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sábado, 5 de outubro de 2013

IDE - Santuário Terrestre (Tabernáculo) - Símbolo das Funções Celestiais da Divindade

SANTUARIO TERRESTRE (TABERNÁCULO) - SÍMBOLO DAS FUNÇÕES CELESTIAIS DA DIVINDADE

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com

        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



              

Tomei a liberdade de colocar numa perspectiva dialética, a qualidade, socialmente construída, da atividade humana adequando-a a finalidade Divina, visando um melhor entendimento.

Com esta disposição, analise-se, racionalmente, a parte final do versículo treze do primeiro capítulo do livro do Apocalipse.

Na visão proposta naquele texto, Jesus é visto com uma só veste sacerdotal, que reúne as vestes do sacerdote comum nos dias úteis e a do sumo sacerdote, no dia da expiação, no lugar santíssimo, isto é, vestido com vestes talares, ou seja, ‘vestido até aos pés com uma vestimenta comprida, e cingido pelo peito com um cinto de ouro’. Apocalipse 1: 13 up.

Essa descrição remonta, até de forma involuntária e maquinal, nossa mente para as cenas do Santuário de Deus na Terra, mais precisamente ao Tabernáculo, construído por Moisés no deserto.

Fiz, propositadamente, essa diferenciação por entender que o Santuário de Deus na Terra são as pessoas, todas elas, que estejam vivas, pois, elas são habitação natural da Divindade.

Já o Tabernáculo construído por Moisés, nele sim, está contido toda simbologia que aponta as funções da Divindade, que é constituído pelo Pai, Filho e Espírito Santo, que opera em benefício da raça caída, nesse caso, a humanidade!

Assim, no serviço do Santuário Terrestre, o Tabernáculo divisa a função de Cristo! O Filho de Deus que trocara as vestes do Deus Criador e vestira a vestimenta da humanidade se identificando, também, como Filho do Homem!

Com a prerrogativa de Filho do Homem, Jesus, deliberadamente, toma a forma de servo e, ofereceu sacrifício, sendo Ele mesmo o sacerdote, e também a vítima!

Cristo é Sacerdote por ser aquela única pessoa que faz a intermediação entre a humanidade e a Divindade! Ele é também a vítima por ser o Salvador, Aquela pessoa Divina que deu a vida para salvar a humanidade dos seus pecados!

Quando em peregrinação na região da Palestina, Cristo foi reconhecido e identificado por João Batista como sendo o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!" João 1: 29.

 

JESUS ENTROU NO SANTÍSSIMO EM 1844?

 

Uma interessante interpretação analítica das Escrituras atesta que no ano de 1844, Cristo, agora no Céu, no pretenso Santuário Celestial, deixou de realizar, naquele ano, o ofício diário do sacerdote comum e, desde então até agora, passou a realizar o ofício anual do sumo sacerdote, no lugar santíssimo!

Inegavelmente a igreja, que são todas as pessoas, deveria, de fato, ser espelho das ações de Cristo. Sabe-se que toda criatura humana é um santuário e, como tal, tem um sacerdócio cujo único sacerdote, sumo sacerdote e vítima sacrifical é o próprio Salvador Jesus Cristo!

Mas, você, meu diligente estudante das profecias apocalípticas, poderá estar agora se interrogando, - o que dá a certeza de que Jesus entrou no lugar santíssimo em 1844?

Nessa interpretação eu vos diria que isto é uma menção à purificação do Santuário de que se refere Daniel 8: 14. “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado”.

Entende-se que esse verso seja uma inequívoca alusão ao sistema do Ritual do Santuário, não à purificação das pessoas em geral!

Retroceda, então, na história e deixe que o teu pensamento te leve a trilhar a areia do tempo, até o ano terceiro do reinado do rei Belsazar, quando Daniel teve uma visão sobre quando seria a purificação do Santuário.

Esta análise, não entrará nos méritos do termo Purificação do Santuário, ser ou não, também o correlato dia da Expiação que, simbolicamente, identifica o dia do juízo, ou separação entre os considerados justos e aqueles identificados como ímpios!

Analise, portanto! No terceiro ano do reinado de Belsazar, rei da Caldeia, cuja capital era Babilônia, a cidade dourada, Daniel, o Primeiro Ministro, teve uma visão que, de imediato, não entendeu.

A visão que Daniel teve, está relatada no seu livro no capítulo oito e verso treze, versa assim: “Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão [concernente] a assolação contínua e a transgressão assoladora, para que seja entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” (adendo e grifo nosso).

Numa primeira investida fica difícil entender alguns enunciados desta visão, contudo, conjuntamente com outras informações dos acontecimentos anteriores, o que parecia encoberto, se apresentará de forma clara e perceptível à tua mente.

Satã, o grande inimigo de Deus, e de Sua igreja, sempre usou o paganismo para imprimir no pecador uma postura distanciada do Onipotente. Assim, ainda hoje o paganismo adentra, sorrateiramente, nas denominações cristãs para poder dar credibilidade aos seus enunciados maléficos! E muitas pessoas são envolvidas pelo laço do passarinheiro!

Foi assim durante os três primeiros reinos universais, qual sejam: Babilônia da Caldeia, Medo-Persa e Grécia, que tinham como religião oficial, o Paganismo!

Por sua vez Roma, até um pouco depois do messias Jesus Cristo, a religião oficial era Pagã.

Posteriormente, com o estabelecimento do Papado, o paganismo insiste em se fixar no catolicismo, como única maneira de sobreviver em meio ao cristianismo!

Assim, o paganismo sobrevive até hoje, envolvido ao cristianismo, não só no catolicismo, mas, em toda e qualquer denominação cristã, o que dá uma sustentação ao paganismo, agora, cristianizado!

Desta maneira, o Papado, durante algum tempo, ou seja, durante a Idade Média, foi, na verdade, o paganismo de forma cristianizada ou mascarada. Sendo assim, o Paganismo e o Paganismo Maquilado, o Papado e as denominações subsequentes, pasmem os senhores, são os opositores organizados, apresentados na terra, pelo inimigo das almas, contra a Obra do Senhor!

É fácil de entender que o Sistema Papal e as reconhecidas denominações cristãs, não fazem oposição aberta de forma acirrada e constante contra Deus, no entanto, o Inimigo aproveita todo descuido para num determinado instante fazer prevalecer seu intento maléfico.

Foi assim durante a Idade Escura, o Opositor fez uso do Papado, hoje, com certeza continua fazendo uso do Papado bem como do Protestantismo apostatado e confederado e, também, de toda e qualquer denominação que se rotule como cristã!

Como se vê, o Dragão, a antiga Serpente, poderá fazer uso de qualquer pessoa ou Sistema, da mesma forma que fez com Pedro quando, momento antes, Cristo havia afirmado que as palavras pronunciadas por Pedro, na verdade, refletiam a concepção de Deus.

Acontece que no instante seguinte, o Inimigo tomou posse da fala de Pedro, a ponto de Jesus ordenar que Satanás se afastasse do mesmo. Está relatado em Mateus 16: 13 – 23.

De posse desse conhecimento preliminar, pode-se começar a analisar o verso treze do livro de Daniel no capítulo oito.

No enunciado de Deus, transmitido pelo anjo Gabriel, ele identifica num linguajar profético, o paganismo como sendo uma assolação contínua ou, costumado sacrifício, que era uma devastação constante contra os propósitos do Pai.

O enunciado profético identifica o Papado, especificamente, durante a Idade Escura, com muito mais rigor, tratando-o como uma transgressão assoladora, ou seja, uma agressão que causa grande ruína. Foi exatamente este o efeito do Papado durante o período Medieval, desde o seu estabelecimento, no ano 538, até o ano de 1798, quando o Papa foi aprisionado pelo General Berthier, da França de Napoleão, abolindo o Papado.

Este período, no verso em lide, está enunciado da seguinte maneira: "para que seja entregue o Santuário e o exército a fim de serem pisados." Daniel 8: 13.

Como entender que o Santuário que era a parte mais sagrada do templo de Jerusalém, onde se guardava a Arca da Aliança sofreria, por consentimento de Deus, um ato de vitupério?

Fica quase inconcebível como uma parte tão sagrada seria entregue, juntamente com o exército, para ser pisados!

Como compreender um ato tão vergonhoso, infame e criminoso? 

          

NO CÉU NÃO EXISTE UM SANTUÁRIO


      

Sabe-se que o Santuário terrestre era uma figura, não de um pretenso Santuário Celestial, mas, como é na verdade, um emblema das funções da Divindade.

Desta forma, no Céu não existe um Santuário nos moldes terreno, uma vez que a ordem de Deus era para se fazer um Santuário para que Deus pudesse habitar no nosso meio.

Compreende-se que o Santuário Celestial é, com certeza, a morada do Altíssimo. Nesta morada do Onipotente, não existe uma Arca da Aliança, com as tábuas da Lei no seu interior, contudo, ao invés da Arca, existe o Trono do Domínio Universal, e no lugar da Lei que, verdadeiramente, é o transcrito do Caráter de Deus, ao invés das tábuas de pedra, está o próprio Deus, assentado sobre o Trono, ladeado pelo Seu Filho Amado, Jesus Cristo!

Como se pode perceber aquilo que era símbolo no Santuário Terrestre, no Céu é, na realidade, o Trono do Domínio Universal! Assim, o tipo (símbolo) encontra o antítipo (realidade)!

Observe que do Trono de Deus promana todo o Domínio do Universo, no entanto, principalmente durante o Período Escuro da história da humanidade, o Sistema Papal se arvorava como um pretenso deus, que usava seu poder para dominar os homens, subtraindo das suas consciências o livre arbítrio.

Desta maneira, simbolicamente, o Santuário do Domínio Universal, foi entregue, por usurpação, nas mãos do Sistema Papal, que por sua vez, pisoteia os homens em sua mais sagrada identidade com o Criador, que é a capacidade de escolher, ou não, estar ao lado do Bem.

Desta forma, as criaturas humanas, que escolheram participar como soldados do exército de Deus, tendo Cristo como Comandante, foram sumariamente pisados pelos pés, impiedosos do Sistema Papal, que era uma transgressão assoladora, agredindo de forma desumana, vexatória, terrível e severa, indefesas criaturas.

Para ter uma ideia da atuação vandálica do Santo Ofício, que durou 1260 anos de supremacia Papal, só no período de 30 anos, 150.000 pessoas morreram, como resultado da perseguição aos valdenses e aos albigenses.

O verso treze de Daniel oito poderia muito bem ser redigido desta maneia: “Até quando durará a visão [concernente] ao Paganismo e ao Papado, que é o Paganismo cristianizado?”

Fica demonstrado historicamente que o Paganismo continua sendo uma assolação contínua, dificultando as obras do Criador, até que o Filho de Deus ponha termo, acabando também com o Paganismo Cristianizado, o Papado juntamente com o Protestantismo apostatado e confederado e, com todas as demais denominações Evangélicas que se rotulam de cristãs, que é uma transgressão assoladora, e tem sido mais eficaz que o puro Paganismo, isto por se apresentar de forma maquilada, dificultando ao pesquisador desvendar as reais raízes desses estabelecimentos cristãos.

Só através de Jesus Cristo, que é o Cavaleiro Branco, que saiu vencendo e para vencer, é que Deus, finalmente, destruirá esta obra mortífera dos Demônios.

Contudo, permanece a pergunta: Até quando durará este engano funesto? Ou por outra, até quando o pecador penitente vai ter que suportar esta afronta, e resistir à enxurrada do paganismo cristianizado, o Papado, tendo em sua companhia as suas filhas, o protestantismo apostatado e confederado e demais religiões cristãs, juntamente com o espiritismo, induzidos pelas hostes satânicas?

Até quando o Santuário, o povo que procura fazer a vontade do Onipotente seguindo a Divina Verdade será pisoteado pelo Paganismo, e pelo Paganismo Maquilado, o Papado e seus aderentes?

A resposta a esta inquietante pergunta está contida em Daniel 8: 14. “Ele me disse até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Imediatamente, Daniel procurou entender a visão. Daniel 8: 15 pp. “Havendo eu Daniel tido a visão procurei entendê-la”.

Deus também queria que Daniel tivesse o entendimento e, prontamente comissionou Gabriel, o Seu anjo, para que explicasse a visão. “E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel dá a entender a este a visão”. Daniel 8: 16.

O anjo Gabriel, comissionado por Deus, faz com que Daniel entenda a visão, ou seja, explica a visão ao profeta, pois, Daniel, através da oração,  já havia pedido o entendimento a Deus. “No princípio das tuas súplicas, saiu à ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a cousa, e entende a visão”. Daniel 9: 23.

Ao povo Judeu, foi dada a oportunidade de continuar como nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, como fiel representante da vontade do Seu Criador. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a Tua Santa Cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos". Daniel 9: 24.

Comece, então, a desselar as palavras proféticas de Jesus e, torne-se, nestes últimos dias, num verdadeiro amigo de Cristo!

Durante as Setenta Semanas que equivalem 490 anos, pois, conforme a Bíblia para se compreender profecias, deve-se contar um dia profético como um ano literal. “Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano” Números 14: 34 (grifo nosso).

Sendo assim, às setentas semanas ou 490 anos, foram determinados ao povo Judeu, para se arrependerem, ou não, dos seus pecados contra Deus e o Seu Filho Jesus.

Neste período acontecerá então:

A Extinção da Transgressão – Ou, como diz a tradução de Figueiredo, “a prevaricação se consuma”, ou seja, o aniquilamento da corrupção ou perversão. Os judeus deviam encher a medida de sua iniquidade, rejeitando e crucificando o Messias; não seriam então por mais tempo Seu povo particular, escolhido de Deus. O próprio Jesus esclarece este entendimento, ao relatar a parábola dos maus lavradores. “Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro, ora vamos, matemo-lo... Portanto vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”. Mateus 21: 38 – 43.

Justamente aí, quando os judeus crucificaram Jesus, com mais três anos, se completaria as setenta semanas proféticas, atingindo o ano 34 de nossa era.

Data em que os judeus perderam a concessão de ser o povo restrito de Deus, consentimento este, repassado para toda pessoa que queira, sinceramente, fazer a vontade do Onipotente, passando a ser “povo de propriedade exclusiva de Deus”.  I Pedro 2: 9.

No final das Setenta Semanas, Jesus poria ‘fim aos pecados’. – A melhor explicação desta cláusula é dada em Hebreus 9: 26 que descreve assim: “Agora na consumação dos séculos uma vez Se manifestou [no caso, Jesus] para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo”. É Deus condenando na carne, o pecado, através de Jesus.  Igualmente, “Deus, enviando o Seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, condenou o pecado na carne”. Romanos 8: 3.

Nos momentos derradeiros das Setenta Semanas iria ‘expiar a iniquidade’ – Para melhor entender esta disposição tome-se por base o verso correlato. “E Ele firmará um concerto com muitos... fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”. Daniel 9: 27. 

Este verso refere-se à morte de Cristo, nosso Cordeiro Pascoal, que no ano 31 a.D. fora morto, isentando do pecador o pecado, ficando, desta forma, puros à vista de Deus.

Esse fato, garante aos humanos, sem sombra de dúvida, o mais faustoso acontecimento, uma vez que, isenta do pecador penitente o ritual dos sacrifícios!

A obra da salvação fora plena, contudo, nem todos irão se beneficiar dela, pois, boa parte da humanidade não aceitou o concerto e, infelizmente, por não dar crédito ao sacrifício vicário de Cristo, ficará dispensado da vida Eterna!

Que essa não seja a tua experiência e, possas continuar com interesse nas coisas que Deus quer te esclarecer no decorrer dessa explanação!

No próximo estudo, estaremos concluindo essa análise extraída a partir do contexto do verso treze do primeiro capítulo do Apocalipse!

sábado, 28 de setembro de 2013

IDE - Atender à Ordem - Avisar o Mundo Agonizante

ATENDER À ORDEM – AVISAR O MUNDO AGONIZANTE 

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



Todo Paço Celestial está, através das mensagens apocalípticas, fazendo seu mais comovente apelo à humanidade perdida.
O Revelador conclama para que todos possam considerar a magnitude do sacrifício de Cristo por nós. Foi dada a João a ordem de avisar o mundo agonizante.
Estava ali uma enfática ordem a São João, “O QUE VÊS ESCREVE-O NUM LIVRO, E ENVIA-O ÀS SETE IGREJAS”.
O amado João não foi desobediente a esta sagrada incumbência. Deveria escrever a mensagem que lhe seria mostrada, num único livro, não em sete livros, e enviá-lo às sete igrejas.
Não um livro para cada igreja, mas um só livro, para todas elas. Isto comprova, mais uma vez, que as sete igrejas compreende a totalidade histórica da igreja cristã, desde o período apostólico até a vinda de Cristo.
O escritor e comentarista profético Roy Allan Anderson, no seu livro O Apocalipse Revelado na página dezesseis expôs: “As sete igrejas representam sete fases ou períodos na história da igreja, estendendo-se desde o tempo dos apóstolos até a vinda de Cristo pela Segunda vez, história cujas características são parcialmente indicadas nas cartas a elas dirigidas”.
Portanto a igreja de Éfeso representa o período que corresponde à igreja apostólica, quando os cristãos receberam o evangelho em pureza, e tinha um caráter desejável, no seu primeiro amor.
Por sua vez, a igreja de Esmirna representa o período subsequente. Uma igreja preste a passar pela prova ardente da perseguição. Foi neste período que aconteceu o que os historiadores identificam de Diáspora, os cristãos terem sido espalhados pelo mundo de então.
No entanto, se algum seguidor de Cristo fosse chamado a selar com o sangue o seu testemunho, deveria lembrar-se de que repousavam sobre ele os olhos de alguém que partilhou a mesma sorte, mas que triunfou sobre a morte e podia fazê-lo sair de sua sepultura de mártir.
A próxima fase da igreja Cristã foi representada pela igreja de Pérgamo. Um período em que a igreja de Cristo começou a receber influências, que foram introduzindo erros e males teológicos na igreja.
Tempo que historicamente começa pela professa conversão de Constantino ao cristianismo, alcançando o estabelecimento do Papado. Neste espaço de tempo o mistério da iniquidade, entrou largamente na igreja, e resultou no perfeito desenvolvimento do papel do homem do pecado.
A época seguinte da história do cristianismo é representada pela igreja de Tiatira, e corresponde ao espaço de tempo que os historiadores identificam de período Escuro da história da humanidade, época da Santa Inquisição, ou perseguição papal. Foi um longo tempo decorrido de triunfo e perseguição aos genuínos cristãos que foram martirizados pela férrea igreja papal.

O SANTO OFÍCIO E A FÉ CATÓLICA

A Inquisição, ou, como é mais comumente conhecida, A Santa Inquisição ou Santo Ofício, era, na verdade, um mecanismo utilizado pelos dominadores para punir supostos crimes contra a fé católica, a quem, os soberanos, eram devedores de agradecimento ao Sistema Papal, que obtivera tantas vitórias, por se rotular de Sagrada.
Não seria a Santa Inquisição, um embuste, ou no mínimo, o encobrimento em nome de Deus, para justificar assassinatos bárbaros contra homens, mulheres, jovens e crianças indefesas, cujo único crime era ter um pensamento distante do pensar da Igreja Católica e defender tal compreensão com firmeza racional?
O que se sabe e lamenta-se, é que a Inquisição foi tão devastadora na Europa Medieval, que lavou o continente com o sangue quente de inocentes criaturas, pelas gélidas mãos dos algozes, e os corpos fumegantes, eram tantos, que iluminavam a Idade Escura.
Triste é saber que poucos sabem, que até no Brasil, a Inquisição foi uma assolação vandálica, e que ainda hoje ela permanece em ação, pelo mesmo motivo, cumprir a suposta vontade de Deus, dizimando seres humanos, a principal Criação Divina, sem, ao menos, haver outro poder que se anteponha a esta máquina mortífera dos demônios, fantasiada de Deus.
Naquele tempo ocorreu a mais terrível tribulação sobre a igreja, como até então não houvera, conforme predito pelo próprio Messias: “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, nem haverá jamais”. Mateus 24: 21.
Justamente, naquele período dificultoso, melhorou em muito a condição religiosa dos crentes, houve um progresso na sua condição, um crescimento de graça, uma evolução em todos os elementos do cristianismo.
É em tempo de tribulação que a igreja de Jesus Cristo mais cresce.
O período seguinte da história da Igreja é representado pela igreja de Sardes, que significa Cântico de Alegria; ou ainda O Que Permanece. É, portanto, a igreja do período pós-perseguição papal, ou período da reforma protestante.
Foi, por conseguinte, um tempo em que houve grandes cânticos de alegria, pois havia terminado a perseguição, e a liberdade religiosa fora estabelecida pela Reforma Protestante. Mas, nesta fase, a igreja tinha nome de que vivia, no entanto, estava morta. “Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Esta cousa diz aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto”.  Apocalipse 3: 1.
É por isso que Sardes significa também “o que permanece”. Pois, neste espaço de tempo, muitas doutrinas errôneas permaneceram no bojo da igreja, doutrinas populares e mundanas. Doutrinas estas, que destruíam a espiritualidade e obliteravam a linha demarcatória entre a igreja e o mundo.
O período subsequente é representado pela igreja de Filadélfia, que significa Amor Fraternal. Nesta fase da igreja, o Santo e Verdadeiro faz a declaração de que “Vem sem demora”. Apocalipse 3: 11. E, com esta certeza, os crentes daquela época, deram o alarme às igrejas e ao mundo indicando a vinda do Filho do Homem como a verdadeira certeza do crente.
Com o objetivo de proclamar as verdades de Deus a todos os povos, o Pai abre uma maravilhosa porta, criando na Europa as diversas Sociedades Bíblicas.  Apocalipse 3: 8. “Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a Minha palavra e não negaste o Meu nome”. A igreja desta fase se destacou pelo seu amor aos semelhantes e, principalmente ao  Onipotente!
O último período da igreja faz alusão aos dias atuais, tal período é representado pela igreja de Laudicéia, que significa Julgamento do Povo. É a época que antecede a volta de Cristo, e apresenta as cenas finais do tempo de prova, e a última mensagem de misericórdia, antes do retorno de Jesus e vinda de Deus. É, portanto, o tempo, durante o qual, o Decálogo é tomado pela expectante igreja, notadamente, os seguidores de Cristo,  como sua regra de vida.
Que cada pessoa possa estar preparada para ser vencedora em Jesus, e poder sentar no trono com Cristo, assim como o Filho de Deus sentou-se no trono do Onipotente Pai.
Que um sentimento de temor e um estremecimento de júbilo perpasse o coração de cada diligente investigador do Apocalipse, ao se aperceber que Deus está se revelando, e possa pedir força ao Onipotente Pai, para cumprir Sua ordem, e dizer graciosamente, Ó Deus dá-me força para fazer Tua vontade, e que este entendimento seja para mim precioso, a ponto de não almejar nenhum outro tesouro.
Ademais, que a sublime e estupenda verdade da revelação apocalíptica encha o coração de cada leitor com o sentimento de dedicação absoluta ao seu semelhante e a Deus, preparando-o a ser útil aqui e no lar celestial.
O verso doze do capítulo primeiro do Apocalipse relata: “E ME VIREI PARA VER QUEM FALAVA COMIGO. E, VIRANDO-ME, VI SETE CASTIÇAIS DE OURO”. Existe outra tradução que ao invés de castiçais, utiliza a palavra candeeiros.
O próprio Revelador, no caso, Jesus Cristo, define o significado da palavra castiçal: “Quanto ao mistério... dos sete candeeiros de ouro,... os sete candeeiros de ouro são as sete igrejas”. Apocalipse 1: 20.  Os sete castiçais ou candeeiros de ouro representam as sete igrejas, ou, como podemos perceber, se referem à igreja de Cristo em Sua totalidade histórica.
Para auxiliar na convicção do leitor, com o objetivo de fixar na mente, saiba que, quando a Revelação se refere à igreja de Cristo, deve-se entender que Jesus está se referindo a todas as pessoas que estejam vivas, pois, Deus não é Deus de mortos e sim de vivos (Mateus 22: 32; Marcos 12: 27; Lucas 20: 38), e não, necessariamente, sobre uma denominação em especial!
É maravilhoso saber que todos os castiçais eram de ouro, o que leva a crer que o desejo de Deus era que Sua igreja, em todos os sete períodos, fosse gloriosa.
Deus dá ao ser humano seu devido valor, pois, a humanidade é obra distintiva de Sua Criação, assim, aos olhos da Divindade, o ser humano tem dignidade soberana!
Todavia, para Deus, o ser humano tem um valor inestimável, pois, cada pessoa é igreja de Cristo, por isso, amado leitor, procure copiar o caráter aurífero do Redentor!
Apesar de que, em alguns períodos da história da igreja, o povo, na sua maioria, não refletia o caráter aurífero de Deus, ainda assim, em todos os períodos, sempre existiu um remanescente fiel, como ainda hoje existe, são, exatamente, as pessoas que se esforçam em guardar os Mandamentos de Deus e sustentam o testemunho de Jesus: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Apocalipse 14: 12.
O ouro é emblema da fé, e a igreja cristã não só deveria ser gloriosa como o ouro, mas, também, sobretudo fervorosa, fiel e confiante na provisão de Deus e em Sua promessa.
É esplendente saber que a igreja de Cristo, ou seja, cada ser humano tenha sido simbolizado por castiçais.
Eis aí uma linda simbologia, pois, o castiçal é um objeto portador de luz. Assim, cada pessoa, como igreja de Cristo, deve, aqui neste mundo, ser portadora da luminosidade da mais gloriosa luz!
Igualmente, a potência radiante emitida por cada criatura humana, provém de Deus, do Seu Filho Jesus Cristo e, do Evangelho que foi transmitido pelo Espírito Santo.
Possuindo esta claridade que salva, as pessoas, na qualidade de igreja de Cristo, não poderia ser simbolizada por castiçais de nenhum outro metal, senão o ouro!
Cada pessoa faz parte desta igreja gloriosa, no entanto, só será reluzente se entrar num estreito relacionamento salvífico e vivificante com Jesus.
Faça parte da igreja honrosa, ilustre e notável, para tanto, viva em uníssono com a vontade do Criador, só assim você será luz em meio às trevas! “Vós sois a luz do mundo... Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. Mateus 5: 14 e 16. “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo”. Filipenses 2: 15.
Esta é a função de toda pessoa, pois, cada pessoa é a igreja de Deus, portanto, esta também é a minha e a sua função, meu caro leitor.
Já dizia um pensador: ‘Como guia, a Bíblia não tem rival. Dá paz tranquila ao que crê, e firme esperança do futuro. Resolve os grandes problemas da vida e do destino, e inspira um viver de pureza, paciência e piedade’.
Volva o seu pensamento, para as palavras do versículo treze do capítulo primeiro do Apocalipse, que relata: “E, NO MEIO DOS CANDEEIROS, UM SEMELHANTE AO FILHO DO HOMEM, COM VESTES TALARES, E CINGIDO À ALTURA DO PEITO COM UMA CINTA DE OURO”.
Caro leitor, este versículo define o valor do ser humano, ao revelar o preço pago por Cristo para redimi-lo. Identifica o único antídoto para o pecado, e apresenta o mais perfeito código moral que já haja sido traçado, o conjunto metódico e sistemático da disposição Divina para doação da Vida Eterna, pois, é referendado pelo caráter do Deus Criador.
Este verso escancara o futuro e demonstra a necessidade duma preparação para enfrentá-lo.
Portanto, seja valoroso em defesa do direito e se robusteça para a vida eterna. Antes, porém, alinhe-se a Deus e a Cristo, em cujo conhecimento se encontra vida sem fim.
No verso anterior, viu-se, conforme a interpretação do Senhor Jesus, que as sete igrejas são simbolizadas por sete candeeiros. “Quanto ao mistério... dos sete candeeiros de ouro... os sete candeeiros... são as sete igrejas”. Apocalipse 1: 20.
Quão maravilhoso é saber que a igreja de Cristo, toda criatura humana, é representada por um castiçal, que é um objeto que deveria ser portador de luz. Da Luz de Deus, da Luz de Jesus, da Luz do Espírito Santo, que é a verdadeira Luz do Evangelho, da Luz que salva!
No meio desta igreja sublime, João divisa o primeiro personagem que aparece nas cenas do Apocalipse, e aponta-O como o ‘Filho do Homem’.
João não tinha a menor dúvida. Embora um tanto diferente dos dias em que peregrinou na Terra, era, indubitavelmente, o seu amado Mestre. João muitas vezes ouvira Jesus referir-se à Sua pessoa como ‘Filho do Homem’. Título este que mais O identifica com a família humana.
Quão glorioso é saber que Cristo possui uma parte humana, para que a humanidade possa almejar Sua parte Divina – A pureza de Jesus, o amor de Deus e o companheirismo do Espírito Santo!
O Filho de Deus foi visto por João no meio dos castiçais, ou igrejas que são as pessoas, participando de suas experiências, compreendendo suas necessidades. Isto tem sido sempre uma fonte de conforto, especialmente em todo momento de perseguição.
Jesus Cristo tem acompanhado Sua igreja, cada pessoa, quer seja militante ou não, o que é motivo de regozijo e confiança para o pecador. O Remidor está em constante comunicação com Seu povo, e todos são de Deus, uma vez que tudo e todos Lhe pertencem.
Jesus conhece a real condição de cada filho Seu, tanto daquele que reconhece a paternidade Divina, quanto o daquele outro que, por legitimidade, escolheu não ser filho dEle. Deus aceita a escolha de cada um, contudo, procura com racionalidade e amor fazer com que o ser humano torne-se a Ele.
Se, por ventura, essa escolha foi feita por ignorância, o Pai não leva em conta tal escolha, pois cada pessoa vai ser responsável somente por aquilo que ela sabe, conscientemente, o real significado de sua escolha! “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia, agora, a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam”. Atos 17: 30.
É por isso, caro leitor, que Deus observa sua ordem, sua piedade e sua devoção, portanto, fique tranquilo, pois, em Deus não haverá enganos!
Seja qual for a experiência que você, caro leitor, tenha de passar, fique certo que por ter escolhido seguir a vontade de Deus o Pai, do Filho e do Espírito Santo com o intuito de compreender a Sua Verdade, você será distinguido como aquela pessoa que escolheu Deus, deve, portanto, estar seguro de que o Senhor está contigo te fortalecendo em suas decisões!
A promessa de participação de Cristo encontra-se no livro de Mateus 28: 20. “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
É por isso, meu amigo leitor, que não se deve ficar apreensivo com as experiências, por mais danosas que possam parecer, uma vez que, deve-se ter a convicção de que nos momentos probantes de tua experiência, quando colocado em juízo, estarás substancialmente fortalecido pela presença de Jesus Cristo através do Espírito Santo!
Não tenha dificuldade em crer que o Consolador estará instando com cada pessoa, no sentido de fortalecer os pensamentos, palavras e ações! Esta, sem dúvida, é tua grande garantia!
Que Deus, então, te fortaleça a cada dia, e cada vez mais estreite tua relação de amizade com o Divino para manter bem vívida em sua mente o amor ao Onipotente, a dedicação ao Salvador, tendo a companhia benfazeja do Espírito Santo!

sábado, 21 de setembro de 2013

IDE - João, na Ilha de Patmos, No Dia do Senhor


JOÃO, NA ILHA DE PATMOS, NO DIA DO SENHOR

Educador Glauco César


NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



Continuando a usufruir da benevolência de Deus e, nutrindo sentimentos de gratidão, uma vez que, não se pode alienar ou destruir as regalias doadas por Deus para toda humanidade!

Entenda-se com mais profundidade o enunciado seguinte do verso nove do capítulo primeiro do livro da Revelação, o Apocalipse!

A ILHA DE PATMOS

Esta ilha, hoje denominada Paloma ou Palmosa, é uma ilha do Mar Egeu, próxima à costa da Ásia Menor.
Conta apenas 40 Km² de superfície, sendo seu solo montanhoso, vulcânico, sem rios e pouco fértil.
Ao tempo do império romano, a ilha de Patmos por conta de sua localização distante do continente, era utilizada para banir as pessoas que praticavam crimes, principalmente delitos políticos, ou cometiam ofensa de um bem jurídico tutelado pela lei penal.
No caso de João, ele foi exilado por defender o cristianismo, seu ato suscitou a reação organizada da sociedade imperial que considerou uma violação penal, culpável por lei.
João foi expulso para Patmos no ano 94 a.D., por ordem do imperador Domiciano, o tipo de exílio a que João foi submetido era Relegatio, ou seja, por um tempo determinado, podendo ser, inclusive, por toda a vida, contudo, sem perda de posses ou direitos, para que naquela ilha, afinal perecesse como um dos indesejáveis do império.
Como Patmos era praticamente isolada do resto do mundo, tornara-se, para João, um homem de aproximadamente noventa e cinco anos, altamente sociável com costumes nobres, inteligência refinada e aspirações religiosas elevadas, numa prisão muito mais cruel, pois, o mesmo, não teria como testemunhar de Jesus na solitária Patmos.
Na opinião de Domiciano, o amado ancião não resistiria por muito tempo os maus tratos do exílio, por fim, o tédio, finalmente, poria termo definitivo à sua vida.
No entanto, tudo quanto o ímpio Domiciano, induzido pelo inimigo, planejara para calar a voz do fiel amigo de Jesus, fracassou, pois João, nessa ilha rochosa do Mar Egeu, recebeu as mais extraordinárias revelações de Cristo, destinada para todas as pessoas!
E não foi somente isso que aconteceu! João, o discípulo amado, retornara a Éfeso, na Ásia Menor, após ter sido liberto do exílio, tornando-se, talvez, a maior testemunha de Jesus em todos os tempos.
Perceba como isto aconteceu. Ao invés de João morrer de tédio, o ímpio Domiciano foi assassinado, por Stephanus, a 18 de setembro de 96 aD., este fatídico episódio colocou Nerva na posição de imperador.
Como sucedia habitualmente, os presos políticos e por razões religiosas foram alforriados. De posse da liberdade, João retorna ao continente indo residir em Éfeso.

POR CAUSA DA PALAVRA DE DEUS, E PELO TESTEMUNHO DE JESUS CRISTO

Esta predisposição de defender a Palavra de Deus e testemunhar de Jesus Cristo foi considerada, por aquela sociedade, como um ato digno de repreensão e castigo. Todavia, Domiciano considerou como um ato condenável, sujeito a consequência desagradável e funesta. Por isso o Imperador não ousou permitir a promulgação do puro evangelho dentro dos limites do império.
Afastou-o do convívio social, desterrando-o para a solitária Patmos. Domiciano pensava ter para sempre extinto pelo menos um farol da verdade, pelo contrário, veio a mais magnífica revelação de todo o cânon sagrado, que irradia seu divino fulgor sobre todo o mundo cristão até ao fim do tempo.
Com respeito a João e Domiciano, se aplicam as palavras das Escrituras, que declaram que “o justo ficará em memória eterna”, mas “o nome dos ímpios apodrecerá”. Provérbios 10: 7.
Analise-se o verso dez de Apocalipse primeiro: “Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”.

ARREBATADO EM ESPÍRITO

João, apesar de corporeamente permanecer na ilha de Patmos, no entanto, a Terceira Pessoa da Divindade, colocou o Discípulo Amado em êxtase, ou seja, elevado em espírito, tendo a possibilidade de ver o sobrenatural.
Outros profetas também passaram por idêntica experiência. Está relatado sobre uma visão que Pedro teve: “Sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos”. Atos 10: 10.  São Paulo também declara: “Fui arrebatado para fora de mim”. Atos 22: 17.
Tanto, Pedro quanto Paulo como também João, foi disponibilizado pelo Espírito Santo em estado de poder ver o sobrenatural, sem sair, fisicamente, do lugar onde se encontrava.
Foi este o estado em que João recebeu as visões do Apocalipse, isto é, em êxtase, ou sob o controle do Espírito Santo.
Nada em torno devia perturbar a atenção do profeta ao contemplar as gloriosas cenas, sendo, portanto, indispensável um perfeito arrebatamento íntimo sob o controle do Espírito de Deus.
Embora sequestrado de todos os que professavam igual fé e quase exilado do mundo, João não estava separado de Deus, nem de Cristo, nem do Espírito Santo, nem dos anjos. Mantinha ainda comunhão com o seu divino Senhor.
E a expressão ‘em Espírito’ faz sugerir o mais alto grau de elevação espiritual que uma pessoa pode ser levada pelo Espírito de Deus.
Que cada pessoa possa, hoje, bem como por toda existência, manter uma íntima comunhão com o divino Senhor.
Que este estreitamento de relação com o Divino, possa levar outras pessoas, através da contemplação, a experimentar o antegozo de uma elevação espiritual, que os capacitem para o reino da glória.
Se o inimigo puder concentrar o olhar do pesquisador no Jesus histórico, sem que compreenda a obra que Cristo realmente veio efetuar, que foi salvar “o Seu povo dos pecados deles”, conforme Mateus 1: 21, não estará, então, em melhor situação do que aqueles que, há uns dois mil anos, O aceitaram como grande Mestre, mas não como Senhor e Salvador pessoal.

DIA DO SENHOR




O leitor cuidadoso e aplicado deve estar se perguntando, a que dia da semana se refere esta designação?

Existem quatro possibilidades de denominar com racionalidade a que dia se refere.
Há quem acredite, por isso, defende que a expressão dia do Senhor abrange toda a dispensação cristã, e não significa qualquer dia particular de vinte e quatro horas.
A esta posição basta se considerar que o livro do Apocalipse foi redigido pelo escritor, no caso João, em uma determinada localidade, a ilha de Patmos e, como é lógico, em um dia definido, neste caso, no dia do Senhor.
Sem queimar muitos neurônios, percebe-se bem definidos três elementos: o redator, o lugar onde foi escrito, e o dia em que foi datado, têm uma existência real e não apenas uma existência simbólica ou mística.
Outros opinam que o dia do Senhor é o dia do juízo, o futuro ‘dia do Senhor’ ao qual, tantas vezes as Sagradas Escrituras fazem referências.
Para o leitor coerente que usa de relação harmônica repleta de lógica, facilmente vai perceber que esta posição, não pode ser correta; pois, embora João possa haver tido uma visão acerca do dia do juízo final, não a podia ter nesse dia, pois, que era ainda futuro.
Sendo assim, este ponto de vista faz João afirmar uma estranha falsidade, dizendo que teve uma visão na ilha de Patmos, há vinte e um séculos, no dia do juízo, que era ainda futuro!
Como se percebe, não há ligação ou harmonia entre situações, acontecimentos ou ideias, portanto, é uma afirmativa sem nexo ou lógica!
O terceiro ponto de vista, talvez o mais admitido, é daqueles que afirmam que a expressão se refere ao primeiro dia da semana.
Para esta opinião ter uma base sólida e autêntica, se faz necessário ter uma demonstração evidente que ateste a veracidade ou autenticidade dessa dedução!
Com sinceridade analítica, há de se convir que, não existe nenhuma evidência que prove em caráter oficial esta afirmativa.
O próprio texto não define o termo ‘dia do Senhor’, por isso, se significa o primeiro dia da semana, deve-se procurar noutra parte da Bíblia a evidência de que esse dia da semana é sempre assim designado.
Os únicos outros escritores canônicos que por revelação falaram do primeiro dia da semana são: Mateus, Marcos, Lucas e Paulo; e falaram dele, simplesmente, como o ‘primeiro dia da semana’.
Confirme, então, cada um desses escritores, começando por Mateus 28: 1 (grifo nosso); “No findar do Sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro”.
Note inclusive que, a ênfase aí é para o Sábado, e não para o primeiro dia da semana. Marcos também dá mais ostentação ao Sábado, que ao Domingo, pois diz ele: “Passado o Sábado”. Marcos 16: 1, 2 e 9.
Existe ainda outras citações sobre o primeiro dia da semana em Atos 20: 7 que descreve: “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à meia-noite”.
Confira também I Coríntios 16: 2. Reza desta maneira: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar”.
Fica então evidente que nenhum destes escritores falou do Domingo, distinguindo-o de qualquer outro dos seis dias de trabalho.
O que é mais extraordinário e nos deixa pensativo é que Mateus, Marcos e Paulo escreveram seus livros, na própria altura em que se diz ter-se tornado o primeiro dia da semana, ‘o dia do Senhor’, por se haver realizado a ressurreição de Cristo num Domingo!
Ainda assim, esses escritores, na efervescência da ressurreição, tratam esse dia, simplesmente, como ‘o primeiro dia da semana’.
Outro detalhe importantíssimo é que o médico Lucas e o próprio João escreveram seus livros cerca de trinta anos após a ressurreição, mesmo assim, não distinguiram o Domingo, de qualquer outro dos seis dias da semana.
João, o vidente de Patmos, escreveu o Evangelho depois de ter escrito o Apocalipse, todavia, no Evangelho, ele chama ao primeiro dia da semana, não ‘dia do Senhor’, mas, simplesmente, ‘o primeiro dia da semana’. “E no primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro”. São João 20: 1.
Mais adiante o escritor identifica aquele dia, apenas classificando numericamente, sem utilizar seu nome próprio: “Chegada, pois à tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e, disse-lhes: Paz seja convosco”. João 20: 19.
O que é mais importante é que o Pai nem o Filho, jamais, reclamaram o primeiro dia da semana como Seu ou, colocado nele qualquer atributo que o diferenciasse dos demais dias da semana!
Como se tem conhecimento, nenhum dia do ciclo semanal, afora o Sábado foi, jamais, aposta qualquer bênção ou atribuída qualquer santidade.
Se devesse identificar o Domingo como dia do Senhor, pelo fato de Cristo ter ressuscitado neste dia, o próprio Jesus, através de Sua revelação, ter-nos-ia, sem dúvida, informado isso em algum lugar da Bíblia!
Por esses motivos, o Domingo não adquiriu autenticidade nas Escrituras, portanto, ele não é o dia identificado como sendo dia do Senhor!
Todavia, há quem admita que o termo dia do Senhor, é uma nítida alusão ao sétimo dia da semana, conforme requerido pelas Escrituras Sagradas como o Sábado do Senhor.
Como se percebe, os que assim identificam estão, plenamente, respaldados na Palavra de Deus, pois, aceitam a responsabilidade da Bíblia ao identificar o dia do Senhor como sendo o Sábado.
No princípio o Criador deu ao homem seis dias para trabalhar, no entanto, o Sábado do sétimo dia, Ele reservou para Si, colocou Sua bênção e, identificou como sendo Seu Santo dia. “E havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera”. Gênesis 2: 2 e 3.
É interessante notar que o Sábado, naquela ocasião, foi doado para toda a humanidade, que se resumia em Adão e Eva, que eram edênicos, por conseguinte, ele não foi dado para os israelitas, pois, naquela época não havia nação alguma!
Moisés, no deserto de Sim, portanto, antes de Deus haver dado a ele as Tábuas da Lei, no sexto dia da semana disse: “Amanhã é repouso, o Santo Sábado do Senhor”. Êxodo 16: 23.
Note que nesse incidente, Deus ainda não havia doado o Decálogo para o povo de Israel!
Deus, o grande Legislador, no Monte Sinai, na Sua Lei Moral reclama o Seu Santo dia. Êxodo 20: 8 – 11. “Lembra-te do dia de Sábado, para santifica-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de Sábado, e o santificou”.
Isaías, um dos profetas pelo qual Deus revelou Sua vontade, também lembra o Sábado. “Se desviares o teu pé de profanar o Sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia, mas se chamares ao Sábado deleitoso e Santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Senhor, Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra, e te sustentarei com a herança do teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse”. Isaías 58: 13 e 14.
O próprio Jesus declarou: ‘O Filho do Homem até do Sábado é Senhor’. Marcos 2: 28.
Nenhum outro dia pode ser denominado dia do Senhor, a não ser o Sábado do grande Criador!
Somente o quarto Mandamento que estabelece o Sábado como dia do Senhor, aponta para Cristo, que é um com Deus, como Criador do universo, nenhum outro Mandamento tem essa aptidão, por isso a sumidade desse dia!
É desejo de Deus que a humanidade procure o melhor e encontre, para bem-aventurança eterna de sua alma. O desígnio de Deus é que esse anseio do coração humano chegue até Àquele que, unicamente, é capaz de satisfazê-lo, Jesus Cristo.

OUVI DETRÁS DE MIM UMA VOZ, COMO DE TROMBETA

Como se tem conhecimento, aqui na Terra, a voz de Cristo era identificada como sendo a voz do Cordeiro de Deus, no entanto, em glória desvelada, o timbre de Sua voz demonstra o Seu estado de poder e soa como a voz do Todo-Poderoso.
Quando Jesus retornar, Sua voz abalará o céu e a terra, e porá em risco fatal o ímpio descuidado e rebelde aos reclamos de Sua Divina Lei.
Adore, portanto, Jesus Cristo, a Palavra Vivificante que ao ordenar, tudo veio a existência numa ação conjunta com o Pai e o Espírito Santo, que são Criadores dos Céus e da Terra, sendo, o Filho, conhecido como o Verbo, Aquele que executou os desígnios Criativos da Divindade através de Suas pronunciações.
Cristo, juntamente com o Espírito Santo, também é Senhor do Sábado. Quando se admite que esses dois componentes da Divindade têm o mesmo atributo do Pai, o Todo poderoso fica, extremamente, feliz!
Quando se procede desta maneira, ver-se-á que algo extraordinário acontecerá com a criatura humana, conforme o entendimento do salmista Davi: “Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo; então entre as nações se dizia: Grandes cousas o Senhor tem feito por eles”. Salmos 126:2.
Fique certo, meu amigo leitor, que a humanidade não será a única que estará cheia de riso e de brados de júbilo. O Profeta Sofonias informa que “O Senhor teu Deus está no meio de ti; poderoso para salvar-te; Ele se deleitará em ti com alegria, renovar-te-á no Seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”. Sofonias 3: 17.
O próprio Deus estará cheio de riso e de brados de júbilo.
O ser humano que corresponder aos reclamos do Onipotente, haverá de estar regozijando e cantando, com a boca cheia de riso ante o absoluto prazer de ter reconhecido Deus como seu Amigo.
“As Escrituras Sagradas são o grande compêndio de Deus para o homem. São as divinas lâmpadas para nossos pés e luz para nosso caminho neste mundo de pecado. O valor do estudo das Escrituras não pode ser devidamente avaliado.
Considerada apenas sob o prisma literário, a Bíblia Sagrada muito se distingue.
Seu estilo é elegante e polido; suas imagens, belas e impressivas; suas histórias, interessantes, e suas narrativas, bem escritas; sua sabedoria, profunda e sua lógica, perfeita; sua linguagem, dignificante e seus temas, elevados – tudo a faz digna de ser universalmente lida e cuidadosamente estudada.
A palavra de Deus é o maior agente educador. Nada há que amplie tanto a visão, fortaleça a mente, eleve os pensamentos e enobreça as afeições como o estudo das sublimes e estupendas verdades da revelação apocalíptica.
O conhecimento dos princípios da Bíblia é preparação essencial para toda vocação.
 À medida que é estudada e seus ensinos recebidos, fortalece-se o caráter, as ambições nobres, a acuidade de percepção e o são juízo.
De todos os livros, nenhum contém, como a Bíblia, lições tão instrutivas, preceitos tão puros, nem tão grandiosas promessas”. Estudos Bíblicos – pág. 16 – CASA.
Imbuído deste propósito, e nobre ambição, convido você, amigo leitor, a nos acompanhar na fruição da perene luz divinal, e santo entendimento sobre o verso onze do capítulo primeiro do Apocalipse.
Nos dois últimos versos analisados, divisou-se João, na ilha de Patmos, no dia do Senhor, que é o Sábado, onde o Senhor reclama como sendo Seu Santo Dia. “Assim o Filho do Homem até do Sábado é Senhor”. Marcos 2: 28.
Foi exatamente no dia de Sábado que João recebeu as gloriosas revelações do Apocalipse.
Uma mensagem especial, no dia por excelência para adoração ao Deus Criador dos Céus e da Terra.
Naquele momento João, ouviu por detrás dele uma grande voz “Que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia, a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laudicéia”. Apocalipse 1: 11.
De imediato, João, não reconheceu aquela voz. Foi necessário que ele se virasse para ver quem falava com ele, e ao virar-se, ele teve a grata surpresa. Vislumbra o Filho do Homem “E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro. E no meio dos sete castiçais, alguém semelhante ao Filho do Homem, vestido até os pés de um vestido comprido, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro” Apocalipse 1: 12 e 13.
Aquele que João vira, era na verdade, seu amado amigo e companheiro nas aflições e no reino, Jesus Cristo.
Por qual motivo João não reconheceu a voz do seu amado amigo, de tantas jornadas?
Quando o seu amigo Jesus esteve na Terra, tinha a voz doce, melodiosa, sofredora, voz do Cordeiro de Deus, agora, com glória desvelada, a Sua voz tinha o timbre do Todo-Poderoso, a voz do Deus Criador e consumador de todas as coisas, por isso, João não reconhecera, aquela potente voz, como sendo a de Cristo!
Imagine a felicidade que João sentiu ao ver seu amado Mestre e Senhor, e com que presteza ele atendeu a Sua ordem.

Quando se ouve a Palavra de Deus, deve-se, semelhante a João, atender prontamente Seus graciosos reclamos, pois, Jesus está a oferecer vida em abundancia, ou seja a Eternidade!