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domingo, 15 de abril de 2012

Janela Filosófica - O HOMEM É UM SUBALTERNO DOS SEUS PRÓPRIOS ANSEIOS!


O HOMEM É UM SUBALTERNO DOS SEUS PRÓPRIOS ANSEIOS!
Educador Glauco César


O planeta encontra-se quase todo fragmentado e o que dele resta está sendo dilacerado pelos dominadores, conquistado pela força e colonizado pelos ditadores que impõem a servil dependência.
O desdobramento perceptível e inevitável das contradições dos que querem ditar normas e regras para anexar e concentrar as riquezas através dum movimento desesperado numa batalha desigual faz do homem um subalterno dos seus próprios anseios.
Daí haver rivalidades. A luta pela redistribuição do poder, da autonomia, da terra, da subsistência, gera a guerra e faz da paz uma mercadoria esquecida nas prateleiras das nações.
Em meio à luta pelo poder, uma outra guerra; desumana e desigual, a batalha pelo alimento, contra a fome, que produz miséria, roubo, desnutrição; que enfraquece a consciência e abala a moralidade.
Paz, paz, paz... Dá-nos a paz! É o último e agonizante brado... Resta-nos a Paz!

Janela Filosófica - É POSSÍVEL VIVER EM LIBERDADE E SER FELIZ!

É POSSÍVEL VIVER EM LIBERDADE E SER FELIZ! - Educador Glauco César


                Quem sou?!... Não sei!...

          Só saberei se aplicar à inteligência para aprender, observando atentamente a memória histórica, analisando o passado, perscrutando minuciosamente cada momento, vendo o desenrolar do tempo escoar-se, e, momentaneamente represar-se no hoje, para desaguar incontinente, no grande mar do amanhã.
                Seria eu... então, o homem resultante da compreensão e da reflexão, tendo direito de ser o que sou e fazer o que faço?
                Não sei... Mas, a história me cai na cabeça e sufoca-me, exige de mim uma postura, faço-me forte, tomo a ferramenta do tempo disponível, e transformo-o em instrumento de conscientização.
             Tento construir em mim, nos meus poros, na minha mente, uma nova sociedade, onde todos são dignos de pensar, de justificar e ser justificado.
                 Agora sei... É possível viver em liberdade, e ainda assim, ser feliz.

sábado, 3 de março de 2012

Janela Poética - DIVINDADES

DIVINDADES - Glauco César

Quisera ser o Zeus de sua vida,
deus grego, o principal, isto eu quisera!
És esposa, uma deusa, por nome Hera,
por amor, eu lhe trato de querida!

Navegando nas águas sem calor,
serei um deus do mar, um Poseidon.
Acredite, ela é o melhor dom,
Afrodite, deusa do meu amor.

Na batalha que há aqui na Terra,
da 'Ajuda Maior', nós precisamos
fugir logo de Ares o deus da guerra.

Fingir nessa luta, quem não queria
ser vencedor? Assim nós aguardamos
Atena, deusa da sabedoria!...

Janela Poética - CIDADANIA


CIDADANIA - 17.09.2010 - Glauco César

     Educação transforma a cidadania,
    destrói o analfabetismo funcional,
    implanta uma revolução mental,
    comprovação da boa democracia.

    Modela e imprime o bem na mente,
    a todos, rápido faz compreender,
    que a terra exige nosso dever:
    Amar e zelar o meio ambiente.

    Certo, existe a poluição no ar,
    n’agua, em tudo, isto é infamante,
    por fazer a natureza deslustrar.

    Ela que deveria ser luminosa,
    está agora em caminho errante,
    a espera de uma ação harmoniosa.

Janela Poética - SINCERAMENTE


SINCERAMENTE - Glauco César

Busco a meiguice de quem se ama,
pois, tenho amor e muita emoção
e, com desvelo no coração,
eu te envolvo em minha cama.

Tenho certeza que sou amado,
s’eu durmo cedo é pra sonhar,
pra ter preguiça de se acordar,
quando desperto, fico ao teu lado.

Que esse amor não tenha fim,
pra combater a perversidade,
preciso ter-te bem junto a mim.

S’estou contigo é porque eu te quis,
tu és a minha felicidade,
quero fazer-te muito feliz.

Janela Poética - SUPREMA ASPIRAÇÃO


SUPREMA ASPIRAÇÃO - Glauco César

Só tu, abortas em mim, a elegia,
em píncaro árduo de fascinação,
feito orquídea, hóspede de emoção,
afogueias os astros de magia!

Cometa que gira em torno da mente,
chega e parte em suntuoso assédio.
Seu jeito, em mim, elimina o tédio,
manifesta sons, melodiosamente!

Teu olhar, qual labareda ardente,
faz-me cantar, com voz superior,
versos líricos de paixão fervente!...

Escravizas-me. Tu és qual magistrado
d’alma nobre e grande esplendor.
Por meu querer, sou logo arrebatado!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

IDE - Profetas e Profecias


PROFETAS E PROFECIAS 
 Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
             Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



         Tomei a liberdade de fazer uso de um pequeno dicionário da língua portuguesa, no caso, o ‘Aurélio’ para me conceituar sobre algumas palavras de importância capital, para quem leva a sério às revelações contidas no oráculo revelado de Deus, as Sagradas Escrituras.
É que recentemente, ao fazer uma leitura, de uma conceituada revista de cunho religioso, pude perceber que, normalmente, as pessoas entendem por profeta, certo indivíduo que tem o poder de determinar, ou revelar a determinação de Deus, em relação a alguma coisa que ainda não aconteceu.
O que mais me deixou intrigado, é que esse grupo religioso, não adota a tese da predestinação, no entanto, defendia, em letras garrafais, que um determinado fato histórico, deveria acontecer, em cumprimento das predições de Deus sobre o destino daquele acontecimento!
De fato é notório que Deus tem conhecimento prévio de todas as coisas, antes mesmas que elas aconteçam, no entanto, isto não quer dizer que Ele prescreveu a história, por isso mesmo Ele nos revela e, consequentemente terá que acontecer, por Deus ter escrito daquela forma!
Aquele articulista fazia ver que, os reis humanos raramente acreditam que a história funciona dessa maneira. Dando continuidade, ele firma seu pensamento consolidando que os governantes imaginam que as decisões de seu governo dirigem a vida pública, pensando que, em última análise eles estão no controle.
Pondo ponto concludente e, sendo altamente categórico, ele arremata que o poder da Palavra de Deus, se cumpre nos eventos históricos.
Afirma também que a Bíblia não diz que Deus criou o mundo e, em seguida, o deixou por conta própria, em completa sujeição, mas o infinito poder de Deus sustenta o mundo, pois, Ele criou e mantém.
Soltando as rédeas da imaginação, conjecturo comigo mesmo e, presumo que as entidades espirituais do mal, estejam satisfeitas rejubilando-se com esse entendimento da maioria das pessoas, pois, essa compreensão responsabiliza Deus como autor ou, mesmo coautor, de todas as medidas descabidas de determinados governantes, sem escrúpulos morais, étnicos e, em derradeiro exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer Sua natureza, Suas proporções, Suas funções e Suas relações, faz do Infinito Poder um déspota, ou seja, Deus é o Senhor absoluto e arbitrário; tirano, e opressor.
É por isso que a Revelação nos informa que, por nossas palavras seremos justificados e por elas seremos condenados! “Porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” Mateus 12: 37.
Por isso mesmo, antes de pronunciar qualquer conceito sobre a Divindade, temos de refletir bastante sobre os efeitos que elas produzirão na humanidade, para não estarmos cavando nossa própria sepultura eterna, nem abrindo uma grande vala coletiva para colocar os corpos inertes daqueles que creram em nossas palavras, de certa forma, irresponsáveis!
A definição Aureliana para profeta refere a um indivíduo que prediz o futuro. Esse indivíduo não é um simples adivinhador, nem muito menos um determinador.
Na verdade, o profeta é alguém que por manter um relacionamento saudável e vivificante com o Supremo Criador, recebe deste, a capacidade de revelar aos humanos a última e legítima escolha que cada pessoa faz, em relação a si própria com extensão aos semelhantes que, como consequência, muda o curso da história.
Nessa visão, a humanidade é responsável por suas escolhas, uma vez que o Divino dotou a cada um do direito de aceitar ou recusar as benesses, de fórum íntimo, que o Criador quer doar. Sendo assim nem o profeta determina o que deve acontecer, nem muito menos os fatos históricos seguem o curso preestabelecido restritamente por Deus.
Desta forma, Deus continua como Senhor absoluto de tudo. Ele continua enviando a chuva no tempo devido, contudo Ele não pode ser responsabilizado pelos estragos causados pela enxurrada, uma vez que o mundo encontrar-se em desequilíbrio em face da ação, até mesmo predatória da própria humanidade!
Nosso Senhor, portanto, não é um déspota, pois, não é arbitrário, nem tirano, nem muito menos opressor!
Todas as mazelas que há no nosso mundo, são consequências inevitáveis das escolhas irrefletidas que tomamos!
De Deus não procede nenhuma maldição, pois, esta sai apenas das bocas dos covardes, mesmo assim, por Seu imensurável amor, por intermédio do Seu Filho, Ele transforma esse infortúnio num vaticínio para a eternidade!