus, contudo, quando o pecador cede ao usurpador, o Senhor diz ao inimigo, eis que ele está em teu poder, porém, “contra ele não estendas tua mão”. Jó 1: 12.
                 Isto sim, reflete a grandeza do amor, aquele amor que restaura e vivifica e, por fim, produzirá no tempo certo, seu fruto, devolvendo ao pecador penitente o convívio integral com a comunidade.
                Perceba, se a igreja, em resposta pelo mal praticado, reagir, impondo sobre o pecador, que também é uma vítima, a punição, este, jamais perceberá em tal ato, os atributos do amor, em consequência, se distanciará naturalmente de Deus.
             Ao passo que, se a Igreja agir com misericordiosa brandura, o oprimido pelo erro, perceberá em tal ato, o amor de Cristo. É exatamente isto que Davi está a nos esclarecer em Salmos 109: 5 que relata assim: “Retribuem-me o mal pelo bem, e o ódio pelo amor”.
             Todavia, Paulo solicita à igreja para entregar tal pessoa a Satanás, como que querendo dizer, deixe-a refletir em seus próprios pensamentos que ela ao sentir o amor da igreja, descobrirá o tamanho mal que fez.
                 É por isso que no verso seis, do capítulo cento e nove de Salmos, Davi nos esclarece: “Põe sobre ele um ímpio e um acusador estará à sua direita”. Observe que o acusador é um ímpio, nunca a irmandade.
                  Diz o ditado popular que a cura de um débil mental é outro em sua porta, e quem semeia ventos, colhe tempestades. Estes dois provérbios da sabedoria popular, estão em consonância com o pensamento de Davi.
             Quando praticamos um ato de impiedade, ou tomamos a liberdade de cercear a vida de quem quer que seja, estamos abrindo precedentes, para que os outros façam conosco o mesmo que fizemos com eles.
                    Se eu faço o mal aos meus semelhantes, estarei franqueando as portas da oportunidade para que os ímpios façam também o mesmo comigo. Assim, terei um acusador à minha direita, e eu mesmo perceberei o tamanho mal que pratiquei, fui, portanto, entregue a Satanás!
                    Quando a Igreja toma a justiça em suas próprias mãos, estará sujeita a tornar-se um instrumento de Satanás, absorvendo, na verdade, o caráter do acusador, fazendo a sua obra.
                       Quando Davi aconselha colocar um ímpio sobre o infrator, ele sabiamente está alertando que o pecado, uma vez praticado, proporciona uma continuidade, ou seja, abre um precedente aos outros ímpios.
                      Se eu posso fazer com ele, ele pode fazer comigo, gerando assim, uma continuidade de maus propósitos!
               Na verdade, entra em vigor outra lei de Deus, revelada por Nilton, que reza: “Para toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário”. É justamente este sentido inverso que levará o ímpio a perceber a grandiosidade maléfica que praticou e, por certo, o induzirá à reflexão. Uma vez meditando, poderá se convencer do seu erro, e facilmente chegará ao arrependimento! Isto é ser entregue a Satanás, ou seja, à dura pena!
                   O que compreendemos até então, é que; por um ímpio acusador sobre alguém que deliberadamente errou, ou, entregar a Satanás, é algo que não pode ser desempenhado pela Igreja, uma vez que a irmandade deve ser justa como Jesus Cristo, nunca um ímpio acusador como Satanás.
                    Então, quando Paulo sugere aos irmãos entregar os culpados nas mãos de Satanás, ele está sugerindo à irmandade para não afligir os pecadores, adicionando um peso tamanho, que os impediria a desempenhar um perfeito raciocínio para o arrependimento!
                É bom lembrar que Deus não adiciona nenhum castigo ao pecado, além do seu próprio salário, que é a morte. O castigo que muitas vezes nós afirmamos vir de Deus é a consequência natural do próprio pecado.
                Qualquer peso a mais, fatalmente dificultaria ao pecador desenvolver o desejo de voltar ao convívio com Deus. Por isso, Deus dá uma trégua ao penitente para que ele conscientemente perceba que está no caminho errado e nutra o desejo sincero do regresso ao lar.
                  Por outro lado, muitos, encobertos pela suposta paz, preferem suportar os falsos ensinadores com seus ensinos errôneos, que rapidamente, são absorvidos pela irmandade e, logo, passam a praticar o erro.
            Infelizmente, os ministros da atualidade, com indescritível rapidez e total consciência, cederam aos reclamos do mundo, ensinando doutrinas aprazíveis, aos olhos; entendimento e prática. Tal qual relatado em Isaías 30: 10, que descreve: “Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos cousas aprazíveis, profetizai-nos ilusões”.
             Tudo isto acontece, porque as pessoas querem distância da sã doutrina e passam a seguir os falsos mestres com suas falsas doutrinas. II Timóteo 4: 3. “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceiras nos ouvidos”.
               O interessante é que as pessoas sabem perfeitamente que seus desejos são simplesmente por bens materiais e, que não estão sequer importando com as coisas espirituais! Os mestres que estão atendendo ao pedido dos homens sabem que a mercadoria que eles estão doando é falsificada!
                 Este é o tempo em que os homens estão à procura de realizar suas próprias ambições, estão, portanto, distantes de Deus, em nada se preocupam com as coisas do Alto, senão, suas próprias ganâncias.
                 Por isso, é de vital importância, hoje, fazer uma clara distinção entre a verdade e o erro; Cristo e Satanás e a vontade de Deus da própria resolução.
                 Necessário se faz de tomar uma postura decisiva, clara e firme, contra todo erro. Esta deve ser nossa atitude, hoje, aqui e agora.
                   Não podemos, nem devemos, sequer, suportar os maus; os falsos mestres; os mentirosos; os enganadores; os hipócritas; os fingidos; os pérfidos e os dissimulados.
             Infelizmente, estas classes de pessoas, são abundantes nas congregações dos santos, e o que é pior, estão, em alguns casos, e momentaneamente, com as rédeas da direção da igreja, ao seu encargo.
                  Torna-se, imediatamente necessário e sem demora, lutar bravamente contra os erros dessas pessoas, não contra elas, combater suas doutrinas inexatas; suas condutas e suas crenças, que tanto tem obstado o progresso da causa de Deus.
                 Uma igreja que deseja ser vencedora com Cristo, não pode tolerar as ações dos malfeitores; dos falsos irmãos; dos falsos pastores e dos falsos mestres.
                O próprio Paulo alertava a igreja de Éfeso sobre homens maus, já nos seus dias. Confirme no livro de Atos 20: 29 e 30. Está relatado assim: “Porque eu sei isto, que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho; e que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”.
                 Cabe a cada um de nós, como membros integrantes, portanto, insubstituíveis, da congregação dos justos, aplicar em número, grau e gênero o conselho de Paulo, se quisermos ser vencedores.

               Sabemos que esta é uma tarefa árdua e perigosa, pois, os tais obreiros são fraudulentos, contudo, se assemelham aos apóstolos de Cristo, com o único objetivo de nos enganar, conforme descrito em II Coríntios 11: 13. “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo.” 
                     Fiquemos, portanto, atentos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

IDE - O Anjo da Igreja

O ANJO DA IGREJA

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



AO ANJO DA IGREJA – Jesus, por intermédio do Seu anjo Gabriel, notificou ao amigo e servo João e este nos revela que as sete estrelas, são os anjos das sete igrejas. Apocalipse 1: 20. “Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.
                A palavra anjo, que provém do grego aggelos ou aggeloi, no Novo Testamento também é aplicada para designar uma pessoa ou mais, no sentido de ‘mensageiro’, ‘divulgador’, ‘emissário’ ou, responsável referencial de uma determinada comunidade envolvida em anunciar as boas novas de Cristo.
                   Não é possível, que a palavra anjo, neste texto, se refira a seres celestiais, uma vez que no Apocalipse consta a última mensagem de Deus, direcionada à humanidade, para que esta se arrependa das suas iniquidades.
                Desta maneira, seria improvável que Deus enviasse mensagens a anjos literais, uma vez que os anjos bons não necessitam de arrependimento, e muito menos os anjos maus, pois, estes perderam sua oportunidade, quando, da morte vicária de Cristo! Naquela oportunidade a porta da graça fechou-se para aquela terça parte de anjos que foram expulsos do paço celestial.
               Na visão em que Cristo caminha por entre os castiçais de ouro que  simbolizam as sete igrejas, portanto, são figuras de todas as pessoas de cada um dos sete períodos, este passear do Mestre, demonstra Sua relação com a igreja indivíduo, denotando Sua preocupação constante em comunicar-se com toda pessoa de cada período, evidenciando assim Seu auxílio exemplar em benefício de todos.
                      É desejo do Criador que Seus Filhos reproduzam um caráter aurífero, espelhando o proceder do Mestre, por isso, a substância modeladora do castiçal é ouro, pois, esse precioso metal é representativo do caráter do Onipotente, e o Divino deseja habitar nas pessoas que sejam um receptáculo de ouro, para que possam refletir mais nitidamente a claridade que emana do Trono Universal.
                      É de bom alvitre ter sempre em mente que cada uma das sete igrejas do Apocalipse representa um período de tempo ou, uma experiência de vida espiritual, nunca uma denominação em particular. Se assim fosse, em cada período descrito por essas igrejas, teria, necessariamente, uma nova instituição eclesiástica como sendo a ‘verdadeira igreja de Deus’!
                      Este trilhar do Senhor entre as igrejas, é também figura do desejo do Filho do Homem em estar cuidando, auxiliando e, sobretudo, acompanhando com Suas mãos protetoras àqueles que se deixam fazer mensageiros da Sua Palavra e se tornam, verdadeiramente, ministros de Deus, para refletir o resplendor da Glória num mundo enegrecido pelo pecado.
             Como todas as pessoas são possessão de Deus, portanto, faz parte de Seu povo, conforme o enunciado de Efésios 4: 5 e 6 que relata “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” Igualmente todo anjo, mensageiro, anunciante de Cristo, recebeu extraordinária responsabilidade, a incumbência de revelar a toda criatura humana, as suaves recomendações de Deus, o amor de Jesus.
                 É bom saber que as estrelas do céu estão no controle de Cristo. Jesus, a Estrela da Manhã, ilumina cada astro, dá um curso e uma rota a seguir.
                     Se as estrelas desviassem seus movimentos do plano traçado por Deus, com certeza cairiam.
               É isto um belo quadro dos mensageiros, anunciantes, educadores, dirigentes e, todos que se sintam responsáveis em transmitir as verdades de Cristo! Todos estes e outros tantos, são estrelas ou anjos ao amparo de Jesus.
                   Cada um deles deve ser instrumento nas mãos de Deus, refletindo a claridade do caráter do Onipotente, nutridos pela eficiência do perdão. Só assim, serão imitadores de Jesus Cristo.
            Pode acontecer que alguns dos mensageiros se esquivem desse entendimento, nesse caso, por certo escorregarão das mãos protetoras do Filho e, não conseguirão resplandecer! Certamente, em assim acontecendo, eles, como recipientes, estarão vazios da misericórdia de Deus.   
                    De João Batista é dito ser ele o ‘anjo’ (aggelos) que devia preparar o caminho para Jesus de quem era ele precursor. Mateus 11: 10. “Este é de quem está escrito: Eis aí Eu envio diante da tua face o Meu anjo (mensageiro), o qual preparará o Teu caminho diante de Ti.”
                       Igualmente, nas cartas simbólicas às sete igrejas, todo e qualquer mensageiro, anunciante, educador, ou todo aquele que se envolver em transmitir o desejo de Cristo, é chamado ‘anjo’.
                O anjo de uma igreja deve significar um mensageiro, ou anunciante, dessa igreja; e como cada uma destas igrejas abrange um período de tempo, o anjo de cada igreja deve significar todo que se envolva nessa missão durante o período abrangido por essa igreja.
                    As diferentes mensagens, posto que dirigidas aos mensageiros, não podem ser aplicáveis só a eles; mas, com propriedade, são dirigidas por meio deles a toda pessoa de cada período, pela igreja, abrangido!
                    Aos mensageiros é facultado o sagrado encargo de manter cada criatura num elevado estado espiritual, alimentá-lo devidamente com a pura e santa Palavra da Vida e vigiar o adversário para que ele não o macule de qualquer modo com falsos ensinos e com aquilo que é deste mundo.
                     Daí toda a negligência neste sentido ao rebanho do Senhor, Deus, o Todo Poderoso, pedirá conta, por ser essa uma sagrada incumbência de cada anjo.
                     Os cristãos, em geral, são aquilo que são os seus guias espirituais. As próprias Sagradas Escrituras dizem que o povo se identifica com os sacerdotes. Fiquemos atentos a Oséias 4: 4 e 9. “Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa... Por isso, como é o povo, assim é o sacerdote; castigá-lo-ei pelo seu procedimento e lhe darei o pago das suas obras.”
               Se a igreja em um dado período é pura e consagrada, é porque sua direção o é. Se noutro período ela não é inteiramente fiel aos seus compromissos espirituais, é porque sua direção também não o é à sua alta missão. 

ESCREVE: ISTO DIZ AQUELE QUE TEM NA SUA DESTRA AS SETE ESTRELAS, QUE ANDA NO MEIO DOS SETE CASTIÇAIS DE OURO.- É desta maneira diligente, abarcante e explicativa, que Cristo é apresentado ao servo João. Este, atende prontamente o pedido e escreve em um único livro, e envia às sete igrejas, para servirem de instrução, correção e repreensão.
                  Igualmente, Jesus se apresenta as igrejas de todos os períodos, a começar por Éfeso, como Senhor, e mantenedor de Sua Palavra e de Seu desejo para toda criatura que sabiamente se envolva na divulgação de Sua mensagem.
NA SUA DESTRA - O estar na destra do Senhor, ou seja, na Sua mão direita, não quer dizer, necessariamente, que esteja sob Seu poder, sob o Seu controle sob o Seu domínio. Isto, pelo simples fato de, mesmo estando sob a proteção de Cristo, eles permanecem com o sagrado livre arbítrio, doado pelo próprio Criador, e este, jamais retirará da humanidade, a menos que a porta da graça se feche! Isto não quer dizer que na eternidade não tenhamos a possibilidade de pecar! Teremos sim, contudo, em face de nossa experiência anterior, não daremos margem para que o pecado se levante outra vez!
                   Assim, quando Jesus afirma que os Seus anjos se mantêm na Sua mão direita, Ele está esclarecendo-nos, que Seus mensageiros, apesar de ter a liberdade de ir de encontro à vontade de Deus, não obstante, estão sob a supervisão do Onipotente, ou seja, ao alcance da visão que a tudo descortina com exata percepção aguda provinda do Alto. Confirme, em Hebreus 4: 13 descreve dessa maneira: “E não há criatura alguma encoberta diante dEle; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quem temos de tratar.”

AS SETE ESTRELAS - Somente quando o ministrador, que é o anjo da igreja, ou as sete estrelas,  se torna fiel a Deus, como a agulha o é ao polo, é que será aferido, ou seja, ajustado ao arquétipo, uma vez que ao ser conferido é encontrado em harmonia com o padrão do Todo Poderoso, por isso recebe a marca de aferição dAquele que está assentado sobre o Trono Universal.
               Este conhecimento derrama luz sobre os mensageiros de Deus. São, portanto, os medianeiros de todas as denominações existentes em um determinado período. É interessante notar que todas as pessoas, indistintamente, foram agraciadas com a responsabilidade de descrever o real caráter de Deus e Seu propósito para com todos.
                   Todavia, se falharem no desempenho de suas tarefas, elas serão fatalmente banidas da mão de Jesus. Estas não receberão a aferição de Deus, conforme registrado em Apocalipse 2: 5 que relata: “Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.”
                      Cristo Jesus se apresenta como tendo em Sua mão os Seus mensageiros, não somente os do período apostólico, bem como dos períodos subsequentes, até ao Seu segundo advento.
                        Particularmente, no período de Éfeso é que esta mensagem foi anunciada, porém nos períodos subsequentes ganha maior sentido apelante, pois denota que os ministradores deviam depender somente de Cristo, pois em Apocalipse 1: 11, Cristo instrui João, através do anjo Gabriel, escrever num só livro, tudo o que ele viu e ouviu e enviar às sete igrejas, não somente a uma, mas, às sete, para servir de instrução, correção e apelo, para que todos pudessem seguir e alcançar um bom desempenho. “Que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia; a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laudicéia.” Apocalipse 1: 11.
             É evidente que os novos explanadores da palavra perderam o espírito apostólico, deixaram de fundamentar-se na revelação e no Revelador e arrastaram a igreja à frieza espiritual e à indiferença para com o zelo missionário herdado das testemunhas oculares do Salvador.
           O descaso dos que sucederam os apóstolos no ministério redundou, hoje, num cristianismo que, em alguns aspectos, abandonou os ensinos de Cristo.
               Contudo, e também, Jesus segurando as sete estrelas com a Sua mão direita, é figura de um belo e patente quadro de Sua pessoal preocupação por todos os divulgadores, que deveriam ser todas as pessoas, de todos os sete períodos, representados pelas sete igrejas, sustentando-as com o Seu braço forte. E, isto nos conforta, pois, não importa que perseguições as pessoas tenham tido de enfrentar, o Senhor tem estado com os Seus sofredores santos, sustentando-os, partilhando suas provações e sentindo cada ferida a eles infligida por seus inimigos.
                     Verdadeiramente, a introdução da carta de Cristo à igreja de Éfeso foi o Seu brado de alarme à Sua igreja em perigo.

QUE ANDA NO MEIO DOS SETE CASTIÇAIS DE OURO - Jesus Cristo também se apresenta às igrejas como que caminhando no meio dos sete castiçais de ouro, que maravilhosa e gratificante cena, o Filho do Homem é visto no meio dos castiçais ou igrejas, que são todas as pessoas, participando de suas experiências, compreendendo suas necessidades, ajudando-os, auxiliando-os, repreendendo-os, corrigindo-os, instruindo-os e vivificando-os.
                O caminhar de Cristo entre as pessoas/igrejas, ou seja, em todos os períodos, denota que, mesmo naqueles períodos, em que a igreja nos pareceu fracassada, ainda assim, Jesus estava vivo, atuando.
              Desta maneira, em todos os períodos da história eclesiástica, Deus sempre tem um remanescente fiel, que não se curva perante os interesses do mundo, somente aos desejos do Pai.
         Isto tem sido sempre uma fonte de conforto, especialmente em tempos de perseguição. Seja qual for a experiência pela qual o povo que aceitou ouvir os reclamos de Deus seja chamado a passar, pode estar certo de que o Senhor está com eles. Sua promessa de participação foi: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mateus 28: 20.
                    É verdade! Cristo esteve com Seu povo em todos os períodos da história de Sua igreja, não somente na igreja de Éfeso, mas, principalmente, está conosco na Igreja de Laudicéia. Pois, é no período desta igreja que se dará a consumação dos séculos.
                Nós bem que precisamos do auxílio do Mestre nestes últimos dias, para passarmos sobranceiros pela grande crise espiritual que já está instalada e haverá de progredir nos derradeiros instantes da história deste mundo de pecados e miséria.
                         Fica, portanto, conosco, Jesus!

CONHEÇO AS TUAS OBRAS, TANTO O TEU LABOR COMO A TUA PERSEVERANÇA. – Em meio a tantas contradições, contratempos e contenda, ainda assim, o povo da igreja de Éfeso foi elogiado pelo seu inquebrantável zelo.
           Esta foi uma igreja operosa, que trabalhava arduamente por Deus, e o Pai reconhecia seus esforços, conforme predito por Paulo em sua carta aos Hebreus 4: 13 que relata: “E não há criatura que não seja manifesta na Sua presença pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos dAquele a quem temos de prestar contas.”
                       As obras de toda humanidade estão patentes aos vigilantes olhos do Onipotente. Por isso é impossível esconder do Senhor qualquer coisa que nos condene, logicamente, por haver praticado algo inconveniente! Nosso Deus sabe de tudo! Nada passa despercebido aos olhos do Onipotente! Portanto, cada seguidor de Cristo deve ter como incentivo e advertência, se apegar as boas obras, reprimindo, paulatinamente, os maus procedimentos morais.
                    Todo propósito, palavra e ação são distintamente observadas pelo Escrutinador do Universo, Deus tudo sabe. Contudo é importante lembrar que as obras não produzem amor, nem podem tomar o lugar do amor. As obras são apenas a evidência do amor.

EU CONHEÇO - Quando Jesus Cristo chega junto da pessoa penitente e diz conhecer seu desempenho, entendemos residir aí uma admoestação de Jesus, dizendo ser o Alguém que se acha plenamente relacionado com o pecador, por isso, Ele entende os problemas das pessoas.
               O Filho do Homem se apresenta, então, como a Solução dos problemas das pessoas, habilitando-as adequada e eficientemente para varrerem os entulhos do pecado, que ainda se acumulam nas vidas delas.
                     Cabe a cada um, fazer a profilaxia em sua própria vida, através da intervenção de Cristo, munido com o poder do Espírito Santo. Agindo assim, cada um será conhecido diante dos homens, esta experimentação fará cada pessoa ilustre diante de Deus, se tornando famosa, pois terá seu nome gravado nos livros dos recordes, o Livro da Vida, para serem celebres durante toda a eternidade, pois, esta é a vontade do Criador.

TUAS – É somente através de Jesus que Deus procura individualizar e personalizar Sua relação, estreitando de forma direta e pessoal o relacionamento com Seus amigos, não só deste período, como de todas as Épocas.

OBRAS – É importante lembrar que os símbolos usados em cada igreja, nos diversos períodos da história eclesiástica, revelam o estado espiritual e moral dos habitantes do mundo, de uma forma em geral, em cada período, não sendo verdadeira a colocação de que reflita somente a postura do povo que faz parte da suposta igreja de Deus.
                 Uma vez, que esta mensagem de arrependimento, força e fé, é destinada a todos, tanto aos que estão fora do redil, como para os que estão sob a proteção de Deus, para que todos se sintam, verdadeiramente, como são, filhos do mesmo Pai. É o que assevera Mateus 5: 45 descreve assim: “Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus, porque faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.” Como sabemos, e evidenciado está, em todos os períodos haviam bons e maus, justos e injustos, tanto dentro como fora da suposta igreja de Deus, como arvoram a maioria das denominações.
                          Não obstante, na época dos apóstolos, durante o século primeiro, houve um grande crescimento em número de conversos, pessoas com espiritualidade elevada.
                 Diz o historiador Edward Gibbon que nesse período, os cristãos acresceram assoberbadamente, atingindo o significante número de mais ou menos 6.000.000 de adeptos.
                     Os Apóstolos deixaram evidenciado e sem a menor sombra de dúvidas, a pura doutrina de Cristo, cujo ensinamento esclarece: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor.”    I Coríntios 16: 14.
                     Esta informação elucida-nos que as obras quando praticadas egoisticamente e desprovida de amor, são nulas, em nada progride.
                     Igualmente, temos ciência que as obras, por si sós, são mortas, e a Bíblia confirma em Tiago 2: 17 que relata: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.” Sabemos que o inverso, também, é verdade. Compreendemos, da mesma forma, que as obras destituídas de amor, na maioria das vezes, servem somente, para nos condenar, principalmente, se as praticamos, com o objetivo, de extrair delas, a salvação.
                     Se assim agimos, no dia final, a nossa retribuição, será uma desagradável surpresa. Confira em Mateus 7: 21 – 23 que relata desta maneira: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E em Teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade.”
                     Todavia, quando Cristo assevera que ‘Conhece’ as nossas obras, Ele está a nos dizer, que tem conhecimento das nossas motivações. Jesus sabe, que estas obras foram operadas pelo amor que temos por Ele, sabe também, que estas obras, são as provas visíveis da Fé que Opera. Ou seja, são obras praticadas, não com o interesse de obter a salvação, mas, sobretudo, com o objetivo ímpar de levar outros, a tomar posse da Salvação.
                  Contudo, Deus está tranquilizando os que praticam tais obras, como que dizendo: Compreendo e aprovo tais procedimentos, pois, tiveram a aprovação e a intervenção do Alto, e como resultado, redundou no aperfeiçoamento do caráter do ser humano.
           Desta maneira, as obras são reconhecidas, os praticantes são conhecidos por terem nutrido uma amizade de amor com Jesus.
                  A maior obra pelos quais os Efésios foram elogiados foi, na verdade, sua intimidade e compromisso com o Amor. Eles eram caridosos.
                     Como sabemos, a caridade é o amor em exercício, é a exercitação da vontade de Deus por nosso intermédio.
            Sabemos também que o grande clamor da humanidade de hoje é: Demonstra-nos caridade, dá-nos amor.
                          Se esta é a necessidade atual, é por se ter falta dessa mercadoria nas prateleiras da estante da vida presente, tanto fora da igreja, como, principalmente, entre os professos amigos de Deus.
                   Precisamos amar urgentemente todas as criaturas, todas, indistintamente.
                   Amar aos irmãos da fé, chega a ser, até mais difícil que amar aqueles, por quem achamos que Cristo, também morreu por eles, contudo, ainda não O aceitaram.
              Precisamos estreitar os laços de amizade, amor e afeto, com os homens das trevas, contudo, nunca devemos nos comprometer com o mal. Isto só é possível, se refletirmos o caráter de Jesus.
                 O erro cometido pelos seguidores do mal é, às vezes, menos pernicioso, que os erros cometidos por aqueles que deveriam luzir para Cristo, e, no entanto, destoam de Sua sagrada missão ao se colocar em oposição aos que se preparam para levantar a tocha da verdade.
                Estes, não encontrando espaço nem recebendo oportunidade para desenvolver seus talentos, são desta forma, alijados do trabalho do Senhor, como consequência, é obliterado o traçado da Luz de Cristo.
                       Erro este, que além de arruinar os opressores, os falsos irmãos, dificultam o caminhar dos irmãos oprimidos, retardando o desenvolvimento da marcha do bem.
                        O verdadeiro cristão, não pode ser cortês com aqueles irmãos da fé, que estão fazendo oposição gratuita para com aqueles que diligentemente se preparam em amor, desejosos de transmitir a mensagem do Onipotente.
                    Contudo, aquele que é fiel, deve apontar de forma clara e amorosa, o desamor daqueles infiéis mestres e irmãos, seus enganos espirituais devem ser descobertos, para, se possível, ser corrigido. Agindo assim, o pecado, será fatalmente banido do seio da igreja.
                É desta forma que os detentores da verdadeira caridade e do verdadeiro amor devem proceder. Pautar sua vida em defesa de Cristo e do Onipotente.
                     Pois, obra alguma é capaz de produzir amor, ou substituir o amor. Contudo, o verdadeiro amor, produz boas obras que evidenciam o amor de Deus.
            Não basta estar ao lado da verdade, ter um sustentáculo seguro, estar empenhado na causa de Deus; quando na realidade falta-lhe a genuína razão, a autêntica motivação; o Amor.
                   Faltando o Amor, há ausência de tudo, existe carência de Deus, pois, “Deus é Amor.” I João 4: 8.

LABOR – Numa primeira olhada, nos parece estranho que o Senhor, conheça nossas obras e o nosso labor, pois, obras e labor são palavras semelhantes, quase sinônimas.
                     É justamente a pequena diversidade entre ambas, que faz a grande diferença, pois, a palavra labor pressupõe aquela parte das obras, que é direcionada ao operário como uma tarefa que deve ser executada com muita pressa, num verdadeiro trabalho ativo.
                  Observe que o labor não se refere à totalidade do trabalho, mas, apenas, a uma parte, ou seja, a uma tarefa. Tarefa esta, que se for desenvolvida por cada trabalhador, em pouco tempo, a obra total estará cumprida.
            É por isso que Jesus diz conhecer nosso labor, referendando aquilo que já houvera dito no passado, está relatado em Mateus 25: 21 e 23. “Disse-lhe o seu Senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do Teu Senhor.”
                     Assim, Cristo está a dizer ao servo bom e leal que a tarefa foi fielmente cumprida. O servo nem se preocupou com a canseira em meio a tantos dissabores. O serviço foi completado com o trabalho ativo e ágil, como o deve ser aos que têm pressa de estreitar ainda mais as relações de amizade, afeto e amor com Jesus.

PERSEVERANÇA – Apesar, do teu trabalho persistente, da constância em fazer o bem a todo instante e a todos, sendo mesmo até teimoso para não te desviares, nem para a direita nem para a esquerda, fugindo dos extremos perniciosos, sendo inalterável para com a verdade, imutável diante do perigo, incessante no combate ao erro, e até mesmo, invariável diante da morte, necessitas ainda assim, nutrir a virtude da paciência, sem a qual, não verás o Reino de Deus.
                  Observe atentamente a recompensa que Jesus oferece àqueles que são perseverantes, está registrado no verso dez, do capítulo três de Apocalipse, descreve assim: “Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.”

                        Por se tornarem vencedores na experimentação de Deus, e passados sobranceiros na hora da provação, são tidos por aprovados. Deverão, então, guardar a sua conquista, para que ninguém tome a sua coroa da vitória. Confirme em Apocalipse 3: 11. “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” 
                  Esta é a nossa expectativa, é também o nosso desejo para toda pessoa que esteja envolvida em divulgar as boas novas de Jesus para este tempo!