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domingo, 8 de julho de 2018

IDE - Uma Grande Perseguição!

UMA GRANDE PERSEGUIÇÃO!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
             Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.


    Quando Lúcifer, o grande inimigo de Cristo e perseguidor da raça humana, se vê impossibilitado de retornar ao Céu e, visitar os outros planetas habitados por seres inteligentes, para ali, tentar conseguir algum seguidor, ele deposita, então, toda sua força e invencionice maléfica, com o intuito de desarticular, por definitivo, o relacionamento entre Criador e criatura!

Como vimos, enquanto ele tinha liberdade de transitar nos planetas e, retornar para sua moradia no Céu, ele desempenhou uma perseguição específica à Maria, tentando destruir o infante de Belém, Cristo Jesus!
Ao perceber que seus esforços não foram suficientes para destruir o Messias enquanto criança e, que a morte vicária de Jesus na cruz do Calvário, destruiu seu plano original, então,  o Dragão, a antiga serpente que é o Diabo, redobra seu esforço para tentar impedir que a humanidade retornasse ao amparo do Criador!
Assim, o Diabo, juntamente com os seus auxiliares angelicais, aquela terça parte de seres luminosos que se rederam as crendices do enganador, agora, assessorado por seres humanos ambiciosos, procura perseguir vorazmente toda pessoa que queira se reconciliar com Deus.
Essa acirrada perseguição alcançou seu clímax, inicialmente, no período descrito como 'um tempo, tempos, e metade de um tempo' que corresponde aos 1260 anos da Santa Inquisição, na Idade Média, em que, a despeito de toda ferocidade, atrocidade e mortandade, não foi capaz de apagar da mente do fiel cristão, a certeza de que, o caminho a ser trilhado, tinha um nome próprio, Jesus Cristo!
Antes e durante o Período Medieval foi dada para a emblemática mulher, simbólicas asas de águia que descreve a pressa e determinação com que os justificados deveriam, naquele período, procurar a proteção divina, para resguardar para o porvir a essência da Palavra de Deus.
Ainda hoje, se precisa apoderar das asas de águia, ou seja, agir com determinação e pressa, de forma individualizada, buscar a assistência de Jesus Cristo, nosso Deus Redentor. "Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre as asas de águias, e vos trouxe a Mim?" Êxodo 19: 4.
Amigo leitor, o mesmo Cristo quer fazer, ainda hoje, com toda pessoa que esteja disposta a reluzir ante as trevas espirituais do mundo hodierno, para iluminar a humanidade ante este evangelho obscurecido pelo Príncipe do mal.
Você está disposto a ser o candelabro que retém a luz de Cristo? 
É interessante notar que no período em que a mulher esteve durante os 1260 anos, reclusa no deserto, os justificados daquele período, estavam, não todos, isolados dos olhares públicos, ocultos da perversidade de seus inimigos.
É certo que uma grande quantidade de justificados, pereceu, sob a espada impiedosa do Dragão, no entanto, uma pequena porção, semelhante a Elias no tempo de Jezabel, permaneceu como luzeiro, iluminando o Período Escuro da história da humanidade, conservando, naquele momento, a luz da verdade!
Precisa-se perceber que semelhante ao Período Inquisitivo, ainda hoje, existe um crescimento, em meio ao professo povo de Deus, dum evangelho híbrido, unindo a inverdade com a verdade, produzindo entre os cristãos a dificuldade de definir a linha demarcatória entre o que é verdadeiro e o que é definido como erro!
Portanto, todo justificado deve refletir a luz de Cristo, independente se vai ser perseguido ou não, pois, só dessa maneira, haverá, na humanidade, a compreensão da triagem que definirá o que é correto em oposição ao que está contaminado! 
Foi, justamente, após aquele implacável incidente maléfico dos mil duzentos e sessenta anos, sobretudo, ao amparo da providência Divina, que houve a batalha no Céu, culminando com a expulsão de Lúcifer e seus anjos, que não tendo mais espaço no Universo, foram enclausurados no Planeta desobediente, a Terra.
Dessa maneira, os degredados procuram com todo furor, desestabilizar os moradores da Terra com o intuito de desencaminhar do Reino Celestial, para não mais receber a Terra Restaurada que, infalivelmente, será a herança dos justificados!
De posse, dessa prévia compreensão podemos tomar conhecimento dos versos que serão, minuciosa e racionalmente, analisados. "Quando, pois, o Dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; e foram dadas à mulher as duas asas da águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.
A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca.
               Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” Apocalipse 12: 13 - 18.



INUNDAÇÃO DE FALSAS IDEOLOGIAS





Na verdade, após a batalha no céu, e a consequente expulsão da antiga Serpente, que é o Diabo ou Satanás, emblematicamente definido como o Dragão, sua primeira ação, após enclausuramento definitivo, até sua morte, neste Planeta malsinado pelo pecado, foi uma vomição expelida pela boca da serpente, descrita como um rio putrefato que lhe encharcava o estômago, tendo por objetivo refrear a ação benéfica dos fiéis cristãos, para que fossem arrebatados pelo rio repleto de obscenidades injuriosas, vergonhosas e irreverentes.
Essas obscenidades e irreverências de tão largamente divulgadas, tornou-se num poderoso medicamento anestésico emético que fez a maioria dos humanos defenderem acirradamente os efeitos dos vômitos que produzem no ser humano a volubilidade, ou seja, um caráter volúvel e inconstante.
Pode-se ver e identificar no dia-a-dia a eficácia maléfica desse pernicioso vômito, através de tantas inverdades defendidas pelos direitos humanos, pelos educadores ou, pelos governantes em ações que confrontam diretamente aos ditames da verdade Divina. 
As duas lições básicas que são aprendidas ainda no estado embrionário ou gestativo, onde o feto começa a perceber sua dependência da mãe e, consequentemente, de Deus, além de que, o novo ser, necessita de limites para se tornar num vencedor.
Contudo, o Inimigo procura invalidar tais lições, logo nos primeiros instantes da vida, após o nascimento do bebê.
Nesta condição, enquanto o feto tem vida intrauterina, ele percebe que está limitado ao útero da mãe, numa demonstração inconteste de que, toda criatura, necessita de limites, enquanto humano.
Para conseguir invalidar tais ensinamentos divinos, o Dragão faz uso das leis impostas pela sociedade hodierna, confronta e procura destruir as lições ensinadas pelo Criador, fornecendo às crianças e adolescentes, direitos, sem que seja dado deveres a se cumprir, quebrando, dessa forma, a lição de limite, bem como, da dependência dos pais, responsáveis e, sobretudo, de Deus. 
No entanto, esse vômito social, governamental e religioso, continua influenciando as pessoas através de outras tantas ações descabidas e antinaturais, como a ideologia de gênero, que procura imprimir na mente da população que o ser humano tem gênero e não sexo, e que esse gênero é definido por escolha pessoal, ou seja, do próprio ser humano, ainda quando criança!
Ora, sabe-se que o vocábulo, esse sim, tem gênero, e não sexo, no entanto, só os seres vivos têm sexo. 
Como exemplo, citemos a palavra cobra. Sabe-se que este termo, gramaticalmente, é do gênero feminino, no entanto, o animal que a ela corresponde tem um sexo, que é descrito como a cobra macho ou fêmea, denotando, assim, seu sexo.
Já o verbete ofídio, gramaticalmente, é do gênero masculino, no entanto, o animal que a ele corresponde tem um sexo, que é descrito como o ofídio macho ou fêmea, descrevendo, dessa forma, seu sexo.
Só para nossa informação, tanto a cobra como o ofídio, se refere ao mesmo animal, que pertence à família das serpentes!
Assim, nos nossos dias, o erro vai  pulverizando a mente da humanidade, fazendo as pessoas, defenderem o absurdo e o incoerente, como se fora verdade!
Até aqui, dá para perceber que o Dragão mudou drasticamente sua forma de persuasão.
Anteriormente, ele utilizava a força física, através de atos mortais, todavia, na etapa final da história ele vem utilizando a força mental ou racional, pois, ele percebeu que, aquilo que ele não conquistou por intermédio de perseguição e morte, está, agora, tendo êxito, por meio de falsos ensinamentos, propagandas mentirosas e conceitos distorcidos.
Todavia, a própria terra, ou os habitantes que nela residem, está se levantando contra tais absurdos, obviamente, direcionados pela Ação Corretiva do Administrador Universal! 
É certo que mais cedo ou mais tarde, a verdade será, racionalmente, revelada e, quando isto acontecer, se cumprirá a profecia de que a terra engolirá o pútrido vômito, filtrando, dessa maneira, as águas putrefatas do rio que saiu da boca da serpente, tornando-as águas puras e cristalinas, pois, elas serão alvejadas pela ação redentora de Cristo Jesus.
No entanto, uma grande parcela, continuará se dessedentando nos turvos vômitos do Dragão, a antiga serpente que é identificada como Satanás!
Este mesmo Dragão, nos momentos finais da história da humanidade, fará oposição direta aos que continuarem fazendo uso das asas da Grande Águia, que é Jesus Cristo, guardando todos os dez Mandamentos de Deus, tanto os quatro primeiros que estão inseridos na tábua que descreve o relacionamento da humanidade para com a Divindade, quanto os seis restantes que estão contidos na outra tábua, que expõe o relacionamento entre humanos.
Sabendo, entretanto que, o Quarto Mandamento tem um significado mais rebuscado, pois, define quem é o Deus, a quem adoramos, Ele é Jesus Cristo, o Criador do Universo! "Lembra-te do dia de Sábado, para santificá-lo. Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de Sábado e o santificou." Êxodo 20: 8 e 11.
Além de que, o mandamento que identifica o dia de Sábado, tem duas direções, uma vertical, apontando para o Céu, indicando a postura de adoração que o humano deve ter  para com o Criador, mas, também tem uma inclinação horizontal, pois, fornece a postura relacional do humano com o seu semelhante!
Portanto, o Mandamento que ordena a guarda do Sábado, pode ser comparado a uma dobradiça que une as duas tábuas da Lei Moral de Deus, a primeira tábua, como vimos, descreve o relacionamento do pecador para com o Eterno, ela é unida, através desse Mandamento, à segunda tábua que traça o respeito do humano para com o seu semelhante! “Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro.” Êxodo 20: 10.
No entanto, o amigo leitor, nesse momento, pode estar se perguntando, por qual motivo o articulista afirma que foi Jesus quem Criou o Universo?
A Resposta a essa inquietação é simples, pois, está contida no Oráculo Revelado de Deus, a Santa Bíblia. "Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho (Jesus Cristo), a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o Universo." Hebreus 1: 1 e 2 (grifo e acréscimo nosso).
Assim, o escritor do livro de Hebreus definiu Jesus Cristo como Criador do Universo.
Da mesma forma, João, o Evangelista, semelhantemente, acreditava nesta Verdade Eterna. Confira as palavras de João. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Todas as cousas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.
A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens.
O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dEle, mas o mundo não o conheceu.
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai." João 1: 1 - 4, 10 e 14.
Como se percebe, o personagem da Divindade que se fez carne e habitou entre nós, obviamente, foi Jesus Cristo o Filho do Deus vivo!
Amigo leitor, nesses derradeiros dias da história da humanidade, o Inimigo se voltará contra qualquer pessoa que procurar se identificar com o Soberano Criador, reverenciando o dia que Ele denomina como Seu Santo Dia.
Então? Você vai ficar de fora, esperando ser tragado pelo vômito emético que produz um caráter volúvel, distante de Deus e da eternidade?
Saiba que a decisão é somente tua, faze, no entanto, a escolha certa, segue somente Jesus, Ele é o caminho, a verdade e a vida e, certamente te conduzirá para a eternidade!

quinta-feira, 14 de junho de 2018

IDE - A vitória de Cristo na Peleja Contra o Dragão!

A VITÓRIA DE CRISTO NA PELEJA CONTRA O DRAGÃO!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
             Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.
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Após os mil duzentos e sessenta anos do período Medieval, o vidente, em suas visões de futurição, ainda no passado distante, anteviu o que aconteceria no futuro imediato após aquele período conhecido como Era Escura da história da humanidade, só que este outro fato notável ocorreria no Paço Celestial, mas, ocasionaria consequências drásticas e marcantes aqui na terra.
A visão descreve uma peleja, tendo por palco, o próprio céu, onde batalhavam Miguel com a Sua tropa de anjos, enfrentando o Dragão, juntamente com seu exército de aliados.
A Revelação dá a explicação precisa sobre o Dragão, ele é a antiga serpente, o Diabo, mais conhecido como Satanás.
No entanto, se faz necessário identificar quem é a pessoa de Miguel, seria apenas um arcanjo, o principal dos anjos?
Se assim fora, esta luta seria uma batalha de facções opostas, onde os interpostos seriam criaturas residentes nas mansões celestiais!
Todavia, buscaremos fontes fidedignas que possam esclarecer, quem, na verdade, é esse ser, relatado como Miguel.
Antes, porém, resta saber se na Bíblia, alguma vez, o Filho de Deus, Jesus Cristo, foi simbolizado ou, retratado pela figura de um anjo?
A resposta a essa inquietação é singela e definitiva! O Profeta Malaquias descreve sobre um personagem identificado como o anjo do concerto ou da aliança. "Eis que Eu envio o Meu mensageiro, que preparará o caminho diante de Mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 3: 1 (grifo nosso).
Quem seria essa eminente personalidade identificada como Anjo do Concerto?
Obviamente, que se trata do Senhor que, neste caso, seria Jesus!
O mensageiro enviado para preparar o caminho, indubitavelmente, é uma alusão a João Batista, filho de Zacarias, designado, naquela oportunidade, como a voz que clama no deserto! "Naqueles dias, apareceu João Batista... o referido pelo profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas." Mateus 3: 1 pp. e 3.
Resta-nos saber quem é o Senhor definido como Anjo do Concerto, ao qual, João Batista houvera preparado o caminho para Ele?
Deixemos que o próprio João esclareça esta dúvida. "No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" João 1: 29.
O que eu acho mais extraordinário na Palavra de Deus é a riqueza de suas figurações, pois, o tão badalado Anjo do Concerto é, também, o Cordeiro de Deus!
Portanto, um Cordeiro que é um anjo. Isto é incrível!
Assim fica estabelecido que a Bíblia, figurou a pessoa de Jesus, identificando-O como um anjo, O Anjo do Concerto!
Uma vez ciente de que as Escrituras Sagradas simbolizou a pessoa de Jesus como um anjo, deve-se, portanto, descodificar quem é o arcanjo Miguel?
Para tanto, tomemos, então, por parâmetro, as informações contidas na própria Bíblia, sobre esta figura contraditória!
As Escrituras Sagradas deixam transparecer que Miguel liderou os anjos bons contra os maus e, disputou, também, com o Demônio sobre o corpo de Moisés! "Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o Diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” Judas 9.
Ora, até aqui não se definiu a incógnita sobre o arcanjo Miguel.
No entanto, no original, a palavra Miguel significa aquele que é como Deus.
Amigo leitor, na Revelação Divina, só se encontra uma única pessoa que é como Deus, essa criatura é Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo. "Portanto, em Cristo, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade." Colossenses 2: 15.
Todavia, Jesus Cristo, não é uma criatura, conforme a essência da palavra, pois, Ele não é um ser criado, muito pelo contrário, Ele é o próprio Criador, pois, coexiste eternamente com o Pai e o Espírito Santo, o que faz dEle um ser Divinal!
Supondo que esta declaração do Apóstolo Paulo não seja contundente, então, façamos uso da própria palavra de Jesus Cristo. "Disse-lhe Jesus: Filipe há tanto tempo Estou convosco, e não Me tens conhecido? Quem vê a Mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" João 14: 9.
Noutra ocasião Jesus afirmou: "Eu e o Pai somos um." João 10: 30.
Portanto, o que se viu até agora, é que Jesus, tem sim, toda a plenitude de Deus, por isso, Ele é o arcanjo Miguel, Aquele que é como Deus!
Para dar cifras definitivas sobre o arcanjo Miguel, a Bíblia informa que Ele é o nosso Príncipe. "Mas eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso Príncipe." Daniel 10: 21 (grifo nosso).
Dá para perceber que Miguel, o nosso Príncipe, não é outra pessoa, senão Jesus Cristo! "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9: 6 (grifo nosso).
Assim, se percebe que, não há como duvidar, o Arcanjo Miguel é mesmo uma alusão ao Filho de Deus, Jesus Cristo e, foi justamente a segunda pessoa da Divindade, o Messias, quem, de fato, comandou a batalha no céu, contra o Inimigo Satânico, expulsando-o, definitivamente, do Céu, retirando de uma vez por todas, a possibilidade do Diabo e seus comandados, retornarem ao ambiente celestial.
Usando um pouco mais de racionalidade, percebe-se que, quando o Inimigo foi expulso do céu, ele já tinha seduzido o mundo, portanto, até ao período da Idade Média, ele continuava tendo o seu lugar nas regiões celestiais, contudo, após aquela batalha no céu, vencida por Cristo e Seus comandados, só então, o Diabo é expulso daquele ambiente, para nunca mais voltar!
De posse da compreensão dessa breve analogia, estamos aptos a conhecer os versos que serão, racionalmente, analisados. "Houve peleja no céu. Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o Dragão. Também pelejaram o Dragão e os seus anjos; todavia não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles.
E foi expulso o grande Dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.
Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador dos nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.
Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.
Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que nele habitais. Ai da terra e do mar, pois o Diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta. Apocalipse 12: 7 - 12.

A POPULAÇÃO CELESTIAL CONCLAMA E RECONHECE O PODER, O REINO E A AUTORIDADE DE CRISTO.



Quando Lúcifer, ainda no céu, pecou, desejando ter as características do ser humano, ele continuou, por muito tempo, tendo acesso livre para entrar e sair das mansões celestiais, bem como, visitar todo e qualquer planeta que fosse habitado por seres inteligentes, para tentar convencer a população universal de que ele tinha melhores propostas de sobrevivência e felicidade, que suplantavam, até mesmo, as ofertas do Autor da Vida!
É importante lembrar que o pecado de Lúcifer foi querer ser semelhante ao Altíssimo, característica esta que, é própria da humanidade. "Tu dizias no teu coração:... Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo." Isaías 14: 13 pp e 14 (grifo nosso). "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança." Gênesis 1: 26 pp (grifo nosso). 
 Como se percebe nesses dois versos, no pecado de Satanás, estava embutido o desejo de ser semelhante ao Criador, característica esta que é própria da criatura humana!
Ora, a Divindade tem a capacidade de criar, o ser humano tem a virtude de procriar, já os anjos, e Lúcifer era um deles, pelo que eu saiba, são assexuados, não se reproduzem. "Que é o homem, que dele Te lembres? E o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco menor do que Deus e de glória e de honra o coroou."  Salmos 8: 4 e 5 (Tradução de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada no Brasil).
Assim, conforme a hierarquia Divina, o primeiro escalão é a Divindade, em seguida vem a humanidade, só então aparece a figura dos seres angelicais!
Pois bem, dando continuidade a esta linha de raciocínio, percebe-se que quando Lúcifer pecou ele continuou visitando os planetas para convencer os seres inteligentes a se associar a ele.
Mas, somente os habitantes da Terra se renderam à sua forma de pensar. No entanto até ao período da Idade Média, ele continuava a visitar todo planeta habitado por seres inteligentes, tentando, em vão, convence-los de que sua proposta era superior à do Altíssimo. Por isso mesmo ele deu exclusiva prioridade em permanecer na Terra, pois, aqui ele encontrou criaturas que cederam aos seus reclamos! "Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela." Jó 1: 6 e 7.
A voz uníssona dos seres celestiais proclamava que após a expulsão de Satanás e seus simpatizantes, do Paço Celestial, somente após esse ato inusitado, o céu passou a desfrutar uma harmonia casta.
Os próprios anjos não caídos passaram a sentir-se confortavelmente salvos e, puderam perceber de forma cristalina e irrefutável que Deus, de fato, estava no controle do poder, assessorado pela sublime autoridade de Cristo Jesus! “Desvendando-nos o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as cousas, tanto as do Céu como as da Terra.” Colossenses 1: 18 – 20 (grifo nosso).
Até então, no céu havia um clima de desconforto, pois, Satanás acusava até mesmo os anjos não caídos e, sua ira recaía, em toda sua potencialidade, sobre a pessoa sacrossanta de Jesus!
Por isso mesmo, alguns analistas da Palavra de Deus, querem crer que essa batalha ocorrida no céu que culminou com a expulsão de Satanás, tenha acontecido, justamente, quando Cristo, o Filho de Deus, foi crucificado!
No entanto, essa tese se esbarra na falta de contexto bíblico, além de que, a expulsão do Inimigo, deixaria patenteada ao ser humano, como uma ação vingativa, se tivesse acontecido naquele instante, fato que macularia o caráter de Deus. 
Sem contar no agravo, de que, se foi na morte de Cristo, esta morte do Filho de Deus, seria um embuste, pois, Ele estaria morto e, no entanto, estaria, simultaneamente, vivo no Céu,  batalhando e expulsando Seu maior rival! Isto é inconcebível!
Confirmando, no entanto, a nossa linha de raciocínio, logo em seguida àquela batalha no Céu, que aconteceu, exatamente, após o Período Escuro da História da Humanidade, só então, os habitantes celestiais deveriam regozijar-se, pois, jamais eles seriam acusados pelo Inimigo! “Pelo que vos alegrai, ó Céus, e vós que neles habitais.” Apocalipse 12: 12 pp.

REGOZIJO INCONDICIONAL NO CÉU, NA TERRA, AUMENTO DA PREOCUPAÇÃO!


Com a expulsão de Lúcifer do Céu e, vedada a possibilidade de visitar outros planetas habitados por seres inteligentes, Satanás e sua hoste de anjos caídos, ficam confinados a este Planeta.
Sabedor de que pouco tempo lhe restava, ele redobra sua ação maléfica contra os habitantes da Terra, vendo nessa ação, mesmo não acreditando piamente nela, a única possibilidade de aumentar seu exército para, após o milênio, numa derradeira tentativa, empregar meios para obter a vitória sobre Cristo!
Esta investida brusca de Satanás e seu exército de anjos caídos, que utilizarão toda astúcia, perversidade e engano, fez com que o Céu lamentasse a situação da Terra! “Ai dos que habitam na Terra e no mar; porque o Diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já pouco tempo lhe resta.” Apocalipse 12: 12 up.
Amigo leitor, este mundo, infelizmente, não tem mais nenhum atrativo que possa postergar, no pecador, a vontade de permanecer nele!
Até Satanás sabe disso, por isso, ele tem, desobrigado de qualquer compromisso, aproveitado o tempo, com o intuito de angariar, para si, tantas pessoas quantas sejam possíveis, para fazer parte de seu maléfico exército.
Não obstante, o grande Comandante, Cristo Jesus, apresentado pela Palavra de Deus como o Arcanjo Miguel, está desejoso de alistar no Exército Celestial, toda pessoa, pela qual, Ele morreu para resgatá-la, devolvendo-lhes a Vida Eterna!
Em qual exército você quer ser alistado, no do Inimigo ou, no de Cristo Jesus?
Faça, agora, a sua escolha, mas, faça a opção certa, dê preferência, portanto, a Vida, Cristo Jesus! “Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação.” II Coríntios 6: 2.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

IDE - Capítulo XII - A Mulher e o Dragão.

CAPÍTULO XII

A MULHER E O DRAGÃO!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
             Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.
           


         
Jesus Cristo, o Revelador Divino, mais uma vez, faz uso da instrumentalidade humana que, neste caso, é uma alusão ao discípulo amado, João!
O Vidente de Patmos, então, atestou ter visto um maravilhoso sinal no céu, que o impressionou sobremaneira!
Em suas visões, o discípulo em seu desterro, banido de toda vida em grupo, mas, em solidão íntima com a Divindade, vislumbra a figura duma mulher que refletia a luz solar, no entanto, seus pés repousavam sobre a lua.
João, pode também perceber que a bela figura feminina estava adornada  com uma coroa que continha doze estrelas.
Esta singela mulher, apesar de virgem, todavia, estava em trabalho de parto, portanto, em pleno processo de parturição, por isso mesmo, gemia em alta voz, ao sofrer os tormentos para dar à luz a uma criança.
      Esta visagem recebida por João, está intimamente conectada a outra que o profeta Isaías teve no passado distante. "Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e Lhe chamará Emanuel." Isaías 7: 14.
Imagino que o vidente de Patmos, imediatamente, procura encontrar o sentido daquela visão! Para tanto, faz uso das figurações contidas no relato, para assim, descobrir e confirmar o que Deus queria transmitir para ele e, para toda a humanidade! 
Com o mesmo sentimento que João nutria naquele instante, eu também, em minha insignificância, procuro me esvaziar das ideias preconcebidas e, me entrego, totalmente, às possibilidades que este texto está a me oferecer!
Contudo, munido da capacidade interpretativa e, assessorado pelo relato bíblico, procuro encontrar justificativas plausíveis e racionais que venham direcionar o entendimento da Palavra de Deus.
Munido desta prévia possibilidade, agora, estamos aptos para conhecer os versos que, minunciosamente, serão analisados!
"Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que se achando grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.
A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, a qual lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.
Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao Seu trono.
A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias." Apocalipse 12: 1 a 6.

QUE MENSAGENS ESTÃO EMBUTIDAS NESTE PEQUENO RELATO, BEM COMO, EM TODO O CAPÍTULO DOZE?

Na minha diminuta compreensão, pretendo descodificar o capítulo doze, dividindo-o em três partes que, a meu ver, podem ser consecutivas e cronológicas.
O primeiro conteúdo  se refere a uma relação conflituosa entre uma mulher e um dragão. Num segundo contexto, o relato descreve uma peleja, que teve por palco o próprio Céu. Já a terceira porção do capítulo, conta-nos sobre a perseguição que o enigmático dragão faz à mulher.
Entendendo que esses três fatos estão em ordem cronológica, chega-se à conclusão que tais acontecimentos delimitam a história do cristianismo em três pontos distintos; iniciando, um pouco antes do nascimento de Cristo, que era Emanuel, Deus conosco, onde esse primeiro período conclui-se no tempo da Idade Média, mais precisamente durante os mil duzentos e sessenta dias em que, aquela parcela do povo de Deus que procurava cumprir os propósitos Divinos, esteve reclusa no deserto.
Nunca se deve esquecer que em profecia um dia profético é equivalente há um ano literal! "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano." Números 14: 34 pp.  "Quarenta dias te dei, cada dia por um ano." Ezequiel 4: 7 pp. (grifo nosso). 
Pasmem meus amigos leitores; se de fato, esse relato é sucessivo e cronológico, a batalha no céu, que envolveu Miguel e Seus anjos contra o Dragão com os anjos dele, ocorreu, exatamente, após a Idade Média, tempo em que Satanás com os seus anjos, foi expulso do Paço Celestial, não podendo mais retornar para aquele ambiente celeste.
O amigo leitor deve ficar atento para um importante fato, ao Inimigo ser lançado para a Terra e não ter mais a oportunidade de retornar à sua antiga habitação, ele procura intensificar a perseguição contra o povo de Deus que insistia em permanecer fiel aos reclamos Divinos.
Mas o relato confirma que aquela ação descabida do Opositor, só foi intensificada após o nascimento de Jesus Cristo. Portanto, no início do Cristianismo, todavia, até o início do período Medieval, o Dragão e seus anjos tinham entrada franqueada no Paço Celestial, pois, ainda não tinha sido expulso do Céu!
No entanto, toda ação maléfica do Inimigo foi absorvida por uma grande parte dos habitantes da Terra, que socorreu os fiéis, se associando a Cristo, guardando os Mandamentos de Deus ao desempenhar a comissão proposta por Jesus de anunciar o Evangelho do Pai, refletindo o testemunho do Filho de Deus.
Esse entendimento do décimo segundo capítulo do livro da Revelação, precisa ser mais bem analisado, pois, se essa visão interpretativa for correta, colocam em maus lençóis, outras compreensões, por muito tempo, acariciadas, pelos cristãos!

EMBASANDO ESSA MANEIRA INTERPRETATIVA!



Amigo perscrutador da Palavra de Deus, a primeira figura apresentada pelo relato apocalíptico no décimo segundo capítulo, descreve uma mulher que, pode ser compreendida por dois ângulos interpretativos distintos, todavia, não discordantes! 

Na primeira instância, essa mulher, representa Maria, esposa de José, mãe de Jesus. Perceba como o Evangelho a descreve e, como se encaixa perfeitamente com o Relato Bíblico. "Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo." II Coríntios 11: 2 (grifo nosso).
Não resta a menor dúvida que neste ponto da visão, a mulher virgem  que estava em estado de parturição, é mesmo uma alusão a Maria, mãe de Jesus. Todos conhecem, detalhadamente, essa história!
Pois bem, o relato bíblico enfatiza que Maria, mãe de Jesus, estava vestida do Sol da Justiça, que é uma nítida alusão à pessoa de Jesus Cristo. "Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria." Malaquias 4: 2.
No entanto, como bem sabemos, Maria não estava vestida de Jesus, pelo contrário, ela abrigava e aquecia em suas entranhas, o Filho de Deus.
Contudo, o escritor bíblico se utiliza de uma figura de pensamento, unindo uma obscuridade com uma ironia, formando uma antítese, para demonstrar que o ser que estava abrigado em seu útero, resplandecia em sua vida!
Por conseguinte, apesar de que, Maria resplandecesse a Jesus Cristo, no entanto, em seu jornadear diário, ou seja, no transcurso da história eclesiástica, a mulher passa a ser uma figuração do povo que procurava refletir o caráter e vontade de Cristo, este é o segundo ângulo interpretativo da simbólica mulher, daí, naquela visão, ela é retratada com os pés sobre a lua.
Nesse entendimento, a figura da lua, conduz à seguinte percepção; esse belíssimo  satélite natural da terra que,  não tem luz própria, reflete a luz do astro rei, que remete ao Sol da Justiça, Cristo Jesus!
No meu singelo entendimento, concluo que a coroa de doze estrelas que estava colocada sobre a cabeça da mulher, representa o ornato circular que não tem início nem fim, que demonstra a dignidade real, onde, nesse caso especifico, as doze estrelas representam os doze apóstolos de Cristo, demonstrando que essa mulher, além de, inicialmente, representar Maria mãe de Jesus, é figura, também, da igreja cristã, no decorrer das eras futuras, esse emblema permanecerá até o retorno de Cristo!
O que acontece no decorrer da revelação bíblica, nem carece de profundidade de conhecimento profético, de tão nítida que é a Revelação no que concerne à Maria.
Nesse ponto da profecia, Maria e o infante Jesus, em aflição, é perseguida. O cumprimento dessa declaração se bifurca, inicialmente, como bem sabemos, através de Maria e da Criança, e no decorrer da história do cristianismo, se cumpre na perseguição direta aos cristãos. Não mais a Maria nem ao infante Jesus, contudo, a todo fiel cristão! "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos."  II Timóteo 3: 12. 

O OUTRO SINAL, O GRANDE DRAGÃO VERMELHO

Enquanto o vidente estava intrinsecamente analisando aqueles fatos, eis que ele é surpreendido pela continuação da visão. João fica extasiado ao perceber outro sinal no céu, um grande dragão, de cor rubra afogueada.
O que mais chamou a atenção do profeta era a quantidade de cabeças, para ser mais exato, totalizavam em sete, cada uma delas adornadas com um diadema, contudo, as cabeças tinham dez cornos.
Ainda um tanto pasmado ante aquela cena dantesca, João fica mais atônito, pois, percebe que a cauda daquele Dragão, num movimento brusco, arrasta a terça parte das estrelas celestiais, precipitando-as junto a si, para a terra, se detendo furiosamente em frente da mulher que, estava prestes a parir. O Dragão ficou a espreita ansiando devorar o infante, quando nascesse. 
Nesse estágio da narrativa, fica bastante delineado que, naquele momento, o Dragão não fora, ainda, afugentado, ou mesmo empurrado, nem sequer expulso, mas, de vontade própria ele se lança à terra, conduzindo seu exército de estrelas que, obviamente, se aliaram a ele.
Contudo, o Dragão e seus anjos podiam transitar, livremente, do Céu à Terra e desta ao Céu!

RACIONALIZANDO COM VERSOS BÍBLICOS





Alguns comentaristas eclesiásticos querem repassar, porque assim creem, que esse Dragão é uma incontestável alusão à Igreja Dominante.
Não obstante, o relato bíblico discorda totalmente de tal entendimento, pois, o verso nove, desmente, redondamente, tal opinião. Por isso mesmo, procuro ficar com o entendimento das Escrituras. "O grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás." Apocalipse 12: 9.
Todavia, tal ser espiritual, sempre age assessorado por criaturas e instituições humanas.
Quando Satanás, por vontade própria, arrastou a terça parte dos seres celestiais, com o intuito de destruir o Filho de Deus que iria nascer, ele, então, se associa ao Grande rei da Judeia, que fora grandemente prestigiado pelo Império Romano.
É interessante perceber que o Dragão foi descrito pelo escritor como sendo vermelho, simbolizando sua capacidade de perseguir e destruir. Naquele instante, era seu propósito destruir o Filho do Altíssimo!  
Herodes, em sua incredulidade imaginava que o Divino menino ocuparia o seu trono. "Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos." Mateus 2: 16.
Tal fato, não transformou Herodes nem o Império Romano no Dragão, mas, simplesmente, o Inimigo, o antigo anjo de luz, os utilizou como instrumentalidades em suas mãos!
Imagino que transitou na mente do profeta um misto de curiosidade e interesse em querer decifrar, da maneira mais racional, aquelas sete cabeças do Dragão, o que, de fato, elas representavam?
As sete cabeças é uma referência da instituição que, naquela oportunidade, prestou serviço, diretamente ao Inimigo!
Conforme alguns historiadores essas sete cabeças representam os sete montes sobre que se acha edificada a cidade de Roma.
Contudo, outros analistas proféticos, identificam tais cabeças como sendo as sete formas de governo por que Roma passou.
Todavia, há quem admite que as cabeças identificam as sete grandes monarquias que oprimiram, no passado, o povo de Deus, quais sejam: Egito, Assíria, Caldeia, Pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma papal.
As sete cabeças do Dragão estavam coroadas, demonstrando que, indubitavelmente, o Inimigo fez parceria com o poder soberano do Império Romano, percebe-se que além da coroa havia em cada cabeça um diadema, com o intuito de simbolizar a coroa de louro ou da vitória que o Falsário estava disposto a conquistar.
Que detalhe importante são os dez cornos. Parece haver uma unidade de pensamento onde se conclui que, tais chifres, são os mesmos descritos por Daniel, numa alusão ao quarto animal, portanto, historicamente, seria a divisão do Império Romano em dez reinos, que formaram a atual Europa.
Neste caso, mais uma vez, os dez chifres, que são divisões do Império Romano em sua segunda fase, apenas, determina que este Império, foi mesmo, utilizado pelo Falsário, com o intuito de alcançar os seus objetivos maléficos.
Portanto, em todas as conclusões se percebe a presença do Império Romano, por isso, imagino ser concludente a informação de que, o Império Romano, naquela oportunidade, foi manuseado pelo Inimigo para atingir os objetivos perniciosos do Dragão.

A CAUDA DO DRAGÃO ARREGIMENTOU A TERÇA PARTE DAS ESTRELAS - O FILHO VARÃO FOI ARREBATADO

O que mais me chamou a atenção, foi o fato de que a terça parte arregimentada pelo Dragão, não foi movida pela racionalidade, pois, se assim fosse, o símbolo seria a cabeça.
No entanto, aquela terça parte das estrelas ou anjos, foram convencidas, por assim dizer, pela irracionalidade, simbolizando a cauda, onde, se percebe que cada um dos anjos caídos nutria um sentimento de desejo impuro, com o intuito de ocupar o Trono de Deus.
Por isso, tais anjos foram arrastados pelo desejo de afrontar o Soberano Criador.
Uma vez arregimentados, eles estavam dispostos a devorar o Príncipe dos Príncipes, imaginando que, como infante, o Filho de Deus estaria vulnerável  a ponto de ser destruído pelas hostes Satânicas.
Todavia, o Filho do Homem, revestido de toda plenitude da Divindade, estava pronto para reger todas as nações, direcionando-as, se elas aceitassem, trilhar o caminho da eternidade!
A perfeição de Seu desempenho no propósito a que foi imbuído, foi tamanha, que o Pai O arrebatou para Si. "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do Seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-Se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles." Hebreus 1: 3 e 4.

A FUGA DA MULHER PARA O DESERTO

Com o arrebatamento de Cristo, posteriormente, ou seja, no intervalo de 538  até 1798 de nossa era, que corresponde ao Período Medieval, a mulher, que nesse caso já não é mais símbolo de Maria, mãe de Jesus, é sim, dos seguidores de Cristo, esta mulher, nesse atual simbolismo, fugiu para o deserto, local onde ela foi amparada, naquele período de 1260 anos a mão poderosa de Deus esteve auxiliando a mulher em suas necessidades, principalmente, espirituais. 
Foi exato naquele período que a igreja dominante, no caso a Romana, praticou as maiores atrocidades, dentre elas, a proibição da leitura da Palavra de Deus.
No entanto, naquele período de perseguição acirrada contra toda pessoa que quisesse manter um relacionamento salvífico e vivificante com Cristo, se opondo à Igreja Dominante, era condenada a todo tipo de maldade ou, à morte, se não renunciasse sua fé! 
Mas, mesmo em meio a tamanha perseguição, tais pessoas permaneciam irredutíveis em suas decisões de continuar adorando somente Deus.
Por isso, foram protegidas pela mão amorosa do Pai, que ajudou a cada pessoa sincera a perseverar na fidelidade ao Criador! "Não temas as cousas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serem postos à prova... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida."  Apocalipse 2: 10.
Amigo leitor, você está disposto a receber a coroa da vida, sabendo que terá que enfrentar este tipo de perseguição?
          Que a mão misericordiosa da Divindade continue fortificando a todos!