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domingo, 15 de abril de 2012

IDE - O Mago Divino


O MAGO DIVINO - Educador Glauco César


       - Luz apareça! – E a luz aparece, espreguiçando-se, meio desinibida, mas, um pouco retraída.
        Olhou para um lado, para o outro e... Não viu nada... Fervilha seu pensamento, conjecturando... - Se esquentar mais um pouco, explode tudo...
          - Dizem até que explodiu mesmo, e assim, como num passe de mágica, surgiu o Universo! Essa maravilhosa e infinita Expansão!
     Anjos, arcanjos, querubins, principados, potestades, tudo. Todos eles absortos, pasmados, sei lá? Bestificados!...
     É quando percebem um vulto. Semelhante a um velhinho, brincando de Vitalino. Construindo cuidadosamente, da argila pegajosa, um boneco. Só que essa argila, não era putrefeita, pois, ainda não existia podridão.
         Aquele artesão do barro atrai o ar do meio ambiente e, enche seus pulmões. Contempla aquele boneco, ainda inerte e, como num ato impensado, mas refletido, insufla o boneco de oxigênio, a força motriz da vida.
      No instante seguinte, semelhante a um cabrito, o boneco, parece dar um salto, ganhando animação...
         Antífonas angelicais eclodem no ambiente, a atmosfera ganha sons de aclamação pública, urras e vivas ao grande Criador!...
      Todos, sem restar um, aplaudem-no! Seres celestiais e de todos os mundos habitados, admiram, atenta e embevecidamente o Mago, que estava ladeado por outros dois iguais a Ele, semelhantes, idênticos e, os expectadores exclamam unissonamente. – Quem são estes três?
      - O boneco que houvera ganhado animação, querendo ser agradecido exclamou... – É Deus, nosso único Deus.
        Os seres mais ousados, em tom destemido dizem: - Observem! São três, e não um!...
        - Sabiamente o boneco de barro, agora, obra coroadora de Deus, complementou... – É por haver unidade na diversidade!
         - E Deus, na pessoa dos três, maneou a cabeça, concordando plenamente com a conclusão do respeitável homem!...

Janela Poética - O CHÃO


O CHÃO - Glauco César


Um chão de rosas,
um chão de relvas,
um chão bem gramado.
Que beleza! A natureza
empresta oxigênio ao ar,
ele é bem tratado,
é um chão de amor.

Mas sobre a relva macia
passeia a criancinha,
deixando sua marca de meiguice
colhendo rosas, para a vovozinha.

Mas ai, que doidice,
todo o chão chorou,
e também a criancinha,
esta chorou porque
furara seu dedinho,
aquele chorou porque
criava um caminho
sobre si,
de tanto poder
a criança
correr e passar
sobre o mesmo lugar
a sorrir.

O Chão ficou tão feio,
ele ficou tão vazio,
é o progresso que veio,
é um progresso doentio.

Houve grande transformação
sobre o chão.
Ele passou de jardim para campo
e, assim depois de anos.
passou a caminho,
e caminhou sozinho,
de caminho à estrada,
e a vida ficou calada.
De estrada à rua,
e chorou diante da lua,
de rua à avenida.
Há! Sua vida ficou tão dolorida!

Em vez de árvores,
postes, árvores luminosas,
em vez de rosas, calçamento,
do desenvolvimento,
em vez de flores,
sem louvores,
“pedras portuguesas”
com certeza.

Pensa consigo mesmo;
debaixo dessa transformação
ainda sou o amigo chão.


Devo fazer da derrota,
nesta hora,
o degrau da vitória.
Se assim não fizer,
serei igual àquele qualquer,
que logo é levado ao chão.
Que decepção!?. . .

Janela Filosófica - O HOMEM É UM SUBALTERNO DOS SEUS PRÓPRIOS ANSEIOS!


O HOMEM É UM SUBALTERNO DOS SEUS PRÓPRIOS ANSEIOS!
Educador Glauco César


O planeta encontra-se quase todo fragmentado e o que dele resta está sendo dilacerado pelos dominadores, conquistado pela força e colonizado pelos ditadores que impõem a servil dependência.
O desdobramento perceptível e inevitável das contradições dos que querem ditar normas e regras para anexar e concentrar as riquezas através dum movimento desesperado numa batalha desigual faz do homem um subalterno dos seus próprios anseios.
Daí haver rivalidades. A luta pela redistribuição do poder, da autonomia, da terra, da subsistência, gera a guerra e faz da paz uma mercadoria esquecida nas prateleiras das nações.
Em meio à luta pelo poder, uma outra guerra; desumana e desigual, a batalha pelo alimento, contra a fome, que produz miséria, roubo, desnutrição; que enfraquece a consciência e abala a moralidade.
Paz, paz, paz... Dá-nos a paz! É o último e agonizante brado... Resta-nos a Paz!

Janela Filosófica - É POSSÍVEL VIVER EM LIBERDADE E SER FELIZ!

É POSSÍVEL VIVER EM LIBERDADE E SER FELIZ! - Educador Glauco César


                Quem sou?!... Não sei!...

          Só saberei se aplicar à inteligência para aprender, observando atentamente a memória histórica, analisando o passado, perscrutando minuciosamente cada momento, vendo o desenrolar do tempo escoar-se, e, momentaneamente represar-se no hoje, para desaguar incontinente, no grande mar do amanhã.
                Seria eu... então, o homem resultante da compreensão e da reflexão, tendo direito de ser o que sou e fazer o que faço?
                Não sei... Mas, a história me cai na cabeça e sufoca-me, exige de mim uma postura, faço-me forte, tomo a ferramenta do tempo disponível, e transformo-o em instrumento de conscientização.
             Tento construir em mim, nos meus poros, na minha mente, uma nova sociedade, onde todos são dignos de pensar, de justificar e ser justificado.
                 Agora sei... É possível viver em liberdade, e ainda assim, ser feliz.

sábado, 3 de março de 2012

Janela Poética - DIVINDADES

DIVINDADES - Glauco César

Quisera ser o Zeus de sua vida,
deus grego, o principal, isto eu quisera!
És esposa, uma deusa, por nome Hera,
por amor, eu lhe trato de querida!

Navegando nas águas sem calor,
serei um deus do mar, um Poseidon.
Acredite, ela é o melhor dom,
Afrodite, deusa do meu amor.

Na batalha que há aqui na Terra,
da 'Ajuda Maior', nós precisamos
fugir logo de Ares o deus da guerra.

Fingir nessa luta, quem não queria
ser vencedor? Assim nós aguardamos
Atena, deusa da sabedoria!...

Janela Poética - CIDADANIA


CIDADANIA - 17.09.2010 - Glauco César

     Educação transforma a cidadania,
    destrói o analfabetismo funcional,
    implanta uma revolução mental,
    comprovação da boa democracia.

    Modela e imprime o bem na mente,
    a todos, rápido faz compreender,
    que a terra exige nosso dever:
    Amar e zelar o meio ambiente.

    Certo, existe a poluição no ar,
    n’agua, em tudo, isto é infamante,
    por fazer a natureza deslustrar.

    Ela que deveria ser luminosa,
    está agora em caminho errante,
    a espera de uma ação harmoniosa.

Janela Poética - SINCERAMENTE


SINCERAMENTE - Glauco César

Busco a meiguice de quem se ama,
pois, tenho amor e muita emoção
e, com desvelo no coração,
eu te envolvo em minha cama.

Tenho certeza que sou amado,
s’eu durmo cedo é pra sonhar,
pra ter preguiça de se acordar,
quando desperto, fico ao teu lado.

Que esse amor não tenha fim,
pra combater a perversidade,
preciso ter-te bem junto a mim.

S’estou contigo é porque eu te quis,
tu és a minha felicidade,
quero fazer-te muito feliz.