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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

IDE - Expiação e a Iniciativa Divina - (Segunda Parte)



EXPIAÇÃO E A INICIATIVA DIVINA – (Segunda Parte)

                        Educador Glauco César

Vimos na primeira parte desse nosso comentário que o mistério da expiação é que “sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados.” Hebreus 9: 22
Essa proposição é bastante concludente, fato que coloca em maus lençóis as pessoas que antedatam ao Calvário, elas estariam irremediavelmente destituídas da salvação!
Nesse caso, se Cristo morreu há dois mil anos, somente as pessoas que viveram após o Gólgota, estariam remidas pelo sangue do Cordeiro de Deus!
Só existe uma maneira de se resolver esse enigma! É justamente se Cristo houvesse morrido vicariamente, antes que o pecado tivesse surgido!
Sendo assim, para a remissão de Cristo alcançar a pessoa de Abel, que foi o primeiro a morrer, Jesus, o Cordeiro de Deus, teria que ter morrido, de fato, desde a Criação, para desta forma, alcançar Abel, que foi o primeiro humano a experimentar o desfavor da morte!
É sabido que sangue de ovelhas não tem poder de salvar, o próprio Paulo nos assevera esta verdade! “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” Hebreus 10: 4.
Nesse caso, teria, então, de ser o sangue de Jesus, nosso Cordeiro pascoal, pois, conforme João Batista, Cristo é o Cordeiro de Deus. Veja esse enunciado. “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1: 29
Baseado, exatamente, nessa declaração de João Batista, começaremos a desvendar esse enigma proposto por Deus!
Demasiado interessante é notar que João Batista, naquela oportunidade, identifica a pessoa de Jesus como “o Cordeiro que tira o pecado do mundo.”
Essa afirmativa da ‘voz que clama no deserto’, não me surpreende, uma vez que João tinha plena certeza do que estava afirmando, apesar de que Cristo ainda não tinha morrido na cruz nem derramado seu sangue para remir os pecados!
Contudo, no entendimento de João, Jesus, desde sempre, tirava o pecado do mundo!
É bom notar, que o mesmo João, momentos antes, havia asseverado que “a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” João 1: 17
O dicionário ‘Aurélio’, define graça como perdão. Como podemos perceber, nesse caso, perdão ou remissão dos pecados só acontece com o derramamento do sangue de Cristo.
Agora, que temos esse entendimento, concluímos que João Batista, ao ver Jesus se aproximar, teria que tornar firme sua declaração dizendo que só Cristo é o Cordeiro de Deus, e Ele tiraria o pecado, quando fosse crucificado!
Mas não foi isso que aconteceu, João tinha plena convicção do que estava declarando! Por isso Ele colocou sua afirmativa no presente, e não no futuro. Ele sabia que tudo está no presente da Divindade!
Já nós, seres humanos, é que vivemos somente o presente, contudo, temos um passado e, a depender de nossas escolhas, poderemos ter um futuro eterno, com vida em nós mesmos, vivenciando as benesses que o Pai nos oferece!
João Batista realmente cria que, de fato, Cristo, o Cordeiro, houvera morrido, “desde a fundação do mundo.” Apocalipse 13: 8
 Perceba como funciona a didática Divina, o texto que deveria esclarecer por completo esse detalhe, coloca-nos mais dificuldades! É exatamente essa dificuldade que induz o pesquisador a se aprofundar nos mistérios de Deus, para poder decifrar os pequenos entraves, que são colocados para aproximar o pecador, cada vez mais de Cristo, que é o revelador dos enigmas!
Todavia, foi praticamente na Fundação do Mundo, que foi estabelecida a simbologia do Cordeiro. Assim, na fundação do Mundo, Cristo teria morrido, simbolicamente, através do sangue de um cordeiro!
Nessa simbologia, as pessoas que antedatam a cruz, estariam perdoadas, apenas, simbolicamente! Para ter seus pecados perdoados verdadeiramente, Jesus teria que ter morrido, de fato, desde a fundação do Mundo!
E se Cristo morreu de fato, terei então que fundamentar, efetivamente, na Bíblia, esse acontecimento! Uma vez que o verso apresentado, não define se a morte foi simbólica ou se foi real!
Para fugir desse simbolismo, Jesus teria que ter morrido antes da efetivação desse símbolo! Portanto, precisamos demonstrar que Cristo, verdadeiramente morreu, antes da fundação do mundo, para não confundir, o que é real com o que é simbólico!
Como Cristo, também, é a própria verdade, Ele quer que cada pessoa tenha conhecimento bastante para desvencilhar dos empecilhos que o assunto nos oferece!
Por isso Ele se encarregou de registrar em Sua Palavra a prova de que Ele morreu, de fato, e não simbolicamente!
“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós.” I Pedro 1: 18 – 20
Esses versos são tão esclarecedores quanto o próprio Jesus!
Eles nos revelam que fomos resgatados pelo precioso sangue de Cristo, não de cordeiros, simbolicamente!
Para nos situar na linha do tempo e não confundir com o simbolismo, na fundação do mundo, nem mesmo há dois mil anos, através de Sua morte substituinte no monte Caveira, esse verso informa que o sangue de Jesus, na verdade, foi vertido, em outro tempo, antes da fundação do mundo. O que quer dizer, um pouco antes de dar condições de vida ao Planeta Terra, aproximadamente um pouco mais de seis mil anos.    
O que mais admiro em Deus, é a Sua riqueza de detalhes!
Para não restar nenhuma dúvida, Ele esclarece os pormenores, para assim entendermos com total inteireza, afirmando: (a morte de Cristo), foi manifestada (no Calvário), nestes últimos tempos (há 2000 anos), por amor de nós, ou seja, para que nós os viventes pudéssemos entender corretamente o propósito do grande amor de Deus! 
Agora sim, morrendo um pouco antes da fundação do mundo, não se confunde com o símbolo do cordeiro, mesmo porque a Bíblia esclarece que Ele morre de verdade e não simbolicamente.
Assim, todos que viveram antes do Calvário teriam sido resgatados pela graça redentora de Cristo, isto por intermédio de Seu sangue que foi vertido, de fato, antes da fundação do Mundo.   
 Apesar de que essa citação resolva por completo a situação da humanidade, fazendo convergir em Cristo às coisas da Terra, ainda continua parte do enigma, que é as outras coisas, para que todas as coisas, até as do Céu, fossem solucionadas. “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse, e que, havendo por Ele feito a paz, pelo sangue da Sua cruz, por meio dEle reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos Céus.” Colossenses 1: 19 e 20.
E que coisas do Céu seriam essas? É óbvio, o perdão dos pecados de Lúcifer e seus anjos.
Então, para que o enigma seja totalmente decifrado, Jesus teria que verdadeiramente ter morrido antes que Cristo tivesse Criado os anjos celestiais, ou seja, antes que Ele Criasse até mesmo o Universo.
Só assim, a morte de Cristo alcançaria as coisas do Céu, no caso, os anjos que pecaram. E foi exatamente o que aconteceu, “segundo o poder de Deus, que nos salvou, e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas conforme a Sua própria determinação e graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e que é manifestada agora, pela aparição do nosso Salvador, Jesus Cristo, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção, mediante o evangelho.” II Timóteo 1: 8 – 10.
A leitura desse verso alarga, cada vez mais, nosso conhecimento!
Na visão de Paulo, a morte de Cristo, não aconteceu, de fato, no Calvário, nem na fundação do mundo, nem ainda antes da fundação do mundo, mas sim, antes dos tempos eternos!
Foi justamente, esse grandioso poder de Deus, conforme Sua própria determinação, capaz, de num único momento, resolver, tanto as coisas da terra, ou seja, perdoar o pecado da humanidade, quanto às coisas do Céu, perdoar o pecado de Lúcifer e dos anjos, seus seguidores.
É de bom alvitre esclarecer que apesar de Lúcifer e os anjos, seus seguidores, terem sido perdoados pelo sangue de Cristo, eles recusaram tal perdão, por isso mesmo não terão direito à vida eterna.
A morte de Cristo, antes dos tempos eternos, abriu a porta da graça para Lúcifer, os anjos, seus seguidores e a humanidade, já a manifestação dela, no Calvário, há dois mil anos, destruiu a morte, ou seja, fechou a porta da graça para as coisas do Céu, Satanás e os anjos, seus seguidores, permanecendo, tão somente aberta, para a humanidade.
Apesar de que toda a humanidade tenha sido perdoada, de igual modo, por Cristo, esse perdão não garante a vida eterna, pois, precisamos aceitar tal perdão, fazendo uso de nosso livre arbítrio.
Conforme essa citação de Paulo a Timóteo, podemos concluir, definitivamente, como as coisas aconteceram.
Antes dos tempos dos séculos, Jesus Cristo, mesmo antes de formar o Universo, é morto na cruz do Calvário. Em seguida é sepultado e ao terceiro dia ressurge, pois, o Pai O ressuscita.
Em seguida Cristo faz surgir a Grande Expansão e forma os seres celestiais. Posteriormente o grande anjo Lúcifer peca, mas por força da graça do sangue de Cristo vertido na cruz, esse poderoso anjo, já está perdoado, se bem que, Lúcifer não aceita o perdão.
Posteriormente Cristo dá condições de vida ao planeta Terra, Cria a humanidade na pessoa de Adão e Eva.
Esse santo casal destoa do propósito de Deus e, peca. Todavia, já estava perdoado por Cristo, pois, Jesus já tinha sido morto desde os tempos eternos!
Sendo assim, todas as coisas convergiram em Cristo, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as do Céu, Lúcifer e seus seguidores, os anjos, como as da Terra, Adão, Eva e a humanidade!
Ainda assim, o enigma não foi totalmente decifrado. Precisamos compreender como Cristo tornou isto possível.
É exatamente o que veremos na continuação desse estudo, na próxima Quarta!  Não percam!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

IDE - Expiação e a Iniciativa Divina - (Primeira Parte)



EXPIAÇÃO E A INICIATIVA DIVINA - (Primeira Parte)
Educador Glauco César






Quando o relato bíblico faz alusão aos tempos eternos, normalmente está se referindo à época em que só existia a Divindade, nas pessoas de Deus o Pai, do Filho Jesus e no personagem sacrossanto do outro consolador, o Espírito Santo!
Naquela oportunidade não existia a Grande Expansão, nem nada que pudéssemos chamar, conforme o nosso atual entendimento, de Universo!
Só que, o Universo, nunca deixou de existir, pois, por conta da onipresença, tudo existe na Divindade!
Com esse entendimento, podemos definir com algum acerto, a figura da Divindade!
Nesse caso, Deus seria o conjunto de tudo quanto existe, incluindo-se aí, a Terra, seus habitantes, os astros, as galáxias e toda a matéria disseminada no espaço, tomado como um todo O âmbito em que algo existe ou ocorre; o ambiente preferido; a Divindade!
O Universo seria aquilo que se compõe de partes, Pai, Filho e Espírito Santo, que harmonicamente estão encadeados num todo; a Divindade, que tem o domínio moral ou material comparável ao Universo!
Pois bem, foi nesse tempo eterno, descrito no livro das gerações como o princípio, que Deus, por intermédio de Jesus, cria a grande expansão! “NO princípio, criou Deus os céus e a terra.” Gênesis 1: 1
Esse princípio, narrado na Bíblia, remonta a bilhões de anos, quando Jesus, o Verbo, falou e tudo passou a existir, conforme o relato de João, no capítulo primeiro! “No PRINCÍPIO era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele, nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne, e habitou ente nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1: 1 – 3 e 14
Como sabemos verbo é a palavra em ação! No caso de Jesus, Ele é o Verbo Ativo! Apesar de que a força, o entendimento, o poder, o desejo fosse de toda a Divindade, só Jesus foi o Verbo Ativo!
Foi Ele quem pronunciou e tudo veio à tona! É justamente por esse motivo que só Cristo, e unicamente Ele, poderia dar a vida para resgate do pecador! Isto por que Ele, de fato é o Criador!
Assim se passaram bilhões de anos, a Terra estava sem forma e vazia, ou seja, apesar de ter a forma geóide, por ser sólida geométrica, forma essa que não é a de uma esfera perfeita, estava inteiramente coberta d’água e vazia de vida sobre ela. ”E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” Gênesis 1: 2
É interessante notar que nesse período, a camada de ozônio, uma espécie de gás cristalizado de oxigênio, era tão densa, que impedia a passagem dos raios do Sol sobre o planeta, por isso havia trevas sobre a face desse astro sem luz que gravita sobre a estrela solar, de quinta grandeza.
Permanecendo, assim, nesse estado, até aproximadamente, seis mil anos, quando Cristo, o Deus Criador, então, em apenas seis dias, dá condição de vida ao planeta Terra!
No primeiro dia “disse Deus: Haja luz. E houve luz.” Gênesis 1: 3
Ao pronunciar essa ordenança, a camada de ozônio diluiu-se apenas o bastante para a claridade solar penetrar no planeta, iluminando-o!
Dessa forma, a Terra já não era mais o planeta escuro do abismo!
Mesmo assim, a camada de ozônio, um gás azul pálido, muito oxidante e reativo, continuava densa, a ponto de não se divisar o astro rei, que governa o dia, nem o satélite que governa a noite!
Esses dois luminares, só se tornaram visíveis ao quarto dia, quando Cristo torna a camada de ozônio, que é uma variedade alotrópica do oxigênio, um pouco mais rarefeita, permitindo, assim a visualização do sol, da lua e dos demais astros, estrelas, asteróides, e tantos outros objetos espaciais!
Foi exatamente ao sexto dia, que Deus, por intermédio de Jesus, cria a humanidade! “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança... E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” Genesis 1: 26 e 27
Para alguns estudiosos, a Criação foi obra tão somente do Pai, no entanto, a Bíblia discorda desse entendimento, apontando para a pessoa do Filho, Jesus, como o grande Criador! “HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, a nós, falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez, também, o Universo, O qual, sendo o resplendor da Sua glória, e a expressa imagem da Sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo feito, por Si mesmo, a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas.” Hebreus 1: 1 - 3
Ao criar o homem, Cristo coloca no mesmo a capacidade de tomar qualquer decisão, fazer suas próprias escolhas e, principalmente tornar Deus feliz! Capacidade esta, reconhecida como Livre Arbítrio!
É certo que o termo livre arbítrio não se encontra no relato bíblico, no entanto, divisamos ali referências sobre ele!
Como é o caso relatado em Deuteronômio 30: 19 “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas conta vós, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.”
Como bem percebemos, o chamado livre arbítrio, é uma escolha de cada ser humano!
Essa escolha humana alegra todo o paço celestial! “Digo-vos, que assim haverá alegria no céu, por um pecador que se arrepende.” Lucas 15: 7
Esse verso está relatado tanto na parábola da ovelha, quanto na narração alegórica da dracma perdida! Por estar contida em parábolas, não invalida a condição de Deus como Pai!
E como Ele é um pai de amor, certamente não está satisfeito com a condição de seus filhos humanos! É por isso que, verdadeiramente, quando usamos o livre arbítrio, na escolha do arrependimento, tornamos Deus feliz!
Eu chego até mesmo a imaginar Cristo, se aproximando ao Pai e relatando de Sua alegria, sentindo recompensado o Seu ato vicário, na cruz!
Foi justamente ao fazer mau uso do livre arbítrio, que o pecado adentrou no nosso planeta, vitimando não somente a humanidade, como também todo o nosso sistema!
Para alguns estudiosos da Bíblia, o Plano da Redenção foi arquitetado pela Divindade após a queda do homem, quando este se rendeu ao pecado!
Esses que assim crêem, asseveram que Jesus se ofereceu como vítima pascoal, no entanto, o Pai relutou em aceitar tal determinação!
Conforme esse entendimento, a queda do homem pegou a Divindade de surpresa!
Se de fato aconteceu desta maneira, os três principais atributos da Divindade estariam em xeque; a onipresença, onipotência e, sobretudo, a onisciência!
Existe outra classe de apreciadores que apregoa que o Plano da Redenção foi concebido na mente divina muito antes do pecado, contudo, só foi colocado em prática quando da efetivação deste!
Todavia, baseado na Revelação Divina, no caso, as Sagradas Escrituras, creio mesmo, que o Plano da Redenção, não somente foi concebido na mente divina, como, de fato, foi realizado desde os tempos eternos!
Esse estudo, com certeza, deixará o leitor altamente perplexo, ao perceber que as idéias não são confusas, mas demonstra uma profunda racionalidade, que certamente nos elevará na compreensão dos mistérios de Deus. Isto é estupefato!
Antes de tudo, para se ter um melhor embasamento, é preciso, ao menos saber, o que é expiação?
O Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, nos informa que é o ato de expiar.
E o que vem a ser expiar? No mesmo dicionário, Aurélio, tem a seguinte definição: É o mesmo que remir a culpa, cumprindo a pena; pagar; sofrer as consequências.
De posse dessa informação, podemos, então, conhecer o texto base deste estudo! “Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as cousas, tanto as do Céu como as da Terra.” Efésios 1: 9 e 10.
Esse verso, rico em enunciado, deve ser interpretado de forma não menos rica, com racionalidade e coerência. Ele é aquele tipo de texto, que exige do pesquisador o uso apurado da mente, e, para isso, requer do mesmo, a demanda do emprego de tempo.
A primeira parte do texto versa sobre o mistério da vontade de Deus!
Muitos estudantes deixam de averiguar mais profundamente a vontade de Deus, pois, por ser um mistério é algo, tão somente, inacessível ou incompreensível. Por isso, eles não arvoram entrar num detalhe que pertence tão somente à Divindade.
O que essas pessoas esquecem é que mistério é também um enigma!
Nesse verso em pauta, mistério não pode ser definido como inacessível nem incompreensível, pois, conforme o mesmo é para ser desvendado, sendo, portanto, um enigma, que é uma descrição obscura de uma coisa para ser decifrada.
Façamos, então, uma busca minuciosa para averiguação da realidade!
Para iniciar nossa investigação, primeiramente, precisamos saber qual é, então, o mistério ou enigma da expiação?
 Esse mistério está delineado em Hebreus 9: 22. Tomemos então conhecimento dele! O mistério é que “sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados.”
Essa proposição é bastante concludente, fato que coloca em maus lençóis as pessoas que antedatam ao Calvário, elas estariam irremediavelmente destituídas da salvação!
Nesse caso, se Cristo morreu há dois mil anos, somente as pessoas que viveram após o Gólgota, estariam remidas pelo sangue do Cordeiro de Deus!
Como, então, resolver esse enigma?
É exatamente o que veremos na continuação desse estudo!  Não percam!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

IDE - Encontro com o Filho de Deus




ENCONTRO COM O FILHO DE DEUS
Educador Glauco César



No momento em que o ser humano encontra-se com Jesus, ele imagina que Cristo fará uma série de proibições, ou mesmo, exija um comportamento exemplar, para ter direito à eternidade, essa pessoa, no entanto, surpreende-se com a postura de Cristo!
Ao invés do Filho de Deus se colocar como o único referencial, digno de ser seguido, Ele indica um guia seguro para o pecador.
Talvez, para evitar interpretações dúbias, para não deixar transparecer aos humanos, uma pitada sequer de egoísmo, ao tempo em que elimina também, do próprio ser humano, ou, das organizações destes, a possibilidade de consistir como uma referência a ser seguida.
É interessante notar a profundidade da declaração de Jesus, relatada no livro de João no capítulo 5: 30 – 32 e 34 “Eu não posso, de Mim mesmo, fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o Meu juízo é justo, porque não busco a Minha vontade, mas a vontade do Pai que Me enviou. Se Eu testifico de Mim mesmo, o Meu testemunho não é verdadeiro. Há outro que testifica de Mim, e sei que o testemunho que  Ele dá de Mim é verdadeiro. Eu, porém, não recebo testemunho do homem; mas digo isto, para que vos salveis.”
O que podemos filtrar numa análise, um tanto superficial, é que Cristo está intimamente informando à pessoa pecadora, que ela não deve estar atrelada às informações humanas nem sequer, dependente das instruções de estabelecimentos de homens!
Para que o pecador possa entender com mais profundidade, Jesus faz ver que, quem testemunha deve fazê-lo de outrem e não de si próprio! Isto nos remete a perceber que, na sua maioria, as denominações religiosas, se colocam mais, como referências, que, propriamente apontam para o referencial que é Cristo.
O Filho do Homem, demonstrando uma humildade ímpar, além de apontar para o Pai, Ele, então, revela para a humanidade, o único guia seguro, em meio aos homens, que indica o caminho a ser seguido, Sua Palavra, A Bíblia.
 “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam” João 5: 39. Arrematando, então Cristo complementa: “Eu não recebo glória dos homens.” João 5: 41. Demonstrando, mais uma vez, ser Ele o único referencial, e não a Instituição Religiosa, como muitos gostariam que fosse!
Quando o Filho de Deus afirma que não recebe o testemunho do homem, Ele, automaticamente esclarece o motivo, o homem, fatalmente não receberia a eternidade, uma vez que, sua confiança estaria depositada na instituição, que é algo humano, ao invés de estar firmada no Cordeiro, que é divino.
Quando o pecador chega até Jesus, e este, arremete-o para a Bíblia, passa a existir uma relação íntima de afeto, entre Criador e criatura, a ponto desta procurar entender, diariamente, a vontade dAquele que os criou, através da Bíblia.
Foi essa a experiência que ocorreu com os moradores da cidade de Bereia, essa deve ser também a atitude de cada pessoa ao ouvir, qualquer explicação sobre a doutrina de Deus, para desta forma, tirar as suas conclusões!
Observe atentamente esse relato: “Ora estes de Beréia foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia, nas Escrituras, se estas coisas eram de fato assim.” Atos 17: 11.
Quando a pessoa não entra, diariamente, em estreito relacionamento com as Escrituras, esse indivíduo, paulatinamente, vai se distanciando de Jesus e, ao invés de refletir o altruísmo, peculiar do Mestre, passa a adquirir o egoísmo desenvolvendo o ciúme!
Esse ciúme embota o entendimento, privando até, de certa forma, que ela veja claramente, sua efetiva condição espiritual! Foi o que aconteceu com João, o discípulo amado, dentre os seguidores de Cristo, talvez, o que mais se identificava com o mestre. Mesmo assim, ele não se viu privado dessa triste experiência!
“E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que, em Teu nome, expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não Te segue conosco. E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque, quem não é contra nós é por nós.”  Lucas 9: 49, 50. Que extraordinário ensinamento deixado por Cristo!
Podemos claramente identificar a característica de João, nesse incidente, com a postura das denominações de hoje em dia, acham-se intimamente ligadas com Jesus, arvoram-se como “igreja amada”, no entanto, estão com um procedimento, totalmente exclusivistas!
Precisamos ter bastante cuidado, com nossa postura, pois, somos um com Cristo, nunca, o único que Jesus confia!
O grande problema da igreja egoísta, é que ela está sempre enaltecendo sua organização, sua postura, seu entendimento, sua pessoa, sendo ela própria a grande referencial, e não Cristo.
Os membros de igrejas com estas características estão sempre, orgulhosamente, demonstrando quem ele é, e bradam altíssonantemente: ‘Eu sou’ um fiel membro da igreja, tal... Esse é um grande problema!
As pessoas se preocupam em demonstrar de qual denominação elas são, quando, na verdade, deveriam demonstrar de quem elas são! Quiçá, que todas as pessoas pudessem demonstrar que seguem a Jesus.
Os que não seguem a Cristo demonstram por suas próprias ações, que estão abandonando seu Senhor, retirando, por sua própria escolha, a eternidade, por não mais querer andar com Cristo!
Já nos dias de Cristo este procedimento era comum! “Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com Ele. Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também, retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” João 6: 66 – 68.
As denominações não se aperceberam que Cristo é que é tudo em todos, e não elas! Sábia foi a dedução de Pedro, ao reconhecer que somente Cristo, e não a igreja, é o caminho para a vida eterna, como o próprio Jesus esclareceu posteriormente, ao afirmar: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim.” João 14: 6.
Com o entendimento que toda humanidade pertence a Jesus, conforme compreensão do salmista Davi, que assevera: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” Salmos 24: 1
Pode-se chegar facilmente à conclusão que toda igreja/pessoa é de Cristo. Sendo, portanto, igreja verdadeira de Jesus, podendo, como é natural, seu juízo em relação às coisas referentes a Deus, estar correto ou, incorreto!
Contudo, Deus, franqueou a todos a oportunidade em Seu serviço, como igreja/indivíduo para apontar para Cristo Jesus, o único caminho de retorno a Deus!
Sendo assim, não existe motivo plausível para se nutrir o espírito de exclusivismo, que tem gerado tanto rancor entre as facções religiosas.
O que se pode observar é que nossos irmãos, de outras denominações, aceitaram a comissão de ir a todos, eles estão, ao modo deles, anunciando para a humanidade carente, a pessoa de Jesus, como a única solução dos problemas que afligem a alma humana!
Ao invés das outras facções religiosas, através de sua irmandade, ficarem agradecidas pelo cumprimento desse dever, eles preferem nutrir um sentimento de pesar e deixam que a inveja tome conta do ser, afirmando até, que esse labor foi em vão.
Por qual motivo é que se insiste em não reconhecer o labor de cada igreja, se o próprio Jesus é quem comissionou e, aceita o trabalho de cada um?
Importante é a declaração de Cristo, afirmando que aceita e espera que cada pessoa/igreja faça o que lhe compete!
Quão deleitoso é, saber que Jesus aceita o trabalho de todos e quer ter a todos junto a Si, e de forma nenhuma Ele rejeita o labor, nem muito menos a pessoa que queira caminhar junto a Ele! “Todo o que o Pai Me dá virá a Mim; e o que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6: 37
Assim concluímos que o dever das denominações bem como de cada indivíduo é, basicamente, anunciar ao mudo, a pessoa de Jesus, Ele é tudo e, satisfaz plenamente!
Compreendemos também que cada pessoa será recompensada, não pelo entendimento do bojo doutrinário que defendem, mas somente por aquilo que de Cristo ouvir! “E diziam à mulher (igreja): já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos O temos ouvido, e sabemos que Este é, verdadeiramente, o Cristo, o Salvador do mundo.” João 4: 42.
Concluímos também, que a missão de cada um de nós, é semear ou, conduzir a humanidade até a pessoa de Cristo, o Filho amado de Deus!
Deve-se entender que essa missão é supervisionada pelo Espírito Santo! É esse Espírito que tem a capacidade de convencer a cada um do seu “pecado, e da justiça e o juízo.” João 16:8.
O convencimento, portanto, não é atribuição humana, cabe ao Espírito, porém, o Espírito Santo só realizará a Sua parte, se o pecador permitir, pois, no princípio, Deus dotou o homem de livre arbítrio, e aquilo que Deus dá, Ele afirma: “de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6: 37. Essa é a nossa garantia!
Sendo assim, ninguém é forçado a aceitar coisa nenhuma de Deus, se não o fizer conscientemente: “Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” Zacarias 4: 6.
Resumindo, é dever de cada cristão, examinar cautelosamente as Escrituras, para não incorrer no erro descrito por Cristo aos saduceus, quando afirmou; “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” Mateus 22: 29.
Esse é o nosso entendimento! Que assim seja!