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sexta-feira, 29 de março de 2019

IDE - Capítulo XVI - Flagelos, Consequências das Escolhas Humanas!

CAPÍTULO XVI

FLAGELOS, CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS HUMANAS!

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



Ao se fazer uma análise apocalíptica sobre os sete flagelos que haverão de incidir sobre a Terra após o fechamento da Porta da Graça, comumente, se faz alusão às dez pragas que caíram sobre o velho Egito.
Tais comentadores, concluem que, se aquelas pragas foram literais, portanto, não há como se descartar que os sete últimos flagelos, também não os sejam!
Particularmente, na qualidade de articulista, prefiro crer, que os sete flagelos, na verdade, está mais tendente à figuração, que mesmo a literalidade!
Creio mesmo que aquelas pragas do Egito foram literais e, a Divindade tinha motivos de sobra para usar daquele artifício, pois, estava em jogo se as deidades egípcias eram as mais genuínas ou, se o Deus dos hebreus, era, de fato, o único Deus verdadeiro e Criador de todas as coisas!
Sabe-se que os egípcios adoravam as coisas criadas por Deus, contudo, não acreditavam no Grande e Eterno Eu Sou!
Assim, as dez pragas combatiam não as pessoas em si, mas, o entendimento da população egípcia, bem como do próprio faraó, pois, aquele povo, era adepto do paganismo, portanto, era politeísta.
Todavia, o Arquiteto do Universo, em cada calamidade, vociferava contra a crença e não amaldiçoava a criatura humana, Ele afrontava e combatia a compreensão distorcida daquela civilização.
Contudo, o objetivo não era maldizer nem difamar as pessoas, mas, havia um sentido profilático, pois, em Sua proficuidade Ele fixava na mente da população que as crenças egípcias não passavam de uma grande transgressão assoladora, portanto, precisava ser desmascarada para que o poder do Deus Eterno fosse compreendido por aquela geração!
Assim, em cada rogo de Deus havia uma súplica que desmascarava uma crença egípcia. Portanto, o primeiro evento invalidava o poder da deusa Ísis a deusa da água.
No segundo impropério Deus tirou a mascara da deusa Hequet uma divindade representada por uma rã, cria-se que ela transmitia o sopro da vida, era tida como a deusa da fertilidade do nascimento e da ressurreição.
O terceiro ato repreende Tot o deus da sabedoria, da palavra e do poder, além de que era tido como o advogado da humanidade. A Bíblia é clara em declarar Jesus Cristo como o nosso único advogado. "Filhinhos Meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2: 1.
Para não tornar enfadonho esse texto, não iremos descodificar as demais pragas que assolaram o Egito, contudo, deve-se ficar ciente que cada uma delas combatia uma falsa divindade que era reverenciada pelos egípcios!
Todavia, deve-se ficar patenteado na consciência da humanidade que aquelas dez pragas, nem muito menos os sete últimos flagelos, não demonstram a cólera indignativa dum Deus iracundo!
Além de que nas pragas egípcias o objetivo Divino era levar a população a crê no Deus Eterno, o Grande Eu Sou. Já nos sete últimos flagelos, a porta da graça já estará fechada, e como tal não haverá possibilidade desses flagelos conduzir nenhum ser humano ao arrependimento, por isso, não creio na literalidade do evento que, certamente, colocaria o Deus de Amor  na condição de um ser vingativo e iracundo! 
De posse desse contexto esclarecedor, podem-se conhecer os versos que serão, criteriosamente, analisados! "Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramem pela terra as sete taças da cólera de Deus.
Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela terra, e, aos homens portadores da marca da Besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas.
Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de um morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar.
Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.
Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas cousas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tem dado a beber; são dignos disso.
Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, Todo-poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos.
O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo. 
Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.” Apocalipse 16: 1 - 9.

O ALVO ESPECÍFICO DOS SETE FLAGELOS


Ao se obstruir a Porta da Graça, automaticamente, cessou, no ser humano, a oportunidade de escolher o Caminho da Vida Eterna que é Jesus Cristo!
Só que esse impedimento de se fazer uso do Livre Arbítrio não será definitivo, pois, após o Milênio, quando tudo for restaurado e os justificados retornarem do Céu, para gozar as benesses da Eternidade aqui na Terra, o Deus Imutável, devolverá todas as coisas que houvera dado ao santo casal.
Incluindo, dentre essas coisas, o Livre Arbítrio, pois, o Reino que naquele momento, integralmente, tomaremos posse, após Cristo haver enxugado todas as lágrimas dos rostos dos justificados, Ele nos dará por herança, tudo que desde o princípio nos houvera doado. "Então, dirá o Rei: Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." Mateus 25: 34.
Pois bem, voltando ao foco do nosso assunto, durante o período de Angústia de Jacó os sete últimos flagelos, afligirão, tão somente, os homens portadores do sinal da besta e que também adoram a imagem dela!
Já ventilamos sobre essas duas características, tanto do sinal da besta como da imagem dela! Contudo, ainda assim, faremos um reforço sobre este assunto!
Ora, sabemos que o Apocalipse treze, apresenta duas Bestas, a que emergiu do mar e outra que saiu da terra. Sendo que a Besta do Mar tinha sete cabeças, no entanto uma delas, a que representa Roma Cristã ou Católica, foi golpeada mortalmente, sendo que as outras seis cabeças deram sobrevida à Besta do Mar, enquanto sua principal cabeça estava em convalescência!
Sabe-se que a besta é a representante oficial do próprio Dragão, que é Satanás.
Perceba que a Besta do Mar é uma integração de poderes religiosos compostos do catolicismo do protestantismo e de todas as formas espiritualistas, formando assim a Besta que emerge do Mar, que faz parte do projeto diabólico que maquina o mal.
As seis cabeças restantes da Besta do Mar, posteriormente, foram separadas e taxadas como sendo a Besta da Terra, pois, demonstravam que as denominações que surgiram como sendo a esperança da reforma espiritual, se renderam aos interesses do Dragão, e formaram um conluio numa combinação entre partes para lesar a humanidade, maquinando uma conspiração contra a Divindade!
Percebe-se que as Instituições conspiravam contra o Selo de Deus, representado pelo dia que deve ser reverenciado como a identidade do Criador, o Sábado, que é o sétimo dia da semana. "Santificai os Meus Sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saiba que Eu Sou o Senhor, vosso Deus." Ezequiel 20: 20.
Portanto, a Besta do Mar a representante do Dragão instituiu o sinal da besta, que é o dia que supostamente representa a ressurreição de Cristo, o domingo que é o primeiro dia da semana!
Assim, ficou patenteada a contrafação, trocando o sétimo dia da semana pelo primeiro dia, fato que coloca, de forma fraudulenta, o Inimigo, como a pessoa a ser reverenciada, e não o Deus Criador!
Todavia, quando houve a hipotética separação entre o catolicismo, o espiritualismo e o protestantismo, deu-se origem à Besta da Terra, esta nova Besta, é tratada pelo Oráculo Revelado de Deus, como sendo a real Imagem da Besta, pois, verdadeiramente, ela perpetua a fictícia soberania da Besta do Mar!
Como se percebe os sete últimos flagelos que são produzidos em consequência das escolhas humanas, e não pela vontade Divina, elas incidirão, somente, sobre as pessoas que escolheram, racionalmente, seguir a Besta do Mar, e a Besta da Terra que, na verdade, é a Imagem da Besta, pois, ambas detém o sinal da besta! Sendo assim, os fiéis seguidores de Deus, estarão isentos desses flagelos!
Fique tranquilo, amigo, os fiéis servos e amigos de Deus não estão atrelados a uma Instituição, pois, sabe-se que a igreja a que Cristo vem resgatar são as pessoas, de qualquer denominação, independente de qual ramo institucional ela siga.
 Por isso, faça a vontade de Deus e, sinta-se totalmente seguro!
Cristo, verdadeiramente, é o nosso Redil!

O PRIMEIRO FLAGELO



O enunciado apocalíptico aponta o primeiro flagelo como uma chaga má e maligna, noutra tradução refere-se à úlcera maligna e perniciosa.
Na interpretação comum ou usual, tais flagelos, todos os sete, seriam como outras consequências das más escolhas, ou seja, do pecado, sendo que este já tem sua consequência notória que é a própria morte. Seria, então, uma nova punição além da preestabelecida pelo Criador!
Por isso mesmo, cabe, nesse contexto, a possibilidade duma interpretação emblemática ou alegórica, pois, durante os flagelos, não há a possibilidade dos humanos reverterem suas escolhas, uma vez que, a porta da graça já estará fechada!
Nesse caso, essa chaga ou úlcera maligna é uma clara alusão ao pecado sem controle, ou seja, aquele pecado que é para a morte, que não está no amparo da vala comum, que abriga os pecados que não são para a morte, nem os priva da recompensa da Vida Eterna. "Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue." I João 5: 16. "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam." Atos 17: 30. 
Sabe? Os sete flagelos alcançarão as pessoas que cometeram pecados, durante o tempo da oportunidade, para a morte, que são aquelas infrações que a pessoa tinha certeza que era pecado, mas, preferiram cometer e não se arrependeram de o haver cometido!
No entanto, as pessoas que serão justificadas, também cometeram pecados para a morte, mas, se arrependeram e foram perdoadas, elas também cometeram pecados por ignorarem que maculava o caráter de Deus, todavia, Deus não levou em conta, pois, tais pessoas estavam respaldadas pela Divindade, elas cometeram as infrações sem conhecimento de causa!
Daí não ser condenadas, elas estarão ilesas, se olhadas pela ótica Divina, repleta da misericórdia e do Amor!
Nesta interpretação não há possibilidade de uma nova punição além da prescrita por Deus, a Morte Eterna, que acontecerá após o Milênio.
Prefiro crer que o Deus imutável e amorável é sim, o único Deus que é Amor! "Aquele que não ama não conhece Deus; pois Deus é Amor." I João 4: 8.

O SEGUNDO E O TERCEIRO FLAGELO



Dando continuidade nessa linha de pensamento, se percebe que o segundo flagelo e o terceiro transformam a água em sangue, tanto a água do mar quanto dos rios e das fontes das águas.
Bastaria apenas essa informação para se perceber que esses flagelos não podem ser literais, pois, em pouco tempo dizimaria a totalidade dos seres vivos, assim, sem água, não haveria vida em nosso planeta!
Todavia, como os flagelos atingirão somente a classe daqueles que rejeitam racionalmente a ajuda Divina, conclui-se que os ímpios, todos eles, durante o último ano da história da humanidade, morreriam!
Tal fato, se acontecesse, estaria em desacordo com a Palavra de Deus que assevera que, naquele período, não haverá morte, nenhum ímpio sequer morrerá! "Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles." Apocalipse 9: 6.
Portanto, incontestavelmente, os flagelos têm uma grande dosagem de figuração. Ora, se os flagelos são alegóricos, obviamente cada figuração tem um objetivo específico e racional.
Então, descodifiquemos essas figuras emblemáticas. É-nos informado que o segundo flagelo incidiu sobre o mar, nesse caso, o mar não pode ser interpretado de forma literal. 
Contudo, o mar é aquela parte de água salgada que banha a costa dos continentes, onde os humanos habitam. Como sabemos os flagelos cairão sobre os humanos dissidentes do governo de Deus, sabe-se também que a pessoa humana deveria ser o sal para dar sabor ao planeta, além de que, o sal é importante no funcionamento do nosso organismo, ele regula a quantidade de água nas células, todavia, poucas pessoas têm desempenhado a função proposta pelo Criador.
Também, o sangue é sinônimo de vida, e a Salvação é representada pelo sangue vivo de Jesus! 
Na pessoa do Redentor há uma unificação emblemática, tanto do sangue vivo, quanto da Água da Vida!
E quem receber a transfusão do sangue de Cristo e dEle beber, se tornará numa fonte de água que jorrará para a Vida Eterna. Nessa figuração só se enquadra quem for justificado! "Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a Vida Eterna." João 4: 14.
O mar com a sua água salgada, emblematicamente é figuração do ser humano e foi, justamente, sobre os incautos que cai o segundo flagelo, o sangue da humanidade que deveria manter a vida e nutri-la para a Vida Eterna, morre, fazendo sumir na humanidade, os anticorpos do pecado, induzido-a para a Morte Eterna.
A consequência desse flagelo é que morrerá toda vida que possa existir no mar! Emblematicamente, qualquer pensamento bom que pudesse exalar o perfume do Criador, haverá de morrer, pois, os ímpios, naquele último ano, não responderão a nenhum sinal vital que reflita a Vida que há em  Cristo Jesus!
No terceiro flagelo toda água doce, tornar-se-á em sangue, ampliando dessa forma a catástrofe. Esse enunciado denuncia a postura tomada pelas pessoas ímpias, no decurso do período de graça.
A água doce representa aqueles cristãos, que apresentavam o evangelho da facilidade, prosperidade e, sobretudo, milagreiro, que colocava no foco de suas prédicas o benefício social, esquecendo-se o objetivo do Evangelho, que é devolver à humanidade aquilo que o pecado subtraiu, a Vida Eterna!
O maior pecado dos ímpios não foi, simplesmente, assassinar os santos e os profetas, contudo, o mais grave erro deles foi impedir que os justificados fossem privados de divulgar a mensagem da Vida, substituindo-a por mensagens interesseiras e egoístas! "Porque dois males cometeu o Meu povo: A Mim Me deixou, o manancial de águas vivas, e cavou cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas." Jeremias 2: 13.
O certo é que a consequência dos atos praticados pelos calouros do Dragão cairá sobre eles mesmos, pois, estarão, definitivamente, destituídos da glória de Deus! "Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanentemente em si." I João 3: 15. 
Todavia, naquele instante, junto ao Trono do Onipotente, ecoará a voz dos quatro seres viventes e dos vinte e quatro anciões, em tom uníssono, enaltecendo a justiça do Deus Todo-Poderoso!

O QUARTO FLAGELO



Nesse quarto flagelo se percebe claramente uma repulsa contra a observância  do dia do sol, o domingo, que foi estabelecido pela Besta do Mar com o intuito de enaltecer o Dragão, a antiga Serpente, pois, sabe-se que esse ser pernicioso tencionava conduzir o governo de Deus, como se fora o próprio Deus, portanto, era desejo dele assentar-se no Trono do Poder.
Para tanto, ele estabeleceu o domingo como dia de guarda, antepondo-se claramente ao propósito do Deus Criador.
Todas as pessoas que aderiram ao impostor, acatando as suas mudanças, durante o período de Angustia de Jacó, eles puderam perceber claramente que, diferente deles, os  seguidores de Deus foram agraciados pelo livramento, portanto,  não foram alcançados pelos flagelos.
Quando os incautos perceberam que, definitivamente, o povo que honrava Deus, cumprindo Seus mandamentos, estava isentado dos flagelos, essa inatingibilidade enfurecia os seguidores de Satã, a ponto de sentirem um queimor indignativo dentro d'alma que os incitavam a blasfemar o Sol da Justiça, desencadeando uma inóspita acusação contra a Divindade!
Apesar de que tais pessoas estavam convictas que suas reações eram irrefletidas e facciosas, ainda assim eles não se arrependeram, pois, a porta da graça já houvera sido fechada e, toda a humanidade estava privada, temporariamente, do Livre Arbítrio! "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que Venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras." Apocalipse 22: 11 e 12.
É por isso que, diferente dos ímpios, os justificados darão glória à Divindade!
Amigo leitor, se você fizer parte dos que hão de passar pela Angústia de Jacó, de qual grupo você participaria, dos que eximem de glorificar o Onipotente ou, do grupo que haverá de exaltá-Lo sobremaneira?

Saiba que a decisão é tão somente tua, e ela deve ser feita hoje, aqui e agora! "Porque Ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, aqui e agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, aqui e agora, o dia da salvação!" II Coríntios 6: 2

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

IDE - Uma Visão de Sete Grandes Flagelos!

CAPÍTULO XV
UMA VISÃO DE SETE GRANDES FLAGELOS!

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 


MAPEAMENTO SINÓPTICO DA PROFECIA



Sabe-se que o capítulo quinze não passa de um mapeamento sinóptico, ou seja, apresenta num relance profético vários acontecimentos que se darão durante o último ano de vida dos humanos, aqui na Terra, quando acontecerão os sete últimos flagelos! “Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos” Apocalipse 18: 8 (grifo nosso).
"O santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos." Apocalipse 15: 8 (grifo nosso).
Nesse último ano de vivência da humanidade aqui no mundo de pecado, a Porta da Graça estará, totalmente, trancada, cuja atividade de escolha do humano, conhecida como livre arbítrio, foi suspensa de modo provisório, pois, a consequência da escolha de cada criatura humana, estará decidida, vida ou morte eterna! "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.
Eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que Tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras." Apocalipse 22: 11 e 12 (Grifo nosso).
O Livre Arbítrio só será restaurado durante a Eternidade!
Apesar de que, após a reativação, na humanidade, da capacidade de tomar suas próprias decisões durante a Eternidade, jamais, a humanidade decidirá pela prática do pecado, pois, sentiu na própria pele a consequência do mesmo!
Nessa apresentação concisa do conteúdo dessa visão em estudo, como um verdadeiro epítome, descreve em sequência, logo após os flagelos, qual a postura dos resgatados, tanto da grande multidão, quanto do Grupo Especial, que são aqueles que não conhecerão a morte e, são em número de cento e quarenta e quatro mil.
É certo que cada grupo entoará o hino de sua própria experiência. A grande multidão de ressuscitados entoará o cântico de Moisés, enquanto que o Grupo Especial que se tornará em Sacerdotes e Levitas, ensoará a  canção em louvor ao  Cordeiro, o Todo-Poderoso Rei das nações!
Após essa visão, o relato retorna num tom mais descritivo e esclarecedor, anunciando os sete flagelos que serão minunciosamente detalhados no capítulo subsequente!
De posse desse prenúncio, podem-se conhecer os versos que serão analisados com cautela! "Vi no céu outro sinal grande e admirável: sete anjos tendo os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus.
 Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!
Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só Tu És santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos.
Depois destas cousas, olhei, e abriu-se no céu o santuário do tabernáculo do Testamento, e os sete anjos que tinham os sete flagelos saíram do santuário, vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos ao peito com cintas de ouro.
Então, um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da cólera de Deus, que vive pelos séculos dos séculos.
O santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos." Apocalipse 15: 1 - 8.

DEUS DECLARA SEUS DESÍGNIOS!



A interpretação da Bíblia, principalmente das profecias, é feita, habitualmente, utilizando-se da vala comum, ou seja, sua explicação tem por ponto de apoio o entendimento mais singelo, portanto, aceito pela maioria, no entanto, chegando perto da trivialidade, como algo vulgar ou mesmo ordinário!
É por isso que o livro da Revelação, muitas das vezes, é rejeitado pelos leitores cristãos, por se ter a impressão que ele trata da indignação dum Deus iracundo, transbordante do desejo de vingança.
Todavia, existe uma maneira mais racional e amorável de se perceber essa maravilhosa relíquia literária que foi recebida, pelo apóstolo João, na ilha de Patmos.
Ali, em isolamento, como instrumentalidade de Cristo, João sente em si o princípio, a origem e a causa do amor e da misericórdia de Deus para com a humanidade.
É por isso que para mim, o Apocalipse, não revela, simplesmente, uma descrição do colapso final e inevitável da humanidade, fato que tem gerado medo e, principalmente, pavor, no entanto, entendo, singelamente, como o Evangelho do Amor!
Boas Novas que retratam o derradeiro apelo de misericórdia, por parte do Divino para que a humanidade se posicione ao lado da Vida Eterna que é Cristo Jesus!
É por isso que ao se deparar com as profecias apocalípticas, cada pessoa fica sujeita a sentir, dentro de si, o brotar  do germe do entendimento que, semelhante a uma sinfonia, abrilhantará com tonalidades musicais que realça o grau de força, doçura e beleza, a musicalidade do caráter do Onipotente!
O leitor desatento, logo no início do capítulo em estudo, haverá de esbarrar no enunciado em que há figuras ou alegorias, mais conhecidas como metáforas ou tropologias, que, se mal interpretadas, dão a impressão de que Deus tenha produzido e reservado, para a humanidade nos últimos dias, pragas concebidas pela cólera que existe nEle próprio!
Ora, para se analisar com mais equidade e acerto, basta trocar o termo praga por flagelo, que é um sofrimento ou aflição, todavia, tal sofrimento é consequência inevitável das ações da humanidade, portanto, o próprio homem, é ao mesmo tempo, a causa e o instrumento da calamidade.
Todavia, a misericórdia de Deus tem retido nas mãos dos sete anjos, esses flagelos, cuja ação de benevolência do Altíssimo vem descrita na profecia como a cólera de Deus.
Sabe-se que cólera é um defeito de caráter que, normalmente,  reflete a ira, a raiva, o furor e a zanga de quem a possui. Neste caso, nenhum desses caracteres são atributos de Deus, senão Ele não seria o Amor Divino!
A figuração da cólera de Deus descreve o ímpeto e a determinação com que Deus, através de Sua misericórdia, tem retido, amoravelmente, as consequências mortíferas do pecado, para liberá-las, somente, quando tudo estiver cumprido. Esse é o exemplo do Deus amoroso que eu creio!

O MAR DE VIDRO


Para João a visão do mar com as pessoas que venceram o pecado em toda sua extensão, tornou-se num deslumbramento de felicidade!
Justamente aquela grande extensão de volume d'água que o separava, na Ilha de Patmos, da liberdade, seria o instrumento de sua transbordante alegria!
Imagino que João, numa outra visão, quando vê a Cidade Santa descendo com os justificados, ele observa também o novo céu e a nova terra e, não vê o mar, pelo menos, com o mesmo sentimento e compreensão que ele tinha, quando exilado na solitária Ilha do Mar Egeu!
Diferente daquele sentimento que o exílio lhe transmitia que, inclusive, fazia o Profeta se entristecer, João, nessa nova visão, percebe que o mar continuava existindo, contudo, era semelhante ao vidro polido, inflamado em glória, não se tornando, de forma alguma, num obstáculo para os justificados tomar posse da liberdade que há no Cordeiro de Deus!
Quero crer que João, naquele instante, lembrou-se que o Mar da Galileia, não fora obstáculo para Cristo, quando andou sobre ele! Semelhantemente também não será empecilho para os justificados!
Lembro-me que quando ainda criança, na Ilha de Itamaracá, minha saudosa mãe, num entardecer de janeiro, nos levou até aonde o mar se espraiava para vislumbrar o sol numa tonalidade vermelha alaranjada.
Quando o astro rei alcançou a linha do horizonte, observamos duas esferas, uma do sol, e a outra do reflexo dele sobre as águas.
Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o colorido abrasador das nuvens dos céus, como se estivesse envolvendo as águas do oceano num fervente e ardoroso abraço!
Hoje, lembrando-me daquela cena, compreendo o Mar de Vidro, que não impedia que os justificados andassem sobre o mesmo, da mesma forma que Cristo andou e permitiu que Pedro também caminhasse sobre as águas!
Diferente daquilo que contemplei quando criança, ao invés do sol, um astro celestial, quem estava na linha do horizonte, na visão de João, era Jesus, o Sol da Justiça, com todo Seu resplendor, dando a impressão que o Oceano  havia se transformado num glorioso Mar de Vidro!
Sobre este suposto mar de vidro, os justificados munidos de instrumentos musicais, entoavam hinos de vitória!
Amigo leitor, você poderá estar com sua maviosa voz, entoando alternadamente, o cântico de Moisés, se você fizer parte da grande multidão ou, o louvor ao Cordeiro de Deus, se for um dos Cento e Quarenta e Quatro Mil!
Saiba, porém que, se você estiver entre os que entoarão o Cântico de Moisés, é prova de que em sua experiência terrena, você decidiu, no período da graça, ficar ao lado de Jesus, portanto, durante a graça você foi auxiliado e consolado pelo Espírito Santo, por isso mesmo, você entoará, com propriedade, aquele Cântico.
Todavia, se você estiver no Grupo que entoará a Cantata  ao Cordeiro, tua experiência foi mais probante, pois, enfrentaste o tempo denominado de Angústia de Jacó, te sentiste abandonado, contudo, não foste desprezado, mas, o Consolador, para teu próprio aprendizado, não te aliviou, nem suavizou tua aflição nem o teu sofrimento, pois, deverias ter uma experiência semelhante à de Cristo Jesus quando exclamou; "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" Mateus 27: 46.
Somente passando por esta experiência os Cento e Quarenta e Quatro Mil estariam aptos para serem Sacerdotes e Levitas, durante a Eternidade! "Também deles tomarei a alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Senhor." Isaías 66: 21.
Você pode entoar qualquer um desses hinos de louvor, o que você não pode, é deixar de estar sobre o Mar de Vidro!
      Para tanto, você precisa, portanto, fazer a sua decisão ao lado do Sol da Justiça!

OS SETE FLAGELOS SERÃO LIBERADOS


João, ainda em êxtase e sobremodo enlevado, continuando sob o efeito do arrebatamento íntimo, observa no Paço Celestial, onde Deus administra e controla todo o Universo,  que sete anjos, com os sete flagelos, saíam do Santuário, que é o trono do Onipotente!
As vestimentas daqueles seres angelicais eram semelhantes à indumentária que o Sumo Sacerdote usava no dia da expiação, esse detalhe arremete-nos à compreensão que aquilo que a humanidade semear, isto também ceifará! "Não vos enganeis, de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna." Gálatas 6: 7 e 8.
Está subentendido na vestimenta desses anjos a figuração do dia da expiação, já no verso supracitado nos arremete que os flagelos ocorrerão no período de um dia profético, que corresponde a um ano literal, neste caso durante a Angústia de Jacó.
Tais flagelos foram produzidos pela própria humanidade, portanto, não foram gerados nem levados a efeito pela ira Divina.
Todavia, essas calamidades alcançarão somente aqueles que semearam para a própria destruição, elas não atingirão os que semearam para o Espírito! "Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios." Salmos 91: 7 e 8.
É-nos informado que um dos quatro seres viventes faz a entrega das taças com os flagelos aos sete anjos.
Contudo, não se sabe qual Ser Vivente desempenhou essa tarefa?
Prefiro não conjecturar, pois, poderia ter sido Enoque, o primeiro ser vivente que ascendeu ao Paço Celestial, ou mesmo Moisés, o segundo Ser Vivente que, em sua experiência terrena, ajudou na libertação do povo de Israel, livrando-os da escravidão egípcia.
Se imaginássemos que foi Elias, certamente haveria subsídios para tal conjectura, pois, ele teve uma aprendizagem extraordinária, por isso, deveria estar preparado para auxiliar o cristão sincero a continuar servindo a Cristo sem passar pelo desfavor de cometer erros!
Por fim, esse Ser Vivente poderia ser Isaías, filho de Amós e tio de Amasias, rei de Judá, pois, foi um dos quatro profetas maiores.
Sinceramente não tenho certeza, no entanto, todos eles tinham intimidade com o Filho de Deus, por isso, qualquer um deles estava capacitado para entregar aos sete anjos as sete taças de ouro, repletas da misericórdia amorosa da Divindade que retribuiria a cada pessoa, a consequência de sua própria escolha!
Há de se perceber que o derradeiro verso do capítulo quinze, vislumbra a glória de Deus através de Seu imensurável poder, durante o período identificado como Angústia de Jacó, todavia, naquele período, ficará patente a todo o Universo que "Deus é Amor." I João 4: 8 up.
Por ser amor, Ele respeita toda e qualquer legítima escolha feita pela humanidade!
O amor de Deus é tão sublime e singular, que o Filho do Onipotente quando esteve incorporado da humanidade e, nela, lançou o grande desafio: "Que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos; se tiverdes amor uns aos outros." João 13: 34 e 35.
Que esta seja a minha e a tua experiência, amigo leitor!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

IDE - A Solene Colheita na Época Propícia!

A SOLENE COLHEITA NA ÉPOCA PROPÍCIA!
Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.



Após o vidente se deleitar com o enunciado da quarta voz, denunciando vida plena e feliz aos que morreram no processo do fechamento da porta da graça, não cabendo em si tamanha felicidade, eis que, de repente, sua atenção se volve para uma nuvem branca que resplendecia pela celebridade e pela glória dum ser que flutuava sentado sobre a nuvem, cuja aparência era semelhante ao Filho do homem!

Contudo, João pode perceber, visivelmente, que Jesus Cristo portava uma coroa diferente daquela que colocaram em Sua cabeça, no martírio do Calvário!
O tal ornato circular, que agora cingia o Cordeiro de Deus, ao invés de ter espinhos, tinha raios refulgentes que transmitiam o poder e a dignidade real da pessoa divina humana que a conduzia sobre Sua fronte!
Naquela figuração, João, o discípulo amado, percebe que na mão direita de Cristo havia uma foice de fio extremamente afiado!
Pois bem, quando João estava absorto contemplando essa cena, eis que, semelhante a um raio que rasgava o céu, sai um anjo do santuário, em vibrante brado, anunciando em tom apelativo para que o Cordeiro iniciasse a solene colheita, pois, a época era propícia.
Sem nenhum atraso, Cristo, então, ceifa a terra, pois, a seara estava madura!
De posse deste preâmbulo, podem-se conhecer os versos que serão analisados com cautela!
"Olhei, e eis uma nuvem branca e, sentado sobre a nuvem um, semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.
Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para Aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a Tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu.
E Aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.
Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada.
Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas.
Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus.
E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios." Apocalipse 14: 14 - 20.    

ALGUNS FATOS QUE OCORRERÃO NA TERRA, ANTES DO RETORNO DE CRISTO E VINDA DE DEUS




A cada segundo que se passa, os acontecimentos finais vão ganhando aspecto de solenidade. Em contrapartida, a postura dos habitantes da Terra, no que tange ao seu relacionamento com a Divindade, vai se definhando a ponto de se tornar cada vez mais frio e distante!
Essa característica é prova cabal de que estamos vivenciando os instantes finais da malsinada história da humanidade!
A derradeira mensagem de advertência está sendo propagada no Planeta, envolvendo todas as pessoas, quer sejam corretas ou errantes, na tentativa de ajuntá-las num só povo, para, desta maneira, alcançar, ou não, a eternidade prometida!
Assim, João vê as cenas que acontecem antes do retorno de Cristo, em labaredas que relampejam figurações da colheita final que fará jus ao consequente resultado da imprudência dos incautos e, por outro lado, a merecida recompensa aos amigos de Deus!
Desta forma se percebe que o transitar da história, é semelhante às águas que correm em declive rumo ao despenhadeiro levando consigo ao abismo, toda pessoa imprudente!
Todavia, todos que ouviram o chamado, de Cristo e abriram a porta do entendimento pedindo vida eterna e, buscando forças no Autor e Consumador da Fé, haverão de  encontrar a Eternidade! "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á." Mateus 7: 7 e 8.
Amigo leitor, os versos quinze e dezesseis descrevem o fechamento da porta da graça, pouco tempo após esta obstrução, figurativamente, Cristo se assentará na nuvem que O conduzirá à Terra, ou seja, no instante em que aparece o sinal do Filho do Homem nas nuvens dos céus, todos os incautos se lamentarão, todavia isto acontecerá antes dEle aparecer nas nuvens do Céu. "Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobe as nuvens do céu, com poder e muita glória."  Mateus 24: 30.
É preciso acompanhar a sequência apresentada na visão apocalíptica!
Acredita-se que alguns emblemas dessa profecia, tenha atingido um consenso comum. Não há como discordar que o Ser que está assentado sobre a nuvem, relatado como filho de homem é, na verdade, Jesus Cristo!
A coroa de ouro na cabeça do Remidor é emblema de poder, prova de que Jesus virá com glória desvelada e, em plenitude de poder!
A foice em Sua mão é indicativa do fechamento da porta da graça, período em que a situação de cada ser humano estará, definitivamente, decidida, então, nesse momento Cristo bradará: está consumado, não haverá mais oportunidade de mudança, nem de arrependimento, pois, "Continua o injusto fazendo injustiça, continua o imundo ainda sendo imundo; o justo continua na prática da justiça, e o santo continua a santificar-se. 
Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras." Apocalipse 22: 11 e 12.
Como se percebe, a partir de então, aquilo que cada criatura humana priorizou em sua vida, será, exatamente, aquilo que ele fará até o aparecimento de Jesus e Sua comitiva, nas nuvens do Céu.
É sobre isso que esses dois versos estão esclarecendo!

O anjo emblemático que saiu do Santuário em êxtase, solicitando altissonantemente que Cristo executasse Sua derradeira e definitiva obra, é figuração dos mensageiros humanos que, envolvidos com a comunicação que promana do Santuário Celeste, demonstram o anseio da população humana, em especial àqueles que se colocam ao lado do Cordeiro de Deus e, desejam, ardentemente, num singular anelo o desfecho da história de pecado!
O relato desses anunciantes, além de apelativo, tinha um desejo profundo e  ardente que implorava a Cristo, o Divino Filho de Deus, que Ele ceifasse a Terra, pois, a seara encontrava-se madura!
Todos os pecadores tiveram a mesma oportunidade, todos eles, semelhantes ao trigo e ao joio, cresceram juntos, ouvindo o mesmo apelo de arrependimento, no entanto, cada um fará sua própria escolha!
Naquele momento crucial, em que a porta da oportunidade será trancada, cada pessoa terá consciência que a opção feita, a tornará, figurativamente, em trigo ou joio!
Quem optar ser trigo continuará sendo, e quem escolher refletir a postura do joio, permanecerá com a característica do joio, por isso mesmo, seu galardão terá o peso de sua escolha!
Assim, amigo leitor, antes que Jesus conclua a ceifa, reveja a sua vida, confira se sua escolha é a correta, se achar que algo está errado, não pense duas vezes, refaça sua predileção, mas, faça com discernimento e rapidez, pois, em breve a porta da graça não mais estará disponível. "Porque Ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, aqui e agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, aqui e agora, o dia da salvação." II Coríntios 6: 2. 
Saiba que após a ceifa final, a obra sacerdotal de Cristo terá fim, pois, tudo, inclusive sua opção de escolha estará consumada!
O relato apocalíptico, então, faz-nos convictos que as coisas serão, de fato, assim!
Cristo fará uso de sua foice e, ceifará a Terra. Isto quer dizer, tão somente, que a porta da graça ou, da oportunidade, será, indubitavelmente, fechada! "Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos." Jeremias 8: 20.
Após o fechamento da Porta da graça, não mais haverá morte até a volta de Cristo, pois, os ímpios a procurarão, no entanto, não encontrarão, por isso mesmo, eles intensificarão seu ódio contra os cristãos que escolheram ser fieis a Cristo, se necessário fosse, até à morte! 
Esta será a mais angustiante perseguição contra os fiéis filhos de Deus, é o período designado pela Bíblia como angústia de Jacó.
Durante esse período, que durará um ano, haverá um clamor dos justificados, tanto durante o dia como pela noite, desejando que aquela injuriosa perseguição tenha fim. 
Esse clamor foi descrito por Jesus da seguinte forma: "Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça.” Lucas 18: 7 e 8 pp.


APÓS MIL ANOS, A COLHEITA




Os quatro últimos versos do capítulo catorze terá seu cumprimento exatamente após o milênio. Nesta parte da visão, o Profeta vê outro anjo sair do santuário, tendo em sua mão uma foice afiada, que nessa visagem está relacionada aos ímpios.
Imediatamente, outro anjo que tinha autoridade sobre o fogo também sai do altar, tendo a incumbência de fazer o anjo da foice afiada, colher os frutos da vide da terra, e os lançar sobre o lagar de fogo.
Afirma o relato que o lagar estava fora da cidade e dele corria sangue que alcançava uma extensão de mil e seiscentos estádios.
Descodifiquemos, então, algumas dessas figurações!
Acreditando-se que este relato esteja seguindo uma sequência cronológica, crê-se, portanto, que seja uma descrição de quando os ímpios sofrerão a destruição final que ocorrerá após o Milênio, ou seja, quando a Cidade Santa,  ali descrita como o Tabernáculo de Deus ou a Nova Jerusalém, descerá do Céu!
Naquela oportunidade, Cristo não achará na Terra ninguém que tenha fé nEle, confirmando a parte final de Lucas 18: 8. “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra?”
A postura interpretativa da colheita feita pelo anjo da foice afiada, só acontecerá após o milênio, esta suposição está fundamentada, com detalhes, no livro da Revelação. "Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar.
Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu." Apocalipse 20: 7 - 9.
Eu fiquei pensando comigo mesmo, como esses ímpios após voltarem a vida, se muniram de armamentos bélicos, se, há poucos instantes haviam voltados a vida?
Será que eles se arvoraram batalhar contra o Rei do Universo, munidos apenas da cara e da coragem?
Pode até ser que eles acreditavam, piamente, que, de fato, ganhariam essa luta!
Ou essa batalha seria desigual?
Vi uma reportagem, recentemente, numa TV fechada, sobre o Círculo Polar Antártico, onde se comentava sobre o suposto descongelamento do Continente Congelado.
Naquela reportagem se fazia ver que, na verdade, ao invés da geleira do Continente Congelado estar diminuindo, ela está em crescimento. Todavia, parte dela está descongelando.
A explicação seria que havia uma suposta civilização subterrânea de extraterrestres ocupando parte daquele espaço, e o calor gerado por tal civilização, estaria destruindo parte do gelo da Antártida!
Os dados científicos eram extraordinários e chocantes, que confirmavam tal suposição!
Fiquei arrazoando comigo mesmo, tal civilização não poderia estar localizada no nosso planeta, pois, conforme a Bíblia, somente a Terra aderiu ao pecado, portanto, não existe a possibilidade de comunicação de criaturas de outros planetas que não pecaram, conosco, que somos pecadores.
A menos que essa civilização seja a moradia daquela terça parte dos anjos que foram expulsos do Paço Celestial, sendo exilados para a Terra, juntamente com Satanás!
Pelo sim ou pelo não, encontro até uma justificativa racional, pois, quando Cristo ressuscitar os ímpios, e eles se reunirem para tentar tomar a Nova Jerusalém, usariam o mais evoluído armamento bélico para batalhar contra Deus e os remidos.
Assim a beligerância estaria sendo construída agora e durante o milênio, pelos anjos caídos, para, no momento oportuno, armar os ímpios que tentarão tomar a Cidade Santa.
Talvez essa seja uma explicação lógica que racionaliza o descongelamento de algumas partes do Continente Congelado!
Todavia, o intento de conquistar a Cidade Santa será sufocado pelo fogo da justiça de Deus!
Fugindo desse devaneio, apeguemo-nos ao relato.
O Oráculo Revelado de Deus, que é a Santa Bíblia, afirma que saiu do santuário um anjo com uma foice afiada. Logo após, outro anjo o acompanhou, este último anjo tinha autoridade sobre o fogo, e prenunciou que o fruto da videira, tinha amadurecido, murchou e secou, por isso deveria ser lançado no lagar.
Ora, o anjo da foice afiada, no momento certo, quando os ímpios sitiarem a Cidade Santa, ele juntará os cachos secos e lançará ao lagar, onde o fogo da justiça Divina consumirá o pecado, todavia, como os ímpios estarão agarrados ao erro o fogo purificador os consumirá! "Porque o Senhor se levantará... ...para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha, e para executar o Seu ato, o Seu ato inaudito" Isaías 28: 21.
Como se percebe, o Senhor não tem prazer na morte do ímpio, o fogo que destruirá o ímpio é o fogo purificador, ele destruirá todo o pecado, no entanto, o pecador, também filho de Deus, que não reconheceu a paternidade Divina, será destruído, justamente, por não ter se libertado do pecado.
É por esse motivo que essa obra de purificação da Terra é identificada como uma obra estranha ao caráter de Deus, pois, muitos filhos desobedientes perecerão!
Esse é um acontecimento que nunca se ouviu falar e nem há exemplo desse fato extraordinário, pois, só acontecerá naquela oportunidade!
Todavia, a Terra precisa passar por essa purificação para que o germe do pecado seja extinto e os justificados possam desfrutar da Eternidade com a certeza de que o pecado, jamais, se levantará outra vez! "Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.
Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o Sol da Justiça, trazendo salvação nas Suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.
Pisarei os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 4: 1 - 3.
Meu amigo leitor, que tipo de aquecimento você deseja passar, pelo calor do fogo abrasador que destruirá por definitivo o mal, ou, pelo calor aconchegante do abraço amoroso e fraterno da família Divina?
Saiba que essa decisão é somente tua, e ela deve ser feita hoje, aqui e agora!
Que Deus nos abençoe!