SANTUARIO TERRESTRE (TABERNÁCULO) - SÍMBOLO DAS FUNÇÕES CELESTIAIS DA
DIVINDADE
NOTA DO
ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse
mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto
também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com
vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo
desta maneira, seu cabedal de conhecimento.
Tomei a liberdade de colocar numa perspectiva dialética, a
qualidade, socialmente construída, da atividade humana adequando-a a finalidade
Divina, visando um melhor entendimento.
Com esta disposição, analise-se, racionalmente, a parte final do
versículo treze do primeiro capítulo do livro do Apocalipse.
Na visão proposta naquele texto, Jesus é visto com uma só veste
sacerdotal, que reúne as vestes do sacerdote comum nos dias úteis e a do sumo
sacerdote, no dia da expiação, no lugar santíssimo, isto é, vestido com vestes
talares, ou seja, ‘vestido até aos pés com uma vestimenta comprida,
e cingido pelo peito com um cinto de ouro’. Apocalipse 1: 13 up.
Essa descrição remonta, até de forma involuntária e maquinal,
nossa mente para as cenas do Santuário de Deus na Terra, mais precisamente ao
Tabernáculo, construído por Moisés no deserto.
Fiz, propositadamente, essa diferenciação por entender que o
Santuário de Deus na Terra são as pessoas, todas elas, que estejam vivas, pois,
elas são habitação natural da Divindade.
Já o Tabernáculo construído por Moisés, nele sim, está contido
toda simbologia que aponta as funções da Divindade, que é constituído pelo Pai,
Filho e Espírito Santo, que opera em benefício da raça caída, nesse caso, a
humanidade!
Assim, no serviço do Santuário Terrestre, o Tabernáculo divisa a
função de Cristo! O Filho de Deus que trocara as vestes do Deus Criador e
vestira a vestimenta da humanidade se identificando, também, como Filho do
Homem!
Com a prerrogativa de Filho do Homem, Jesus, deliberadamente,
toma a forma de servo e, ofereceu sacrifício, sendo Ele mesmo o sacerdote, e
também a vítima!
Cristo é Sacerdote por ser aquela única pessoa que faz a
intermediação entre a humanidade e a Divindade! Ele é também a vítima por ser o
Salvador, Aquela pessoa Divina que deu a vida para salvar a humanidade dos seus
pecados!
Quando em peregrinação na região da Palestina, Cristo foi
reconhecido e identificado por João Batista como sendo o "Cordeiro
de Deus que tira o pecado do mundo!" João 1: 29.
JESUS ENTROU NO SANTÍSSIMO EM 1844?
Uma interessante interpretação analítica das Escrituras atesta
que no ano de 1844, Cristo, agora no Céu, no pretenso Santuário Celestial,
deixou de realizar, naquele ano, o ofício diário do sacerdote comum e, desde
então até agora, passou a realizar o ofício anual do sumo sacerdote, no lugar
santíssimo!
Inegavelmente a igreja, que são todas as pessoas, deveria, de
fato, ser espelho das ações de Cristo. Sabe-se que toda criatura humana é um
santuário e, como tal, tem um sacerdócio cujo único sacerdote, sumo sacerdote e
vítima sacrifical é o próprio Salvador Jesus Cristo!
Mas, você, meu diligente estudante das profecias apocalípticas,
poderá estar agora se interrogando, - o que dá a certeza de que Jesus entrou no
lugar santíssimo em 1844?
Nessa interpretação eu vos diria que isto é uma menção à purificação do Santuário de que se refere Daniel 8: 14. “Até duas
mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado”.
Entende-se que esse verso seja uma inequívoca alusão ao sistema
do Ritual do Santuário, não à purificação das pessoas em geral!
Retroceda, então, na história e deixe que o teu pensamento te
leve a trilhar a areia do tempo, até o ano terceiro do reinado do rei Belsazar,
quando Daniel teve uma visão sobre quando seria a purificação do Santuário.
Esta análise, não entrará nos méritos do termo Purificação
do Santuário, ser ou não, também o correlato dia da Expiação que,
simbolicamente, identifica o dia do juízo, ou separação entre os considerados
justos e aqueles identificados como ímpios!
Analise, portanto! No terceiro ano do reinado de Belsazar, rei
da Caldeia, cuja capital era Babilônia, a cidade dourada, Daniel, o Primeiro
Ministro, teve uma visão que, de imediato, não entendeu.
A visão que Daniel teve, está relatada no seu livro no capítulo
oito e verso treze, versa assim: “Depois, ouvi um santo que falava; e disse
outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão [concernente] a assolação contínua e a transgressão assoladora, para
que seja entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” (adendo
e grifo nosso).
Numa primeira investida fica difícil entender alguns enunciados
desta visão, contudo, conjuntamente com outras informações dos acontecimentos
anteriores, o que parecia encoberto, se apresentará de forma clara e
perceptível à tua mente.
Satã, o grande inimigo de Deus, e de Sua igreja, sempre usou o
paganismo para imprimir no pecador uma postura distanciada do Onipotente.
Assim, ainda hoje o paganismo adentra, sorrateiramente, nas denominações
cristãs para poder dar credibilidade aos seus enunciados maléficos! E muitas
pessoas são envolvidas pelo laço do passarinheiro!
Foi assim durante os três primeiros reinos universais, qual
sejam: Babilônia da Caldeia, Medo-Persa e Grécia, que tinham como religião
oficial, o Paganismo!
Por sua vez Roma, até um pouco depois do messias Jesus Cristo, a
religião oficial era Pagã.
Posteriormente, com o estabelecimento do Papado, o paganismo
insiste em se fixar no catolicismo, como única maneira de sobreviver em meio ao
cristianismo!
Assim, o paganismo sobrevive até hoje, envolvido ao
cristianismo, não só no catolicismo, mas, em toda e qualquer denominação
cristã, o que dá uma sustentação ao paganismo, agora, cristianizado!
Desta maneira, o Papado, durante algum tempo, ou seja, durante a
Idade Média, foi, na verdade, o paganismo de forma cristianizada ou mascarada.
Sendo assim, o Paganismo e o Paganismo Maquilado, o Papado e as denominações
subsequentes, pasmem os senhores, são os opositores organizados, apresentados
na terra, pelo inimigo das almas, contra a Obra do Senhor!
É fácil de entender que o Sistema Papal e as reconhecidas
denominações cristãs, não fazem oposição aberta de forma acirrada e constante
contra Deus, no entanto, o Inimigo aproveita todo descuido para num determinado
instante fazer prevalecer seu intento maléfico.
Foi assim durante a Idade Escura, o Opositor fez uso do Papado,
hoje, com certeza continua fazendo uso do Papado bem como do Protestantismo
apostatado e confederado e, também, de toda e qualquer denominação que se
rotule como cristã!
Como se vê, o Dragão, a antiga Serpente, poderá fazer uso de
qualquer pessoa ou Sistema, da mesma forma que fez com Pedro quando, momento antes,
Cristo havia afirmado que as palavras pronunciadas por Pedro, na verdade,
refletiam a concepção de Deus.
Acontece que no instante seguinte, o Inimigo tomou posse da fala
de Pedro, a ponto de Jesus ordenar que Satanás se afastasse do mesmo. Está
relatado em Mateus 16: 13 – 23.
De posse desse conhecimento preliminar, pode-se começar a
analisar o verso treze do livro de Daniel no capítulo oito.
No enunciado de Deus, transmitido pelo anjo Gabriel, ele
identifica num linguajar profético, o paganismo como sendo
uma assolação contínua ou, costumado sacrifício, que
era uma devastação constante contra os propósitos do Pai.
O enunciado profético identifica o Papado, especificamente,
durante a Idade Escura, com muito mais rigor, tratando-o como uma transgressão
assoladora, ou seja, uma agressão que causa grande ruína. Foi
exatamente este o efeito do Papado durante o período Medieval, desde o seu
estabelecimento, no ano 538, até o ano de 1798, quando o Papa foi aprisionado
pelo General Berthier, da França de Napoleão, abolindo o Papado.
Este período, no verso em lide, está enunciado da seguinte
maneira: "para que seja entregue o Santuário e o exército a fim de
serem pisados." Daniel 8: 13.
Como entender que o Santuário que era a parte mais sagrada do
templo de Jerusalém, onde se guardava a Arca da Aliança sofreria, por
consentimento de Deus, um ato de vitupério?
Fica quase inconcebível como uma parte tão sagrada seria
entregue, juntamente com o exército, para ser pisados!
Como compreender um ato tão vergonhoso, infame e criminoso?
Sabe-se que o Santuário terrestre era uma figura, não de um pretenso Santuário Celestial, mas, como é na verdade, um emblema das funções da Divindade.
Desta forma, no Céu não existe um Santuário nos moldes terreno, uma vez que a ordem de Deus era para se fazer um Santuário para que Deus pudesse habitar no nosso meio.
Compreende-se que o
Santuário Celestial é, com certeza, a morada do Altíssimo. Nesta morada do
Onipotente, não existe uma Arca da Aliança, com as tábuas da Lei no seu
interior, contudo, ao invés da Arca, existe o Trono do Domínio
Universal, e no lugar da Lei que, verdadeiramente, é o transcrito do
Caráter de Deus, ao invés das
tábuas de pedra, está o próprio Deus, assentado sobre o Trono, ladeado pelo
Seu Filho Amado, Jesus Cristo!
Como se pode
perceber aquilo que era símbolo no Santuário Terrestre, no Céu é, na realidade,
o Trono do Domínio Universal! Assim, o tipo (símbolo) encontra o antítipo
(realidade)!
Observe que do
Trono de Deus promana todo o Domínio do Universo, no entanto, principalmente
durante o Período Escuro da história da humanidade, o Sistema Papal se arvorava
como um pretenso deus, que usava seu poder para dominar os homens, subtraindo
das suas consciências o livre arbítrio.
Desta maneira,
simbolicamente, o Santuário do Domínio Universal, foi entregue, por usurpação,
nas mãos do Sistema Papal, que por sua vez, pisoteia os homens em sua mais
sagrada identidade com o Criador, que é a capacidade de escolher, ou não, estar
ao lado do Bem.
Desta forma, as criaturas humanas, que escolheram participar como soldados do exército de Deus,
tendo Cristo como Comandante, foram sumariamente pisados pelos pés, impiedosos
do Sistema Papal, que era uma transgressão assoladora, agredindo de forma
desumana, vexatória, terrível e severa, indefesas criaturas.
Para ter uma ideia
da atuação vandálica do Santo Ofício, que durou 1260 anos de supremacia Papal,
só no período de 30 anos, 150.000 pessoas morreram, como resultado da
perseguição aos valdenses e aos albigenses.
O verso treze de
Daniel oito poderia muito bem ser redigido desta maneia: “Até quando durará a visão [concernente] ao Paganismo e ao Papado, que é o Paganismo
cristianizado?”
Fica demonstrado
historicamente que o Paganismo continua sendo uma assolação contínua,
dificultando as obras do Criador, até que o Filho de Deus ponha termo, acabando
também com o Paganismo Cristianizado, o Papado juntamente com o Protestantismo
apostatado e confederado e, com todas as demais denominações Evangélicas que se
rotulam de cristãs, que é uma transgressão assoladora, e tem sido mais eficaz
que o puro Paganismo, isto por se apresentar de forma maquilada, dificultando
ao pesquisador desvendar as reais raízes desses estabelecimentos cristãos.
Só através de Jesus
Cristo, que é o Cavaleiro Branco, que saiu vencendo e para vencer, é que Deus,
finalmente, destruirá esta obra mortífera dos Demônios.
Contudo, permanece
a pergunta: Até quando durará este engano funesto? Ou por outra, até quando o
pecador penitente vai ter que suportar esta afronta, e resistir à enxurrada do
paganismo cristianizado, o Papado, tendo em sua companhia as suas filhas, o
protestantismo apostatado e confederado e demais religiões cristãs, juntamente
com o espiritismo, induzidos pelas hostes satânicas?
Até quando o
Santuário, o povo que procura fazer a vontade do Onipotente seguindo a Divina Verdade
será pisoteado pelo Paganismo, e pelo Paganismo Maquilado, o Papado e seus
aderentes?
A resposta a esta
inquietante pergunta está contida em Daniel 8: 14. “Ele me disse até
duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Imediatamente,
Daniel procurou entender a visão. Daniel 8: 15 pp. “Havendo eu
Daniel tido a visão procurei entendê-la”.
Deus também queria
que Daniel tivesse o entendimento e, prontamente comissionou Gabriel, o Seu
anjo, para que explicasse a visão. “E ouvi uma voz de homem de entre as
margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel dá a entender a este a visão”. Daniel 8: 16.
O anjo Gabriel,
comissionado por Deus, faz com que Daniel entenda a visão, ou seja, explica a
visão ao profeta, pois, Daniel, através da oração, já havia pedido o entendimento a Deus. “No
princípio das tuas súplicas, saiu à ordem, e eu vim, para to declarar, porque
és mui amado; considera, pois, a cousa, e entende a visão”. Daniel 9: 23.
Ao povo Judeu, foi
dada a oportunidade de continuar como nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus, como fiel representante da vontade do Seu Criador. “Setenta
semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a Tua Santa Cidade para
fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a
iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e
para ungir o Santo dos Santos". Daniel 9: 24.
Comece, então, a
desselar as palavras proféticas de Jesus e, torne-se, nestes últimos dias, num
verdadeiro amigo de Cristo!
Durante as Setenta
Semanas que equivalem 490 anos, pois, conforme a Bíblia para se compreender
profecias, deve-se contar um dia profético como um ano literal. “Segundo
o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia
representando um ano” Números 14: 34 (grifo nosso).
Sendo assim, às setentas semanas ou 490 anos,
foram determinados ao povo Judeu, para se
arrependerem, ou não, dos seus pecados contra Deus e o Seu Filho Jesus.
Neste período
acontecerá então:
A Extinção da Transgressão – Ou, como diz a tradução de
Figueiredo, “a prevaricação se consuma”, ou seja, o
aniquilamento da corrupção ou perversão. Os judeus deviam encher a medida de
sua iniquidade, rejeitando e crucificando o Messias; não seriam então por mais
tempo Seu povo particular, escolhido de Deus. O próprio Jesus esclarece este
entendimento, ao relatar a parábola dos maus lavradores. “Mas os
lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro, ora vamos,
matemo-lo... Portanto vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será
entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”. Mateus 21: 38 –
43.
Justamente aí,
quando os judeus crucificaram Jesus, com mais três anos, se completaria as
setenta semanas proféticas, atingindo o ano 34 de nossa era.
Data em que os
judeus perderam a concessão de ser o povo restrito de Deus, consentimento este,
repassado para toda pessoa que queira, sinceramente, fazer a vontade do Onipotente,
passando a ser “povo de propriedade exclusiva de Deus”. I Pedro
2: 9.
No final das
Setenta Semanas, Jesus poria ‘fim aos pecados’. – A
melhor explicação desta cláusula é dada em Hebreus 9: 26 que descreve
assim: “Agora na consumação dos séculos uma vez Se manifestou [no
caso, Jesus] para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo”. É
Deus condenando na carne, o pecado, através de Jesus. Igualmente, “Deus,
enviando o Seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do
pecado, condenou o pecado na carne”. Romanos 8: 3.
Nos momentos
derradeiros das Setenta Semanas iria ‘expiar a iniquidade’ –
Para melhor entender esta disposição tome-se por base o verso correlato. “E
Ele firmará um concerto com muitos... fará cessar o sacrifício e a oferta de
manjares”. Daniel 9: 27.
Este verso refere-se
à morte de Cristo, nosso Cordeiro Pascoal, que no ano 31 a.D. fora morto,
isentando do pecador o pecado, ficando, desta forma, puros à vista de Deus.
Esse fato, garante
aos humanos, sem sombra de dúvida, o mais faustoso acontecimento, uma vez que,
isenta do pecador penitente o ritual dos sacrifícios!
A obra da salvação
fora plena, contudo, nem todos irão se beneficiar dela, pois, boa parte da
humanidade não aceitou o concerto e, infelizmente, por não dar crédito ao
sacrifício vicário de Cristo, ficará dispensado da vida Eterna!
Que essa não seja a tua experiência e, possas continuar com interesse nas coisas que Deus quer te esclarecer no decorrer dessa explanação!
No próximo estudo, estaremos concluindo essa análise extraída a partir do contexto do verso treze do primeiro capítulo do Apocalipse!




