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quarta-feira, 23 de maio de 2018

IDE - Capítulo XII - A Mulher e o Dragão.

CAPÍTULO XII

A MULHER E O DRAGÃO!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
             Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.
           


         
Jesus Cristo, o Revelador Divino, mais uma vez, faz uso da instrumentalidade humana que, neste caso, é uma alusão ao discípulo amado, João!
O Vidente de Patmos, então, atestou ter visto um maravilhoso sinal no céu, que o impressionou sobremaneira!
Em suas visões, o discípulo em seu desterro, banido de toda vida em grupo, mas, em solidão íntima com a Divindade, vislumbra a figura duma mulher que refletia a luz solar, no entanto, seus pés repousavam sobre a lua.
João, pode também perceber que a bela figura feminina estava adornada  com uma coroa que continha doze estrelas.
Esta singela mulher, apesar de virgem, todavia, estava em trabalho de parto, portanto, em pleno processo de parturição, por isso mesmo, gemia em alta voz, ao sofrer os tormentos para dar à luz a uma criança.
      Esta visagem recebida por João, está intimamente conectada a outra que o profeta Isaías teve no passado distante. "Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e Lhe chamará Emanuel." Isaías 7: 14.
Imagino que o vidente de Patmos, imediatamente, procura encontrar o sentido daquela visão! Para tanto, faz uso das figurações contidas no relato, para assim, descobrir e confirmar o que Deus queria transmitir para ele e, para toda a humanidade! 
Com o mesmo sentimento que João nutria naquele instante, eu também, em minha insignificância, procuro me esvaziar das ideias preconcebidas e, me entrego, totalmente, às possibilidades que este texto está a me oferecer!
Contudo, munido da capacidade interpretativa e, assessorado pelo relato bíblico, procuro encontrar justificativas plausíveis e racionais que venham direcionar o entendimento da Palavra de Deus.
Munido desta prévia possibilidade, agora, estamos aptos para conhecer os versos que, minunciosamente, serão analisados!
"Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que se achando grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.
A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, a qual lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.
Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao Seu trono.
A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias." Apocalipse 12: 1 a 6.

QUE MENSAGENS ESTÃO EMBUTIDAS NESTE PEQUENO RELATO, BEM COMO, EM TODO O CAPÍTULO DOZE?

Na minha diminuta compreensão, pretendo descodificar o capítulo doze, dividindo-o em três partes que, a meu ver, podem ser consecutivas e cronológicas.
O primeiro conteúdo  se refere a uma relação conflituosa entre uma mulher e um dragão. Num segundo contexto, o relato descreve uma peleja, que teve por palco o próprio Céu. Já a terceira porção do capítulo, conta-nos sobre a perseguição que o enigmático dragão faz à mulher.
Entendendo que esses três fatos estão em ordem cronológica, chega-se à conclusão que tais acontecimentos delimitam a história do cristianismo em três pontos distintos; iniciando, um pouco antes do nascimento de Cristo, que era Emanuel, Deus conosco, onde esse primeiro período conclui-se no tempo da Idade Média, mais precisamente durante os mil duzentos e sessenta dias em que, aquela parcela do povo de Deus que procurava cumprir os propósitos Divinos, esteve reclusa no deserto.
Nunca se deve esquecer que em profecia um dia profético é equivalente há um ano literal! "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano." Números 14: 34 pp.  "Quarenta dias te dei, cada dia por um ano." Ezequiel 4: 7 pp. (grifo nosso). 
Pasmem meus amigos leitores; se de fato, esse relato é sucessivo e cronológico, a batalha no céu, que envolveu Miguel e Seus anjos contra o Dragão com os anjos dele, ocorreu, exatamente, após a Idade Média, tempo em que Satanás com os seus anjos, foi expulso do Paço Celestial, não podendo mais retornar para aquele ambiente celeste.
O amigo leitor deve ficar atento para um importante fato, ao Inimigo ser lançado para a Terra e não ter mais a oportunidade de retornar à sua antiga habitação, ele procura intensificar a perseguição contra o povo de Deus que insistia em permanecer fiel aos reclamos Divinos.
Mas o relato confirma que aquela ação descabida do Opositor, só foi intensificada após o nascimento de Jesus Cristo. Portanto, no início do Cristianismo, todavia, até o início do período Medieval, o Dragão e seus anjos tinham entrada franqueada no Paço Celestial, pois, ainda não tinha sido expulso do Céu!
No entanto, toda ação maléfica do Inimigo foi absorvida por uma grande parte dos habitantes da Terra, que socorreu os fiéis, se associando a Cristo, guardando os Mandamentos de Deus ao desempenhar a comissão proposta por Jesus de anunciar o Evangelho do Pai, refletindo o testemunho do Filho de Deus.
Esse entendimento do décimo segundo capítulo do livro da Revelação, precisa ser mais bem analisado, pois, se essa visão interpretativa for correta, colocam em maus lençóis, outras compreensões, por muito tempo, acariciadas, pelos cristãos!

EMBASANDO ESSA MANEIRA INTERPRETATIVA!



Amigo perscrutador da Palavra de Deus, a primeira figura apresentada pelo relato apocalíptico no décimo segundo capítulo, descreve uma mulher que, pode ser compreendida por dois ângulos interpretativos distintos, todavia, não discordantes! 

Na primeira instância, essa mulher, representa Maria, esposa de José, mãe de Jesus. Perceba como o Evangelho a descreve e, como se encaixa perfeitamente com o Relato Bíblico. "Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo." II Coríntios 11: 2 (grifo nosso).
Não resta a menor dúvida que neste ponto da visão, a mulher virgem  que estava em estado de parturição, é mesmo uma alusão a Maria, mãe de Jesus. Todos conhecem, detalhadamente, essa história!
Pois bem, o relato bíblico enfatiza que Maria, mãe de Jesus, estava vestida do Sol da Justiça, que é uma nítida alusão à pessoa de Jesus Cristo. "Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria." Malaquias 4: 2.
No entanto, como bem sabemos, Maria não estava vestida de Jesus, pelo contrário, ela abrigava e aquecia em suas entranhas, o Filho de Deus.
Contudo, o escritor bíblico se utiliza de uma figura de pensamento, unindo uma obscuridade com uma ironia, formando uma antítese, para demonstrar que o ser que estava abrigado em seu útero, resplandecia em sua vida!
Por conseguinte, apesar de que, Maria resplandecesse a Jesus Cristo, no entanto, em seu jornadear diário, ou seja, no transcurso da história eclesiástica, a mulher passa a ser uma figuração do povo que procurava refletir o caráter e vontade de Cristo, este é o segundo ângulo interpretativo da simbólica mulher, daí, naquela visão, ela é retratada com os pés sobre a lua.
Nesse entendimento, a figura da lua, conduz à seguinte percepção; esse belíssimo  satélite natural da terra que,  não tem luz própria, reflete a luz do astro rei, que remete ao Sol da Justiça, Cristo Jesus!
No meu singelo entendimento, concluo que a coroa de doze estrelas que estava colocada sobre a cabeça da mulher, representa o ornato circular que não tem início nem fim, que demonstra a dignidade real, onde, nesse caso especifico, as doze estrelas representam os doze apóstolos de Cristo, demonstrando que essa mulher, além de, inicialmente, representar Maria mãe de Jesus, é figura, também, da igreja cristã, no decorrer das eras futuras, esse emblema permanecerá até o retorno de Cristo!
O que acontece no decorrer da revelação bíblica, nem carece de profundidade de conhecimento profético, de tão nítida que é a Revelação no que concerne à Maria.
Nesse ponto da profecia, Maria e o infante Jesus, em aflição, é perseguida. O cumprimento dessa declaração se bifurca, inicialmente, como bem sabemos, através de Maria e da Criança, e no decorrer da história do cristianismo, se cumpre na perseguição direta aos cristãos. Não mais a Maria nem ao infante Jesus, contudo, a todo fiel cristão! "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos."  II Timóteo 3: 12. 

O OUTRO SINAL, O GRANDE DRAGÃO VERMELHO

Enquanto o vidente estava intrinsecamente analisando aqueles fatos, eis que ele é surpreendido pela continuação da visão. João fica extasiado ao perceber outro sinal no céu, um grande dragão, de cor rubra afogueada.
O que mais chamou a atenção do profeta era a quantidade de cabeças, para ser mais exato, totalizavam em sete, cada uma delas adornadas com um diadema, contudo, as cabeças tinham dez cornos.
Ainda um tanto pasmado ante aquela cena dantesca, João fica mais atônito, pois, percebe que a cauda daquele Dragão, num movimento brusco, arrasta a terça parte das estrelas celestiais, precipitando-as junto a si, para a terra, se detendo furiosamente em frente da mulher que, estava prestes a parir. O Dragão ficou a espreita ansiando devorar o infante, quando nascesse. 
Nesse estágio da narrativa, fica bastante delineado que, naquele momento, o Dragão não fora, ainda, afugentado, ou mesmo empurrado, nem sequer expulso, mas, de vontade própria ele se lança à terra, conduzindo seu exército de estrelas que, obviamente, se aliaram a ele.
Contudo, o Dragão e seus anjos podiam transitar, livremente, do Céu à Terra e desta ao Céu!

RACIONALIZANDO COM VERSOS BÍBLICOS





Alguns comentaristas eclesiásticos querem repassar, porque assim creem, que esse Dragão é uma incontestável alusão à Igreja Dominante.
Não obstante, o relato bíblico discorda totalmente de tal entendimento, pois, o verso nove, desmente, redondamente, tal opinião. Por isso mesmo, procuro ficar com o entendimento das Escrituras. "O grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás." Apocalipse 12: 9.
Todavia, tal ser espiritual, sempre age assessorado por criaturas e instituições humanas.
Quando Satanás, por vontade própria, arrastou a terça parte dos seres celestiais, com o intuito de destruir o Filho de Deus que iria nascer, ele, então, se associa ao Grande rei da Judeia, que fora grandemente prestigiado pelo Império Romano.
É interessante perceber que o Dragão foi descrito pelo escritor como sendo vermelho, simbolizando sua capacidade de perseguir e destruir. Naquele instante, era seu propósito destruir o Filho do Altíssimo!  
Herodes, em sua incredulidade imaginava que o Divino menino ocuparia o seu trono. "Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos." Mateus 2: 16.
Tal fato, não transformou Herodes nem o Império Romano no Dragão, mas, simplesmente, o Inimigo, o antigo anjo de luz, os utilizou como instrumentalidades em suas mãos!
Imagino que transitou na mente do profeta um misto de curiosidade e interesse em querer decifrar, da maneira mais racional, aquelas sete cabeças do Dragão, o que, de fato, elas representavam?
As sete cabeças é uma referência da instituição que, naquela oportunidade, prestou serviço, diretamente ao Inimigo!
Conforme alguns historiadores essas sete cabeças representam os sete montes sobre que se acha edificada a cidade de Roma.
Contudo, outros analistas proféticos, identificam tais cabeças como sendo as sete formas de governo por que Roma passou.
Todavia, há quem admite que as cabeças identificam as sete grandes monarquias que oprimiram, no passado, o povo de Deus, quais sejam: Egito, Assíria, Caldeia, Pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma papal.
As sete cabeças do Dragão estavam coroadas, demonstrando que, indubitavelmente, o Inimigo fez parceria com o poder soberano do Império Romano, percebe-se que além da coroa havia em cada cabeça um diadema, com o intuito de simbolizar a coroa de louro ou da vitória que o Falsário estava disposto a conquistar.
Que detalhe importante são os dez cornos. Parece haver uma unidade de pensamento onde se conclui que, tais chifres, são os mesmos descritos por Daniel, numa alusão ao quarto animal, portanto, historicamente, seria a divisão do Império Romano em dez reinos, que formaram a atual Europa.
Neste caso, mais uma vez, os dez chifres, que são divisões do Império Romano em sua segunda fase, apenas, determina que este Império, foi mesmo, utilizado pelo Falsário, com o intuito de alcançar os seus objetivos maléficos.
Portanto, em todas as conclusões se percebe a presença do Império Romano, por isso, imagino ser concludente a informação de que, o Império Romano, naquela oportunidade, foi manuseado pelo Inimigo para atingir os objetivos perniciosos do Dragão.

A CAUDA DO DRAGÃO ARREGIMENTOU A TERÇA PARTE DAS ESTRELAS - O FILHO VARÃO FOI ARREBATADO

O que mais me chamou a atenção, foi o fato de que a terça parte arregimentada pelo Dragão, não foi movida pela racionalidade, pois, se assim fosse, o símbolo seria a cabeça.
No entanto, aquela terça parte das estrelas ou anjos, foram convencidas, por assim dizer, pela irracionalidade, simbolizando a cauda, onde, se percebe que cada um dos anjos caídos nutria um sentimento de desejo impuro, com o intuito de ocupar o Trono de Deus.
Por isso, tais anjos foram arrastados pelo desejo de afrontar o Soberano Criador.
Uma vez arregimentados, eles estavam dispostos a devorar o Príncipe dos Príncipes, imaginando que, como infante, o Filho de Deus estaria vulnerável  a ponto de ser destruído pelas hostes Satânicas.
Todavia, o Filho do Homem, revestido de toda plenitude da Divindade, estava pronto para reger todas as nações, direcionando-as, se elas aceitassem, trilhar o caminho da eternidade!
A perfeição de Seu desempenho no propósito a que foi imbuído, foi tamanha, que o Pai O arrebatou para Si. "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do Seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-Se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles." Hebreus 1: 3 e 4.

A FUGA DA MULHER PARA O DESERTO

Com o arrebatamento de Cristo, posteriormente, ou seja, no intervalo de 538  até 1798 de nossa era, que corresponde ao Período Medieval, a mulher, que nesse caso já não é mais símbolo de Maria, mãe de Jesus, é sim, dos seguidores de Cristo, esta mulher, nesse atual simbolismo, fugiu para o deserto, local onde ela foi amparada, naquele período de 1260 anos a mão poderosa de Deus esteve auxiliando a mulher em suas necessidades, principalmente, espirituais. 
Foi exato naquele período que a igreja dominante, no caso a Romana, praticou as maiores atrocidades, dentre elas, a proibição da leitura da Palavra de Deus.
No entanto, naquele período de perseguição acirrada contra toda pessoa que quisesse manter um relacionamento salvífico e vivificante com Cristo, se opondo à Igreja Dominante, era condenada a todo tipo de maldade ou, à morte, se não renunciasse sua fé! 
Mas, mesmo em meio a tamanha perseguição, tais pessoas permaneciam irredutíveis em suas decisões de continuar adorando somente Deus.
Por isso, foram protegidas pela mão amorosa do Pai, que ajudou a cada pessoa sincera a perseverar na fidelidade ao Criador! "Não temas as cousas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serem postos à prova... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida."  Apocalipse 2: 10.
Amigo leitor, você está disposto a receber a coroa da vida, sabendo que terá que enfrentar este tipo de perseguição?
          Que a mão misericordiosa da Divindade continue fortificando a todos!          

terça-feira, 10 de abril de 2018

IDE - O Toque da Trombeta Que Anuncia a Consolidação da Vitória

O TOQUE DA TROMBETA QUE ANUNCIA A CONSOLIDAÇÃO DA VITÓRIA!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
             Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




  Após o toque da trombeta do sétimo anjo, ouviram-se vozes no céu, contudo, o relato não identifica, mas, admite-se que essas vozes eram de todos os habitantes celestiais!
No entanto, elas enfatizavam e anunciavam o cumprimento do Segredo de Deus que, indubitavelmente, revela a proximidade do dia e hora da Volta de Cristo e Vinda do Pai, quando, numa procissão, acompanhada pelos Seus anjos, arcanjos, querubins, serafins, guardiões e, todas as demais criaturas que habitam no Paço Celestial, deixará o Céu silente, por cerca de meia hora profética, uma vez que não ficará nenhum ser, durante esse tempo, naquele ambiente!
O dia e hora desse acontecimento, que não é outro, senão o dia da volta de Cristo e vinda de Deus, até então, era sigiloso para a humanidade! "Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, Seus servos." Apocalipse 10: 7.
Muitos intérpretes das profecias apocalípticas acreditam que o Segredo de Deus é o Seu Evangelho. Todavia, essa compreensão é inconcebível, pois, segredo é algo que não pode ser revelado e, como bem sabemos, a comissão proposta por Cristo é que se divulguem as Boas Novas para toda criatura, portanto, no Evangelho, não existe nada de sigiloso. "E disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo e pregue o Evangelho a toda criatura." Marcos 16: 15.
Como o Evangelho nunca foi segredo para ser guardado, o Mistério de Deus, neste caso, é mesmo, portanto, o dia da volta de Cristo e Vinda de Deus! "Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe." Mateus 24: 36 pp.
Com o toque da sétima trombeta, o Paço Celestial, se encheu de júbilo, anunciando que o Mundo, juntamente com todos os seus dominadores, passou, a partir daquele instante, a pertencer, de fato, a Cristo, que reinará pelos séculos intérminos!
Isto quer dizer que com o toque daquela trombeta, o Céu se esvaziará, a procissão Celestial virá para a Terra, onde Cristo resgatará os benditos do Seu Pai e, a partir de então, os resgatados possuirão o reino que está reservado, desde a fundação da Terra, para todo aquele que aceitou a proposta Divina, tomando posse da Vida Eterna! “Então, dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25: 34.
Como resultado, aquela classe especial de humanos que, na morte de Cristo, houvera sido vomitada do sepulcro, e, na ressurreição de Jesus, foi orvalhada pela glória do Filho de Deus, ressurgindo da morte para a vida e, juntamente com o Ressurreto, subiu como renovo, comprada do cativeiro, sendo reconhecida no Céu, para fazer parte dos vinte e quatro anciãos.
Essa mesma classe de pessoas, que estava assentada no seu trono, diante do Onipotente, ao perceber a solenidade daquele evento, em magnificência e pompa, acompanhada de formalidade e costume, imprimiu um caráter de importância, fazendo um juramento que infunde respeito, de forma imponente e majestosa, prostrando-se, com o rosto em terra, adorando ao Deus Criador!
De posse deste breve conhecimento, estamos aptos para conhecer os versos que serão analisados de forma minuciosa. "O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos.
E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo: Graças te demos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que És e que Eras, porque assumiste o Teu grande poder e passaste a reinar.
Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome assim aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.
Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no Seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada." Apocalipse 11: 15 - 19.

QUANDO CRISTO, DE FATO, IRÁ RECEBER DO PAI, O DOMÍNIO, A HONRA E O REINO?


Se o pesquisador observar atentamente a descrição profética, perceberá que as vozes que ecoavam no céu, eram de júbilo e ovacionavam o fato de Cristo Jesus ter recebido e tomado posse do reino do mundo e, consequentemente, Seu reinado será perene!
Para um bom entendedor, essa descrição está anunciando um tempo que ainda está no futuro e não no passado, no entanto, está prestes a acontecer!
Por isso mesmo, faz ruir o acariciado entendimento de que esse verso seja uma referência ao início do juízo investigativo, como se essa ponderação que cada humano faz de si mesmo, tivesse iniciado, somente, há cerca de duzentos e poucos anos!
Não, amigo pesquisador! O juízo investigativo que, em essência é aquela ponderação que cada criatura faz de si mesma, tendo por parâmetro a santa Lei de Deus, e por referência Jesus Cristo, começou, desde a entrada do pecado no planeta Terra!
Portanto, não é algo novo, faz parte do plano original de Deus, para restauração do humano e eliminação do pecado, por isso, entrou em evidência desde a efetivação do pecado em nosso Sistema!
O Profeta Daniel, declara que na grande procissão celestial, ou seja, no trajeto do Céu à Terra, Cristo receberá da mão do Pai, o domínio e a honra e o reino.
Em suas ponderações, o Profeta faz ver que a doação que Jesus recebeu do Onipotente Ancião de dias, tinha por objetivo fazer com que todo pecador justificado, de toda nação, tribo e língua, pudesse, finalmente, servi-Lo livremente. "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de dias, e O fizeram chegar até Ele.
Foi-Lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas O servissem: o Seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o Seu reino jamais será destruído." Daniel 7: 13 e 14.
Caro amigo leitor, esse fato acontecerá quando do retorno de Cristo e vinda de Deus, a partir de então, será efetivado para todo humano, o Reino da Glória, onde o passo inicial será a ida para o Céu, esse trajeto será feito no espaço de sete dias literais, que corresponde a quase trinta minutos proféticos.
Você, meu amigo leitor, pode estar até se perguntando, por qual motivo Deus faria a transmissão do Domínio e do Poder em meio ao trajeto do Céu à Terra? 
A resposta a esta inquietação é simples e racional!
Quando Cristo estava sendo difamado no Sinédrio, o sumo sacerdote Caifás, ainda em dúvida sobre quem era Jesus, fez uma importante e decisiva pergunta para o Filho de Deus, dizendo: "Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se Tu és o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, Eu vos declaro desde agora que, vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-Poderoso, vindo sobre as nuvens do céu." Mateus 26: 63 e 64.
Foi, justamente, para que os algozes de Cristo comprovassem as palavras do Sofredor Filho de Deus, de conformidade ao esclarecimento apocalíptico. "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos O traspassaram." Apocalipse 1: 7 pp.
Portanto, os verdugos de Jesus, haverão de ressurgir pelo processo da ressurreição especial e, certamente, hão de presenciar Cristo assentado à direita de Deus descendo nas nuvens!
Para confirmar a importância do Filho de Deus, diante da presença dos seus algozes, Jesus receberá das mãos do Pai o Domínio e o Poder, sendo, dessa forma, honrado perante a humanidade!
Pois bem, após essa transmissão, os demais mortos justificados, ressuscitarão e serão acompanhados por Jesus, ao encontro com o Pai, nos ares, donde, serão conduzidos até as mansões celestiais! 
No Céu, a humanidade estará participando do Juízo Comprobatório ou Milenar que, obviamente, ocorrerá no espaço de mil anos, ao término desse tempo, os redimidos, retornarão à Terra, na Nova Jerusalém, juntamente com a Divindade, onde, neste Planeta, anteriormente malsinado pelo pecado, naquela oportunidade, totalmente restaurado, passarão toda a eternidade na companhia benfazeja do Espírito Santo, do nosso Redentor e Rei, Jesus Cristo e, do amorável Deus Pai.
O próprio Jesus numa de Suas parábolas informa que o Esposo viria para as bodas, que era a festa que comemorava a recepção de Seu reino.
É interessante notar, que as virgens que estavam preparadas entraram, juntamente com o Noivo para as bodas e, as portas foram fechadas.
Alguns analistas acreditam que estas bodas estão ocorrendo, atualmente, nos céus. Só que esse entendimento já nasce fragilizado, pois, as virgens, que é uma alusão aos pecadores arrependidos e perdoados, não entraram com Jesus no salão de festas, num passado, não muito distante!
Pois, todos que morreram, permanecem nos sepulcros e, os vivos, continuam militando suas vidas, espiritualmente, aqui na Terra.
Contudo, na figuração da parábola, as virgens prudentes adentraram no reino dos céus, para festejar as bodas, as outras virgens, as insensatas, ficaram e, não puderam participar da festividade. 
Esta é, portanto, uma figuração da viagem de retorno ao Céu, onde todos os remidos, que na figuração da parábola são as virgens prudentes, entrarão nas bodas, juntamente com Jesus Cristo, que é o Noivo.
No entanto, para os demais humanos, que naquela figuração são as virgens insensatas, a porta estará, irremediavelmente, fechada!
Contudo, cabe a cada pessoa, enquanto se aguarda esse faustoso evento, estar preparada e vigilante, pois, não se sabe, o dia nem a hora deste grande segredo de Deus! "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora." Mateus 25: 13.
              
CRISTO ASSUME O PODER E REINA


Durante o milênio, que acontecerá no Céu, Cristo, agora, com a regência do reino, começa Sua mais importante obra, a vindicativa.
Para a maioria das pessoas, o termo vindicar, significa, apenas, vingar.
No entanto, essa palavra em sua essência, é muito mais profunda, principalmente, quando faz alusão à Divindade.
Ela, essencialmente, absorve a propriedade de defender, não no sentido de se exigir, em nome da lei a legalização em absorver o humano que escolheu continuar na pratica do pecado.
Por isso mesmo, durante o milênio, tal indivíduo permanecerá inerte na sepultura, como que aguardando a paga de sua escolha, que será a morte eterna!
Todavia, durante o milênio, o segredo de todas as pessoas, será revelado, comprovando a legalidade de Deus, ao confirmar que houve justiça, da parte do Onipotente, quando reconhece a escolha pessoal, que colocou os humanos em dois grupos,   os dos salvos ou, dos perdidos.
Essa revelação, para cada humano que esteja participando do juízo comprobatório, eliminará qualquer dúvida que a humanidade tenha sobre o caráter de Deus, portanto, vindicará a atitude Divina! "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão encobertas, quer sejam boas, quer sejam más." Eclesiastes 12: 14.
Assim, cada escolha que a humanidade fez, será escancarada perante todo o Universo, fato que devolverá às criaturas inteligentes, a confiança total, plena e irrestrita em Deus.
É dessa maneira que Cristo, como Juiz, vindicará o caráter de Deus, perante todo o Universo.
Esse fato, garantirá, durante toda a eternidade, que o pecado não se levantará outra vez nesse universo de meu Deus! "No dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o Meu evangelho." Romanos 2: 16.
No décimo sétimo e no décimo oitavo verso de Apocalipse onze, os vinte e quatro anciões, em louvor, identificam a Cristo como o Deus que era e que é, tendo adquirido a plenitude de poder e, efetivamente, no milênio, começou a reinar, com o objetivo de justificar, defender e restaurar, a imagem perdida de Deus em toda humanidade ressurreta!
Amigo leitor, somente as pessoas que tiverem parte na primeira ressurreição, juntamente com os vivos que forem transformados, não conhecerão a morte, terão o privilégio de viver eternamente com a Divindade, portanto, a morte não terá poder sobre elas!
Quão bom será fazer parte deste grupo! O convite de Cristo está disponível para você e para mim! Que tal, aproveitar essa derradeira oportunidade! Deus está nos aguardando!
Esteja atento, pois, muito em breve, se ouvirá o derradeiro apelo proveniente do céu, oferecendo a Vida Eterna. Lembre-se, não haverá outra chance!
Todavia, se o apelo Divino não for aceito, haverá grande lamentação do pecador que afirmará: "Passou a sega, findou o verão,  nós não estamos salvos". Jeremias 8: 20.

A VINDICAÇÃO DE DEUS REVELA COMO ELE É




É importante estar atento, pois, a descrição da Sétima Trombeta, está relatada no capítulo onze, nos versos quinze ao dezenove, segue uma sequência cronológica. Foi assim redigida para facilitar a compreensão do sincero pesquisador que seja cuidadoso em suas colocações!
Perceba que o verso dezenove, informa que o Santuário de Deus, no céu, foi aberto e, nele foi visto a arca da Aliança.
Ora, momento antes desse acontecimento, todos os resgatados estavam participando, no céu, das bodas, notadamente, durante o milênio, a festa se ampliava à medida que o caráter de Deus ia sedo, paulatinamente, revelado, comprovado e vindicado.
O Santuário de Deus, nesse verso, é a própria essência da Divindade que foi escancarada para que o ser humano, e as demais criaturas inteligentes do Universo pudessem, de forma racional, compreender a essência amorosa do Onipotente.
A arca da Aliança, mencionada no texto, é uma vívida figuração do caráter da Divindade, que sempre esteve revelado na Lei Moral de Deus, como o verdadeiro transcrito do Seu domínio espiritual!
Naquele momento ficará claramente patenteado que a Lei de Deus continuará em vigor durante a Eternidade, pois, é parte integrante e, portanto, insubstituível do Todo Poderoso!
Ali mesmo, no Paço Celestial, sobreveio relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada. O que estas figuras estão querendo informar ao ser humano?
Cada criatura humana, ali presente, pode divisar, com seus próprios olhos, a ação do relâmpago, ou seja, a Divindade se faz entender de forma, extremamente, visível.
E não somente isso, cada uma delas, além de ver, ouviram vozes, que é uma figuração da maneira como Deus fala ao humano, de forma perceptível à consciência, sem deixar dúvida alguma sobre Seus próprios desígnios!
Essa forma inteligível da comunicação do Divino para com o resgatado, provocou um verdadeiro ribombar dos trovões, que foi a reação de todos os humanos ante a irreparável e intocável justiça Divina, fazendo-os vibrar de contentamento!
A felicidade foi tamanha que abalou os antigos alicerces da maldade que estivera entranhado no coração empedernido  do antigo pecador, arrancando as pedras do pecado, fazendo-as dissipar, provocando uma grande saraivada, onde as mazelas do pecado foram arremessadas e lançadas para fora da vida do ser humano!
Que linda figuração da completa regeneração da humanidade!
Que você, amado leitor, esteja disposto a participar dessa festa maravilhosa no céu, festa que antecede ao retorno dos redimidos para a Terra, onde aqui, viverá eternamente com Cristo, para fazer parte da  família celestial!

Cristo, ainda hoje continua oferecendo a Vida Eterna, pois, a porta da oportunidade permanece aberta, mas, logo, logo fechará. 
Por isso,  aceite o apelo de Jesus!
Este momento é, extremamente, solene. Faça a escolha correta e siga, confiantemente, exclamando: "Ora, vem Senhor Jesus". Apocalipse 22: 20.    
            
             

quinta-feira, 29 de março de 2018

Janela das Reflexões - O GRANDE FESTIM

O GRANDE FESTIM
Educador Glauco César




Conforme o entendimento dos religiosos cristãos, o antropofaguíssimo, era um ritual necessário, para se entender, em toda sua plenitude, a essência do caráter de Deus.

Era assim, que os Jesuítas (Companhia de Jesus), liderados pelo Padre Antônio Vieira, defendiam os aborígenes, com suas culturas rudimentares, ao invés de enfrentá-los com uma visão preconceituosa e bestificada, como faziam os invasores e colonizadores, que definiam o canibalismo como um 'costume bárbaro'.
Normalmente, a vítima ou presa do canibalismo, não nutria medo ou pavor, ao invés disso sentia-se lisonjeada por achar que o estômago dos seus opressores era a sepultura ideal para um guerreiro destemido, era, na verdade, uma altiva vítima.
Sabiamente, o Padre Antônio Vieira construiu um sincretismo cultural, fundindo o rudimentar sistema andrófago com o sacramento da Eucaristia, onde os fiéis praticam, sem constrangimento, o 'canibalismo cristão', deglutindo, impiedosamente, o corpo de Cristo e, dessedentando sua sede espiritual com o sangue e alma da Divindade, num dos rituais mais macabros do cristianismo.
E a vítima sacrifical, em troca da catacumba humana, lhes confirma a salvação, oferecendo a Vida Eterna!
Só assim, os portugueses, que eram praticantes do catolicismo, deixaram em paz os silvícolas com suas culturas sacramentais.
Dessa maneira, os invasores europeus, perceberam que, também, de certa forma, eram praticantes do banquete antropofágico. 

terça-feira, 13 de março de 2018

IDE - As Testemunhas Revivem! - O Fim do Segundo Ai!

AS TESTEMUNHAS REVIVEM! - O FIM DO SEGUNDO AI!
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
             Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




          
A partir do verso nove do capítulo onze, o Apocalipse tem a eficácia de  arremeter a memória do leitor compromissado com a compreensão dos fatos, a se bifurcar na história, fazendo uma escala, no acontecimento ocorrido em 1798 quando a França, por intermédio do General Berthier, a mando de Napoleão Bonaparte, exila o Papa Pio VI, momento em que a nação francesa se elege, perante a comunidade cristã, como braço direito da Divindade, ao estagnar o derramamento de sangue de inocentes criaturas, durante a Idade Média!
Não obstante, noutro momento, ou seja, exatamente, no dia 10 de novembro de 1793, cinco anos antes da prisão do Pontífice Romano, a mesma França Revolucionária, através dos jacobinos, houvera decretado e executado, sumariamente, as Duas Testemunhas, que nesta figuração, representa a Palavra de Deus!
Talvez, para alguns analistas, nestes dois momentos históricos, haja um hiato interpretativo, ao não compreender, em tão curto espaço de tempo, se a nação francesa, deveria ser admitida como parceira, ou inimiga de Deus e do Seu povo?
Já que nesse segundo espaço de tempo, a França esteja mais identificada como uma Entidade perniciosa ou, contraditória, se levado em consideração que Deus, sempre espera o melhor das Instituições, no sentido da disseminação das Boas Novas, por Ele apregoado!
Tudo faz crer que Deus não se agrada quando a humanidade analisa determinado fato de forma estereotipada, pois,  as pessoas e entidades podem num determinado momento corresponder, ou não, aos anseios da Divindade.
Esse equívoco interpretativo tem ocorrido, até de forma corriqueira, quando se torna fixa ou inalterada a interpretação sobre determinada, nação, povo ou Instituição Eclesiástica, em relação ao entendimento de num determinado período, seja figuração da besta do apocalipse, fato que, necessariamente, também, teria que acompanhar o mesmo entendimento, em períodos subsequentes!
Isto, pelo fato, de que existe a possibilidade de, num instante, corresponder aos anseios Divinos e, num segundo momento, agir de forma contraditória ao que ela própria defendia!
Portanto, o mais sábio e, no mínimo, ao invés de perenizar uma desenvoltura de uma determinada figura, seria mais sensato, torna-la como emblema de um estabelecido valor negativo ou positivo, e não, necessariamente, que aquele referencial fosse condenado, pelo restante da história, a permanecer com aquela boa ou má índole!
Como exemplo pode-se citar o Egito, Sodoma, e Babilônia, que são símbolos históricos do ateísmo, da degradação moral e oposição direta a Deus, respectivamente!
No entanto, apesar do simbolismo, hoje, tais localidades vivem de forma totalmente diferente dessa representatividade!
Fato semelhante aconteceu com Pedro, discípulo de Cristo, quando afirmou que Jesus era o 'Cristo, o Filho do Deus Vivo.' Mateus 16: 16.
Contudo, no momento seguinte, Pedro começou a reprovar o próprio Jesus! Então, Cristo repreende a Simão Pedro dizendo: "Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das cousas de Deus e sim das dos homens."  Mateus 16: 23.
Todavia, aquele deslize de Pedro, tornando-se, naquele instante, figuração de Satanás, noutra oportunidade, Cristo o comparou à Sua própria pessoa, sendo Cristo, a Pedra Angular e, Pedro sendo a pedra que ajuda na edificação do Templo de Deus!
Na verdade, assim como se sucede com as pessoas, também ocorre com as Instituições Eclesiásticas ou nações, pode haver variação em seu entendimento ou, num determinado momento esteja auxiliando e, noutro instante, estorvando o prosseguimento da obra de Deus!
Para melhor entender esse assunto, tomemos conhecimento dos versos que serão cuidadosamente analisados. "Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados.
Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a terra.
Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram.
E naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, neste terremoto, nomes de sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.
Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai.” Apocalipse 11: 9 - 14.


CORPOS NÃO SEPULTADOS




A crueldade praticada em nome do Onipotente, no Período Escuro, pela Igreja Dominante, foi tamanha que, grande parte da humanidade responsabilizou a própria Palavra de Deus, descrita na profecia como as Duas Testemunhas, pois, acreditavam que a Bíblia foi a influenciadora da perseguição que resultou na grande mortandade de fiéis, na Idade Média.
Por conta deste entendimento, muitos dos humanos, naquela época, nutriram uma aversão ao Livro Sagrado, a ponto de não querer esquecer as atrocidades provocadas, conforme aquele entendimento, pela Palavra, por isso mesmo, queriam que a derrota bíblica ficasse patenteada de forma visível, daí, não permitir o sepultamento das Duas Testemunhas! 
Por outro lado, a outra parte da população, os que ainda acreditavam na Palavra de Deus, continuaram refletindo a vontade do Onipotente, tornando-se fiéis baluartes e defensoras do Livro Sagrado, demonstrando ao mundo carente que era necessário que a Bíblia fosse reavivada para que o mundo reencontrasse o caminho do bem, da paz mundial e da Vida Eterna!
A junção dessas duas posturas não permitiu que os corpos mortos das Duas Testemunhas, fossem sepultados!
Contudo, por um período de três dias proféticos e meio, que equivale a três anos literais e meio, conforme entendimento de dia profético igual a ano literal (Números 14: 34 e Ezequiel 4: 7), nesse período, que corresponde ao ano de 1793 até o ano de 1797, através duma ação oficial do governo francês, com o intuito de eliminar a religião cristã, aquele Conselho Nacional da França, descartou a Lei de Deus, ao tempo em que, figurativamente, calou a voz da Palavra de Deus!
Por isso, houve entre os habitantes da terra, naquele intervalo de tempo, um misto de alívio e regozijo, a ponto deles confundirem a calmaria  da falta de tensão, como se fosse o derramamento da atmosfera celestial, daí, se confraternizavam por não se sentir pressionados pelos opressores humanos, nem pela racionalidade da Palavra de Deus!
O certo é que passado aquele momento de euforia, os problemas humanos foram aparecendo, crescendo, se avolumando, até atingir o estágio de insuportabilidade!
Foi, justamente, nessa situação que o povo insatisfeito com aquele estado calamitoso, onde sobressaía a degradação moral, falta de espiritualidade e, sobretudo, o aumento assoberbado dos crimes, reclamava por providências!
Tudo isto, como decorrência direta da falta de leis reguladoras e, obviamente, pela rejeição do Oráculo Revelado de Deus, a Santa Bíblia! Aquela postura dos revolucionários levou o povo a clamar  e reconhecer a importância da fé em Deus, e em Sua Palavra, como fundamental para o retorno da virtude e da moralidade!
Após aquela exigência, o mesmo corpo legislativo que abolira a religião cristã, em 1797, exatamente, após três anos e meio, adotou uma resolução que cancelava todos os decretos, concedendo, assim, tolerância às Escrituras, fazendo cumprir o enunciado apocalíptico, que descrevia que as Duas Testemunhas se poriam de pé, fato que veio a se confirmar, criando entre os opositores da Bíblia, um indescritível temor!
Todavia, a humanidade ficou bestificada com o exato cumprimento da profecia, a cada instante, nas conversas humanas, se ventilavam sobre a credibilidade das Escrituras Sagradas, provando-se que, verdadeiramente, elas eram oriundas do Paço Celestial e, certamente, o Livro Sagrado, estava subindo aos Céus, levando consigo, o nome de tantos quantos a reconheciam como a Palavra da Salvação.
A partir de então a confiança na Palavra de Deus foi honrada como nunca dantes houvera sido. A popularidade da Bíblia foi aumentando, até que em 1804 foi organizada a Sociedade Bíblica Britânica. No decorrer dos anos subsequentes, foram instaladas filiais em toda Europa.
Mas, as Sagradas Escrituras não ficaram limitadas somente ao continente europeu, foi muito além, ultrapassou as fronteiras da Europa, atravessou o Atlântico e, se instalou também na América, tanto que em 1816 fundou-se a Sociedade Bíblica Americana.
Em pouco tempo, a circulação da Palavra de Deus, que houvera sido impressa em mais de cinquenta línguas, fui ampliando sua divulgação sendo traduzida em inúmeras línguas e dialetos, hoje, já tendo sido traduzida em mais de 2935 idiomas!
Certamente  as Duas Testemunhas subiram ao Céu levando o reconhecimento dos humanos onde, asseveram que a mensagem da Palavra de Deus é indestrutível! "Passará o céu e a terra, porém as Minhas palavras não passarão." Marcos 13: 31. "Assim será a palavra que sair da Minha boca: Não voltará para Mim vazia, mas fará o que Me apraz e prosperará naquilo para que Eu a designei." Isaías 55: 11.
  

O TERREMOTO EMBLEMÁTICO - O FIM DO SEGUNDO AI



As Duas Testemunhas subiram, figurativamente, aos céus. A ressurreição emblemática da Palavra de Deus gerou na terra, um cataclismo, não só espiritual, como também uma convulsão social, provocando um grande desastre para as intensões maléficas, que produziu transformação brusca e de grande amplitude na consciência da humanidade!
Essa mudança do pensamento humano, após a ressurreição dos tratados bíblicos, fez a consciência do povo de toda a França estremecer como se a mente estivesse a convulsionar-se, semelhante à cirandada de um forte terremoto.
Esse novo estágio da Revolução Francesa abalou os fundamentos do ateísmo, anarquismo e da ordem social, reatando a sagrada instituição do matrimônio, ao tempo em que provocou o divórcio da falsidade, implantando a união legítima com a verdade!
Assevera o relato profético que após esse terremoto, a décima parte da cidade ruiu. Qual o significado dessa assertiva?
Para ser bem sucinto, histórica e profeticamente, essa afirmativa engloba uma visão que tem haver com a estátua relatada no livro de Daniel no capítulo dois, na parte que faz alusão às duas pernas de ferro que representa o império romano, tanto na fase imperial quanto na cristã.
Todavia, naquele período, Roma fora fragmentada em dez porções, que naquela visão eram identificados como os dez dedos dos pés, que davam  total equilíbrio à Roma Papal.
Esse entendimento é robustecido com a visão dos quatro animais, notadamente, numa alusão ao quarto animal, que era "terrível, espantoso e sobremodo forte" (Daniel 7: 7), que tinha dez chifres. Esses chifres são os mesmos dez dedos da grande estátua de Nabucodonozor, onde a França é um dos dez reinos que davam sustentabilidade à Roma Papal.
Portanto, a queda da décima parte da cidade é uma alusão ao rompimento da França em relação à Roma Papal, sabendo-se que a França era o mais papista e eminente país do Aglomerado Papônico.
Sendo assim o Papismo perde o apoio do seu filho predileto, aquele que dava total sustentabilidade à Roma. Portanto, a França é a décima parte da cidade que ruiu!
Dando continuidade à nossa saga de interpretação, descodifiquemos a parte que relata sobre a morte dos nomes de sete mil pessoas, bem como, o temor seguido de júbilo ao Deus do céu, proferido pelos demais habitantes!
O que mais deixa o articulista boquiaberto são os pormenores realçados pela Palavra de Deus. Esses nomes de sete mil pessoas, na verdade, é uma alusão aos títulos que foram doados a homens, durante a revolução francesa, para conferir, durante os três anos e meio, o poder de subjugar as pessoas que discordassem da postura dos revolucionários.
Pois bem, após esses três anos e meio, agora sob a tutela da liberdade, da igualdade e, sobretudo da fraternidade, esses títulos honoríficos e de nobreza, foram suprimidos e, conforme historiadores batem exatos, pois, sete mil títulos foram exonerados naquela revolução!
Como resultado daquela convulsão mental, levou as demais pessoas que, até então era alvo predileto da realeza, da nobreza e do clero para serem mortas, tais pessoas, de início ficaram atemorizadas, esperando com ansiedade o passo seguinte dos revolucionários.
Mas, ao perceberem, através do desenrolar dos acontecimentos que eles estavam salvaguardados pelo poder conferido à Palavra, se renderam e reconheceram que Deus estava apoiando tais iniciativas.
Tal fato levou aquelas pessoas que até então eram oprimidas, daquele momento em diante, passaram a soltar suas vozes num glorioso enaltecer ao Onipotente!
Dessa forma, paulatinamente, o culto a Deus foi restaurado, garantindo, por lei, a completa liberdade religiosa, confirmada pela Palavra como autonomia de consciência ou livre arbítrio!
Querido amigo leitor, o passo seguinte na Revelação descreve que após esse estado de coisas, é passado o segundo ai, alertando que o terceiro e último ai, está às portas.
Sabe-se que o terceiro ai, será definitivo, pois, soará no período em que não haverá mais oportunidade para se confirmar a paz com o nosso Deus, uma vez que, todo caso estará decidido. Só havendo tempo, para se encontrar eternamente com o Pai, guiado pelo Filho ou, separação definitiva do nosso amorável Criador!
Qual postura você pretende tomar? Seja qual for a tua escolha, faze-a rapidamente, pois, o segundo ai, cedo passará e, não haverá mais oportunidade de arrependimento.
Escolhe, pois, você e sua família, o Caminho do bem que é Jesus Cristo, só Ele te conduzirá em segurança ao amorável aconchego do Pai!