JOÃO, NA ILHA DE PATMOS, NO DIA DO SENHOR
Educador Glauco César
NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo assunto também é veiculada, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar das mesmas, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.
Continuando a usufruir da benevolência de Deus e, nutrindo
sentimentos de gratidão, uma vez que, não se pode alienar ou destruir as
regalias doadas por Deus para toda humanidade!
Entenda-se com mais profundidade o enunciado seguinte do
verso nove do capítulo primeiro do livro da Revelação, o Apocalipse!
A ILHA DE
PATMOS
Esta ilha, hoje denominada Paloma ou
Palmosa, é uma ilha do Mar Egeu, próxima à costa da Ásia Menor.
Conta apenas 40 Km² de superfície,
sendo seu solo montanhoso, vulcânico, sem rios e pouco fértil.
Ao tempo do império romano, a ilha de
Patmos por conta de sua localização distante do continente, era utilizada para banir
as pessoas que praticavam crimes, principalmente delitos políticos, ou cometiam
ofensa de um bem jurídico tutelado pela lei penal.
No caso de João, ele foi exilado por
defender o cristianismo, seu ato suscitou a reação organizada da sociedade
imperial que considerou uma violação penal, culpável por lei.
João foi expulso para Patmos no ano
94 a.D., por ordem do imperador Domiciano, o tipo de exílio a que João foi
submetido era Relegatio, ou seja, por um tempo determinado, podendo ser,
inclusive, por toda a vida, contudo, sem perda de posses ou direitos, para que
naquela ilha, afinal perecesse como um dos indesejáveis do império.
Como Patmos era praticamente isolada
do resto do mundo, tornara-se, para João, um homem de aproximadamente noventa e
cinco anos, altamente sociável com costumes nobres, inteligência refinada e
aspirações religiosas elevadas, numa prisão muito mais cruel, pois, o mesmo,
não teria como testemunhar de Jesus na solitária Patmos.
Na opinião de Domiciano, o amado
ancião não resistiria por muito tempo os maus tratos do exílio, por fim, o
tédio, finalmente, poria termo definitivo à sua vida.
No entanto, tudo quanto o ímpio
Domiciano, induzido pelo inimigo, planejara para calar a voz do fiel amigo de Jesus,
fracassou, pois João, nessa ilha rochosa do Mar Egeu, recebeu as mais
extraordinárias revelações de Cristo, destinada para todas as pessoas!
E não foi somente isso que aconteceu!
João, o discípulo amado, retornara a Éfeso, na Ásia Menor, após ter sido
liberto do exílio, tornando-se, talvez, a maior testemunha de Jesus em todos os
tempos.
Perceba como isto aconteceu. Ao invés
de João morrer de tédio, o ímpio Domiciano foi assassinado, por Stephanus, a 18
de setembro de 96 aD., este fatídico episódio colocou Nerva na posição de
imperador.
Como sucedia habitualmente, os presos
políticos e por razões religiosas foram alforriados. De posse da liberdade, João
retorna ao continente indo residir em Éfeso.
POR CAUSA
DA PALAVRA DE DEUS, E PELO TESTEMUNHO DE JESUS CRISTO
Esta predisposição de defender a
Palavra de Deus e testemunhar de Jesus Cristo foi considerada, por aquela sociedade, como um ato digno de repreensão e castigo. Todavia, Domiciano considerou como um ato
condenável, sujeito a consequência desagradável e funesta. Por isso o Imperador
não ousou permitir a promulgação do puro evangelho dentro dos limites do
império.
Afastou-o do convívio social,
desterrando-o para a solitária Patmos. Domiciano pensava ter para sempre
extinto pelo menos um farol da verdade, pelo contrário, veio a mais magnífica
revelação de todo o cânon sagrado, que irradia seu divino fulgor sobre todo o
mundo cristão até ao fim do tempo.
Com respeito a João e Domiciano, se
aplicam as palavras das Escrituras, que declaram que “o justo ficará
em memória eterna”, mas “o nome dos ímpios
apodrecerá”. Provérbios 10: 7.
Analise-se o verso dez de Apocalipse
primeiro: “Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás
de mim uma grande voz, como de trombeta”.
ARREBATADO EM ESPÍRITO
João, apesar de corporeamente
permanecer na ilha de Patmos, no entanto, a Terceira Pessoa da Divindade, colocou
o Discípulo Amado em êxtase, ou seja, elevado em espírito, tendo a possibilidade
de ver o sobrenatural.
Outros profetas também passaram por
idêntica experiência. Está relatado sobre uma visão que Pedro teve: “Sobreveio-lhe
um arrebatamento de sentidos”. Atos 10: 10. São Paulo
também declara: “Fui arrebatado para fora de mim”. Atos 22: 17.
Tanto, Pedro quanto Paulo como também
João, foi disponibilizado pelo Espírito Santo em estado de poder ver o
sobrenatural, sem sair, fisicamente, do lugar onde se encontrava.
Foi este o estado em que João recebeu
as visões do Apocalipse, isto é, em êxtase, ou sob o controle do Espírito
Santo.
Nada em torno devia perturbar a
atenção do profeta ao contemplar as gloriosas cenas, sendo, portanto,
indispensável um perfeito arrebatamento íntimo sob o controle do Espírito de
Deus.
Embora sequestrado de todos os que
professavam igual fé e quase exilado do mundo, João não estava separado de
Deus, nem de Cristo, nem do Espírito Santo, nem dos anjos. Mantinha ainda
comunhão com o seu divino Senhor.
E a expressão ‘em
Espírito’ faz sugerir o mais alto grau de elevação espiritual que
uma pessoa pode ser levada pelo Espírito de Deus.
Que cada pessoa possa, hoje, bem como
por toda existência, manter uma íntima comunhão com o divino Senhor.
Que este estreitamento de relação com
o Divino, possa levar outras pessoas, através da contemplação, a experimentar o
antegozo de uma elevação espiritual, que os capacitem para o reino da glória.
Se o inimigo puder concentrar o olhar
do pesquisador no Jesus histórico, sem que compreenda a obra que Cristo
realmente veio efetuar, que foi salvar “o Seu povo dos pecados
deles”, conforme Mateus 1: 21, não estará, então, em melhor situação
do que aqueles que, há uns dois mil anos, O aceitaram como grande Mestre, mas
não como Senhor e Salvador pessoal.
DIA DO SENHOR
O
leitor cuidadoso e aplicado deve estar se perguntando, a que dia da semana se
refere esta designação?
Existem
quatro possibilidades de denominar com racionalidade a que dia se refere.
Há quem
acredite, por isso, defende que a expressão dia do Senhor abrange
toda a dispensação cristã, e não significa qualquer dia particular de vinte e
quatro horas.
A esta
posição basta se considerar que o livro do Apocalipse foi redigido pelo
escritor, no caso João, em uma determinada localidade, a ilha de Patmos e, como
é lógico, em um dia definido, neste caso, no dia do Senhor.
Sem
queimar muitos neurônios, percebe-se bem definidos três elementos: o redator, o
lugar onde foi escrito, e o dia em que foi datado, têm uma existência real e
não apenas uma existência simbólica ou mística.
Outros opinam
que o dia do Senhor é o dia do juízo, o futuro ‘dia
do Senhor’ ao qual, tantas vezes as Sagradas Escrituras fazem
referências.
Para o
leitor coerente que usa de relação harmônica repleta de lógica, facilmente vai
perceber que esta posição, não pode ser correta; pois, embora João possa haver
tido uma visão acerca do dia do juízo final, não a podia ter nesse dia, pois,
que era ainda futuro.
Sendo
assim, este ponto de vista faz João afirmar uma estranha falsidade, dizendo que
teve uma visão na ilha de Patmos, há vinte e um séculos, no dia do juízo, que
era ainda futuro!
Como se
percebe, não há ligação ou harmonia entre situações, acontecimentos ou ideias,
portanto, é uma afirmativa sem nexo ou lógica!
O
terceiro ponto de vista, talvez o mais admitido, é daqueles que afirmam que a
expressão se refere ao primeiro dia da semana.
Para
esta opinião ter uma base sólida e autêntica, se faz necessário ter uma
demonstração evidente que ateste a veracidade ou autenticidade dessa dedução!
Com
sinceridade analítica, há de se convir que, não existe nenhuma evidência que
prove em caráter oficial esta afirmativa.
O
próprio texto não define o termo ‘dia do Senhor’, por isso, se
significa o primeiro dia da semana, deve-se procurar noutra parte da Bíblia a
evidência de que esse dia da semana é sempre assim designado.
Os
únicos outros escritores canônicos que por revelação falaram do primeiro dia da
semana são: Mateus, Marcos, Lucas e Paulo; e falaram dele, simplesmente, como
o ‘primeiro dia da semana’.
Confirme, então, cada um desses escritores, começando por Mateus
28: 1 (grifo nosso); “No findar do Sábado, ao entrar o primeiro
dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro”.
Note inclusive que, a ênfase aí é
para o Sábado, e não para o primeiro dia da semana. Marcos também dá mais
ostentação ao Sábado, que ao Domingo, pois diz ele: “Passado o Sábado”. Marcos
16: 1, 2 e 9.
Existe ainda outras citações sobre o
primeiro dia da semana em Atos 20: 7 que descreve: “E no primeiro
dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia
de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à
meia-noite”.
Confira também I Coríntios 16: 2.
Reza desta maneira: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha
de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam
as coletas quando eu chegar”.
Fica então evidente que nenhum destes
escritores falou do Domingo, distinguindo-o de qualquer outro dos seis dias de
trabalho.
O que é mais extraordinário e nos
deixa pensativo é que Mateus, Marcos e Paulo escreveram seus livros, na própria
altura em que se diz ter-se tornado o primeiro dia da semana, ‘o dia do
Senhor’, por se haver realizado a ressurreição de Cristo num Domingo!
Ainda assim, esses escritores, na
efervescência da ressurreição, tratam esse dia, simplesmente, como ‘o
primeiro dia da semana’.
Outro detalhe importantíssimo é que o
médico Lucas e o próprio João escreveram seus livros cerca de trinta anos após
a ressurreição, mesmo assim, não distinguiram o Domingo, de qualquer outro dos
seis dias da semana.
João, o vidente de Patmos, escreveu o
Evangelho depois de ter escrito o Apocalipse, todavia, no Evangelho, ele chama
ao primeiro dia da semana, não ‘dia do Senhor’, mas,
simplesmente, ‘o primeiro dia da
semana’. “E no primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de
madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro”. São João 20: 1.
Mais adiante o escritor identifica
aquele dia, apenas classificando numericamente, sem utilizar seu nome próprio: “Chegada,
pois à tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa
onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e,
disse-lhes: Paz seja convosco”. João 20: 19.
O que é mais importante é que o Pai
nem o Filho, jamais, reclamaram o primeiro dia da semana como Seu ou, colocado
nele qualquer atributo que o diferenciasse dos demais dias da semana!
Como se tem conhecimento, nenhum dia
do ciclo semanal, afora o Sábado foi, jamais, aposta qualquer bênção ou
atribuída qualquer santidade.
Se devesse identificar o Domingo como
dia do Senhor, pelo fato de Cristo ter ressuscitado neste dia, o próprio Jesus,
através de Sua revelação, ter-nos-ia, sem dúvida, informado isso em algum lugar
da Bíblia!
Por esses motivos, o Domingo não adquiriu
autenticidade nas Escrituras, portanto, ele não é o dia identificado como sendo
dia do Senhor!
Todavia, há quem admita que o termo dia do Senhor, é uma nítida alusão ao
sétimo dia da semana, conforme requerido pelas Escrituras Sagradas como o Sábado do Senhor.
Como se percebe, os que assim identificam
estão, plenamente, respaldados na Palavra de Deus, pois, aceitam a responsabilidade
da Bíblia ao identificar o dia do Senhor como sendo o Sábado.
No princípio o Criador deu ao homem
seis dias para trabalhar, no entanto, o Sábado do sétimo dia, Ele reservou para
Si, colocou Sua bênção e, identificou como sendo Seu Santo dia. “E
havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse
dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o
santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera”. Gênesis 2: 2 e 3.
É interessante notar que o Sábado,
naquela ocasião, foi doado para toda a humanidade, que se resumia em Adão e
Eva, que eram edênicos, por conseguinte, ele não foi dado para os israelitas,
pois, naquela época não havia nação alguma!
Moisés, no deserto de Sim, portanto,
antes de Deus haver dado a ele as Tábuas da Lei, no sexto dia da semana
disse: “Amanhã é repouso, o Santo Sábado do Senhor”. Êxodo
16: 23.
Note que nesse incidente, Deus ainda
não havia doado o Decálogo para o povo de Israel!
Deus, o grande Legislador, no Monte
Sinai, na Sua Lei Moral reclama o Seu Santo dia. Êxodo 20: 8 – 11. “Lembra-te
do dia de Sábado, para santifica-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua
obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum
trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua
serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque
em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao
sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de Sábado, e o
santificou”.
Isaías, um dos profetas pelo qual
Deus revelou Sua vontade, também lembra o Sábado. “Se desviares o
teu pé de profanar o Sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu
santo dia, mas se chamares ao Sábado deleitoso e Santo dia do Senhor digno de
honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua
própria vontade, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Senhor, Eu te
farei cavalgar sobre os altos da terra, e te sustentarei com a herança do teu
pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse”. Isaías 58: 13 e 14.
O próprio Jesus declarou: ‘O
Filho do Homem até do Sábado é Senhor’. Marcos 2: 28.
Nenhum outro dia pode ser denominado dia
do Senhor, a não ser o
Sábado do grande Criador!
Somente o quarto Mandamento que estabelece
o Sábado como dia do Senhor, aponta para Cristo, que é um com Deus,
como Criador do universo, nenhum outro Mandamento tem essa aptidão, por isso a
sumidade desse dia!
É desejo de Deus que a humanidade procure
o melhor e encontre, para bem-aventurança eterna de sua alma. O desígnio de
Deus é que esse anseio do coração humano chegue até Àquele que, unicamente, é
capaz de satisfazê-lo, Jesus Cristo.
OUVI
DETRÁS DE MIM UMA VOZ, COMO DE TROMBETA
Como se
tem conhecimento, aqui na Terra, a voz de Cristo era identificada como sendo a voz
do Cordeiro de Deus, no entanto, em glória desvelada, o timbre de Sua voz demonstra
o Seu estado de poder e soa como a voz do Todo-Poderoso.
Quando Jesus
retornar, Sua voz abalará o céu e a terra, e porá em risco fatal o ímpio
descuidado e rebelde aos reclamos de Sua Divina Lei.
Adore,
portanto, Jesus Cristo, a Palavra Vivificante que ao ordenar, tudo veio a
existência numa ação conjunta com o Pai e o Espírito Santo, que são Criadores
dos Céus e da Terra, sendo, o Filho, conhecido como o Verbo, Aquele que
executou os desígnios Criativos da Divindade através de Suas pronunciações.
Cristo,
juntamente com o Espírito Santo, também é Senhor do Sábado. Quando se admite
que esses dois componentes da Divindade têm o mesmo atributo do Pai, o Todo
poderoso fica, extremamente, feliz!
Quando
se procede desta maneira, ver-se-á que algo extraordinário acontecerá com a
criatura humana, conforme o entendimento do salmista Davi: “Então a
nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo; então entre as nações
se dizia: Grandes cousas o Senhor tem feito por eles”. Salmos
126:2.
Fique
certo, meu amigo leitor, que a humanidade não será a única que estará cheia de
riso e de brados de júbilo. O Profeta Sofonias informa que “O Senhor
teu Deus está no meio de ti; poderoso para salvar-te; Ele se deleitará em ti
com alegria, renovar-te-á no Seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”. Sofonias 3: 17.
O
próprio Deus estará cheio de riso e de brados de júbilo.
O ser
humano que corresponder aos reclamos do Onipotente, haverá de estar regozijando
e cantando, com a boca cheia de riso ante o absoluto prazer de ter reconhecido
Deus como seu Amigo.
“As
Escrituras Sagradas são o grande compêndio de Deus para o homem. São as divinas
lâmpadas para nossos pés e luz para nosso caminho neste mundo de pecado. O
valor do estudo das Escrituras não pode ser devidamente avaliado.
Considerada
apenas sob o prisma literário, a Bíblia Sagrada muito se distingue.
Seu
estilo é elegante e polido; suas imagens, belas e impressivas; suas histórias,
interessantes, e suas narrativas, bem escritas; sua sabedoria, profunda e sua
lógica, perfeita; sua linguagem, dignificante e seus temas, elevados – tudo a
faz digna de ser universalmente lida e cuidadosamente estudada.
A
palavra de Deus é o maior agente educador. Nada há que amplie tanto a visão,
fortaleça a mente, eleve os pensamentos e enobreça as afeições como o estudo
das sublimes e estupendas verdades da revelação apocalíptica.
O
conhecimento dos princípios da Bíblia é preparação essencial para toda vocação.
À
medida que é estudada e seus ensinos recebidos, fortalece-se o caráter, as
ambições nobres, a acuidade de percepção e o são juízo.
De
todos os livros, nenhum contém, como a Bíblia, lições tão instrutivas,
preceitos tão puros, nem tão grandiosas promessas”. Estudos Bíblicos – pág. 16 – CASA.
Imbuído
deste propósito, e nobre ambição, convido você, amigo leitor, a nos acompanhar
na fruição da perene luz divinal, e santo entendimento sobre o verso onze do
capítulo primeiro do Apocalipse.
Nos
dois últimos versos analisados, divisou-se João, na ilha de Patmos, no dia do Senhor, que é o Sábado, onde
o Senhor reclama como sendo Seu Santo Dia. “Assim o Filho do Homem até do
Sábado é Senhor”. Marcos 2: 28.
Foi
exatamente no dia de Sábado que João recebeu as gloriosas revelações do
Apocalipse.
Uma mensagem especial, no dia por excelência
para adoração ao Deus Criador dos Céus e da Terra.
Naquele momento João, ouviu por
detrás dele uma grande voz “Que dizia: O que vês, escreve-o num
livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia, a Éfeso, e a Esmirna, e a
Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laudicéia”. Apocalipse
1: 11.
De imediato, João, não reconheceu
aquela voz. Foi necessário que ele se virasse para ver quem falava com ele, e
ao virar-se, ele teve a grata surpresa. Vislumbra o Filho do Homem “E
virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro. E
no meio dos sete castiçais, alguém semelhante ao Filho do Homem, vestido até os
pés de um vestido comprido, e cingido à altura do peito com um cinto de
ouro” Apocalipse 1: 12 e 13.
Aquele que João vira, era na verdade,
seu amado amigo e companheiro nas aflições e no reino, Jesus Cristo.
Por qual motivo João não reconheceu a
voz do seu amado amigo, de tantas jornadas?
Quando o seu amigo Jesus esteve na
Terra, tinha a voz doce, melodiosa, sofredora, voz do Cordeiro de Deus, agora,
com glória desvelada, a Sua voz tinha o timbre do Todo-Poderoso, a voz do Deus
Criador e consumador de todas as coisas, por isso, João não reconhecera, aquela
potente voz, como sendo a de Cristo!
Imagine a felicidade que João sentiu
ao ver seu amado Mestre e Senhor, e com que presteza ele atendeu a Sua ordem.
Quando se ouve a Palavra de Deus,
deve-se, semelhante a João, atender prontamente Seus graciosos reclamos, pois, Jesus
está a oferecer vida em abundancia, ou seja a Eternidade!





