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domingo, 25 de novembro de 2012

Janela Poética - ÍCONE



ÍCONE
             Educador Glauco César







O meu pai era bonito,
O meu avô já morreu,
meu bisavô foi finito,
meu tataravô era o seu.
Meu ídolo soberano,
foi meu pai Crispiniano,
com minha mãe foi casado,
viveu o que a vida lhe deu,
foi eterno apaixonado,
ele foi o exemplo meu!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Janela Poética - TOANTE!



TOANTE!
                  Glauco César


Meu ritmo
bate
no vento.
Canta
e dança
uma toada.
Vento
que bate
na gente.
Nariz
que respira
fumaça,
polui
o corpo
decente,
tornando-o
numa
desgraça!

Janela Poética - SONHO, AMOR E FANTASIA



SONHO, AMOR E FANTASIA 
                                                             Glauco César




Beijei o sol,
senti o frescor da lua,
das carícias que me banhavam,
escorreu sobre o meu corpo
o calor ardente
e insaciável das paixões.
Corri e parei
extasiado.
Da fuga de mim mesmo
descobri você!. . .

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Janela Poética - PEDRA



PEDRA             
               Glauco César

Petros, petra,
perdida pedra.
És Pedro,
pedra pequena
e preciosa,
porém parca.
Plágio perfeito,
plana para aplainar
o plaino planeta,
que mereceu
aplauso plausível.
Planta para
plantar o pé
e plantear o plantel.
Plasma do barro,
o primário prenúncio
do precoce
e prematuro homem,
tendo por platéia
o pouco puro pó,
porém
pleno no plenário.
Poda para
poder podar
o poder de ter
poderio,
pois,
a potência
é do poderoso.
Plumutiforme
é o pensamento,
um sopro,
pneuma do pó,
poeira do cosmo.
Pobre poça,
pouco profunda,
poção do posseiro
sem poço
nem abismo,
só precipício.
Pedro, poeta,
descreve o poente
com poesia
que desvaneia
na inspiração
do poema
no poetismo
em poetizar
com pompa.
E o ponteiro
aponta a pontaria,
no ponto principal
para aportar
no porto final.  

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Janela Filosófica - O HOMEM CÉLULA



O HOMEM CÉLULA                                        
                               Educador: Glauco César


O ser humano é, na verdade, uma única e grande célula, talvez, a maior das células, tão agigantada que é visível a olho nu, ou, até mesmo a olho semi-aberto, ou seria semicerrado?
O certo, e sendo assim, esta célula, é uma parturição que dá à luz ao pensamento, que por sua vez vem a parir a malícia ou mesmo efetivar a ação de parturir a brandura.
Estes sentimentos adversos são produzidos em meio ao citoplasma, mais precisamente no cérebro, que é, na verdade, a unidade fundamental dos seres vivos racionais, sendo, numa porção individualizada chamada núcleo, que no nosso caso vem revestido de uma membrana protetora que seleciona o tipo de pensamento que nutrimos, nos protegendo dos agentes externos indesejáveis.
É exatamente aí, na região súpero-anterior do encéfalo, que a mente desempenha o efeito da parturição da inteligência.
A grande indagação é: Que tipo de nutrientes, já que somos seres heterótrofos, temos processado e, consequentemente, alimentado esta grande célula?
Este é o momento de selecionarmos os pensamentos, fortificarmos os nutrientes do bem, para romper a membrana carioteca, para não poluir o material nuclear e assim, expandir numa ação contrária, para que a inteligência assoberbada venha dissipar as membranas carioteca e a plasmática, inundando o meio ambiente da certeza de um mundo melhor!