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domingo, 1 de outubro de 2017

IDE - O Toque da Terceira e Quarta Trombeta

 O TOQUE DA TERCEIRA E QUARTA TROMBETA
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




Quando João ouviu o sonido melodioso da terceira trombeta, ele viu cair do céu uma grande estrela que, na visão do Profeta, mais se assemelhava a um aerólito que se tornou incandescente ao atravessar a atmosfera. Esse meteorito é, vulgarmente, identificado como estrela cadente.
O astrólito da visão precipitou-se sobre os rios e sobre as nascentes d'água. Ao atingi-la, o precioso líquido ficou amargo, mas, desprendeu um aroma semelhante ao cheiro da planta absinto.
Como resultado daquele impacto houve a mortandade de muitos homens.
Tem-se, dessa forma, uma belíssima narrativa emblemática, contendo um simbolismo riquíssimo que não pode ser desperdiçado, nem ser analisado por um único ângulo  visual e interpretativo.
Portanto, devem-se explorar, ao menos, dois pontos distintos que, necessariamente, não sejam discordantes.
Em particular as insígnias podem e devem ser decifradas em dois pontos complementares de uma mesma ocorrência.
Por isso, se faz necessário conferir o cumprimento histórico que se encaixe simétrica e perfeitamente à palavra profética, sendo indispensável tomar conhecimento do outro lado da moeda suscetível de interpretação que, cada distintivo simbólico sugere para uma melhor compreensão do sonido de cada trombeta.
Essa mesma postura será estabelecida ao se analisar o cumprimento desta, quanto da quarta trombeta.
Para tanto é essencial se conhecer os versos que serão decompostos em suas partes componentes, esquadriando-os com minúcia para extrair melhor compreensão. "O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha.
O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas.
O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também à noite.
Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai! Dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar.” Apocalipse 8: 10 - 13.

O TOQUE DA TERCEIRA TROMBETA




Como o foco desse comentário não é priorizar os fatos históricos, todavia, sabe-se que eles são indispensáveis para que o leitor compreenda os acontecimentos ocorridos e, entenda, sobretudo, a predisposição da Divindade em auxiliar o ser humano em suas limitações em relação ao enfrentamento da perniciosidade e peçonha do Príncipe do Mal, durante o período de evidência da terceira trombeta que feriu a terça parte dos rios e das fontes d'água.
Precisa-se descodificar o enunciado desta profecia, através de uma síntese.
Após minuciosa pesquisa, admite-se que o teor dessa profecia, bate em uníssono, em seu cumprimento, com a invasão dos hunos, ocorrida entre os anos 433 - 453 a.D.
A entrada dos hunos à força e de forma hostil aconteceu ao norte da Itália e, também na Gália e regiões ao longo do Reno, conquistando-as, atingindo certeiramente o Império, usurpando a competência dos romanos.
Assim, toda extensão da Europa, do Volga ao Danúbio foi invadida, ocupada e assolada pela turba de desordeiros ao comando de Átila, que saqueava e destruía por onde passava.
Acredita-se que Átila, o Rei dos Hunos, seja a estrela que ardia como tocha, quando analisado pela interpretação puramente histórica.
Como resultado dessa ação descabida, a estrutura romana cambaleou em seus próprios alicerces, entrando em colapso fatal.
Esse é o retrato revelado da amarga consequência da invasão huna, simbolizada pelo absinto.
Essa amargura absinta, fez desvanecer muitos homens que encontraram, naquela água, a morte!
É óbvio que esse entendimento não revela a ação de Deus, contudo, a Divindade tira o véu, descobrindo os acontecimentos que são resultantes das decisões humanas e não, necessariamente, do desejo de Deus.
Por conseguinte, cada moeda tem o anverso e o reverso, não é diferente na revelação profética, em relação à vontade de Deus, no desenrolar da história universal.
Precisa-se, portanto, descobrir o outro lado da moeda, ou seja, a atuação Divina em meio àquela fatalidade!
É preciso entender que o terceiro anjo é uma figuração  dos ministros e comunicadores humanos que tinham a missão de auxiliar, através de instruções, para capacitar os europeus que habitavam a área de conflito, que acontecia na região delimitada, do Volga ao Danúbio, a se preparar para poder resistir aos ardis do inimigo.
Sendo assim, a estrela que João viu cair do céu ardendo como tocha, era, na verdade, uma estrela cadente, ou seja, um meteorito, pois, não tinha luz própria, sendo, por isso mesmo, um astrólito que ao entrar em contacto com a atmosfera afogueia-se, ganhando luminosidade!
Nessa vívida figuração, os mensageiros humanos ao se revelar como instrutores de Deus, norteando a população a encontrar a postura correta que, por certo, os colocaria em estabilidade espiritual, provocou uma reação, tanto dos vandálicos hunos, como também dos  orgulhosos representantes da férrea Roma, a ponto de inflamar, os dois lados e, em meio a fogo cruzado, eles, os ministradores, não desvaneceram, mas, continuaram firmes no desempenho de seu papel, a ponto de perder a própria vida.
Esses fiéis mensageiros de Deus disseminaram a mensagem de salvação e vida eterna, conquistando seguidores para Cristo, por isso eles se afoguearam, produzindo a claridade celestial, que induzia a população a tomar uma postura eficaz que garantisse, ao final da jornada, a Vida Eterna!
Pode-se perceber, quando se analisa com a ótica Divina, que esses mensageiros humanos, retratados na profecia como estrela era, na verdade, uma estrela cadente, pois, não tinha luz própria. Contudo, refletia a claridade de Cristo, o Sol da Justiça que é a Estrela que rege, ilumina, aquece e purifica a Terra. "Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente." Salmos 84: 11.
Nesse lado da moeda, a estrela cadente tinha um nome, absinto. Como absinto, esses mensageiros de Deus, durante o período em foco, exalavam o perfume característico da misericórdia Divina que, por maceração amoleceu o coração de muitos humanos, pela ação curativa do absinto. 
Dessa forma foi extraído o sumo do bem que existe em cada ser humano, impregnando os princípios solúveis da bondade Divina.
Essa ação curativa resultou na mortificação do homem do pecado, que estava assenhorado em cada ser humano que defendia as ações do mal, fazendo ressurgir o homem do bem.
Assim, as águas represadas das cisternas rotas, ficaram amargas, por reter as impurezas das ações maléficas. "Porque o Meu povo cometeu dois males: A Mim Me deixou, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas." Jeremias 2: 13.
No entanto, grande parte da população foi lavada pela água pura e cristalina do rio da vida, ficando habilitado a alimentar-se da Árvore da Vida, Cristo Jesus! 

O TOQUE DA QUARTA TROMBETA



Ao se ouvir o sonido da quarta trombeta, simultaneamente, começa a desenrolar os acontecimentos políticos, bem como a intervenção Divina, preparando a sociedade para enfrentar as ocorrências com a devida estabilidade espiritual!
Os fatos ocorrentes davam continuidade ao processo da queda de Roma Ocidental que culminou no ano 476 a.D., como resultado da ação de Odoacro, chefe de uma tribo bárbara, que toma posse da cidade de Roma, reduzindo o grande Império Romano do Ocidente, que então governava o mundo, a um simples ducado.
Em consonância com a profecia, Odoacro, fere o sol. O cumprimento desta prerrogativa acontece quando o chefe dos bárbaros destrona Romulus Augustulus, o último governante romano, destituindo-o da função de imperador.
Dessa forma, o soberano, Romulus Augustulus, prefigurado como o sol do império romano, declinou ante o poder de Odoacro!
No entanto, a profecia afirma que também foi subjugada, tanto a lua quanto as estrelas. Esses dois astros celestes, na figuração profético-política seriam os cônsules e o Senado.
Não demorou muito, no transcurso da história do Império Romano, para que os cônsules e o Senado fossem destronados de seu sistema de regras respeitantes à direção dos negócios públicos.
Como resultado dessa manipulação política perpetrado pelos bárbaros hérulos, na direção de Odoacro, a Itália se tornou apenas província do Império do Oriente, entrando em colapso e, desmoronando o Império Romano Ocidental!
Espiritualizando e interpretando o toque da quarta trombeta, obviamente, através da ótica Divina, entende-se que os habitantes daquele período, subjugados ao poder imperial romano, tanto do ocidente quanto do oriente, se sentiram sufocados com intenso rigor, a ponto de encobrir e obstruir o perfeito entendimento sobre o caráter de Deus! "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça." Isaías 59: 2.
Assim, o constante apelo à vida material, obstruiu o relacionamento com o Criador.
Dessa forma, no entendimento da população romana, o Sol da Justiça, a mensagem cristológica, foi ferida de tal forma que deixou de emitir os mais pálidos raios, pois, os romanos e seus líderes religiosos estavam mais envolvidos no trato da sobrevivência, por isso mesmo, deixaram de lado o mais importante, seu relacionamento com o Cordeiro de Deus!
É sabido que a Divindade para se comunicar com o ser humano, faz uso de dois mecanismos facilitadores que são as instruções religiosas e, sobretudo, Seus mensageiros humanos, ministros e colaboradores!
Conforme a profecia, a lua e as estrelas, também foram feridas. Neste caso, a lua representa as instituições religiosas e, as estrelas são figurações dos lideres, sacerdotes e leigos, pessoas que deveriam ser mensageiras das informações celestiais.
Durante aquele período de instabilidade política, aqueles líderes e divulgadores da Palavra, ficaram mais atrelados ao Estado que mesmo ao Criador do Universo!
Por esse motivo é que a descrição profética identificou que a lua e as estrelas estavam escurecidas.
Esse escurecimento profético, informa que as Instituições com seus mensageiros humanos não refletiam a claridade total de Cristo.
No entanto, o pouco de luz que emanava dos anunciantes, reproduziu a imagem de Cristo, esta claridade foi o bastante para retratar o amor, cuidado e benevolência de Deus, a ponto de influenciar as pessoas que, consequentemente, se espelharam em Cristo e, encontraram o caminho da Paz Celestial.
Ao final do toque da quarta trombeta o profeta João divisou uma águia que voando no meio do céu, anunciava que as três trombetas restantes era presságio de que o cerco aos cristãos, cada vez mais, haveria de arrochar e, poucos estariam preparados para o encontro com o Senhor nos ares!
Certamente essa águia ou anjo, conforme algumas traduções, não é nenhum dos sete anjos que tocam as trombetas, mas, certamente, é figuração dos servos de Deus que, naquele período, semelhante à águia, tinha uma visão aguda e, anunciava aos moradores da Terra que os três toques seguintes das trombetas, haveriam de desfraldar muito pesar aos humanos, que por ventura estivessem vivos participando do relato histórico que precede à vinda de Deus e o retorno do Filho do homem, em glória e majestade!
Hoje, amigo leitor, estamos vivenciando o solene tempo que antecede à vinda da comitiva celestial. Para ser mais exato, em nossos dias, o mundo está a ouvir o toque da sétima trombeta.
            A grande interrogação que insiste permanecer em nossa mente é saber se estamos preparados para o encontro com o Senhor ou, se o último ai profético estará se cumprindo na nossa vida, nos privando de receber a Vida Eterna!   

                 
     

domingo, 10 de setembro de 2017

IDE - O Toque das Duas Primeiras Trombetas

 O TOQUE DAS DUAS PRIMEIRAS TROMBETAS
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 



O toque das sete trombetas tem por objetivo primordial fortalecer o ser humano, capacitando-o a confiar no cuidado do Onipotente, durante qualquer crise que o possa sobrepor.
Essa proteção divina vem em forma de aconselhamentos, quando, a Divindade em qualquer período do cristianismo, expõem de forma inteligível, através do relato apocalíptico, importantes eventos, delineando os passos a seguir, pois, todos os acontecimentos proféticos, foram se tornando históricos, à medida que se cumpriam, tempo em que a humanidade conseguiu viver, em sua época, o presente, habilitado em instruções passadas, para que assim, pudesse vivenciar o futuro eterno!
Portanto, é necessário aplicar a mente no diligente estudo das trombetas, pois, são mensagens que descrevem o caminho a ser trilhado por todos aqueles que almejam alcançar a eternidade!
Dessa forma, então, fica evidenciado que as comunicações das Trombetas não abrangem toda a história da Era Cristã, pois, se comparada e relacionada com as sete igrejas do Apocalipse, as quatro primeiras trombetas, cobrem, apenas parte do período da Igreja de Pérgamo, já as demais trombetas alcançam até o retorno de Cristo.
No entanto, a análise das Trombetas é feita numa perspectiva diferenciada, onde os acontecimentos históricos que tiveram influência direta nas decisões de cada habitante, em seu período de oportunidade, norteasse a vida de cada pecador, habilitando-o a trilhar o caminho do bem, conduzindo-o à vida eterna!
Contudo, o relato do toque das sete trombetas assinala, inicialmente, o colapso do Império Romano.
Para alguns comentadores, o conceito das sete trombetas se concentra na compreensão da história como palco da ira Divina, e não como a atuação misericordiosa da Divindade em relação ao povo penitente, em busca da oportunidade de sair ileso ante o período em que o Inimigo, impiedosamente, afronta cada filho de Deus, na tentativa de impedi-lo a alcançar a eternidade!
Em se aceitando essa compreensão, admite-se que Deus seja uma criatura iracunda, que através de Suas manifestações de ira, e não de amor, desfralda Sua capacidade salvífica!
Todavia, para chegar a ter uma visão com mais acerto sobre o caráter Divino, se faz necessário conhecer os versos que serão analisados. "O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde. O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações." Apocalipse 8: 7 - 9.
O toque das sete trombetas, como se pode observar, não corresponde, exatamente, às sete igrejas e sete selos. Portanto, na atualidade, se estuda pelo relato histórico, onde se percebe que, nas igrejas e nos selos, a linha demarcatória indica a soleira ou entrada da Era Cristã, perpassando pelo limitar ou linha de demarcação final dos sete espaços de tempo da história do cristianismo.
No entanto, apesar de que os sete períodos que cobrem as sete trombetas, sejam semelhantes às sete igrejas e selos, não correspondem, exatamente, aos mesmos períodos cronológicos.
Por conseguinte, o toque da primeira, segunda, terceira e quarta trombeta, corresponde à parte do período da Igreja de Pérgamo e, ao selo do cavalo preto, só que, vislumbrado através doutro ângulo de compreensão.
Confira visualmente, essa veracidade histórica, com o auxílio desse diagrama profético que cobre, deste o estabelecimento do cristianismo, no ano 31 de nossa Era, até a volta de Cristo e vinda de Deus, na última geração da história universal, em estado de pecado! 
Nos dois espaços de tempo, cobertos pela primeira e segunda trombeta, que era predição do futuro, à medida que os fatos iam ocorrendo, a profecia se tornava, sucessivamente, em história, abrindo e fechando a linha demarcatória de cada um desses períodos!
Portanto, é necessário se absorver as palavras proféticas, descodificando, através do relato histórico!

O TOQUE DA PRIMEIRA TROMBETA



Comecemos, então, pelo toque da primeira trombeta! Ao estudá-la, compreende-se que a tensão que até então se tem apoderado da família humana, não existe, sequer, razão plausível, a não ser pelo terror que o inimigo deseja imprimir, contudo, a presença da Divindade, acalma, acalanta, enquanto tranquiliza os pecadores embalados pelo cálido aconchego do sangue remidor de Cristo!
Necessariamente, não existe um condutor, nem Jesus, nem muito menos o Inimigo, que seja responsável direto pelos acontecimentos preditos pelas trombetas, pois, a humanidade através de suas escolhas é quem direciona e desenha o traçado histórico. 
A despeito de que o Inimigo, esteja, incansavelmente, tentando perverter os conceitos Divinos e, a Divindade, apenas esclarecendo que determinada postura tomada pela humanidade, não é o mais sábio caminho a seguir, contudo, cabe somente ao humano tracejar a caminhada final, morte, ou Vida Eterna!
Sendo esta uma interpretação que toma por base a história, precisa-se entender, profeticamente, o sonido da trombeta. Sabe-se que no passado histórico, descrito nas Escrituras, se fazia soar a trombeta, tanto para alertar a aproximação de perigo ou guerra, quanto para se convocar grandes reuniões! "Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, terá descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação." Levítico 23: 24 (grifo nosso).
Seria o sonido das sete trombetas, uma inequívoca demonstração de um Deus iracundo ou, uma sensível prova por meio do raciocínio concludente, de confirmar e evidenciar o cuidado, amparo e apreço do Todo Poderoso em relação ao pecador arrependido, numa época de constante instabilidade e comoção espiritual?
O articulista acredita piamente na segunda alternativa!
Desta forma, tanto a primeira, quanto a segunda trombeta e as demais restantes, estão, embutidas nelas, grandes advertências que possibilitam aos humanos, uma postura equilibrada, ante as ocorrências históricas, que ao final, galardoará a todo vencedor a posse do reino de eterna paz!
É inegável que as atrocidades históricas tenham ocorrido naquele período, como, incontestavelmente, a descrição profética enfatiza eventos políticos e militares de destaque durante aquela época, encaixando perfeitamente com o enunciado do texto apocalíptico.
Portanto, cada toque de trombeta emitido pelo fôlego de cada anjo, ou seja, de cada ser humano com mensagens provenientes do céu, para a época em foco, é garantia da resposta Divina às orações do pecador penitente, que mesmo em possível sofrimento, em meio à guerra física ou espiritual, pragas, fomes ou outros atropelos que poderiam levá-lo à morte, esse pecador conserve a certeza de que Cristo está supervisionando a todos e, certamente, cada pessoa, receberá a recompensa que fará justiça a seu desempenho espiritual!
Na descrição do profeta João, ele relata que ao ecoar a primeira trombeta houve saraiva e fogo misturado com sangue que foi arremessado, propositadamente, à terra. Como iremos ater nosso comentário, tão somente, ao cuidado e proteção do Divino em relação aos habitantes da terra, deixaremos de lado os acontecimentos históricos, em forma de flagelo, que descreve a invasão do Império Romano pelos Visigodos sob o comando de Alarico que, culminou com a derrocada e descrédito do Império Romano.
Portanto, para melhor entender a preocupação Divina para com o ser humano, é preciso descodificar a precipitação de pedras afogueadas com sangue que eclodiram sobre a terra!
Numa primeira visualização, de forma até descuidada, tal relato imprime medo e terror, no entanto, se observado pela ótica divina, perceber-se-á que esta descrição é de ternura incalculável!
Entendamos, então, essa visão!
Não é sem razão, que esses elementos cognoscíveis, são, realmente, para se conhecer seu significado.
Sabe-se que saraiva é, verdadeiramente, um tipo de precipitação atmosférica na qual as gotas de água se congelam ao atravessar uma camada de ar frio, caindo sob a forma de pedra de gelo, portanto, pode ser interpretado como chuva de pedra!
                 Não é de admirar que nesse relato profético exista a junção de três elementos; pedra, fogo e sangue que, propositadamente foi arremessado para a terra, a fim de ser decifrada a sua significação.
 Elementarmente se pode confirmar que a pedra é uma simbologia da pessoa de Jesus Cristo, o nazareno. Existem inúmeros versos no relato bíblico que confirmam essa propositura; "Este Jesus é pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual se tornou a pedra angular." Atos 4: 11.
                       Nesse outro verso, a figuração de saraiva fica bem melhor compreendida, pois, a pedra vem em forma de água! "E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo." I Coríntios 10: 4.
Quanto ao fogo, indubitavelmente, é um emblema tanto da Divindade como de anjos ministradores; "Porque o Senhor, teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso." Deuteronômio 4: 24. "Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo." Salmos 104: 4.
O Sangue é, portanto, alusão ao sacrifício salvífico de Jesus Cristo, que tem por finalidade fazer a profilaxia como o único meio para evitar as doenças espirituais. "Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado." I João 1: 7. "Porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação." Apocalipse 5: 9.
Que lindo e emocionante quadro a primeira trombeta pinta para retratar o amor, a misericórdia e o cuidado que a Divindade dispensa aos habitantes da Terra. Não há como desfazer essa tríplice união, Jesus Cristo, nossa pedra angular, ter sido arremessado à terra, repleto do amor efervescente, revelado por Seu sangue, para que nos momentos mais probantes da história da humanidade, esta possa ter a certeza, confirmada através do fogo, mensageiros celestiais, de que os Céus ofertou ao ser humano toda condição de readquirir a Vida Eterna!
Como resultado dessa profilaxia, foi queimada a terça parte da terra, das árvores e de toda erva verde. Que mensagem estará embutida nesta descrição?
Antes de tudo, precisa-se decifrar a emblemática terça parte. Nos dias em que João, o vidente de Patmos, recebeu a Revelação, a Terra, geograficamente, era dividida em três partes, pois, naquele instante, não eram conhecidas a América nem a Oceania.
Portanto, as únicas partes que se tinham conhecimento geográfico eram: A Europa, administrada por Roma, a parte Oriental, ou seja, a Ásia, tendo Constantinopla como a grande metrópole e, a África, gerida, politicamente, pela cidade de Cartago.
Por isso, ser tão enfática a assepsia na terça parte, ou seja, unicamente na área de abrangência alcançada pelo toque da primeira trombeta, que aconteceu, especificamente, na Europa, mais precisamente sobre o Império Romano que, também ocupava boa parte da Europa se expandindo numa porção da Ásia e, numa pequena parte da África, totalizando uma terça parte conhecida do planeta!
Portanto, a parte profética que tinha por objetivo as medidas preventivas contra as enfermidades da alma, surtiu seu efeito, alcançando a região alvo, onde o Império Romano estava estabelecido que, fundamentalmente, abrangia grande parte da Europa, uma parte da Ásia e, uma pequena porção da África, prefigurada na profecia como a terça parte da terra.
Essa terça parte do globo terrestre, não só foi purificada através da ação do fogo, como também foi aquecida e iluminada espiritualmente, atuação que alcança também as árvores que, por sinal, são autenticas figurações do ser humano, uma vez que, após essa intervenção Divina, passou, ainda mais a brilhar, enquanto transmitia com ardor, fervor, paixão, energia e entusiasmo a manifestação do Agente Celestial! "Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor." Jeremias 17: 7 e 8 (grifo nosso).
Contudo aquele fogo Divino queimou também toda erva verde! Qual seria a simbologia da erva verde, e como aplicá-la profeticamente?
Pois bem, no início de todas as coisas, o Criador separou todas as ervas para que servissem de alimento. "E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento." Gênesis 1: 29 (Grifo nosso).
Portanto, fazendo-se uma aplicação lógica, essa erva verde é o alimento espiritual, que naquele instante foi purificado, para fortificar e habilitar toda pessoa da terça parte do mundo, ou seja, de toda região do domínio do Império Romano, a fazer a escolha ao lado de Cristo, sem se preocupar nas consequências imediatas, pois, certamente sua recompensa eterna estaria garantida!

O TOQUE DA SEGUNDA TROMBETA



O que mais chama atenção no toque da segunda trombeta, em se levando em consideração ao sonido da primeira, é que no primeiro toque houve uma queima, contudo, essa queimada, de forma alguma, provocou uma destruição. No entanto, ao soar a segunda trombeta houve uma mortandade generalizada no mar, destruindo, inclusive as embarcações. 
O que essa destruição e mortandade significariam? 
Analisemos, portanto, racionalmente, esse segundo toque!
Na interpretação dessa segunda trombeta, continuaremos fiéis à nossa predisposição de analisar, tão somente, o cuidado e a intervenção Divina, na terça parte da Terra, que corresponde à parte da Europa, da Ásia e da África, área onde predominava o império de Roma Ocidental.
Não obstante, somente para sinalizar os acontecimentos históricos e estabelecer um período cronológico, é necessário informar que na época do segundo toque da trombeta, aconteceu o ataque naval à Itália pelos vândalos sob a direção de Genserico que, vindo da África, através do Mediterrâneo invadiu Roma que tinha uma armada de 1.300 navios.
          No entanto, o almirante dos vândalos, Genserico,  numa ousada estratégia, na calada da noite, reboca alguns de seus navios carregados de material de fácil combustão, colocando-os entre os navios da armada romana, incendiando-os.
                Naquela noite foram destruídos mais de 1.100 navios romanos.
Quem observasse, de longe, aquela cena afogueada de destruição, pode perceber com acurada fidelidade, o cumprimento profético da segunda trombeta numa descrição drástica e autentica que se assemelhava a uma grande montanha que ardia em chamas, no meio do mar!
            Por conseguinte, a nossa intensão é demonstrar o cuidado do amorável Deus, para com a população que habitava aquela terça parte da terra!
               Como fugir de tamanha mortandade? "Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? Hebreus 2: 3. Essa era a tônica dos habitantes do Império Romano do Ocidente!
                O Salmista Davi faz uma interessante figuração onde assemelha a justiça Divina a uma montanha e nessa montanha, conforme o rei Davi, está o manancial da vida, e dela promana a luz da justiça e da benignidade de Deus. (Salmos 36: 6 - 9).  
                      Essa definição do salmista, atrelada ao enunciado do toque da segunda trombeta, vislumbra-se uma montanha de oportunidades. 
                  Essa montanha de oportunidades vem afogueada da glória de Deus, numa vívida demonstração da proteção e cuidado que o Onipotente dispensa a cada ser vivente, pois, somente dEle, promana o livramento. "O aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel." Êxodo 24: 17. "Mas, no monte Sião, haverá livramento; o monte será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades." Obadias 17.
                  O povo da época da mensagem da segunda trombeta, ficou revigorado com o terno cuidado de Deus, pois, o Pai da Eternidade garantia socorro em tempo sobremodo oportuno e, estava vivenciando um tempo de provações, contudo, todas as pessoas que se refugiaram no Senhor, certamente se sentiram socorridas! "Elevo os olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará Aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua. O Senhor te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre." Salmos 121: 1 - 8.
                     O mais interessante nessa descrição é que essa montanha afogueada tornou-se, em meio ao mar que, emblematicamente é símbolo das angústias e provocações sofridas pelas pessoas, transformou-se em sangue! "Passarão o mar de angústia, as ondas do mar serão feridas." Zacarias 10: 11.
                        Esse sangue nos informa que a vitória, o socorro e o livramento providenciado por Deus, veio em forma do sangue remidor de Cristo Jesus, e as pessoas que buscaram Deus, durante a grande catástrofe do Império Romano do Ocidente, puderam descansar, pois, tinham a certeza que seus pecados foram perdoados pelo sangue de Jesus e, o Filho de Deus haveria de recompensá-los com a Vida Eterna! 
                       O resultado dessa intervenção Divina em meio ao povo, aquela parte que se rendeu aos reclamos de Deus,  é que toda e qualquer forma de resistência ou exclusividade doutrinária pereceu, deixando de existir a doutrina excludente por compreender que o entendimento do semelhante era incompatível e, somente sua compreensão excluía todas as demais.
                  Todavia esse entendimento pereceu no mar, juntamente com as embarcações, neste caso, uma figuração de qualquer entidade ou instituição que incentivasse o pensamento exclusivista. 
                   Não havendo mais a força institucional prendendo a atenção do pecador, a humanidade ficou completamente livre para se apegar à única tábua de Salvação, Jesus Cristo!
                   Que essa seja a tua e a minha postura nesse mundo que está vivenciando os instantes finais da história deste mundo malsinado pelo pecado!
                         Que assim seja! 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

IDE - Sete Anjos Com Sete Trombetas, Postados Diante de Deus

SETE ANJOS COM SETE TROMBETAS, POSTADOS DIANTE DE DEUS
Educador Glauco César



NOTA DO ARTICULISTA - Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que, uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo, desta maneira, seu cabedal de conhecimento. 



Após a visualização dos acontecimentos que ocorreram durante a viagem da Comitiva Celeste, que partiu do Trono do Poder para a Terra e, do retorno desta para o Céu, a atenção do Vidente de Patmos, é direcionada para sete anjos que estavam postados diante de Deus, momento em que receberam sete trombetas, provavelmente de chifres de carneiro!
Aqueles anjos seriam sete criaturas aladas, ou, seriam figurações de seres humanos, numa referencia às pessoas de muita influência, no desenrolar da história universal, principalmente, no aspecto que descreve o poderio bélico das nações, em sete períodos que devem ser analisados paralelamente às sete igrejas, selos e, agora, trombetas?
Nas Sete Igrejas é contada a história em sete períodos similares, com a visão dando ênfase para o aspecto espiritual, paralelamente, os selos refletem o ponto de vista comparativo da postura humana, realçando a preparação para se adequar aos eventos, mostrando o desempenho pessoal, já nas trombetas, similarmente a esses períodos, a história faz a confrontação, destacando a preparação bélica das nações, tentando, desesperadamente, vencer os atropelos do despreparo espiritual!
Portanto, a profecia das sete trombetas, tem por objetivo primordial, advertir toda humanidade a ter bom senso ao enfrentar os acontecimentos por vir, numa tentativa de infundir em cada pecador a certeza de que Deus tem acompanhado o desenrolar da história do pecado, ao tempo em que insufla em cada humano o conhecimento de Sua vontade, que habilita cada criatura ao seu próprio preparo, com o intuito de passar sobranceiro na crise relacional com o Ser Superior.
Sabe-se que a humanidade ficará desiludida, diante das medidas humanas, imposta pelo poder de fogo, das nações, sem, contudo, surtir efeito, fato, que fará o pecador arrependido buscar o Caminho, providenciando por Deus, Jesus Cristo! "Respondeu-lhe Jesus: Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim." João 14: 6.
Para se aprofundar nesse assunto, precisam-se conhecer os versos que serão analisados em pormenores! "Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos. E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto. Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar." Apocalipse 8: 2 - 6.

HOMENS DE BOA VONTADE NUM
                MUNDO AGRESSIVO




Com o advento do pecado, Adão confiou a administração do planeta ao falsário, em consequência, o inimigo passou a ser, por usurpação, o príncipe deste mundo. 
Não obstante, Cristo, o Criador, não abandonou a humanidade, pois, o germe do pecado, passou a fazer parte do ser humano e, por consequência, separou o homem de Deus! "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça." Isaías 59: 2.
Todavia, o objetivo do anjo do mal não era, simplesmente, o domínio do planeta malsinado pelo pecado, mas, o controle do Universo.
Por isso, quando a Salvação de Deus veio ao mundo, o Príncipe do Mal, o pai da mentira, levou-O a um alto monte, mostrou todos os reinos do mundo, prometendo doar a Cristo se, tão somente, Jesus o adorasse!
Este fato foi relatado por Mateus e confirmado por Lucas. "Levou-O ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e Lhe disse: Tudo isto Te darei se prostrado me adorares." Mateus 4: 8 e 9. "E, elevando-O, mostrou-Lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-Lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua." Lucas 4: 5 - 7.
Com isso, o inimigo queria legitimar seu intento, ocupando lugar de destaque no reino do céu.
A partir de então, o falsário tenta perenizar seu controle sobre a Terra, fazendo dela seu quartel general, com o intuito de usurpar o Trono de Domínio Universal.

SETE ANJOS EMBLEMÁTICOS

Para isso, entram em cena os sete anjos emblemáticos, aqueles que estavam de pé, diante de Deus.
Certamente, esses anjos são simbólicos, cada um representando a supervisão e não, necessariamente, o controle de Deus, nas ações humanas, em cada um dos sete períodos que abrangem a história do cristianismo, desde sua implantação até o fechamento da porta da graça.
Alguma vez no relato bíblico a figura do anjo foi usada simbolicamente? Certamente que sim!
No tempo do profeta Malaquias, em seu ministério, ele anunciou a vinda do Senhor dos Exércitos, que seria precedido pelo anjo de Deus. "Eis que Eu envio o Meu anjo, que preparará o caminho diante de Mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais." Malaquias 3: 1 (grifo nosso).
A missão desse anjo seria preparar o caminho, em meio à humanidade, para que esta recebesse a Cristo Jesus como o Salvador. Quem, na verdade, era esse anjo? 
Esse anjo foi anunciando pelo profeta Isaías, identificado como sendo a voz que advertia no deserto. "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus." Isaías 40: 3 (grifo nosso). 
Como a Bíblia é exata, certa feita Jesus se identificou como sendo o Caminho!
O livro de Lucas identifica, então, que aquele anjo é João Batista. "Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, o qual preparará diante de ti o teu caminho. E Eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista." Lucas 7: 27 e 28. 
Pois bem, de certa forma, o estar, cada um dos sete anjos, de pé diante de Deus, denota que o Criador supervisiona, mas, não determina, pois, esses anjos humanos, têm resolução que depende da vontade própria, apesar de que, a Divindade procura imprimir em cada um deles o Parecer Divino, que pode ou não ser obedecido!
Ora, essas trombetas contam-nos dos embates políticos e bélicos, nesse período de tempo, supracitado.
Mas, para entender a supervisão da Divindade na história humana, sem, contudo, tirar da humanidade seu livre arbítrio, é necessário confrontar a história universal com os relatos proféticos, encontrados na Bíblia!
O profeta Daniel, no capítulo dois e sete de seu livro, descreve uma sequência de quatro reinos universais, a partir da Caldeia, cuja capital era a cidade doirada, Babilônia. Esse reino foi derrotado pelos Medos e Persas, que foram suplantados pelo Império Grego. Este por sua vez foi vencido pelo Império Romano.
O Império Romano, o quarto poder universal, jamais foi aniquilado, contudo, ele, no decorrer da história, foi dividido, inicialmente, em duas partes, daí, sendo fragmentado em dez porções, tornando-se, naquela época, nas nações europeias. 
Essa fragmentação, hoje, ampliada, durará até ao final da história da humanidade, onde, os caracteres romanos, permanecerão intactos, em cada nação, através do movimento religioso universal, conhecido como; catolicismo, que tem sua sede no Vaticano!   
Os lances adversos do destino, produzidos pela postura bélica do império romano, que ocasionou aquela divisão política, estão emoldurados no quadro profético das sete trombetas que, provavelmente, na profecia, eram de chifres de cordeiro.
Temos aí, duas figurações que precisam ser mais bem compreendidas. O que significam essas trombetas? Por qual motivo eram de chifres de cordeiro?
As trombetas, profética e biblicamente, são símbolos dos embates políticos, representando guerras. Esse símbolo permanece inalterado desde os tempos imemoriais do contexto descrito no Velho Testamento, permanecendo, ainda em vigor, no Novo Testamento. "Meu coração se agita! Não posso calar-me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra. Até quando terei de ver a bandeira, terei de ouvir a voz da trombeta?"  Jeremias 4: 19 up e 21. "Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha?" I Coríntios 14: 8.
Historicamente, o chifre representa força e poder, contudo, a Deus pertence à força e o poder, no entanto, para vencer o pecado, se precisa da força e do poder de Cristo, pois, dEle emana a única alternativa de suplantar a iniquidade.    
Por isso, as trombetas eram confeccionadas de chifre, numa figuração do poder de Deus, mas, esse chifre deveria ser de carneiro, representando a Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! "Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas." Josué 6: 4 (grifo nosso).
Pois bem, cada anjo com sua trombeta, trazem à baila, os principais acontecimentos políticos e bélicos, do período por cada um deles representado.
É interessante se aperceber que a humanidade, geralmente, toma conhecimento das mensagens provenientes do Céu de maneira diferenciada ou particular.
Daí, para preencher o vazio de entendimento dos humanos, Deus, então, providenciou três formas distintas; sete igrejas, sete selos e sete trombetas, para ajudar os humanos a entenderem os eventos que deveriam enfrentar em cada período da história, conforme preestabelecido por Deus para se resguardar do contraventor do mal.

      CRISTO, O ANJO DO CONCERTO,
           NOSSO SUMO SACERDOTE



Para se comprovar que os sete anjos não são literais, basta se aperceber que surge outro anjo, que não faz parte dos sete anjos emblemáticos, e que também não é conforme a letra.
Todavia, esse novo personagem não pode ser um anjo, pois, essa criatura estava junto ao altar, como que ministrando, ela estava com um incensário de ouro em Suas mãos, apesar de estar no primeiro compartimento do Santuário, mas, através de Suas próprias mãos, a fumaça do incenso chega à presença de Deus, no Santos dos Santos, por isso mesmo, não pode ser um simples anjo, uma vez que, somente o sumo sacerdote, Ele sozinho, ministra no lugar Santíssimo! "Entram no primeiro tabernáculo os sacerdotes, para realizar os serviços sagrados; mas, no segundo, o sumo sacerdote, ele sozinho." Hebreus 9: 6 (up) e 7 (pp).
A figuração do Altar de Incenso, no Santuário Terrestre, comprova que era Jesus quem nele ministrava, pois, em cada canto do altar havia chifres, por certo, de carneiro, representando que o ministrador, inequivocamente, era o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo."  João 1: 29 up.   
Sabe-se que o Sumo Sacerdote é Jesus Cristo, portanto, esse outro anjo, inegavelmente, é figuração de Jesus! 
O profeta Malaquias também houvera predito que o Senhor Jesus foi identificado como sendo o Anjo do Concerto. "E de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós bucais, o Anjo do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 3: 1 (grifo nosso).
Por isso, esse outro anjo que está junto ao altar ministrando com um incensário na mão, indubitavelmente, é o nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo! O apóstolo Paulo informa que o Messias "está à direita de Deus e também intercede por nós." Romanos 8: 34 up. Portanto é Ele quem está ministrando junto ao Altar de Incenso.
O Relato Bíblico identifica Cristo, de forma figurativa, como o Anjo do Concerto ou Anjo da Aliança. O próprio João Batista, em seu testemunho sobre Jesus, realça que Cristo, de fato, é a Salvação proveniente de Deus, conforme, anteriormente, afirmara Simeão. "E toda carne verá a Salvação de Deus" Lucas 3: 6.
João Batista estava concordando com a declaração de Simeão, quando Jesus ainda bebê foi apresentado no Templo. "Simeão O tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o Teu servo, segundo a Tua palavra; porque os meus olhos já viram a Tua Salvação, a qual preparaste diante de todos os povos." Lucas 2: 28 - 31.
Passado cerca de trinta anos desse episódio, aquela criança desenvolveu-se em estatura, conhecimento e graça, revelando-se como o Filho de Deus e, estando de passagem por Jericó, deparou-se com Zaqueu, indo pousar em sua casa.
Ao chegar à residência de Zaqueu, Jesus, então, se revela dizendo: "Hoje veio a SALVAÇÃO para esta casa."  Lucas 19: 9.
Cristo estava se referindo à Sua própria pessoa!
Sendo assim, a Salvação, não é um estado de espírito, nem uma condição espiritual e, nem mesmo uma recompensa futura!
Como percebemos, a Salvação é uma pessoa, Jesus Cristo, o Filho unigênito, o dom gratuito de Deus!
Portanto, retornando ao assunto em foco, um anjo literal, não pode exercer funções de sacerdote, nem mesmo de advogado, pois, o único mediador entre o pecador e Deus é Jesus. "Filhinhos Meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2: 1.
É interessante se observar no relato apocalíptico que Jesus, o anjo do concerto, recebeu muito incenso, juntamente às muitas orações dos santos, e de Sua mão, essa associação da fumaça do incenso juntamente com as orações, chega até à presença de Deus Pai, como aroma agradável.
Há quem acredite, baseado na própria revelação, que o incenso seja as orações dos santos. "Taças de incenso, que são as orações dos santos." Apocalipse 5: 8 up. No entanto, Davi informa que as orações humanas subiam como se fossem incenso, até a presença de Deus, e fossem depositadas no Altar de Incenso. "Suba à Tua presença a minha oração, como incenso." Salmos 141: 2 up. Observa-se que não era incenso, mas, semelhante ao incenso.
Contudo, Jesus, como ministrante do Altar de Incenso, sendo Ele próprio o Intercessor, mistura o mérito de Seu sangue, no caso o incenso, com as orações dos santos, para que esses pedidos humanos, com a junção meritória do sangue de Jesus, se tornassem agradáveis a Deus.
Sendo assim, o incenso representa os méritos da intercessão de Cristo, através da justiça dEle, alcançada pela Sua morte vicária, onde Seu sangue foi vertido na cruz do Calvário, devolvendo ao humano a possibilidade de reaver o que o pecado lhe subtraiu, a Vida Eterna!
Na cena seguinte daquela visão, o Profeta João percebe que o anjo, no caso, Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote, faz uso do incensário, enche-o do fogo do altar e atira-o à terra. O que essa descrição quer transmitir para a humanidade?
Antes de concluir a minha linha de raciocínio, gostaria de ressaltar que o verso seguinte nos informa que esse derramar do fogo do incensário à Terra, aconteceu antes dos sete anjos emblemáticos tocarem as suas trombetas, isto quer dizer que o fogo foi derramado à terra no momento em que os anjos se preparavam para tocar seus instrumentos!
Essa é a grande providência de Deus! O Divino sempre prepara a humanidade para enfrentar os atropelos que o pecado nos submete, ou seja, antes que o fato aconteça, Ele capacita todo pecador com a força Divina, para vencer as mazelas do pecado se, o pecador assim o quiser! 
Portanto, basta ao humano fazer uso das ferramentas providenciadas por Deus para sair vencedor. Mas, ele só será vitorioso se tomar a postura correta, que é estar ao lado de Jesus se apoderando da Salvação que é o próprio Cristo!
Retornando à nossa linha interpretativa, concluímos que as orações dos santos chegam até o incensário, corroborando com a disponibilidade ofertada pela morte de Cristo, possibilitando ao humano chegar corajosamente até Deus, tendo a certeza que o Autor e consumador da nossa fé, recompensará, conforme a postura do pecador, no tempo da oportunidade! "Visto que temos um grande Sumo Sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." Hebreus 4: 14 - 16.
Neste caso, algo extraordinário está a acontecer, que deve ser bem compreendido, pois, parece que há uma repentina mudança de atitude do Sumo Sacerdote, Ele enche o incensário com fogo, mas, não adicionou o incenso e, lança-o à Terra!
O significado dessa atitude reflete a misericórdia de Deus em relação ao pecador, e reporta-nos até ao tempo do ministério de Cristo quando Ele afirma, categoricamente, que laçaria fogo sobre a Terra. "Eu vim para lançar fogo sobe a terra e bem quisera que já estivesse a arder." Lucas 12: 49.
Esse misericordioso fogo que purifica o pecador derretendo o pecado, é o mesmo que ilumina a consciência da humanidade e aquece o relacionamento com seu semelhante e com o Divino.
Perceba que as ações do Messias, deste instante em diante, aquele fogo prometido conduzia o pecador ao arrependimento! "Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus." Mateus 4: 17.
Essa foi a função daquele fogo sem mistura de incenso jogado sobre a Terra! Contudo, deveria ser executada no tempo oportuno! "Mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel; e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus." Mateus 10: 6 e 7.
O tempo correspondente a esse lançamento de fogo para a terra denota e representa a intercessão de Cristo por toda criatura humana, durante toda a Era Cristã.
Amigo leitor, esse fogo de Cristo está repousando em cada pecador, cabe a toda pessoa, individualmente, fazer bom uso dessa chama consumidora de pecado, para que ela venha aquecer o relacionamento com o nosso semelhante e aumentar o amor a Deus, para assim, ver o nosso caminho de retorno ao Pai ser iluminado pela luz gloriosa de Cristo Jesus!
O resultado imediato desse derramamento do fogo restaurador proveniente do Esconderijo do Altíssimo foi o desencadeamento de trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.

        TROVÕES, VOZES, RELÂMPAGOS
                           E TERREMOTO

Precisa-se compreender o que esses fenômenos naturais estão representando e, que mensagens estariam embutidas e, devem ser percebidas pelos sentidos e pela consciência humana!
Essa manifestação natural é figuração da comunicação direta de Deus para cada pecador. Cada uma dessas manifestações é emblema de uma das maneiras do Onipotente Pai falar calidamente à consciência de cada ser humano, para a época em que esteja vivendo, portanto, para cada parte da dispensação cristã.
Os Trovões são simbólicos, é como se as mensagens de misericórdia e de ponderação Divinas estivessem a abalar cada morador da Terra, para que saíssem da zona de conforto e refletissem sobre sua situação diante de Deus.
Portanto, esses avisos trovejantes, é Deus falando de forma audível, anunciando os momentos tormentosos que se há de passar.
No entanto, se o pecador, ainda assim, não compreender as sinalizações de Deus, Ele, rapidamente, muda sua estratégia e fala com a humanidade através de vozes.
Essas vozes é figuração de Deus atuando através da fala espiritual, por intermédio de Sua Palavra, a Bíblia, de forma perceptível à consciência humana, com todo poder de fazê-lo mudar de postura e se engajar no exército de Cristo, se assim o pecador o quiser!
Já os relâmpagos denotam as formas visíveis da comunicação Divina. Portanto, os relâmpagos, são mensagens especiais e particulares vindas dos céus, como verdadeiros lampejos brilhantes e iluminadores que clareiam o entendimento de cada leitor em relação à Palavra de Deus, descobrindo a verdade que conduz para a Vida Eterna!
Todo esse processo Divino tem por objetivo levar o pecador sincero descobrir que as coisas do mundo não lhe dão garantia, por isso, esse grande terremoto, tem por objetivo abalar sua crença nas coisas mundanas e, a pedra inamovível que é Jesus Cristo seja, de fato, o fundamento de sua segurança! "Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a Terra se fez ouvir a Sua voz, e as Suas palavras, até aos confins do mundo." Romanos 10: 18.
O que mais me impressiona é que os anjos só se prepararam para tocar suas trombetas, após, do céu vir conforto, preparo, força e coragem para enfrentar os dissabores que a vida nos apresenta!
Amigo leitor estás disposto a responder de forma afirmativa às promessas oriundas dos céus, para entrar num estreito relacionamento, contigo mesmo, com teu semelhante e, principalmente, com Deus?
Então, curve sua cabeça em sentido de respeito ao Criador e agradeça por tão maravilhosa Salvação, que é Cristo Jesus!

Que Deus continue abençoando a todos!