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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

IDE - Eu Sei As Tuas Obras, Nem És Frio Nem Quente!

EU SEI AS TUAS OBRAS, NEM ÉS FRIO NEM QUENTE!  

Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




    
         O período laodiceano dá relevo especial ao desdobramento em sequência, principalmente, do comportamento humano, em relação às evidentes cenas finais da grande e milenar controvérsia, entre o bem e o mal, Cristo e Satanás.
           Ao final dessa luta, que não é imaginária, pois, realmente existe, tendo por palco, a sede dos pensamentos, a mente, a qual determina o caráter de cada ser humano, trará como consequência o extermínio do pecado, infelizmente, junto a este, muitas pessoas, por escolher as alternativas de Satanás, serão contadas como ímpias e, perecerão eternamente!
             Neste espaço de tempo que antecede ao fechamento da porta da graça que, consequentemente, aponta para a grande procissão celestial, encabeçada por Deus o Pai e, assentado à Sua direita, Jesus, vindo em glória e majestade, acompanhado pelos anjos, arcanjos, querubins, serafins, guardiões e as demais criaturas celestes, para buscar toda pessoa que tenha suplantado o pecado com suas mazelas e, como efeito, herdará a eternidade!
            No entanto, essa derradeira mensagem para o povo que se autointitula como herdeiro do reino da glória, está repleta de repreensões, que devem ser recebidas com extrema cautela, para que seu efeito conduza o máximo de pessoas a desfrutar do glorioso e eterno triunfo da justiça! 
        Fiquemos, portanto, atentos aos versos que serão examinados com minúcia: "Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente: oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da Minha boca" Apocalipse 3: 15 e 16.

EU SEI AS TUAS OBRAS - É somente através de Jesus que Deus procura individualizar e personalizar Sua ligação de amizade afetiva, estreitando, de forma direta e pessoal, o relacionamento com Seus amigos deste derradeiro período, pois, é chegada a hora de Seu juízo.
          Apesar do aparente envolvimento com as coisas de Deus, a humanidade, em sua maioria, nestes instantes finais da história do pecado, não tem batido em uníssono com a pretensa vontade de Deus. Por isso mesmo, a Divindade, de maneira enfática e amorosa, declara conhecer as obras de cada indivíduo.
           Sendo assim, Jesus pronuncia com relevo acentuado, que Ele conhece, não somente as obras, mas, sobretudo, as motivações. Quando Jesus Cristo chega junto da pessoa penitente e diz conhecer seu desempenho, entendemos residir aí uma admoestação do Mestre, dizendo ser o Alguém que se acha plenamente relacionado com o pecador, por isso, Ele entende os problemas das pessoas.
             O Filho do Homem se apresenta, então, como a solução dos problemas de cada pecador, habilitando-os adequada e eficientemente para varrer os entulhos do pecado, que ainda se acumulam nas vidas deles.
                   Cabe a cada um, fazer a profilaxia em sua própria vida, através da intervenção de Cristo, munido com o poder do Espírito Santo. Agindo assim, cada um será conhecido diante dos homens, esta experimentação, fará de cada pessoa, um ilustre diante de Deus, se tornando famosa, pois terá seu nome gravado nos livros dos recordes, o Livro da Vida, para ser celebre durante toda a eternidade, pois, esta é a vontade do Criador. 
                As obras de toda humanidade estão patentes aos vigilantes olhos do Onipotente. Por isso é impossível esconder do Senhor qualquer coisa que nos condene, logicamente, por haver praticado algo inconveniente! “E não há criatura que não seja manifesta na Sua presença pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos dAquele a quem temos de prestar contas” Hebreus 4: 13.
                  Nosso Deus sabe de tudo! Nada, mas, nada, passa despercebido aos olhos do Onipotente! Portanto, cada seguidor de Cristo deve ter como incentivo e advertência, se apegar as boas obras, reprimindo, paulatinamente, os maus procedimentos que denigrem a moral.
            Todo propósito, palavra e ação são distintamente observadas pelo Escrutinador do Universo, Deus tudo sabe. Contudo é importante lembrar que as obras não produzem amor, nem podem tomar o lugar do amor. As obras são apenas a evidência do amor.
               É importante lembrar que os símbolos usados em cada igreja, nos diversos períodos da história eclesiástica, revelam o estado espiritual e moral dos habitantes do mundo, de uma forma em geral, em cada período, não sendo verdadeira a colocação de que reflita somente a postura do povo que faz parte da suposta igreja de Deus.
                 Uma vez que, esta mensagem de arrependimento, força e fé, é destinada a todos, tanto aos que estão fora do redil, como para os que estão sob a proteção de Deus, para que todos se sintam, verdadeiramente, como são, filhos do mesmo Pai. É o que assevera Mateus 5: 45 que descreve assim: “Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus, porque faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos”.
          Como sabemos, e evidenciado está, em todos os períodos havia bons e maus, justos e injustos, tanto dentro como fora da suposta igreja de Deus, como arvoram a maioria das denominações.
                    Os Apóstolos deixaram evidenciados e sem a menor sombra de dúvida, a pura doutrina de Cristo, cujo ensinamento esclarece: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor” I Coríntios 16: 14.
                Esta informação elucida-nos que as obras quando praticadas egoisticamente e desprovida de amor, são nulas, em nada progride.
                    Igualmente, temos ciência que as obras, por si sós, são mortas, e a Bíblia confirma em Tiago 2: 17 que relata: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. Sabemos que o inverso, também, é verdadeiro. 
              Compreendemos, da mesma forma, que as obras destituídas de amor, na maioria das vezes, servem somente, para nos condenar, principalmente, se as praticamos, com o objetivo, de extrair delas, a salvação.
                     Se assim agimos, no dia final, a nossa retribuição, será uma desagradável surpresa. Confira em Mateus 7: 21 – 23 que relata desta maneira: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E em Teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade”.
                   Todavia, quando Cristo assevera que ‘Conhece’ as nossas obras, Ele está a nos dizer, que tem conhecimento das nossas motivações.
          Jesus sabe, se nossas obras foram operadas por simulações fraudulentas ou, se são provas visíveis da Fé que Opera. Ou seja, se são obras praticadas, não com o interesse de obter a salvação, mas, sobretudo, com o objetivo ímpar de levar outros, a tomar posse da Salvação, para assim, herdar a Vida Eterna! 
                  Contudo, Deus está tranquilizando os que praticam as boas obras, como que dizendo: Compreendo e aprovo tais procedimentos, pois, tiveram a aprovação e a intervenção do Alto, e como resultado, redundou no aperfeiçoamento do caráter do ser humano.
          Desta maneira, as obras são reconhecidas, os praticantes são identificados por ter nutrido uma amizade de amor com Jesus.
                  A obra pela qual cada indivíduo deste derradeiro período deve nutrir é, na verdade, sua intimidade e compromisso com o Amor. Cada pessoa deve ser caridosa para com seu semelhante.
                   Como sabemos, a caridade é o amor em exercício, é, por conseguinte, a exercitação da vontade de Deus por nosso intermédio.
             Sabemos também que o grande clamor da humanidade de hoje é: Demonstra-nos caridade, dá-nos amor.
                  Se esta é a necessidade atual, é por se ter falta dessa mercadoria nas prateleiras da estante da vida presente, tanto dentro das pessoas envolvidas com Cristo, como, principalmente, entre aqueles que ainda não se renderam aos reclamos de Deus.
                    Precisamos amar, urgentemente, todas as criaturas, todas, indistintamente.
                   Às vezes, sentimos facilidade em demonstrar amor e compreensão às pessoas que ainda não se renderam aos reclamos de Cristo, todavia, nos sentimos embaraçados e, até relutamos em amar, verdadeira e desinteressadamente, ao nosso irmão da fé.
              Precisamos estreitar os laços de amizade, amor e afeto, com os homens das trevas, contudo, nunca devemos nos comprometer com o mal. Isto só será possível, se refletirmos o caráter de Jesus.
                 O erro cometido pelos seguidores do mal é, às vezes, menos pernicioso, que os erros cometidos por aqueles que deveriam luzir para Cristo, e, no entanto, destoam de Sua sagrada missão ao se colocar em oposição aos que se preparam para levantar a tocha da verdade.
       Estes, não encontrando espaço nem recebendo oportunidade para desenvolver seus talentos, são, desta forma, alijados do trabalho do Senhor, como consequência, é obliterado o traçado da Luz de Cristo.
             Erro este, que além de arruinar os opressores, faz com que os falsos irmãos, dificultem o caminhar dos irmãos oprimidos, retardando o desenvolvimento da marcha do bem.
               O verdadeiro cristão, não pode ser cortês com aqueles irmãos da fé, que estão fazendo oposição gratuita para com aqueles que, diligentemente, se preparam em amor, desejosos de transmitir a mensagem do Onipotente.
                    Contudo, aquele que é fiel, deve apontar de forma clara e amorosa, o desamor daqueles infiéis mestres e irmãos, para que os enganos espirituais deles sejam descobertos, para, se possível, ser corrigido. Agindo assim, o pecado, será fatalmente banido do seio da comunidade eclesiástica.
            É desta forma que os detentores da verdadeira caridade e do verdadeiro amor devem proceder. Pautar sua vida em defesa de Cristo e do Onipotente.
               Pois, obra alguma é capaz de produzir amor, ou substituir o amor. Contudo, o verdadeiro amor, produz boas obras que evidenciam o amor de Deus.
           Não basta estar ao lado da verdade, ter um sustentáculo seguro, estar empenhado na causa de Deus; quando na realidade falta-lhe a genuína razão, a autêntica motivação; o Amor.
          Faltando Amor, há ausência de tudo, existe carência de Deus, pois, "Deus é Amor" I João 4: 8.




NEM ÉS FRIO NEM QUENTE - Jesus, a Água da Vida, aponta a condição espiritual da humanidade neste derradeiro período da história universal, estabelecendo uma escala de três pontos; frio, quente e morno.
          A água, no meu entendimento, é a mais sábia simbologia da pessoa de Cristo Jesus! Para confirmar essa afirmativa, basta saber que, sem água não haveria vida no planeta Terra!  
              Parafraseando diríamos que; sem Cristo não haveria vida no planeta, pois, Jesus é o Deus Criador!
              Se Cristo é a água da vida para a humanidade carente, o cristão deveria ser o conduto por onde ela deveria transitar para alcançar o pecador sedento do precioso líquido Divino!
         No entanto, estamos vivenciando dias solenes e decisivos para a humanidade onde, apesar da aparente religiosidade do povo, na verdade, Cristo denuncia que a humanidade, nesta época, tem pouco fervor espiritual!
           A palavra 'frio' no original grego é psuchros significando frio ao ponto de congelamento, no entanto, esta não era a condição espiritual da população, quem dera, disse o Senhor, ela fosse fria.   
            Uma pessoa fria é isenta de paixão, insensível, desumana, cruel e indiferente. Nessa condição não enganaria a humanidade, no entanto, as denominações e seus pregadores, em sua maioria, divulgam um evangelho falsificado, induzindo milhões ao erro.
    Já a palavra 'quente', que no grego é grafada como zestos, significa quente ao ponto de ebulição, nessa condição, a temperatura espiritual estaria insuportável, e como tal, ficaria fácil identificar as denominações com esta temperatura, sabendo que, quem se associasse a elas, se queimariam no fogo ardente do inimigo. Mas, essa não é a condição da população atual!
             Se a condição espiritual da maioria da população deste período em que vivemos, que antecede ao retorno de Cristo fosse quente ou fria, a humanidade, aquela parcela que está no vale da decisão, estaria correndo menos risco de tomar uma resolução de forma errada, pois, a pessoa quando é quente ou fria, não é dissimulada, por isso mesmo, apresenta de forma clara sua postura em relação à vontade de Deus! Portanto, todos saberiam se aqueles estariam lutando a favor ou contra a Divindade!

ÉS MORNO, VOMITAR-TI-EI DA MINHA BOCA - A palavra grega para morno é chliaros, que no original dá a ideia de efeito nauseante. 
          O interessante neste contexto, é que esse efeito de náusea, que dá a sensação de vômito, atinge, tão somente, a Divindade, já, na pessoa humana, seu efeito dá uma sensação de bem estar.
            A maioria dos anunciantes da Palavra, neste nosso período, transmite uma sensação de tranquilidade, deixando transparecer ao ouvinte fiel, que, ao se associar a uma denominação evangélica, automaticamente, essa pessoa, não sofrerá perigo algum, os dados inflamados do inimigo, não os alcançarão, tanto na parte material, quanto na espiritual, assim, a população fica tranquila e serena.                                 Alguns fiéis estão ansiosos procurando uma religião que esteja montada na periferia da essência evangélica, onde possa se dessedentar dos milagres, para resolver os problemas do cotidiano e, que dê vasão às emoções, quando deveriam estar buscando o Evangelho simples e racional que descreva de forma crua e sensível as cenas finais deste mundo malsinado pelo pecado!
           Justamente aí, reside o grande perigo. As religiões estão mornas, estão seduzindo as pessoas, avolumando o número de adeptos, espalhando a sensação de uma serena tranquilidade!
              Hoje, é o tempo de se falar com muita intrepidez, o que equivale dizer que, cada anunciante que detém o conhecimento da verdade, deve deixar de ser frouxo, fraco e tímido, e não tema o calor ardente e abrasador dos que se levantarão contra os que queiram alertar a humanidade para que sintam a solenidade do tempo em que vivemos! 
         Não necessitamos ouvir um evangelho sem sabor eternal, mas, com volúpia divina, e, com energia redobrada temos que transmitir com fidelidade a verdade presente, capaz de enxotar a insensibilidade e indiferença reinante em nosso meio.
                    Talvez, você, amigo leitor, esteja pensando consigo mesmo, lindas palavras, mas, sem objetividade racional! O articulista poderia ser mais contundente, deveria, na verdade, apontar o pecado e, identificá-lo pelo nome!
                    Algumas pessoas, quem sabe, estejam desejosas de encontrar, neste texto, o mapa que os direcione ao encontro da denominação que os conduza para a eternidade!
              Sem querer desapontar essas pessoas e já os deixando desiludidos e decepcionados, eu vos diria que, essa missão me é impossível, pois, nenhuma denominação, cristã ou não, tem esta capacidade! 
               Se alguém, realmente, deseja encontrar o roteiro para a eternidade, saiba que não vai ser com a ajuda de uma instituição eclesiástica, pois, essa é uma tarefa pessoal.
              Cristo, assentado num monte, em Seus ensinamentos, no transcurso do sermão da montanha, Ele demonstrou qual deve ser a postura de cada indivíduo. Disse Jesus: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á"  Mateus 7: 7.
                  Você tem percebido que os divulgadores da Palavra, estão mais preocupados em defender suas denominações, que, propriamente, apontar para Cristo que é o Caminho que conduz para a Eternidade?
            Percebe-se que a maioria dos cristãos deste último período da história eclesiástica tem absorvido o orgulhoso espírito do mundo ao seu redor, fato que tem provocado a não aprovação Divina.
            Pois bem, Cristo está a ponto de vomitar de Sua boca, todo e qualquer anunciante que tenha fugido do foco, que é a Sua própria pessoa e, em Seu lugar, passa a dar mais atenção para as denominações e seus pregadores, induzindo, assim, milhões ao vale da destruição. 
          Restaram, todavia, poucas pessoas que não estavam interessadas em defender instituições humanas, mas, achavam-se atreladas ao Instituidor Divino, estas, foram comissionadas por Cristo para esmiuçar de forma clara qual a vontade de Deus! "Assim, pois, também, agora, neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça". Romanos 11: 5. 
        Essa eleição da graça é uma alusão à capacidade de escolha de cada ser humano. Isto quer dizer que, você, amado leitor, pode ser um dos eleitos de Deus, para instruir as pessoas a trilhar o caminho do bem, se você, assim, o desejar!    
              Lembrem-se todos que participam deste último e abrasador período da história eclesiástica, todos precisam dessedentar-se da Água Viva que é o próprio Filho de Deus! "Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte d'água que salte para a vida eterna" João 4: 14.

              Que assim seja eternamente!  
          
                

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

IDE - Cristo Jesus, Testemunha e Princípio da Criação

CRISTO JESUS, TESTEMUNHA E PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO 


Educador Glauco César

NOTA DO ARTICULISTA -  Veicule nesse blog, seu artigo sobre esse mesmo assunto, remetendo seu texto para o e-mail janelaprofetica@hotmail.com
        Uma vez que uma determinada opinião é postada, e outra sobre o mesmo tema versado também é veiculado, abre a oportunidade aos leitores de entrar em contato com vários entendimentos e, assim, concordar ou discordar dos mesmos, enriquecendo desta maneira, seu cabedal de conhecimento.




               Dando continuidade a apresentação de Cristo para a Igreja de Laodicéia, onde se estabeleceu a identificação dEle como sendo o Amém e, como tal, Criador, conjuntamente com o Pai e o Espírito Santo, ficando ressaltado que, Jesus Cristo é a pessoa da Divindade descrita como o Verbo, a única, dentre as três, que falou e, logo tudo passou a existir!
            Duas outras características são reveladas sobre Jesus, nesse verso em estudo, quais sejam; Ele é a testemunha fiel e verdadeira e, o princípio da criação de Deus.
              Nosso objetivo, inicialmente, é dar maior consistência a essas duas particularidades distintivas de Cristo, destacadas na apresentação para a igreja de Laodicéia, ou seja, para toda criatura que esteja viva nesse último período da história eclesiástica, dias nos quais vivemos!
        Alguns intérpretes analisam a mensagem de Cristo Jesus, de maneira simplória, identificando a missiva para Laodicéia, digna de confiança, uma vez que, sendo Cristo, conhecedor de toda verdade, a expôs de maneira coerente e inteligível.
          No entanto, sendo Jesus o Príncipe e Pai da Eternidade, conforme registrado no livro de Isaías no capítulo nove e verso seis, não somente conhecia facetas do princípio certo, uma vez que, Ele mesmo, é a própria Verdade (João 14: 6). Então, o estudo pormenorizado, deve ser muito mais profundo e abarcante que um simples exame critico fidedigno!
          Jesus, expondo aos habitantes do planeta malsinado pelo pecado, a Terra, descreve as derradeiras cenas que põe termo à história humana, pois, sendo, Ele próprio, o Criador, tem total autonomia para discorrer sobre os eventos finais!
            Ele se autoidentifica como a testemunha, nesse caso, fiel e verdadeira.
            O que vem a ser uma testemunha? Pode um depoente testificar de forma comprobatória sobre si mesmo? É o que iremos descobrir, na continuação deste texto!
          Vamos tentar responder a nossa primeira inquietação. Uma testemunha é uma pessoa que viu ou ouviu alguma coisa e, é chamada para esclarecer, em depoimento, aquilo que viu ou ouviu. 
          A rigor, quem testemunha, dá depoimento de alguém, não de si própria, ou, de um fato ocorrido, com o intuito de trazer a tona, toda a verdade, pertinente ao acontecimento, para dar solução ao problema.
       Neste nosso caso em estudo, Cristo não poderia dar testemunho sobre Si mesmo e, como tal, Ele estaria testemunhando sobre o Pai, Esse sim, seria o Criador!
          Além de que, existe um agravante, o próprio Jesus informa que se Ele desse testemunho de Si mesmo, o Seu testemunho não seria verídico (João 5: 31).
       E o que é mais contundente, Cristo não aceita testemunho humano (João 5: 34), pois, o homem é tendente para o mal (Êxodo 32: 22), e fala do que lhe é próprio, a maldade!
           Nem o testemunho de João Batista ou, mesmo do discípulo amado, reúne condição de aceitabilidade por Cristo Jesus!
         No entanto, Jesus, informa-nos um caminho sobremodo excelente, diz Ele: "Mas Eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai Me deu para realizar, as mesmas obras que Eu faço, testificam de Mim, que o Pai me enviou" João 5: 36 (grifo nosso).
     Dentre essas obras extraordinárias que validam a Divindade de Jesus, está a Criação do Universo, a Redenção e tantas outras maravilhas, que se fossemos relatar, faltaria espaço, até mesmo virtual, para enumerá-las!
         Sendo assim, este fato, é prova que o testemunho de Jesus Cristo é verdadeiro, pois nEle podemos confiar! Não existem motivos para discordar do depoimento que Cristo Jesus faz de Si mesmo!
          O Messias, além de testemunha fiel e verdadeira, é também Aquele tipo de testemunha que ouviu, através do timbre de Sua própria voz, o despertar do Universo, tornando-se, Ele próprio, Sua testemunha auricular, nEle não mora a verdade, pois, Ele mesmo é a Verdade!
        Além de testemunha fiel, verdadeira e auricular, é também, o tipo de depoente que presenciou o ato Criativo, que, após, ter Ele mesmo falado, tudo, de maneira extraordinariamente planejada, veio a existir, tornando-O numa testemunha ocular, do Seu próprio ato Criativo!
           Por isso mesmo, Jesus é a perfeita expressão do pensamento, da vontade e do caráter de Deus, é, portanto, o Criador que, juntamente ao Espírito Santo, estava com Deus antes dos dias eternos, Ele é Deus sobre todos, bendito para todo o sempre.
           Desta maneira, fica descartada a possibilidade de Jesus ser uma testemunha suspeita, por não merecer fé em juízo, por defender ou acusar, por proximidade de parentesco ou amizade ou, ainda inimizade, quem quer que seja, pois, como testemunha Ele narra sobre Si mesmo!
          Por mais que se queira colocar Jesus como testemunha de viveiro, aquela que é industriada, ou seja, instruída previamente para explicar e prestar depoimento falso, não cabe tal prerrogativa, pois, Ele não é apenas a essência, mas a própria verdade!  
            Por isso, Ele pode testificar de forma comprobatória sobre Si mesmo!
            É dever de todo cristão estar atento ao testemunho que Jesus faz de Si mesmo, principalmente, nesses dias difíceis e decisivos para a eternização de nossa vida!
          Além de estar atenta ao testemunho de Jesus Cristo, é dever nosso, tornar-se testemunha dEle, tanto na localidade em que habitamos, nos arredores e cidades circunvizinhas, como fazendo uso da tecnologia, atingindo as localidades mais distantes do nosso planeta. Foi isso que Ele nos transmitiu ao pronunciar: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra" Atos 1: 8.



PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO DE DEUS – Antes de fazer qualquer conjectura sobre esse título de Jesus, necessário se faz conhecer o termo princípio, palavra oriunda do grego arche que pode ser analisada de forma ativa ou passiva.
          Em se analisando passivamente, refere-se ao momento, local ou trecho em que algo tem origem ou começo, no nosso caso seria o momento e local em que Cristo sofreu uma ação no princípio. Essa ação seria a Criação de Jesus, Ele seria o primeiro ser Criado e, como tal não seria Divino e sim uma criatura de Deus.
         Por tudo até agora exposto, acreditamos ser Cristo, a segunda pessoa da Divindade, por isso mesmo, esse termo tem de ser analisado de forma ativa.
          Nessa condição, Jesus seria aquele que iniciou a ação Criativa, a causa primeira ou primária, o primeiro impulso, o Deus Criador.
         Indubitavelmente, Jesus Cristo é a fonte ou causa da ação Criativa. Não resta dúvida, ser Ele o agente e a causa eficiente, que falou e dimensionou o Universo!
          Para compreender a fundo o Princípio da Criação de Deus, comunicada pelo anjo Gabriel à igreja de Laodicéia, que é uma referencia aos nossos dias, nós precisamos entender que esta expressão é paralela a Colossenses 1: 12 - 20; "Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor; em Quem temos a redenção pelo Seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação; porque nEle foram criadas todas as coisas que há nos Céus e na Terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: Tudo foi criado por Ele e para Ele.
           E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele.
        E Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.
       Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse, e que, havendo por Ele feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio dEle reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na Terra como as que estão nos Céus". (grifo nosso).
          A parte final desse texto, Paulo registrou também em Efésios 1: 9 e 10 da seguinte forma: "Desvendando-nos o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as cousas, tanto as do Céu como as da Terra". (grifo nosso).
          Só para a nossa compreensão, a palavra dispensação, refere-se ao período em que o indivíduo é experimentado quanto à sua obediência a alguma revelação especial da vontade de Deus.
          Estes textos não deixam margem de dúvida, quanto ao fato de ser Cristo, aquela pessoa que, no princípio, falou para que surgissem todas as coisas, eles apontam para Jesus como o Criador!
          Não deve existir equívoco no fato de que, dos componentes da Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo, emanaram a força, o poder e a vontade de Criar a Grade Expansão, todavia, foi a pessoa de Jesus Cristo quem falou e, consequentemente, Criou todas as coisas!
          No entanto, a superioridade, grandeza e excelência de Jesus reside no fato dEle ser, conjuntamente, o Princípio e o Primogênito dos Mortos.
          Esta dualidade de característica é que O torna ímpar, por ser a única pessoa da Divindade que morreu! Daí Sua preeminência!
          Foi essa morte da pessoa Divina e humana que O capacita para ser o reconciliador de todas as coisas da Terra, o pecado da humanidade, como das coisas do Céu, o pecado de Lúcifer e seus anjos!
             Cristo, portanto, é o expiador, pois, Ele e somente Ele fez a expiação!
          Conforme o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, expiação é o ato de expiar!
           Aurélio Buarque de Holanda nos informa que expiar é o mesmo que remir a culpa, cumprindo a pena; pagar; sofrer as consequências.
          Em Éfeso, Paulo enriquece seu enunciado, portanto, devemos interpretar de forma não menos rica, com racionalidade e coerência.
             Este é aquele tipo de texto que exige do pesquisador o uso apurado da mente e, para isso, requer do mesmo, a demanda do emprego de tempo.
          Fazendo um estudo pormenorizado da primeira parte do verso de Efésios, vamos perceber que o texto versa sobre o mistério da vontade de Deus!
          Muitos estudantes deixam de averiguar mais profundamente a vontade de Deus, pois, por ser um mistério, é algo, tão somente, inacessível ou incompreensível. Por isso, eles não arvoram entrar num detalhe que pertence tão somente à Divindade.
          O que essas pessoas esquecem é que mistério é também um enigma! 
            Nesse verso em pauta, mistério não pode ser definido como inacessível nem incompreensível, pois, conforme o mesmo é para ser desvendado, sendo, portanto, um enigma, que é uma descrição obscura de uma coisa para ser decifrada.
                Façamos, então, uma busca minuciosa para averiguação da realidade!
     Para iniciar nossa investigação, primeiramente, precisamos saber qual é, então, o mistério ou enigma da expiação?
          Esse mistério está delineado em Hebreus 9: 22. Tomemos, então, conhecimento dele! O mistério é que "sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados".
          Essa proposição é bastante concludente, fato que coloca em maus lençóis as pessoas que antedatam ao Calvário, elas estariam, irremediavelmente, destituídas da salvação!
          Nesse caso, se Cristo morreu há dois mil anos, somente as pessoas que viveram após o Gólgota, estariam remidas pelo sangue do Cordeiro de Deus!
Como, então, resolver esse enigma?
Só existe uma maneira de se resolver esse imbróglio! É justamente se Cristo houvesse morrido vicariamente, antes que o pecado tivesse surgido!
Sendo assim, para a remissão de Cristo alcançar a pessoa de Abel, que foi o primeiro a morrer, Jesus, o Cordeiro de Deus, teria que ter morrido, de fato, desde a Criação, para desta forma, alcançar Abel, que foi o primeiro humano a experimentar o desfavor da morte!
É sabido que sangue de ovelhas não tem poder de salvar, o próprio Paulo nos assevera esta verdade! "Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados". Hebreus 10: 4.
Nesse caso, teria, então, de ser o sangue de Jesus, nosso Cordeiro pascoal, pois, conforme João Batista, Cristo é o Cordeiro de Deus. Veja esse enunciado. "No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". João 1: 29.
Baseado, exatamente, nessa declaração de João Batista, começaremos a desvendar esse enigma proposto por Deus!
Demasiado interessante é notar que João Batista, naquela oportunidade, identifica a pessoa de Jesus como "o Cordeiro que tira o pecado do mundo".
Essa afirmativa da 'Voz Que Clama No Deserto', não me surpreende, uma vez que João tinha plena certeza do que estava afirmando, apesar de que Cristo ainda não tinha morrido na cruz, nem derramado Seu sangue para remir os pecados!
Contudo, no entendimento de João, Jesus, desde sempre, tirava o pecado do mundo!
É bom notar, que o mesmo João, momentos antes, havia asseverado que "a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo". João 1: 17.
O dicionário 'Aurélio', define graça como perdão. Como podemos perceber, nesse caso, perdão ou remissão dos pecados só acontece com o derramamento do sangue de Cristo.
Agora, que temos esse entendimento, concluímos que João Batista, ao ver Jesus se aproximar, teria que tornar firme sua declaração dizendo que só Cristo é o Cordeiro de Deus, e Ele tiraria o pecado, quando fosse crucificado!
Mas não foi isso que aconteceu, João tinha plena convicção do que estava declarando! Por isso Ele colocou sua afirmativa no presente, e não no futuro. Ele sabia que tudo está no presente da Divindade!
Já nós, seres humanos, é que vivemos somente o presente, contudo, temos um passado e, a depender de nossas escolhas, poderemos ter um futuro eterno, com vida em nós mesmos, vivenciando as benesses que o Pai nos oferece!
João Batista realmente cria que, de fato, Cristo, o Cordeiro, houvera morrido, "desde a fundação do mundo". Apocalipse 13: 8. 
Perceba como funciona a didática Divina, o texto que deveria esclarecer por completo esse detalhe, coloca-nos mais dificuldades! É exatamente essa dificuldade que induz o pesquisador a se aprofundar nos mistérios de Deus, para poder decifrar os pequenos entraves, que são colocados para aproximar o pecador, cada vez mais de Cristo, que é o revelador dos enigmas!
 Todavia, foi praticamente na Fundação do Mundo, que foi estabelecida a simbologia do Cordeiro. Assim, na fundação do Mundo, Cristo teria morrido, simbolicamente, através do sangue de um cordeiro!
Nessa simbologia, as pessoas que antedatam a cruz, estariam perdoadas, apenas, simbolicamente! Para ter seus pecados perdoados verdadeiramente, Jesus teria que ter morrido, de fato, desde a fundação do Mundo!
E se Cristo morreu de fato, terei, então, que fundamentar, efetivamente, na Bíblia, esse acontecimento! Uma vez que o verso apresentado, não define se a morte foi simbólica ou se foi real!
Para fugir desse simbolismo, Jesus teria que ter morrido antes da efetivação desse símbolo! Portanto, precisamos demonstrar que Cristo, verdadeiramente, morreu antes da fundação do mundo, para não confundir, o que é real com o que é simbólico!
     Como Cristo, também, é a própria verdade, Ele quer que cada pessoa tenha conhecimento bastante para desvencilhar dos empecilhos que o assunto nos oferece!
Por isso, Ele se encarregou de registrar em Sua Palavra a prova de que Ele morreu, de fato, e não simbolicamente!
"Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós". I Pedro 1: 18 - 20 (grifo nosso)
Esses versos são tão esclarecedores quanto o próprio Jesus!
Eles nos revelam que fomos resgatados pelo precioso sangue de Cristo, não de cordeiros, simbolicamente!
Para nos situar na linha do tempo e não confundir com o simbolismo, na fundação do mundo, nem mesmo há dois mil anos, através de Sua morte substituinte no monte Caveira, esse verso informa que o sangue de Jesus, na verdade, foi vertido, em outro tempo, antes da fundação do mundo. O que quer dizer, um pouco antes de dar condições de vida ao Planeta Terra, aproximadamente um pouco mais de seis mil anos.
O que mais admiro em Deus, é a Sua riqueza de detalhes!
Para não restar nenhuma dúvida, Ele esclarece os pormenores, para assim, entendermos com total inteireza, afirmando: (a morte de Cristo), foi manifestada (no Calvário), nestes últimos tempos (há um pouco mais de 2000 anos), por amor de nós, ou seja, para que nós os viventes pudéssemos entender corretamente o propósito do grande amor de Deus!
Agora sim, morrendo um pouco antes da fundação do mundo, não se confunde com o símbolo do cordeiro, mesmo porque a Bíblia esclarece que Ele morre de verdade e não simbolicamente.
Assim, todos que viveram antes do Calvário teriam sido resgatados pela graça redentora de Cristo, isto por intermédio de Seu sangue que foi vertido, de fato, antes da fundação do Mundo.
Apesar de que essa citação resolva por completo a situação da humanidade, fazendo convergir em Cristo às coisas da Terra, ainda continua parte do enigma, que são as outras coisas, para que todas as coisas, até as do Céu, fossem solucionadas. "Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse, e que, havendo por Ele feito a paz, pelo sangue da Sua cruz, por meio dEle reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão no Céus". Colossenses 1: 19 e 20 (grifo nosso).
E que coisas do Céu seriam essas? É óbvio, o perdão dos pecados de Lúcifer e seus anjos.
Então, para que o enigma seja totalmente decifrado, Jesus teria que, verdadeiramente, ter morrido antes que Cristo tivesse Criado os anjos celestiais, ou seja, antes que Ele Criasse, até mesmo, o Universo!
Só assim, a morte de Cristo alcançaria as coisas do Céu, no caso, os anjos que pecaram. E foi exatamente o que aconteceu, "segundo o poder de Deus, que nos salvou, e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas conforme a Sua própria determinação e graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e que é manifestada agora, pela aparição do nosso Salvador, Jesus Cristo, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção mediante o evangelho". II Timóteo 1: 8 - 10 (grifo nosso).
A leitura desse verso alarga, cada vez mais, nosso conhecimento!
Na visão de Paulo, a morte de Cristo, não aconteceu, de fato, no Calvário, nem na fundação do mundo, nem ainda antes da fundação do mundo, mas sim, antes dos tempos eternos!
Foi, justamente, esse grandioso poder de Deus, conforme Sua própria determinação, capaz, de num único momento, resolver, tanto as coisas da terra, ou seja, perdoar o pecado da humanidade, quanto às coisas do Céu, perdoar o pecado de Lúcifer e dos anjos, seus seguidores.
É de bom alvitre esclarecer que apesar de Lúcifer e os anjos, seus seguidores, terem sido perdoados pelo sangue de Cristo, eles recusaram tal perdão, por isso mesmo não terão direito à vida eterna.
A morte de Cristo, antes dos tempos eternos, abriu a porta da graça para Lúcifer, os anjos, seus seguidores e a humanidade, já a manifestação dela, no Calvário, há dois mil anos, destruiu a morte, ou seja, fechou a porta da graça para as coisas do Céu, Satanás e os anjos, seus seguidores, permanecendo, tão somente, aberta para a humanidade!
Apesar de que toda a humanidade tenha sido perdoada, de igual modo, por Cristo, esse perdão não garante a vida eterna, pois, precisamos aceitar tal perdão, fazendo uso de nosso livre arbítrio.
Conforme essa citação de Paulo a Timóteo, podemos concluir, definitivamente, como as coisas aconteceram.
Antes dos tempos dos séculos, Jesus Cristo, mesmo antes de formar o Universo, é morto na cruz do Calvário. Em seguida é sepultado e ao terceiro dia ressurge, pois, o Pai O ressuscita.
Em seguida Cristo faz surgir a Grande Expansão e forma os seres celestiais. Posteriormente o grande anjo Lúcifer peca, mas por força da graça do sangue de Cristo vertido na cruz, esse poderoso anjo, já está perdoado, se bem que, Lúcifer não aceita o perdão.
Posteriormente Cristo dá condições de vida ao planeta Terra, Cria a humanidade nas pessoas de Adão e Eva.
Esse primeiro casal destoa do propósito de Deus e, peca. Todavia, já estava perdoado por Cristo, pois, Jesus já tinha sido morto desde os tempos eternos!
Sendo assim, todas as coisas convergiram em Cristo, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as do Céu, Lúcifer e seus seguidores, os anjos, como as da Terra, Adão, Eva e a humanidade!
Ainda assim, o enigma não foi totalmente decifrado, Precisamos compreender como Cristo tornou isto possível.
   Para alguns pesquisadores é praticamente impossível compreender, de forma racional, sem se fazer uso de uma grande dosagem de fé, como foi possível Cristo ter morrido num mesmo evento, em quatro tempos cronológicos distintos!
             Contudo, as Escrituras, é realmente, Sua revelação!
             Jesus, então, através de Sua Palavra, torna entendível, qualquer enunciado ambíguo ou velado, isto porque Ele é a descoberta reveladora da Divindade!
         A parte crucial do mistério da expiação é justamente entender, racionalmente, o fato da múltipla morte de Cristo ser realmente, um único acontecimento! Esse é o enigma a ser revelado!
        Até então, muitos de nós, não tínhamos tal conhecimento e vivíamos no erro, justamente por não ter intimidade com as Escrituras, portanto, não conhecíamos as possibilidades do Grande Eu Sou.
     Estávamos enquadrados na mesma condição dos saduceus, aos quais, noutra oportunidade, o Filho do Homem, “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”. Mateus 22: 29.
           É claro, que nenhuma pessoa deseja incorrer no mesmo erro dos saduceus! Por isso devemos recorrer à Revelação, por conseguinte, ela nos esclarecerá e nos mostrará o grandioso poder de Deus!
              Todavia, fica uma inquietação em nossa mente! Será que Cristo precisou morrer quatro vezes?
       Para avivar a nossa mente, relembremos quando aconteceram esses fatos. 
             1- Na plenitude dos tempos, a dois mil anos, no monte chamado Caveira. (Lucas 23: 46) 
             2- Na fundação do Mundo. (Apocalipse 13: 8) 
             3- Antes da Fundação do Mundo. (I Pedro 1: 20)
             4- Desde os séculos eternos. (II Timóteo 1: 9)

               A resposta a este questionamento está vívida na nossa mente, e todos responderíamos: certamente que não, Cristo padeceu uma única vez para perdoar os pecados, tanto os praticados na Terra quanto os do Céu! Pedro revela essa garantia! “Porque, também, Cristo padeceu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”.      I Pedro 3: 18 (grifo nosso).
           Essa única vez que Jesus morreu, foi, justamente, desde os séculos eternos, isto, para alcançar tanto as coisas da Terra quanto as dos Céus!
    Se a morte de Cristo, ocorrida, desde os séculos eternos, não foi simbólica, cremos que só foi possível, mediante o poder de Deus, que está embutido no principal atributo da Divindade! 
         São três os principais atributos de Deus: Onipresença, Onipotência e Onisciência. Atributos encontrados, tão somente, na Divindade.
           A Onipresença é também conhecida como Ubiquidade. 
       Portanto, Deus na pessoa do Pai, Filho e Espírito, é o único ser, em todo o universo, que é ubíquo.
          Este entendimento faz convergir em Cristo, todo tempo, em um só tempo, neste caso específico em estudo, ao tempo do século eterno!       
                          Para a humanidade, porém, que está limitada ao tempo e ao espaço, a morte de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, no Calvário! 
    Sendo assim, todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente no sacrifício de Jesus, na plenitude dos tempos, Deus trouxe à existência, no século eterno, essas pessoas, então, crucificaram a Jesus, conforme encontramos no relato bíblico.  
           Se aprofundarmos um pouco mais, vamos perceber que todas as pessoas, tanto as que já morreram quanto as que estão vivas e as que ainda não nasceram, participaram como testemunhas daquele evento! 
         Todas essas pessoas, no século eterno, quando o episódio de fato ocorreu, ainda não existiam, mas, foram trazidos à existência, por Deus, para serem testemunhas oculares da história!
Todavia, para Deus que é ubíquo, tudo existe e converge em Cristo, pois, em Jesus existem todas as coisas, de todos os tempos, num só tempo, que é o presente de Deus! "Porque nEle habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade." Colossenses 2: 9 "E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele; E Ele é a cabeça do corpo da igreja, é o princípio e o primogênito de entre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse" Colossenses 1: 17 - 19 (grifo nosso).          
       O que mais me chama a atenção nesse texto, é que ele refere-se a Jesus, como o princípio, ou seja, o Criador.
             Trata também a Cristo como o primogênito de entre os mortos, não com o sentido de o melhor de entre os mortos, mas, definitivamente como, de fato, o primeiro a morrer!
            O que é mais impressionante é a declaração que, foi do agrado de Deus Pai, que em Jesus Cristo, habitasse toda a plenitude, dentre essa característica, está à máxima extensão de tempo, tanto o passado, quanto o presente e, o futuro, está contido, no presente de Cristo. 
              Isso é simplesmente fenomenal!
  É exatamente esse poder de Deus, que Paulo, reportando aos romanos, esclarece: “O Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem”. Romanos 4: 17.
  Antes mesmo de firmar definitivamente esse raciocínio, percebamos o que Paulo comentou aos romanos, ele disse: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Romanos 8: 29.
     Baseado neste verso, alguns analistas eclesiásticos defendem que Deus predestinou alguns para a eternidade e, outros para a morte eterna!
   Conforme nosso entendimento essa dedução é indevida, pois, o verso reporta para as pessoas que Deus de antemão conheceu, e sabemos que Deus conheceu e conhece a todos, portanto, todos foram predestinados para ser semelhante a Cristo. É exatamente o que relata o livro de Gênesis, onde afirma que fomos formados à imagem e semelhança da Divindade!
  Já outros analisadores, fundamentados neste mesmo texto, defendem que Cristo, não é Deus Criador; e sim criatura, pois, foi o primeiro de toda Criação.
 Jesus é o primogênito entre muitos irmãos, não no sentido de ser o primeiro ser Criado, pois, como vimos nos versos supracitados, Ele é Deus Criador e não criatura!
  Contudo, Ele é o primogênito entre muitos irmãos no sentido de ser o primeiro a morrer e ressuscitar, por isso, Ele é também a Salvação!
  Agora podemos concluir nosso raciocínio com firmeza racional embasado na Revelação Divina!
 Com base nesses versos, deduzimos que Cristo morreu em plenitude, justamente no tempo do século eterno, antes de haver criado qualquer coisa, chamando à existência os fatos, que para nós, os humanos, ainda não existiam!
             Como foi Cristo quem Criou todas as coisas, precisava ter ressuscitado, para então Criar o Universo, conforme, relatado no livro de Hebreus no primeiro capítulo e verso dois: “Nestes últimos dias nos falou (Deus), pelo Filho, (Jesus Cristo) a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual (através de Jesus Cristo) também fez o universo”.
   Deus o Pai, então O ressuscitou dos mortos, “Ao qual (Jesus Cristo) Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela”. Atos 2: 24. “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas”. Atos 2: 32 (adendo nosso).
              Agora sim, uma vez ressuscitado, Cristo criou a grande expansão que nós chamamos de Universo, posteriormente dá condições de vida ao planeta Terra, colocando nela a humanidade, que destoa de Seu plano, pecando!
    Quando o homem pecou, já estava perdoado, pelo sangue remidor de Cristo, vertido desde os tempos eternos!
   Para que pudéssemos compreender, este ato foi manifestado, na cruz do Calvário, em nosso tempo, aproximadamente há um pouco mais de dois mil anos. Acontecimento este, que nos faz entender em plenitude a profundidade do amor de Deus!
   Assim, podemos perceber que nós os humanos, estamos limitados ao espaço e ao tempo, mas, no caso da Divindade, só existe o tempo presente!
            Tudo converge para o presente de Cristo! Esta foi a iniciativa Divina para remir o pecador!
          Que Deus nos abençoe, e abra o nosso entendimento para compreendermos a altura, largura e profundidade desse grandioso amor!        
               Infelizmente, a maior parte das pessoas de todas as épocas tem rejeitado ou menosprezado Jesus Cristo achando que Ele não seja Deus.
                O povo a quem Deus escolheu por vezes tem perdido de vista o gracioso caráter divino de Jesus, no entanto, Cristo quer definir os caracteres dos cidadãos do Seu reino, e quer que todos se tornem herdeiros de Deus e coerdeiros com Ele mesmo!
               Nunca podemos perder de vista as palavras de Paulo que nos dão convencimento ao afirmar que "nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade". Colossenses 2: 9.
              Adoremos, pois, o primogênito Criador, Jesus Cristo, que nos saúda e por Sua ressurreição garante a nossa ressurreição para a vida eterna!